O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 02 de Setembro de 2014

1. Lamego é conhecida sobretudo por uma cor, por um acontecimento, por um produto e por uma imagem.

São quatro painéis que projectam a cidade para lá da cidade. E que, devidamente optimizados, podem cativar investimento e acrescentar riqueza.

 

2. A cor de Lamego é o verde: o verde que desce do monte de Sto. Estêvão, o verde que bordeja as avenidas.

João de Araújo Correia, escultor de palavras com ressonâncias telúricas, anotou: «Lamego é uma cidade verde, feita de quietude e de silêncio».

 

3. A quietude já não será a mesma. E o silêncio também vai sendo engolido pelo frenesim do ruído e pela turbulência da ansiedade.

Não obstante, ainda se respira alguma serenidade nesta urbe desgastada pelos séculos, mas não vencida pelo tempo.

 

4. O acontecimento pode não ter ocorrido, mas nunca deixou de povoar a lembrança.

As primeiras cortes de Portugal serão — para todo o sempre — as Cortes de Lamego. Mesmo que tenha sido um evento irreal, este é um activo real, indelevelmente associado à cidade.

 

5. A Lamego não faltam produtos de qualidade. É o caso da famosa bola e da deliciosa gastronomia.

Mas o produto que mais avulta é, sem dúvida, o vinho.

 

6. Ele até pode ser celebrizado como «Vinho do Porto», mas a sua produção expande o sabor do Douro inteiro.

Em inúmeras mesas do planeta, a marca Lamego salta à vista e aconchega o paladar.

 

7. Fecunda é a vinha que nos oferece este vinho.

Seja tratado ou espumante, é um vinho sempre generoso. Porque generosa é a gente que desta vinha nos faz chegar este vinho.

 

8. Mas o que surge mais directamente acoplado a Lamego é uma imagem.

Para muitos, dizer Lamego é dizer Nossa Senhora dos Remédios.

 

9. Trata-se praticamente de um epónimo. Quando, fora de Lamego, se pensa em Lamego, a primeira imagem que desponta é a Senhora dos Remédios.

Ela não precisa de publicidade. Pelo contrário, é Ela que faz publicidade à própria cidade. Ela é a senhora da cidade, vista, por sua vez, como a cidade da Senhora.

 

10. A Senhora dos Remédios atrai gente de todo o mundo até Lamego. É ela quem mais transporta Lamego pelo mundo.

Onde estiver uma imagem da Senhora, aí estará o nome da cidade. Ela é o rosto de Lamego. E o Seu rosto deixa rasto!

publicado por Theosfera às 11:01

Afinal, queremos uma fé que nos agrade ou que nos ajude?

Chesterton não hesitava na resposta: «Nós, na verdade, não queremos uma religião que esteja certa quando nós estamos certos. O que queremos é uma religião que esteja certa quando nós estamos errados».

Nem sempre é possível agradar. É sempre necessário servir!

publicado por Theosfera às 10:03

Diz a experiência que os extremos tocam-se e os contrários atraem-se.

O medo, por vezes, enturma com a fúria.

Bertrand Russell notou que «o medo colectivo estimula o instinto de rebanho e tende a provocar a fúria para com aqueles que não são vistos como membros do rebanho».

Afinal, quando aprenderemos a acolher o diferente?

publicado por Theosfera às 09:45

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