O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 19 de Agosto de 2014

Se não olharmos para as causas, estaremos sempre a lamentar as consequências.

Daí que Vauvenargues aconselhasse: «Antes de atacar um abuso, deve ver-se se é possível arruinar-lhe os alicerces».

Nem sempre é possível conseguir. Mas não é impossível tentar.

Um abuso está sempre a querer emergir. A nossa vontade há-de procurar sempre fazer-lhe frente!

publicado por Theosfera às 09:27

Há onze anos, neste dia, foi morto Sérgio Vieira de Mello.

Onze anos depois, há muitas perguntas sem resposta acerca do atentado que o vitimou.

Foi um apóstolo da reconciliação em Timor. E um artífice da paz no Iraque.

Caiu. Mas nem na morte vacilou!

publicado por Theosfera às 00:04

Hoje, 19 de Agosto, é dia de S. João Eudes, Sto. Ezequiel Dias Moreno, S. Luís de Toulouse e S. Bernardo de Tolomai.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

A 19 de Agosto de 1991, houve a tentativa de fazer recuar o processo de democratização na Rússia.

 

Gorbachev, Ieltsin e o povo foram determinantes.

 

Um regime implodiu. Mas, curiosamente, o fim do comunismo soviético constituiu o maior certificado da falência do capitalismo ocidental.

 

O adversário deixou de estar fora. Passou a estar dentro.

 

Como disse Nouriel Roubini, o Malagrida dos desastres financeiros, «o capitalismo pode autodestruir-se».

 

A humanidade, a leste e a oeste, sente-se à deriva.

 

Como nota Lipovetsky, este é o tempo da decepção.

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 18 de Agosto de 2014

 

O plural de bem é bens? Só morfologicamente.

Teologicamente, o plural de bem é sempre bem.

O bem não aumenta quando se acumula, mas quando se reparte.

O jovem que aborda Jesus tinha muitos bens (cf. Mt 19, 22). Mas o apego a esses bens impedia-o de se abrir ao bem.

Não são os bens que asseguram o bem. O bem é mais importante que os bens.

O bem nem sempre está nos bens. O bem é o mais importante dos bens.

Às vezes, o bem passa pela superação dos bens, pela partilha dos bens.

Não é fácil. Mas, em Deus, sumo Bem, não é impossível!

 

publicado por Theosfera às 19:29

18 de Agosto de 1974. A Igreja da minha terra lotou-se completamente. Foi o dia da nossa profissão da fé.
Foi tudo muito intenso, muito belo, muito vivido. Não houve restaurantes. No final da celebração, fomos para casa e esperamos que a minha querida Mãe (sempre sacrificada) confeccionasse a refeição.
No dia seguinte, lá nos integrámos na multitudinária procissão da Senhora da Guia. Ia por um caminho estreito. Ainda não havia estrada.
Faltava-nos muita coisa naqueles tempos. Sobrava alegria, felicidade e paz!
publicado por Theosfera às 10:27

Dar é difícil. Mas é sempre importante.

É claro que pode haver alguma vaidade. La Rochefoucauld notou: «Aquilo a que chamamos liberalidade não é, o mais das vezes, senão vaidade em dar, que nos agrada mais que o que damos».

Nem sempre. Aliás, essa vaidade até ficará bem, sendo facilmente desculpável.

Mas o despojamento devia estar em tudo: no que se dá e no acto de dar.

A recompensa está no bem que se pratica e no aplauso que se reclama. Só o bem faz bem.

publicado por Theosfera às 09:51

Só há separação porque há união. A solução será, então, que nada nos una?

Pablo Neruda proclamou: «Para que nada nos separe, que nada nos una».

Mas é melhor o risco da separação após a união do que a suposta tranquilidade de uma prévia não-união.

Há riscos que vale a pena correr. A unidade é um risco que tem de ser corrido!

publicado por Theosfera às 09:47

O princípio está certo: o poder está limitado pela lei.

O problema é a realidade. E a realidade mostra que é a lei que está limitada (e fortemente limitada) pelo poder!

publicado por Theosfera às 09:40

Para haver liberdade, tem de haver determinação por parte de cada um e respeito por parte de todos.

Compreende-se que Franklin Roosevelt tenha dito que «não há liberdade sem segurança e independência. Populações com fome e sem emprego são a base das ditaduras».

Não falta quem reprima o seu clamor. Impossível, porém, se torna reprimi-las eternamente.

O clamor dos mais pobres acaba por derrubar até a mais feroz das ditaduras!

publicado por Theosfera às 09:36

Hoje, 18 de Agosto, é dia de Sta. Helena da Cruz, Sto. Agapito e Sto. Alberto Hurtado Cruchaga.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 17 de Agosto de 2014

Obrigado, Senhor, Deus Santo,

fortaleza dos débeis.

 

Tu és o médico e o medicamento,

a cura e o curador,

o salvador e a salvação,

Tu trazes a melhor terapia,

a terapia da misericórdia e da esperança.

 

Os mais simples entendem-Te,

os mais humildes procuram-Te,

os mais pobres sentem conforto a Teus pés.

 

 

É doloroso o sofrimento,

mas bendita é a Cruz quando a pegamos com amor,

como Tu.

 

Dá-nos, Senhor,

a força da paz e da determinação em seguir os Teus passos,

em pisar os Teus caminhos.

 

Que sejamos dignos de Te seguir,

de estar conTigo,

como Maria,

a Tua e nossa querida Mãe,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:17

Hoje, 17 de Agosto (XX Domingo do Tempo Comum), é dia de Sta. Clara de Montefalco, Sto. Ângelo Mazzinghi, S. Mamede e S. Mamés.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 16 de Agosto de 2014

Ontem, foi mais um dia dedicado a Nossa Senhora.

 

É bom ter presente que há milhões de filhos Seus que morrem de fome.

 

1200 crianças perdem a vida a cada hora que passa.

 

Não seria Nossa Senhora mais honrada se os milhares de contos que são gastos nas festas fossem encaminhados para matar a fome aos Seus filhos?

 

Como podemos honrar a Mãe sendo indiferentes à sorte de tantos dos Seus filhos?

 

Milhares de pessoas estiveram, durante a tarde, a olhar para a imagem de Maria no Seu esplendoroso andor.

 

Parafraseando o saudoso Padre Abel Varzim, atrever-me-ia a sugerir que procurássemos Maria nos Hospitais, nas Prisões, nas Ruas, nas Camas ou em tantas Casas onde (sobre)vivem idosos abandonados.

 

Não digo que Maria não possa ser encontrada numa procissão, sobretudo se for feita com fé e unção. Mas alguém negará que Ela está sobretudo na dor dos Seus filhos?

publicado por Theosfera às 11:56

A vida é feita de etapas.

A vida é tecida de começos e entretecida com finais.

O intercâmbio é constante. Cada começo aponta para o fim. Cada fim prenuncia um novo começo.

Há 21 anos, neste dia, terminava o meu trabalho na Paróquia de S. João de Brito, em Lisboa.

Um agradecimento enorme a todos. Uma gratidão imensa a cada um.

Este passado nunca passará. O meu eterno eterno e estremecido obrigado!

publicado por Theosfera às 00:06

Hoje, 16 de Agosto, é dia de Sto. Estêvão da Hungria, S. Roque e Sta. Maria do Sacrário.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:05

Sexta-feira, 15 de Agosto de 2014

Infinitos são os nomes, ou sobrenomes, com a mesma Virgem. Maria costuma ser invocada e louvada, nascidos todos, (notai) na etimologia dos mesmos benefícios, que é o mais nobre e sublime nascimento que eles podem ter.

 

Tais são todos os nomes e sobrenomes com que a Cristandade invoca, venera e dá graças à Virgem Maria, tirados todos e fundados nas etimologias dos benefícios já experimentados e recebidos, para operadora dos quais hoje nasce ao mundo.

 

Perguntai aos enfermos para que nasce esta Celestial Menina: dir-vos-ão que nasce para Senhora da Saúde; perguntai aos pobres: dirão que nasce para Senhora dos Remédios; perguntai aos desamparados: dirão que nasce para Senhora do Amparo;
perguntai aos desconsolados: dirão que nasce para Senhora da Consolação; perguntai aos tristes; dirão que nasce para Senhora dos Prazeres; perguntai aos desesperados: dirão que nasce para Senhora da Esperança.

 

Os cegos dirão que nasce para Senhora da Luz; os discordes: para Senhora da Paz; os desencaminhados: para senhora da Guia; os cativos: para Senhora do Livramento; os cercados; para Senhora da Vitória. Dirão os pleiteantes que nasce para Senhora do Bom Despacho; os navegantes: para Senhora da Boa Viagem; os temerosos da sua fortuna: para Senhora do Bom Sucesso; os desconfiados da vida: para Senhora da Boa Morte; os pecadores todos: para Senhora da Graça; e todos os seus devotos; para Senhora da Glória.

E se todas estas vozes se unirem em uma só voz, dirão que nasce para ser: Maria e Mãe de Jesus.

publicado por Theosfera às 11:02

É suposto que, na guerra, se lute pela terra por causa da vida das pessoas.

Mas, na mesma guerra, acaba-se por se sacrificar a vida das pessoas por causa da terra.

A guerra é um absurdo, uma teia que ninguém quer. Mas em que muitos caem!

publicado por Theosfera às 08:41

Não é fácil acabar com a opressão nem terminar com a injustiça.

Elas prosseguem pela acção de muitos e pela inacção de tantos.

É fundamental que nunca se esmoreça, que nunca se desista.

Bertolt Brecht perguntava e respondia: «De quem depende que a opressão prossiga? De nós. De quem depende que ela acabe? Também de nós. O que é esmagado que se levante. O que está perdido, lute».

Há quem não queira. Há quem não deixe.

Mas a força da persistência vencerá a persistência da força!

publicado por Theosfera às 08:20

1. O padre é alguém que fala e de quem muito se fala. De quem se fala (sobretudo) quando falha.

 

Dir-se-á que é o que acontece a toda a gente. De um futebolista também se fala quando falha. Os seus erros não são ocultados. Só que os seus feitos são igualmente reproduzidos e celebrados.

 

 

 

2. Acerca do padre, o melhor era que não se dissesse nada. Afinal, ele existe por causa da pessoa de Cristo e não por causa da sua pessoa.

 

Mas já que se diz, então que se dissesse tudo e não apenas o negativo.

 

 

 

3. Seria bom que nenhum padre falhasse. Mas será que se pode exigido isso a um ser humano?

 

Aos olhos de muitos, o padre é um falhado e ser padre é um falhanço.

 

 

 

4. Tal como o avião, o padre não é notícia quando voa; só é notícia quando cai.

 

E, nos tempos que correm, a vida do padre parece andar sempre em voo rasante sobre o desastre.

 

 

 

5. Ele está exposto a todos.

 

E tem de estar disposto a suportar quase tudo: a verdade, mas também a mentira; a realidade, mas também a aparência; os factos, mas também a suspeita.

 

 

 

6. Vinte e cinco anos depois, sei que foi Cristo que me convenceu e Maria que me conduziu.

 

Maria serviu-me de guia ou não tivesse eu crescido à sombra de Nossa Senhora da Guia.

 

 

 

7. Foi Ela que me atraiu para Cristo. Foi Ela que me desenhou a Igreja de Cristo.

 

Foi em Maria que encontrei o que na Igreja procurei. Maria surgiu-me sempre como um farol de esperança, como um Evangelho vivo, como um Evangelho inscrito na vida.

 

 

 

8. Maria ensinou-me que não é preciso muito falar para muito dizer.

 

Basta deixar que a Palavra que é Deus se faça vida na nossa vida.

 

 

 

9. Na Mãe da Igreja sempre colhi o modelo (o espelho e o exemplo) de uma Igreja que se quer mãe.

 

Em Maria pude aconchegar uma Igreja despojada e arrojada, próxima de todos e ao lado dos pobres.

 

 

 

10. O que foi possível em Maria não será impossível na Igreja, com Maria.

 

Ao completar vinte e cinco anos de sacerdócio, de novo deposito o meu nada no tudo que de Maria tenho recebido: «Maria, Senhora/ do mais fundo de mim/ eu rezo, eu peço/ acompanha-me até ao fim»!

 

publicado por Theosfera às 08:04

A guerra não traz nada de bom. Até os vencedores são derrotados.

Sim, porque não há vitória quando há mortes, humilhações.

A guerra é uma redundância. As causas até podem ser meritórias. Mas os métodos são repelentes.

Os que participam na guerra repetem-se. Uns matam, outros matam.

Aliás, Napoleão aconselhava: «Não combatas demasiadas vezes com o mesmo inimigo, pois acabarás por lhe ensinar a tua arte de guerra».

Infelizmente, muitos são expeditos nessa aprendizagem. O resultado é que nunca é bom. Nunca!

publicado por Theosfera às 08:04

Há vinte e cinco (já longos) anos, celebrava a minha Missa Nova na minha terra natal: S. João de Fontoura.

 

Nada preparei. Foi tudo surpresa.Foi tudo amizade. Foi tudo fraternidade.

 

O altar foi colocado no largo fronteiro à capela de Nossa Senhora da Guia.

 

Lembro que o local estava cheio apesar do calor.

 

Lembro a alegria comovida de meus Pais, de meu Irmão, dos meus Amigos e Colegas.

 

Convidei para pregar o Padre Arménio Gaspar Almeida, que tinha sido meu pároco.

 

Recordo a felicidade dos escuteiros, a cujo grupo pertenci. Foram eles que, praticamente, organizaram tudo. Mas toda a gente da minha paróquia se envolveu.

 

Ainda hoje estou muito grato por tudo. Ainda hoje, me comovo quando penso em tudo. E como gosto de rever aqueles rostos, de re-escutar aquelas vozes!

 

Soube, depois, que houve quem diligenciasse para que ficasse lá como pároco. Não foi possível. Mas o meu coração continua lá. O meu corpo, muito provavelmente, lá repousará.

 

Obrigado à minha terra. Obrigado aos meus amigos. Continuo a ser vosso. Mesmo andando por longe, a distância não apaga o afecto nem diminui a estima.

 

Que Nosso Senhor vos abençoe. E que Sua santa Mãe, Nossa Senhora da Guia, vos acompanhe sempre.

publicado por Theosfera às 05:04

Uma das personalidades mais marcantes do nosso tempo, Óscar Romero, nasceu em Agosto: a 15 de Agosto de 1917.

 

A sua morte veio cedo. O reconhecimento da sua santidade parece vir tarde.

 

Mas o seu rasto permanece imperecível.

 

Deixo aqui um texto que ele escreveu:

 

«De vez em quando, dar um passo atrás ajuda-nos
a conseguir ter uma perspectiva melhor
O Reino não só está mais além dos nossos esforços,
mas inclusive mais além da nossa visão.
Durante a nossa vida,
apenas realizamos uma minúscula parte
dessa magnífica empresa que é a obra de Deus.
Nada do que fazemos está acabado,
o que significa que o Reino está sempre ante nós (...)
Isto é o que tentamos fazer:
plantamos sementes que um dia crescerão;
regamos sementes já plantadas,
sabendo que são promessa de futuro.
Assentamos bases que precisarão de um maior
desenvolvimento.
Os efeitos da levedura que proporcionamos
vão mais além das nossas possibilidades.
Não podemos fazer tudo e,
ao dar-nos conta disso, sentimos uma certa liberdade.
Ela capacita-nos a fazer algo, e a fazê-lo muito bem.
Pode ser que seja incompleto, mas é um princípio,
um passo no caminho,
uma ocasião para que entre a graça do Senhor
e faça o resto.
É possível que não vejamos nunca os resultados finais,
mas essa é a diferença entre
o encarregado de obras e o pedreiro.
Somos pedreiros, não encarregados de obra,
ministros, não o Messias.
Somos profetas de um futuro que não é nosso. Ámen».
publicado por Theosfera às 03:10

Hoje, 15 de Agosto, é dia da Assunção de Nossa Senhora, de Nossa Senhora da Lapa e de S. Tarcísio.

É Dia Santo de Guarda e Feriado Nacional.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 14 de Agosto de 2014

Confesso que, nesta altura, não consigo advertir com nitidez a diferença.

Não estamos em guerra mundial? Dizem que não.

Mas estamos a assistir a muitas guerras no mundo. Quantas mais guerras são precisas para estarmos em guerra mundial? Só haverá guerra mundial quando as superpotências entrarem em conflito?

Na Ucrânia, já há uma média de 60 mortos por dia. Na Síria e no Iraque, o número deve ser ainda maior.

É urgente (re)fazer a paz. Mas a paz não vem pela negociação. A paz vem, antes de mais, pela conversão.

Quando acolhermos Jesus, acolheremos a paz. Ele é a nossa paz (cf. Ef 2, 14)!

publicado por Theosfera às 10:27

Sejamos sinceros.

Todos temos medo da morte. Até Jesus, que é Deus, morreu no meio de grande clamor e lágrimas (cf. Heb 5, 7).

Mas há uma coisa que devíamos temer mais do que a morte: o desperdício da vida.

Bertolt Brecht aconselha: «Não temas tanto a morte, mas sobretudo a vida desaproveitada».

Não desaproveitemos a vida!

publicado por Theosfera às 10:14

S. Maximiliano Maria Kolbe morreu a 14 de Agosto de 1941, faz hoje, portanto, 73 anos.

 

Foi um mártir da segunda guerra mundial. Ofereceu-se para dar a vida em vez de um outro prisioneiro de Auschwitz.

 

Sempre admirei este homem singular. Defendia a obediência em todos os casos. Excepto num: quando a decisão de quem decide não estiver em sintonia com a vontade de Deus.

 

Tipificou a fórmula da santidade em v=V, v é a vontade do Homem, V é a vontade de Deus. Quando o Homem se abre a Deus, eis o princípio, o meio e o fim da santidade.

publicado por Theosfera às 10:06

Julgar os outros é um erro, uma injustiça e uma arrogância.

 

É um erro porque pode sempre haver algum dado que nos escape. Se o outro falha na acção, quem nos garante que nós não falhemos na avaliação?

 

É uma injustiça porque, deste modo, estamos a medir o outro não pelo que ele é verdadeiramente, mas tão-somente por aquilo que nós vemos. Que, obviamente, é falível.

 

Finalmente, é uma arrogância porque, habitualmente, quem julga os outros erige-se a si mesmo em norma, em regra, em lei. Ora, isto é totalmente descabelado, insustentável, indigerível.

 

Por isso é que a Bíblia diz que «o juízo pertence a Deus» (Deut 1, 17). Somente a Deus.

 

É claro que não nós não temos outro ponto de vista para olhar a não ser os nossos olhos.

 

Mas devemos partir de um princípio sempre salutar: o que vê é tão limitado como aquilo (aquele) que é visto.

 

Nada de preconceitos, pois. Fraternidade na correcção, sem dúvida. Mas sempre com amor e delicadeza. Como recomendava Santo Agostinho, «em tudo caridade».

publicado por Theosfera às 09:58

Hoje, 14 de Agosto, é dia de S. Maximiliano Maria Kolbe, Sta. Anastácia e Sta. Isabel Renzi.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 13 de Agosto de 2014

Há quem busque a felicidade no não fazer. Mas a felicidade está no fazer.

Há quem procure a felicidade no ócio. Mas a felicidade está no trabalho.

Tolstoi tinha razão: «A condição essencial para a felicidade é ser humano e dedicado ao trabalho».

Sem dúvida!

publicado por Theosfera às 12:55

Muitas vezes, a honestidade pode ser vista como um freio, como uma espécie de antídoto da ousadia.

Os que a têm, pensam e repensam antes de agir. Têm medo de ferir alguma pessoa ou algum princípio.

Os que não a têm, avançam sem olhar a pessoas e a princípios.

Vauvenargues achava: «A probidade, que impede os espíritos medíocres de atingir os seus fins, é mais uma forma, para os astutos, de conseguirem o que querem».

É injusto. Mas é melhor ser prejudicado do que prejudicar!

publicado por Theosfera às 10:39

Já houve cristãos que foram perseguidores, o que foi mal.

Há cristãos que são perseguidos. Alguém achará que é bem?

Nenhum dos agora perseguidos foi, alguma vez, perseguidor.

Há duas coisas a que as religiões têm de pôr fim com urgência: à violência dentro de si e à violência para fora de si.

A violência é inaceitável sob o ponto de vista da humanidade. E as religiões contraem deveres acrescidos neste âmbito.

Quando se mata um ser humano, mata-se a imagem de Deus. E mata-se qualquer afloramento de credibilidade.

Os tiros que se disparam contra alguém são tiros que se dão nos próprios pés!

publicado por Theosfera às 10:26

Há muitas formas de criticar. Umas mais assertivas e contundentes, outras mais subtis e diluentes.

Eça achava que «o riso é a mais antiga e mais terrível forma de crítica».

A mais antiga, provavelmente. E a mais terrível, seguramente.

Aprecio o sorriso, mas confesso que, às vezes, me assustam certos risos!

publicado por Theosfera às 10:16

Sobre o futuro?

Direi tão-somente que tenho 25 vezes mais razões para continuar a entregar-me Àquele a quem me consagrei há 25 anos.

Não sei obviamente quando vou morrer, mas sei que vou morrer padre.

E isto para mim é bastante. É o bastante!

publicado por Theosfera às 00:33

1. A história não se repete, mas persiste.

 

Cada tempo transporta outros tempos. Cada tempo faz eco daqueles que marcaram o tempo. Daqueles que nos marcaram no tempo.

 

 

 

2. Neste dia 13 de Agosto, faz 14 anos que faleceu D. António de Castro Xavier Monteiro. Eram 18h30. Era Domingo.

 

Eis uma data que não pode passar incógnita na terra para onde ele veio com alegria. E que serviu com extremos de dedicação.

 

 

 

3. As primeiras impressões dificilmente se extinguem. Mas são as últimas recordações que jamais se apagam.

 

É sabido que, ao aproximar-se o fim, D. António quase não falava. Nem assim, porém, deixou de comunicar.

 

 

 

4. Nas últimas horas, comunicava, acima de tudo, com o olhar.

 

Era um olhar sofrido. Mas era também um olhar sereno. Um olhar acolhedor. Um olhar agradecido. Um olhar de pai.

 

 

 

5. D. António enchia as pessoas com a sua palavra e preenchia os ambientes com a sua presença.

 

Entrou na cidade a 8 de Outubro de 1972, vindo de Lisboa. A partir dessa altura, Lamego passou a ser «a minha casa e a minha família». Em Lamego queria «ser pastor, vínculo de paz, de amor e de unidade».

 

 

 

6. Era um aristocrata no porte que sabia ser simples nos gestos. A 15 de Outubro de 1978, foi a Espadanedo, concelho de Cinfães, em visita pastoral.

 

Arlindo Pinto da Silveira estava paralítico há 36 anos em consequência do reumatismo agudo que o afectou. Pois D. António fez questão de o ir crismar a casa, ficando a corresponder-se com ele a partir desse dia.

 

 

 

7. Cultivava D. António uma proximidade que surpreendia e cativava. Mesmo quando não estava perto, sentíamo-lo próximo. Não falava muito, mas estimulava bastante.

 

D. António tinha, efectivamente palavra de mestre, coração de pastor e olhar de pai.

 

 

 

8. Não deixemos apagar o seu rasto. Não esbatamos a sua lembrança. Honremos o seu legado.

 

Disse Elie Wiesel que «esquecer é rejeitar». Seria imperdoável esquecer quem nunca nos esqueceu.

 

 

 

9. Jamais poderei esquecer a sua envergadura intelectual, a sua profundidade espiritual e a sua altíssima estatura humana.

 

A sua delicadeza sempre o distinguiu e nobilitou.

 

 

 

10. D. António nunca esqueceu Lamego durante a vida. Que Lamego não se esqueça de D. António após a sua morte.

 

Quem vive como D. António viveu, sobrevive para sempre. Que a sua memória continue a iluminar a nossa história!

 

publicado por Theosfera às 00:01

Hoje, 13 de Agosto, é dia de S. Ponciano, Sto. Hipólito, S. Cassiano de Ímola e S. Marcos de Aviano. Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 12 de Agosto de 2014

O padre não é credor, é apenas devedor.

O padre não tem créditos, só tem dívidas.

O que ele é deve-o a Deus, deve-o a tantos.

O padre tem muito que pedir. Mas tem (infinitamente) mais para agradecer.

Do fundo do meu coração, verto a mais sentida a gratidão: ao meu saudoso Pai, que já está no Céu, à minha querida Mãe, que continua a acompanhar-me na terra, ao meu Irmão, à minha Cunhada, aos meus encantadores Sobrinhos Pedro e João; todos eles são o meu reduto e o meu resguardo.

Não esqueço o Pároco que me enviou para o Seminário nem o Bispo que me ordenou.

Conservo gratíssima memória dos lugares por onde passei e das pessoas que conheci.

Não é exequível elencar nomes. Mas estão todos gravados no meu coração reconhecido.

Um sincero, extenso e muito intenso obrigado!

publicado por Theosfera às 00:31

Neste dia 12 de Agosto,
há vinte e cinco anos,
estava, Senhor,
prostrado diante de Ti
para me consagrar a Ti e, em Ti,
à missão que tinhas para mim.

Vinte e cinco anos depois,
com mais anos e muitas canseiras,
tenho muito para contar,
mas tenho muito mais para (continuar a) escutar
e aprender.

Tu, Senhor, nunca faltaste.
Tu, Senhor, nunca me deixaste.

Nas horas mais escuras,
nos momentos de maior tormenta,
eu bati sempre à Tua porta
e Tu marcaste sempre presença na minha vida.

Por isso, Te louvo.
Por tudo Te agradeço.
À Tua (e nossa) Mãe renovo a consagração da minha vida
e a entrega do meu sacerdócio.
Como Ela, quero pronunciar uma única palavra: sim!
Sim a Ti, Senhor,
Sim à Igreja,
Sim à paz, à reconciliação.
Sim à amizade.
Sim a cada ser humano.

Mantenho o propósito da primeira hora:
viver totalmente des-centrado de mim,
estar plenamente centrado em Ti.

Recebe, Senhor, a minha vida,
acolhe o meu ser.
Modela o meu espírito.
Orienta os meus passos.

Sê Tu em mim para que, em Ti,
possa ser sinal do Teu imenso amor pela humanidade.

 

Perdão, Senhor, por todas as faltas.

Obrigado, Senhor, por todos os dons.

Obrigado pelo dom de cada instante.

Obrigado pelo dom de cada pessoa.

 

Obrigado por fazeres das noites escuras começos de manhãs radiosas.

Obrigado pelas clareiras que fazes brilhar nas sombras.

Que nunca seja eu.

Que sejas sempre Tu em mim.

 

Há vinte e cinco que sou padre.

Não por mim. Mas para Ti. E para todos os Teus.

 

Ajuda-me, Senhor, a ser sempre padre

como Tu queres e até quando Tu quiseres.

 

Obrigado pelos Pais que me deste.

Obrigado pelas pessoas que me têm acompanhado.

Obrigado por tanto.
Obrigado por tudo.
Obrigado, Senhor!
publicado por Theosfera às 00:13

1. Éramos cinco naquele dia. Há vinte e cinco anos. Já há vinte e cinco anos. Completam-se hoje, 12 de Agosto.

Parece que foi ontem que tudo aconteceu. Mas não foi ontem. Foi num dia como o de hoje, em 1989, o ano em que uns muros caíram e outros muros se ergueram.


Foi o ano em que se fez história, com a queda do Muro de Berlim, chamado também o Muro da Vergonha.


E era também com alguma vergonha que nós, os cinco, avançávamos. Sabíamos que aquele passo iria transformar — de uma vez para sempre — as nossas vidas.


A partir daquele momento, daquela tarde, íamos deixar de ser nós. Íamos deixar de ser nossos. Passávamos a ser d’Ele. Passávamos a ser vossos. De todos. Para todos.


Era tudo tão grande, tão denso, tão profundo e nós tão pequenos! Mas Ele lá sabe. Passou pela nossa vida. Seduziu-nos. Convenceu-nos. E nós passámos a andar sempre com Ele (cf. Mc 3, 14).



2. Ficámos lívidos de emoção quando nos prostrámos na Catedral, completamente cheia. Sentimos mesmo o Espírito Santo vir até nós. As palavras e as mãos do senhor D. António de Castro Xavier Monteiro involucravam algo indizível que nos era transmitido.


Ser ordenado padre pelo senhor D. António foi uma graça que nunca saberei agradecer devidamente.


Nele vi sempre um pai, um pai afável, carinhoso. Tanto empolgava multidões como era capaz de penetrar no íntimo mais recôndito de uma pessoa.


Amanhã, 13 de Agosto, faz treze anos que Deus o chamou. Por que não pensar numa rua com o seu nome?


Apesar de contido, amava Lamego. Deu, aliás, sobejas provas desse amor.


Sendo Arcebispo de Mitilene, era a segunda figura do Patriarcado de Lisboa e, nessa medida, potencial sucessor de D. Manuel Gonçalves Cerejeira.


Foi ele que escolheu vir para Lamego. Nunca mendigou recompensas. Mas até por isso, por esse despojamento, não mereceria uma distinção?


Uma rua até é bem pouco para quem tanto merece!



3. Naquela tarde de 12 de Agosto, notávamos que aquela gente toda não estava só ao nosso lado nem à nossa beira. Estava dentro de nós.


Aqueles sorrisos, entremeados com lágrimas, arrebatavam as entranhas do nosso ser. Para ser padre, não é preciso tanto ter uma grande inteligência. É fundamental, acima de tudo, ter um grande coração. Um coração simples. Como o d’Ele. Como o de Jesus.


Naquela tarde, sentimos que hipotecámos as nossas vidas. Tornámo-nos — conscientemente — uns alienados.


Deixávamos de ter vida própria. Agora, era tudo d’Ele. Tudo para Ele. Para Jesus. Que felicidade!


Sentimo-nos envolvidos, acarinhados. O melhor da Igreja foi sempre Deus e foi sempre o Povo.


O Povo nunca desilude, nunca desencanta. Pelo contrário, o Povo consegue sempre reencantar-nos quando o encanto fenece ou quando a dor nos visita.


É o Povo simples e bom o primeiro que nos estende a mão, o primeiro que não nos deixa cair, o primeiro que nos adopta como seus. Não somos de ninguém para sermos de todos, para todos!



4. Neste mesmo dia 12 de Agosto, mas de 1815, outro padre era ordenado. Ninguém o acompanhou. Nem a família. Nem qualquer colega.


Calcorreou, sozinho, cem quilómetros a pé. A mesma distância percorreu no regresso sob o sol escaldante de Agosto.


O Santo Cura d’ Ars começou o seu sacerdócio sob o escaldante calor de Agosto. Consumou o seu sacerdócio sob o mesmo escaldante calor de Agosto, já que faleceu a 4 daquele mês, em 1959.


Também D. Manuel Martins, o bispo dos pobres, foi ordenado padre a 12 de Agosto, de 1951.


Leça do Balio, sua terra natal, engalanou-se. Iniciava-se ali uma vida cheia, uma vida em cheio, uma vida para Deus e para os pobres.


Dedicado aos mais pobres foi igualmente D. Hélder Câmara. Recebeu a ordenação sacerdotal em 1931, a 15 de Agosto. Em 1942, também a 15 de Agosto, era ordenado padre o bispo que me ordenou a mim: o querido senhor D. António.


Foi nesse dia que, em 1989, celebrei a Missa Nova. Com a minha família, os meus colegas e os meus amigos. Na minha querida terra natal. Aonde os meus pés vão poucas vezes. Mas donde o meu coração nunca sai!
publicado por Theosfera às 00:09

Faz hoje vinte e cinco anos que recebi o sacramento da Ordem pelas mãos do senhor Arcebispo-Bispo de Lamego, o inesquecível D. António de Castro Xavier Monteiro. Já não está connosco. Meu querido Pai também o acompanha no Céu.

Foram momentos muitos densos, vivências bastante intensas.

O retiro tinha sido no Convento de Avessadas, Marco de Canaveses.

Muita paz nos invadiu naquela celebração que lotou por completo a Sé.

Estes vinte e cinco anos foram vividos em muitas tarefas, em múltiplos trabalhos, canseiras e missões. Peço perdão ao Senhor pelas falhas, pelas imperfeições. Louvo o Senhor pela Sua presença, pela Sua paz, pelo Seu amor e pelos amigos com que me tem presenteado.

Peço uma oração pela fidelidade, para que seja sempre servo humilde e distribuidor generoso da Palavra de Deus e do Pão da Vida.

 

Um abraço fraterno para todos. Uma prece sentida por alma de meu Pai, que tanto vibrou nesse dia.

 

Um beijo carinhoso na face pura de minha Mãe, que sempre me acompanha.

publicado por Theosfera às 00:07

Adolfo Correia Rocha nasceu, neste dia, há 107 anos. Andou um ano no Seminário de Lamego.

Diz que perdeu a fé. Mas reconheceu que nunca esqueceu Aquele que, porventura, até gostaria de negar.

«Deus. O pesadelo dos meus dia. Tive sempre a coragem de O negar, mas nunca a força para O esquecer»!

Miguel Torga mantém um legado imeperecível na nossa cultura!

publicado por Theosfera às 00:06

É pouco, quase nada, o que tenho.

Mas é tudo o que sou e quero entregar.

Inteiramente.

Obrigado, Senhor.

Que eu nunca me canse de (Te) servir.

A minha pobre vida pertence-Te, Senhor.

Foi há vinte e cinco anos (completam-se hoje) que comecei a ser o que sou.

Foi há vinte e cinco anos (completam-se hoje) que comecei a ser padre.

Para sofrer, para acolher, para ajudar, para orar, para sentir, para conter, para calar, a tudo estou disposto, Senhor.

Hoje como há vinte e cinco anos.

Em qualquer situação, o que quero é estar junto de Deus e perto de cada pessoa.

Obrigado, meu Deus!

Obrigado a todos!

publicado por Theosfera às 00:03

Hoje, 12 de Agosto, é dia de Sto. Amadeu da Silva, Sta. Hilária, S. João de Riéti e Sta. Joana Francisca de Chantal.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 11 de Agosto de 2014

Constatação: «os homens que lêem não são espertos; são sábios» (Lauren Martin).

Inferência: os homens que não lêem não são sábios. Serão espertos?

Suspeita: os homens que mandam não parecem ser os que lêem...

publicado por Theosfera às 13:13

Não são apenas os que vivem sós que se queixam da solidão. Os que vivem em multidão também lastimam a mesma solidão.

No fundo, queremos estar perto de todos para sermos reconhecidos, compensados, aplaudidos.

As viagens estão a perder aquele sentido da descoberta. Tornaram-se uma espécie de sepultamento de ilusões.

O que se encontra acaba por desfazer o que se procurava. Subsiste o exibicionismo, a incoercível pulsão para dizer: «Já lá estive».

E, afinal, parece que olhamos mais para o que levamos do que para aquilo que buscamos.

Passamos o tempo de olhos postos na máquina de filmar, no telemóvel ou no pc. Nem nas férias nos deixam.

Como descansar se nem daquilo que mais nos ocupa nos conseguimos libertar?

Sim, são esses meios que nos permitem registar locais, imortalizar momentos. Mas também são eles que nos prendem. E nem damos conta!

publicado por Theosfera às 11:47

É perigoso brincar com o fogo.

Henry Wells achava que «brincar com o fogo desenvolve em nós a habilidade de não nos queimarmos».

Mas o mais normal é que desencadeie em nós uma grande exposição ao fogo. E, quando dermos conta, já podemos estar queimados.

A prudência é a melhor conselheira!

publicado por Theosfera às 11:22

Nem todos os crentes podem ser padres, mas cada padre é chamado a ser, antes de mais, um crente.

Ninguém lhe exigirá que atinja os cumes da mística, mas todos dele esperarão uma espiritualidade sólida e solidária.

Tratar-se-á de uma espiritualidade que integre a Eucaristia (celebrada, adorada e testemunhada), a Liturgia das Horas, a confissão frequente, o rosário quotidiano, a leitura e a meditação da Bíblia, o atendimento, etc.

O que pede para fazer aos outros há-de procurar fazê-lo com os outros, pelos outros.

A humildade e a simplicidade são o maior ornamento do padre.

publicado por Theosfera às 00:29

Hoje, 11 de Agosto, é dia de Sta. Clara de Assis, Sta. Susana e S. Maurício Tornay.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 10 de Agosto de 2014

As pessoas sentem necessidade de falar. Mas não têm grande vontade de escutar.

Como todos estão ocupados a falar, como há-de haver tempo para ouvir e disponibilidade para acolher?

Resultado: nunca se falou tanto, nunca se terá comunicado tão pouco.

Se ninguém houve, para quê falar?

Há um deslizante descontrolo neste campo. Por vezes, diz-se o que não se deve e fala-se onde não se pode.

O ruído, à força do estrondo e da banalização, está a ameaçar a comunicação. Não deixemos que a mate.

Perfumemos o diálogo com o silêncio. Temperemos a palavra com a escuta!

publicado por Theosfera às 21:54

Tudo sobe para cima.

Tudo caminha para o alto.

Tudo tende para o fim.

 

E, na verdade, o que importa é o fim,

o fim para o qual nos chamas.

 

Tu, Senhor, chamas-nos para a felicidade,

para a alegria, para a justiça, para a paz.

Tu, Senhor, chamas-nos para Ti.

 

A vida é cheia de sinais.

É importante estar atento a eles.

É fundamental deixarmo-nos guiar por eles.

 

Neste mundo, tudo passa.

Nesta vida, tudo corre.

Neste tempo, tudo avança.

Só a Tua Palavra permanece, Senhor.

 

 

Obrigado por nos reunires,

por nos congregares,

por nos juntares.

 

De toda a parte Tu chamas,

Tu convocas,

Tu reúnes.

 

Obrigado, Senhor, pela esperança

E pelo ânimo,

Pelo vigor e pela presença.

 

 

 

O importante não é saber a hora do fim.

O fundamental é estar pronto, preparado, disponível.

 

Para Ti, Senhor, o fim não é destruição nem dissolução.

ConTigo, Senhor, o fim é plenitude, realização, felicidade.

 

Em Ti já sabemos o que nos espera.

Tu, Senhor, és a esperança e a certeza da esperança.

 

Tu já abriste as portas.

Tu já inauguraste os tempos últimos, os tempos novos.

 

ConTigo nada envelhece.

Em Ti tudo se renova.

Renova sempre a nossa vida,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:39

O poder é pior que a fome: nunca se sacia.

Bem o notou o Padre António Vieira: «As varas do poder, quando são muitas, elas mesmas se comem, como famintas sempre de maiores postos».

É triste!

publicado por Theosfera às 08:06

O padre não pode ser imparcial.

Ele tem de tomar partido. Não por partidos, mas pelo Evangelho, pelas pessoas.

Os preteridos do mundo têm de ser os preferidos do padre.

Um padre não é da direita, não é da esquerda, não é do centro; é do fundo.

É da profundidade de Deus que ele nasce. É na profundidade do Homem que ele tem de estar.

Junto de cada pessoa, o «ministerium patris (ministério do padre) tem de ser, cada vez mais, um «mysterium pacis» (mistério de paz).

publicado por Theosfera às 00:27

Hoje, dia 10 de Agosto (XIX Domingo do Tempo Comum), é dia de S. Lourenço e Sta. Filomena.

Refira-se que S. Lourenço é invocado contra o lumbago e os incêndios. É também o protector das bibliotecas. É ainda o padroeiro dos cozinheiros e dos hospedeiros.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 09 de Agosto de 2014

O tempo dá ou tira?

La Rochefoucauld era arrasador: «Os defeitos do espírito aumentam com a idade, tal como os do rosto».

Pode ser que sim. Mas será que é assim? Creio que não tem de ser obrigatoriamente assim.

Nem sempre a idade traz defeitos: nem ao espírito nem ao rosto.

O cair da tarde não é menos encantador que o viço da manhã!

publicado por Theosfera às 12:09

As revoluções fazem-se para ter. Para ter mais território, para ter melhor nível de vida, para ter mais liberdade ou para ter mais poder.

Ao fim e ao cabo, somos mais «ter» que «ser».

Daí que Agostinho da Silva, com o talante provocador do seu génio, tenha advogado uma revolução não só para não ter mas sobretudo para deixar de ter: «A única revolução definitiva é a de despojar-se cada um das propriedades que o limitam e acabarão por o destruir, propriedade de coisas, propriedade de gente, propriedade de si próprio».

E, de facto, ter umas vezes ajuda, outras vezes complica.

A vida não é linear. Há que escutá-la em todos os seus sussurros!

publicado por Theosfera às 12:04

A segunda bomba atómica foi lançada neste dia. Há 69 anos. «Ontem», portanto.

Que tenha sido a última vez.

Este é o nosso desejo. Mas poderá ser a nossa certeza?

publicado por Theosfera às 00:44

Os grandes pólos da missão estão sinalizados no sacrário e na rua.

Cristo está no templo e no tempo. Cristo está no pão e no pobre.

Cristo subiu às alturas, mas continua a ser encontrado nas profundidades.

Cristo também está em baixo. Cristo também está do lado de fora.

É preciso saber sair para que muitos possam (re)entrar.

Há, indiscutivelmente, muito que fazer. Mas, como prevenia Sebastião da Gama, há muito mais que amar.

Há que amar humanamente a Deus. E há que (tentar) amar divinamente o próximo.

Há verbos que o padre não pode conjugar: o verbo «impor», o verbo «explorar», o verbo «ofender».

O padre só pode conjugar o verbo «servir», o verbo «dar» (sobretudo na forma reflexa: «dar-se»), em suma, o verbo «amar».

publicado por Theosfera às 00:25

Da universidade para o convento e do convento para o campo de concentração.

 

Assim pode ser condensado o percurso de uma das mulheres mais brilhantes do último século.

 

Edith Stein, transfigurada em Teresa Benedita da Cruz, investiu tudo na procura da verdade. Ao encontrá-la, mudou a vida, mudou de vida.

 

Deixou de ser discípula de um dos mais brilhantes filósofos do seu tempo para se tornar apóstola do mestre de todos os tempos.

 

De Husserl a Jesus, Edith Stein cresceu na sabedoria e desaguou na santidade.

 

Três anos antes do lançamento da segunda bomba atómica, esta mulher exalava o seu último suspiro.

 

Mas nem a morte apagou o rasto da sua vida.

publicado por Theosfera às 00:18

Hoje, 09 de Agosto, é dia de Sta. Teresa Benedita da Cruz (nome religioso da filósofa Edith Stein), S. Carlos Maria Leisner, S. Samuel de Edessa e S. João de Fermo ou da Alvérnia.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 08 de Agosto de 2014

Neste dia, há 26 anos, iniciava o retiro para a ordenação de diácono. Durante ele, redigi um compromisso que todas as manhãs, diante do Santíssimo, revisito:

 

Cheguei à conclusão de que:

— o ministério que exercemos é o alicerce da espiritualidade que pretendemos e que se nos exige;

— a santidade é o objectivo e se atinge pelo serviço;

— é necessário ser sinal de unidade e factor de comunhão;

Cristo e os irmãos constituem os pólos da espiritualidade sacerdotal;

— urge incrementar o espírito de fraternidade humana e de comunhão universal: «Quem ama a Deus, ame também a seu irmão»(1 Jo 4, 21).

 

Deste modo, e contando com o auxílio divino e a protecção da Mãe do Céu, desejo:

renovar o meu «sim» cada dia;

mudar a minha vida ao ritmo do Evangelho;

moldar o meu pensar pelas determinações do ministério que venha a exercer;

ser sinal de Jesus Cristo em tudo e para todos;

— dedicar-me à oração diária e constante (nomeadamente a Eucaristia, a Liturgia das Horas, o Rosário e a Meditação);

— responder às situações delicadas com a serenidade proveniente da paz de espírito;

— ser delicado e simpático para com todos (em casa e na rua, sem distinção);

entregar-me todos os dias a Jesus e a Maria e estar atento às necessidades dos que me rodeiam;

— ser autenticamente humilde;

— fazer os possíveis por ler isto todos os dias.

publicado por Theosfera às 10:22

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