O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Segunda-feira, 04 de Agosto de 2014

Uns parecem melhores do que são.

Outros são melhores do que parecem.

Outros parecem exactamente o que são e ficamos assustados.

E outros são precisamente o que parecem e ficamos profundamente reconhecidos.

A vida vai-se encarregando de fazer a grande triagem e a decisiva selecção!

publicado por Theosfera às 10:14

É inevitável, mas acaba por ser ocioso.

Nas guerras, é como no futebol e na política. As pessoas tomam partido.

Nesta altura, uns estão pelos israelitas, outros estão pelos palestinianos.

Quem terá razão, afinal? Razão? Como é possível alguém ter razão numa contenda que se salda apenas por mortes?

Uns não têm razões para atacar. Outros não têm razões para retaliar. As vítimas não têm razões para ser mortas.

Em nome da decência, só podemos estar de um lado: do lado das vítimas. Dos que já morreram. Dos que irão morrer.

Até quando?

publicado por Theosfera às 10:08

A vontade é um precioso auxílio. Mas pode ser também um perigoso entrave.

Quando se quer, consegue-se muito, apesar das adversidades. Quando não se quer, nada se alcança, ainda que se multipliquem as ajudas.

Já Confúcio tinha reparado: «De nada vale tentar ajudar aqueles que não se ajudam a si mesmos».

Ninguém pode viver em lugar de ninguém. Todos somos únicos.

Muitos vivem ao nosso lado. Mas ninguém vive em vez de nós!

publicado por Theosfera às 09:58

1. Não se pense que os caminhos da santidade são lineares. Não. Também a santidade é feita de altos e baixos, de avanços e recuos, de tropeços e até de traições.


Hoje, venho falar-vos de alguém que morreu há 155 anos (4 de Agosto de 1859).


Era uma pessoa de excepcional bondade, humildade e santidade. Mas todos os obstáculos lhe foram colocados desde o princípio.


O Padre João Maria Vianney, mais conhecido como Cura d’Ars, entrou muito tarde no Seminário e teve muitas dificuldades nos estudos.


Uma vez que o bispo não se encontrava na Diocese, foi enviado à Diocese vizinha, que distava cem quilómetros, para ser ordenado. Fez todo o percurso a pé sob o sol escaldante de Agosto.


Ninguém da família o acompanhou. Regressou novamente a pé!



2. O Santo Cura d'Ars levantava-se de madrugada. Entregava-se à oração das Horas. Celebrava a Eucaristia. Recitava o Rosário. Dava-se à catequese. Permanecia no confessionário.


Penitenciava-se em excesso. Macerou o corpo, privando-se de qualquer conforto.


Primou sempre por uma irrepreensível delicadeza, mesmo diante de quem era pouco delicado para com ele. Nunca querelou com ninguém, nem quando foi acusado de tudo. Manteve sempre a compostura e a serenidade.


Houve quem chegasse a insinuar que o aspecto macerado do seu rosto, fruto de uma penitência constante, se ficaria a dever a uma vida devassada! Mas o Padre João Maria Vianney nunca se deixou abater.



3. O Santo Cura d'Ars amava a pobreza e convivia com os pobres: «Embora manejasse com muito dinheiro (dado que os peregrinos mais abonados não deixavam de se interessar pelas suas obras sócio-caritativas), sabia que tudo era dado para a sua igreja, os seus pobres, os seus órfãos, as suas famílias mais indigentes».


Por isso, ele «era rico para dar aos outros e era muito pobre para si mesmo». Explicava: «O meu segredo é simples: dar tudo e não guardar nada».


Quando se encontrava com as mãos vazias, dizia contente aos pobres que se lhe dirigiam: «Hoje sou pobre como vós, sou um dos vossos».


Ao meio-dia, tomava uma frugalíssima refeição que lhe faziam chegar. Tão frugal era o almoço que, até à uma da tarde, dava para ler a correspondência, para varrer a casa, para dormir um pouco e para visitar alguns doentes.


Pouca gente sabe, mas o Santo Cura d'Ars também foi cónego. Muito a contragosto, diga-se.


Ele aceitou a custo, fazendo questão de vender a indumentária para gastar com os pobres. E não faltou quem a comprasse...oferecendo-a na mesma ao virtuoso sacerdote.


Até para os santos, as distinções são um problema. E também eles nos ensinam como lidar com elas: não reclamá-las, não recusá-las e não usá-las!



4. É bom ter presente que S. João Maria Vianney foi muito incompreendido e bastante atacado. Infelizmente, os seus maiores detractores eram alguns dos seus colegas padres, que não se coibiram, em público ou em privado, de, a seu respeito, tecerem as mais acrimoniosas filípicas.


No fundo, era a inveja por verem os seus paroquianos a correr para Ars. Chamavam-lhe fanático, falso humilde e até vaidoso o consideravam!


Alguns começaram a escrever-lhe cartas anónimas com as insinuações mais soezes: «Dizem que V. Rev.cia é um santo; faria bem em moderar o seu zelo; caso contrário, ver-nos-emos obrigados a chamar a atenção do senhor Bispo».


Um colega recriminara-o, em voz alta, por não ter faixa. Ouvindo a censura, respondeu o Prelado: «O Padre João Maria tem mais valor sem faixa do que muitos com faixa!»


Uma vez, acusaram-no mesmo ao Bispo como sendo louco. Resposta pronta deste: «Como eu desejaria para todo o meu clero um grãozinho dessa loucura!»


O Santo Cura d'Ars foi sempre um paladino da fé e um distribuidor generoso do amor de Deus junto de todos. Nada o venceu. Ninguém o deteve. Deixou-se sempre conduzir pelo Espírito. Morreu esgotado. Faleceu extenuado. Cansado. Mas pleno e plenificante. Vidas assim nunca se apagam!
publicado por Theosfera às 07:01

O padre pode não fazer aquilo de que gosta nem aquilo que os outros apreciam.

Acontece que o seu desígnio não é satisfazer-se a si nem agradar aos outros, mas servir a todos.

Satisfazer e agradar não rimam com servir.

A diaconia não é um exclusivo do diaconado.

O padre serve para viver e vive para servir.

publicado por Theosfera às 00:15

Hoje, 04 de Agosto, é dia de S. João Maria Vianey (St. Cura d'Ars), Sto. Aristarco, Sto. Eleutério de Társia, S. Gonçalo e S. Rúben Estilita.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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