O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Segunda-feira, 28 de Julho de 2014

O tempo ilumina, não elimina. Apega, não apaga.

O tempo transporta-nos para a frente. Mas, nesse caminho para a frente, brilha cada vez mais o princípio, o começo, o berço.

À medida que o tempo passa, não passa a presença da minha querida Mãe.

Deus sabe como ela é importante para mim, como ela é necessária de mim!

publicado por Theosfera às 12:07

Ninguém está em condições de julgar alguém.

Acima de tudo, porque julgar implica alguma distância. Alguém está distante de alguém?

Daí o acerto do dito de Dante: «Quem és tu que queres julgar, / com vista que só alcança um palmo, / coisas que estão a mil milhas?»

publicado por Theosfera às 10:39

A educação alguma vez estará concluída?

Esse é o problema. Quando se dá a educação por concluída, acaba por estar extinta.

Daí o aviso de Flaubert: «A vida deve ser uma constante educação».

A educação não é só para os mais pequenos. A pedagogia deve dar lugar a uma andragogia.

E se os mais jovens têm muito a aprender com os mais adultos, os mais adultos também terão muito a aprender com os mais jovens.

Na educação, nunca se peca por excesso!

publicado por Theosfera às 10:35

Dizem que a paz não traz menos custos que a guerra.

John Milton, por exemplo, sentenciava que «a paz não corrompe menos do que a guerra devasta».

É possível que a corrupção em tempos de paz arraste para a devastação em tempos de guerra.

Uma precisão, no entanto, se impõe. Se há corrupção, haverá paz?

A paz é pureza, rectidão e sobretudo justiça!

publicado por Theosfera às 10:29

Uma guerra começou. Neste dia. Há cem anos.

Não foi uma grande guerra, pois nenhuma guerra é grande.

Mas foi uma guerra grande. Grande no número de vítimas, só mortos terão sido mais de 8 milhões. Grande na maldade. Grande na extensão.

Quem ganhou? Será que alguém pode ganhar quando o mundo perde?

Já dizia Xenofonte que «as guerras demoradas terminam sempre com a destruição ou com a desgraça dos dois beligerantes».

Será que esta guerra terminou? O fim da primeira guerra delineou praticamente os alicerces para a segunda guerra. O fim da segunda delimitou os alinhamentos para o desencadear de uma terceira.

Os possíveis adversários estão cada vez mais identificados.

O potencial destruidor é incomensuravelmente maior. Só o medo de um colapso planetário inibirá de dar o passo fatal.

Ainda não haverá uma guerra mundial, mas muitas guerras já incendeiam o mundo.

São guerras onde só haverá vencidos. Apenas na paz há vencedores!

publicado por Theosfera às 10:03

1. Nada é tão exaltado como a mudança. E nada é tão adiado como a mudança. Muito se fala de mudança. E muito se faz para boicotar a mudança.

Andámos nisto há meses, há anos, porventura há décadas, quiçá há séculos. Enfim, quase sempre a falar; quase nunca a agir.

 

2. O problema é que se não mudamos de vida, a vida acaba por mudar sem nós.

É preciso ter paciência e é necessário não deixar de ter discernimento.

 

3. Mudar, sim, mas para melhor. É vital, contudo, que não se confunda paciência com indecisão, com inacção, com resistência à mudança. No limite, se não houver mudança, que, ao menos, não haja retrocesso.

A mudança deve ser feita sem pressas. A prioridade é que seja feita, é que seja bem feita. Sem pressas. Mas também sem pausas. E sem recuos.

 

4. Entre o ser e o parecer devia haver identidade. Ao olhar para o que parece, devíamos estar em condições de ver o que é. Sucede que a experiência mostra que entre ser e parecer existe distância, conflito. Raramente as coisas são o que parecem e dificilmente parecem o que são.

Acresce que isto não se passa só com as coisas. Com muitas pessoas passa-se o mesmo. No entanto, ainda há quem seja o que parece. E quem pareça o que é.

 

5. Deus está presente no céu. Mas também não está ausente na terra. Não podemos subestimar os nossos deveres para com a terra. Não há céu sem terra. O céu começa na terra.

Quanto mais nos empenharmos na justiça e na paz na terra, tanto mais estaremos a antecipar o céu. Não fechemos os olhos à realidade. Deus (também) está aqui. Em cada ser humano.

 

6. Se não quer que se saiba, não faça ou não conte. Só que isto é impossível. Por isso, prepare-se, preparemo-nos.

Michael Azerrad recorda o que todos, no fundo, pressentimos: «A era em que alguma coisa podia ser desconhecida ou ignorada acabou».

 

7. Hoje em dia, dizer a alguém é arriscar-se a dizer a toda a gente. E o problema não se fica por aqui. É que aquilo que se diz raramente corresponde àquilo que se fez. O «diz que diz» não é uma identidade. Por vezes, é uma adulteração.

Nós retemos o «diz» que nos chega. E esse «diz» frequentemente está muito longe do que outrem disse e fez. A comunicação sujeita-se, pois, a ser uma distorção.

 

8. Nessa medida, a pretexto de que tudo é conhecido, pode acontecer que tudo seja realmente ignorado.

Há, no entanto, excepções. Ainda. Ainda há quem saiba guardar o que vê e conservar o que ouve. Ainda há quem pugne pela verdade e seja perito na transparência.

 

9. Muitos são os que me dizem que não há nada pior do que suportar a injustiça, do que esperar (aparentemente em vão) que a justiça seja reposta. Compreendo-os. Têm toda a razão.

Mas, quanto à injustiça, antes suportá-la que provocá-la. E, a seu tempo, a justiça perdida há-de ser reencontrada. E devidamente reposta. Se há justiça, ela há-de vir. Uma justiça ausente seria justa?

 

10. Da aurora dos tempos vem-nos, via Pitágoras, um precioso (e imprescritível) conselho: «Escuta e serás sábio. O começo da sabedoria é o silêncio».

Diria que é o começo e, não poucas vezes, o meio e o fim. Da sabedoria e de (quase) tudo!

 

 

publicado por Theosfera às 09:34

Dir-se-á que ser Cristo é tarefa impossível.

Sem dúvida.

Mas o impossível para nós torna-se possível a partir de Cristo.

Por isso, o padre tem de estar totalmente descentrado de si para estar plenamente recentrado em Cristo.

publicado por Theosfera às 00:01

Hoje, 28 de Julho, é dia de S. Celso, S. Nazário, S. Vítor I, S. Pedro Poveda Castroverde e Sta. Maria Teresa Kolawska.

Refira-se que S. Vítor I foi o responsável por colocar a Páscoa no Domingo após a Lua Cheia da Primavera, contra a opinião das chamadas «Igrejas catorzimais», que defendiam o dia estrito correspondente ao 14 de Nisan. Também terá sido o primeiro escritor cristão a usar o Latim. Antes, o Grego era a língua oficial da Igreja.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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