O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 22 de Julho de 2014

Em princípio (sublinho em princípio, porque, à chegada, não sei), a avaliação dos professores não me soa totalmente descabida.

Afinal, quem não é avaliado?

O problema é que há uma diferença infinita entre o que deve ser a avaliação e o que é esta avaliação.

Os professores devem ser avaliados como professores. Não devem ser reconduzidos à sua (antiga) condição de alunos. Aliás, é para isso que existem as universidades.

Estas já não cumpriram o seu papel? Já não os avaliaram?

Já não lhes outorgaram «licença» para exercerem uma actividade?

publicado por Theosfera às 22:17

O nome não é muito frequente, mas o seu significado está muito presente.

Neste mundo, não há muitos Narcisos, mas há muitos narcisistas.

O culto da personalidade não pára.

O deslumbramento pela imagem não cessa. Não cessa de crescer!

publicado por Theosfera às 22:02

A uns tudo é permitido. A outros nada é tolerado.

Mariano da Fonseca afirmou que «um grande crime glorificado ocasiona e justifica todos os outros crimes e atentados».

Não há nisto qualquer lógica ou assomo de racionalidade.

Para alguns, o que fazem é bom porque sim, porque são eles a fazer.

Como trazê-los à sensatez?

publicado por Theosfera às 20:26

«Autorreferencial» é uma palavra que anda muito nos lábios do Papa Francisco.

Anda muito nos seus lábios para que ande pouco (ou nada) na nossa vida.

Como facilmente se adivinha, trata-se da denúncia de um comportamento centrado no eu: no eu pessoal e, é bom não esquecer, no eu grupal.

Também há grupos que, exaltando muito a comunhão, parecem esgotar a comunhão dentro de si mesmos. Não vêem mais nada para lá deles.

Aos outros nada mais resta a não ser a submissão.

É preciso saber olhar para fora. Para fora do eu pessoal, para fora do eu grupal.

Há certos «nós» que parecem verdadeiros «nós».

Parecem teias. A liberdade é sair!

publicado por Theosfera às 20:21

1. No espaço e com o tempo, muita coisa muda.

Até o espaço, até o tempo.

 

2. Com efeito, já nem os lugares são o que costumavam ser. O lugar, hoje em dia, tende a deixar de ser o espaço para passar a ser o inter-espaço.

Onde passamos mais tempo nos tempos que correm? Não é num espaço, é entre os espaços.

 

3. O nosso lugar é cada vez menos o local e é cada vez mais a deslocação.

O nosso lugar é — talvez sem darmos conta — a viagem, a pressa e o atraso, a presença ou a ausência, o abandono e o esquecimento, o isolamento e a multidão. É aí que estamos. Ou deixamos de estar.

 

4. Olhemos para a experiência. Estamos sempre a caminho de algum local. Estamos sempre a regressar de algum destino.

A velocidade transformou-se no ícone da existência. Correr tornou-se sinónimo de viver. Resultado: ficar equivale a desaparecer, permanecer é o mesmo que não existir.

 

5. Há lugares onde só restam os idosos. Há lugares aonde já quase ninguém vai. Há lugares donde já quase ninguém sai.

Há lugares dos quais tudo praticamente se retira.

 

6. A escola fecha. O hospital encerra. As casas caem e os campos viram matagais.

Definitivamente, para os poderes, há lugares que se converteram em não-lugares, habitados por não-pessoas.

 

7. E é deste modo que vamos assistindo, impotentes, à crescente deslugarização das pessoas e a uma aflitiva despersonalização dos lugares.

Há pessoas que não têm lugar único. E há pessoas que se arriscam a não serem reconhecidas em lugar algum.

 

8. A quem pertencem estas pessoas? Qual a sua paróquia de referência?

Danièle Hervieu-Léger fala do crente sobretudo como peregrino. É um elemento que não podemos negligenciar.

 

9. O próprio conceito de comunidade cristã já não assenta apenas no território. Tem de assentar, antes de mais, na pessoa.

É preciso estar nos sítios para onde muitas pessoas se deslocam. E é fundamental não deixa de ir até onde algumas pessoas ainda se encontram.

 

10. É a pessoa, e não o seu número, que tem de estar no centro. Pelo facto de ser pessoa.

Na maior metrópole ou no ermo mais remoto, há quem transpire solidão. É aí que tem de se fazer caminho. É aí que urge refazer a missão!

publicado por Theosfera às 10:14

A palavra escutada tem de ser a fonte da palavra proferida.

A palavra não tem só uma função emissora. Deve ter, acima de tudo, uma função ressoadora.

As palavras do padre existem para fazer ressoar a Palavra de Deus, a Palavra que é Deus.

publicado por Theosfera às 00:44

Hoje, 22 de Julho, é dia de Sta. Maria Madalena e Sto. Agostinho Fangi.

Refira-se que Sta. Maria Madalena é invocada como padroeira dos vendedores de perfumes, dos surradores de peles finas, dos luveiros e dos arrependidos.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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