O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Segunda-feira, 21 de Julho de 2014

Sporting e Benfica jogaram um livre. Não faz sentido, pois não?

O livre faz parte do jogo, mas não é a totalidade do jogo.

«Mutatis mutandis», é o que me veio à cabeça quando ouvi dizer que o Papa Francisco fez um apelo à paz durante a homilia de ontem.

Em primeiro lugar e pelas imagens difundidas, não houve nenhuma homilia. Para haver homilia, tem de haver Eucaristia. A homilia faz parte da Eucaristia.

O que houve foi uma alocução durante a oração do «Angelus», habitual ao Domingo.

Mas, já agora, não é a primeira vez que se ouve (e lê) falar da homilia como se designasse a totalidade da Eucaristia.

Há quem diga que o padre tal ou o bispo tal «presidiu à homilia» ou «celebrou a homilia».

Sucede que a homilia é uma parte da Eucaristia, a seguir à proclamação do Evangelho. Há quem lhe chame também «sermão» ou «prática».

Não levem esta observação à conta de reparo nem, muito menos, de crítica. É apenas um modesto contributo para o esclarecimento!

publicado por Theosfera às 10:57

Três estudantes foram encontrados mortos há duas semanas. Horrível, sem dúvida.

Mas a morte de mais 450 pessoas trouxeram-nos à vida?

Decididamente, a violência não é caminho, a vingança não é solução.

Os mortos do outro lado não menos dignos que os mortos deste lado.

A terra até até o nome de santa. Mas quando se perceberá que a terra só é sagrada se a vida dos que lá vivem for respeitada como tal: como sagrada?

publicado por Theosfera às 10:28

A crise faz-se por medidas que se notam, por acções que se sentem.

Há quem pretenda atrair o fim da crise por decreto.

Fim da crise! Alguém nota? Alguém sente?

Não é possível fazer ficção com a realidade.

As personagens da vida são reais, são sofredoras!

publicado por Theosfera às 10:20

É suposto que a ficção ultrapasse a realidade. Mas é verdade que, não raramente, a realidade também ultrapassa a ficção.

Espantamo-nos quando aquilo que não imaginamos acontece. Assustamo-nos quando aquilo que não desejamos se verifica.

Infelizmente, o absurdo é real porque não está no interior das pessoas, mas está no exterior.

Luigi Pirandello percebeu que «a vida está cheio de uma infinidade de absurdos que nem sequer precisam de parecer verosímeis porque são verdadeiros». E, regra geral, é muito tarde quando damos conta deles.

Não é fácil admitir que o mundo, por vezes, se assemelha a um «absurdistão».

Mas só admitindo o que existe é que estaremos em condições de trazer o que nele pode vir a existir!

publicado por Theosfera às 10:11

Lutero achava que «quem não for belo aos vinte anos, forte aos trinta, esperto aos quarenta e rico aos cinquenta, não pode esperar ser tudo isso depois».

Eu acho que pode. Eu acho que pode esperar. Viver é essencialmente esperar.

Quem não espera, sucumbe. E quem espera é porque não desiste de ser mais, de ser diferente.

O futuro até pode ser pior. Mas não podemos capitular.

Quem sabe se não será melhor?

publicado por Theosfera às 10:01

Não é quando a pergunta morre que o conhecimento cresce.

Poder-se-á pensar que, quando não há inquietação, há avanço ou crescimento.

Ilusão. Se não há pergunta, não há vitalidade.

Szymborska anotou: «Todo o conhecimento que não leva a novas perguntas rapidamente morre: não consegue manter a temperatura necessária para a manutenção da vida».

Só de pergunta em pergunta perceberemos a interrogação primordial e atingiremos a resposta total!

publicado por Theosfera às 09:56

A competência anda de mãos dadas com a humildade.

O importante é que se fale da obra. O importante é que cada um perdure através do que fez.

Flaubert percebeu: «O artista deve fazer com que a posteridade pense que ele não existiu».

As mães também são assim. O que elas querem é que se fale dos filhos.

Elas gostam de se eclipsar. E, desde modo, brilham naqueles que geraram e educaram.

Ajudar a ser é o melhor modo de ser!

publicado por Theosfera às 09:49

Há trinta e três anos, tinha eu dezasseis anos. Nesse dia 21 de Julho de 1981, eu estava a ajudar o meu Padrinho que era ecónomo e secretário do Seminário. Eram férias grandes.

 

Quando vínhamos para o almoço, ouvimos três estrondos de uma estridência supina. Houve janelas que partiram, suportes das fechaduras que tombaram e uma nuvem hiroshimiana encobriu toda a cidade.

 

Uma pirotecnia explodira. Situava-se mesmo em frente do Seminário. Várias pessoas (já não sei quantas) morreram. Vi pedaços de corpos espalhados pelas vias.

 

Foi um dia horrível. Lamego foi notícia. Por causa de uma tragédia. No dia seguinte, o Primeiro-Ministro, Dr. Pinto Balsemão, vinha à cidade inaugurar o Mercado Municipal.

 

Mas a dor da véspera tudo ensombrou. Pudera!

publicado por Theosfera às 00:42

a gaguez ajudou-me muito.

Ser gago começou por ser um problema que se transformou numa lição.

Aprendi que não se fala só, nem principalmente, quando se abre a boca.

Fala-se também, e sobretudo, quando não se fecha o coração.

O padre não tem de ser eloquente, mas tem de procurar ser coerente.

O «logos vivencial» é muito mais interpelante que o mero «logos conceptual».

publicado por Theosfera às 00:42

Hoje, 21 de Julho, é dia de S. Lourenço de Brindes, Sta. Praxedas, Stos. Mártires Escilitanos e S. Daniel.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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