O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 16 de Julho de 2014

Um quarto da riqueza do país está nas mãos de um terço da população.

Eis um problema que a prosperidade não resolveu e a crise não solucionou.

Na abundância e na penúria, os ricos continuam ricos e os pobres mantêm-se pobres.

A abundância e a penúria estacionam nos mesmos.

Na era da mobilidade, é estranho (e profundamente desolador) notar que a riqueza não se desloca.

Parece estar onde sempre esteve!

publicado por Theosfera às 11:13

O nosso (luso) problema é mesmo a gestão. Vem de longe e começa cedo. E, pelo que dizem, é um atavismo que se agrava.

Segundo um estudo universitário, os adolescentes «não são capazes de gerir as suas finanças, não possuem hábitos de poupança nem estão familiarizados com a linguagem financeira».

A gente lê e até acredita, mas não deixa de perguntar. Será que isto se refere aos adolescentes? Será que isto não vem dos adultos?

Afinal, a imaturidade talvez não seja um atributo exclusivo dos mais novos. Talvez eles aprendam depressa o que vêem nos mais crescidos.

Nada disto é linear. Tudo isto é complexo.

Importante é reflectir. Fundamental é (procurar) inflectir.

Os mais novos são um retrato dos mais velhos.

Se não gostamos do que vemos neles, seria bom que começássemos por ver o que não estará bem em nós!

publicado por Theosfera às 10:46

Chegamos ao mundo a chorar. E é a chorar que o mundo deixamos.

Shakespeare avança uma explicação: «Assim que nascemos, choramos por nos vermos neste imenso palco de loucos».

Por essa ordem de ideias, deveríamos deixar o mundo a sorrir.

As lágrimas do fim serão de saudade? Ou de habituação?

A vida é uma surpresa, em que as variáveis se sobrepõem às constantes. E seja por que motivo for, chegamos a chorar e partimos a chorar.

Mesmo assim, não deixemos de semear um sorriso neste infindável vendaval de pranto!

publicado por Theosfera às 10:33

1. Achava Octavio Paz que existe «uma injustiça inerente ao capitalismo». A experiência assim o atesta, de facto.

O problema é que as alternativas não têm conseguido amenizar os estilhaços de tal injustiça. Enquanto se discute o capital e a sua injustiça, há tanta gente a sofrer. Enquanto uns estão a pensar, outros estão a penar. Até quando?

 

2. Na vida, somos todos seres incompletos, insuficientes, indigentes. A insatisfação acompanha-nos. Uns são marcados pela necessidade. Outros são tolhidos pela ambição.

Já na antiguidade, Públio Siro notava: «À pobreza faltam muitas coisas, à avidez falta tudo».

 

3. É por isso que não sabemos quem está mais acorrentado. Aquele que só pensa no lucro acaba por ser mais indigente. Se fosse mais livre, se libertasse algo do que lhe sobra, muitos estariam melhor.

O supérfluo de alguns é o essencial para muitos. Para que muitos possam ter mais, outros têm de aceitar ter (um pouco) menos. Será possível?

 

4. «Esta pessoa é boa», ouve-se. «Esta pessoa é má», escuta-se. O curioso é que, muitas vezes, coisas tão díspares são ditas acerca da mesma pessoa. Como é possível tamanha discrepância?

No fundo, começamos a ver os outros não como eles são, mas como nós somos. Habitualmente, é muito tarde quando em nós se imprime o que os outros efectivamente são.

 

5. A sensação dominante é a decepção. Geralmente, leva muito tempo a que o lado escondido se revele.

Há quem encene muito bem. Só que a vida não é um palco contínuo. E acaba por chegar o momento em que aquilo que está dentro salta cá para fora.

 

6. O dinheiro compra. O dinheiro paga. O dinheiro vende. O dinheiro dá? Sem darmos conta, o dinheiro não é instrumento ao nosso serviço. Nós é que, não raramente, nos tornamos instrumentos ao serviço do dinheiro. Ou de quem manda no dinheiro.

Seremos capazes de, alguma vez, acordarmos deste torpor, deste pesadelo?

 

7. Dizia Cervantes: «Não desejes e serás o homem mais rico do mundo». Concedo que não será tanto assim. Mas, em grande parte, poderá ser assim.

A filosofia budista está ancorada na eliminação do desejo. Pelo menos, não se sofre tanto. Há que ser moderado também neste campo. Uma coisa, porém, é certa. Quando o desejo se concentra, imoderadamente, na posse, nunca há felicidade que baste. Nem riqueza que chegue.

 

8. Antoine de Saint-Exupéry exarou uma enorme e bela verdade: «O que nos salva é dar um passo. E outro ainda».

De facto, viver é caminhar. Às vezes, é cair. Outras vezes, é levantar. E tem de ser sempre ultrapassar, transcender, superar. Só indo ao encontro nos (re)encontramos. Para isso, é preciso sair, dar: dar passos, dar o tempo, dar o ser, dar a vida.

 

9. Vem da aurora dos tempos e John Kennedy fez questão de no-lo recordar: «Em chinês, a palavra "crise" compõe-se de dois caracteres: um representa perigo e o outro representa oportunidade».

Acontece que, na hora que passa, parece que só reparamos nos perigos. Estamos tolhidos pelos perigos. Mas, atenção, onde há perigos acaba por haver sempre oportunidades.

 

10. Um perigo pode atirar-nos para o abismo. Mas não nos impede que subamos às alturas. Um perigo é um convite à determinação, à ousadia, à persistência.

Não comecemos a desistir. E nunca desistamos de começar. Hoje. Amanhã. E sempre!

 

 

publicado por Theosfera às 10:30

Certamente já repararam que o progressismo não é dominante entre a gente nova.

O progressismo estará mais presente em gente com alguma idade e até em gente com muita idade. A conclusão que imediatamente se tira é que os mais idosos são mais progressistas e os mais novos mais retrógrados.

Há até quem diga que os mais velhos são mais jovens que muitos mais novos.

Acontece que os ideais (supostamente) mais progressistas dos mais idosos já não são de agora. Tais ideais nasceram quando os mais idosos eram mais novos.

Tratar-se-á, portanto, de um progressismo com alguma idade e, nalguns casos, com muitos anos.

Não falta inclusive quem fale de um «progressismo retrógrado».

É claro que, dada a componente subjectiva de uma avaliação neste campo, é difícil dilucidar acerca de quem é mais progressista e mais retrógrado.

Olhar para as ideias em si mesmas pode levar a ilações desencontradas. Cada um defenderá as suas.

Mas não deixa de ser curioso notar como as coisas mudaram.

Há uns 40 anos, o progressismo estava medularmente associado à novidade.

O progressimo era feito de ideias novas e era obra de gente nova.

Estranhamente, esse progressismo não parece colher grandes simpatias na gente nova de hoje.

A opção das novas gerações, quando não é o vazio, parece ser a recuperação das tradições. Talvez porque acharam que o nosso progressismo faliu ou, pelo menos, não cativou.

Eis uma discussão interessante, porventura interminável.

Essencial é que se mantenha o respeito e não se cortem os elos. Já chega de muros.

Importa que mantenhamos a abertura e que não nos fechemos em preconceitos.

É natural que cada um pense que tem razão. É, porém, fundamental que todos estejamos dispostos a aprender.

É possível que ninguém esteja totalmente errado!

publicado por Theosfera às 06:23

Hoje, 16 de Julho, é dia de Nossa Senhora do Carmo, S. Sisenando, Sta. Madalena Alberici, S. Cláudio e S. Lázaro.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:26

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