O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 15 de Julho de 2014

É sempre bom distinguir. É sempre perigoso excluir.

Há quem opte por contrapor aquilo que deveria integrar.

É óbvio que toda a pastoral tem de ser missão. E é elementar que toda a pastoral tem de ser manutenção.

A pastoral faz-se de envio, de encontro, de acolhimento, de convite e de anúncio. De quê? Da mensagem de Cristo, do Evangelho, do depósito da fé.

A missão existe para levar Cristo e para manter a fé em Cristo. É esta a principal (e decisiva) manutenção.

Há muita coisa que não se deve manter. Mas há igualmente muita coisa que é mister manter.

Cuidado, pois, com os lugares-comuns. Os lugares-comuns podem acarretar problemas incomuns. Porque toda a gente os repete e pouca gente os pensa.

Nem toda a pastoral de manutenção é negativa. Há uma pastoral de manutenção que surge até como decisiva.

Não nos cabe manter a fé? Não é essa manutenção a essência da missão?

publicado por Theosfera às 22:11

1. É muito o que ensina a ciência. Mas é muito mais o que se aprende com a experiência.

A ciência traz-nos muita coisa. Mas só a experiência é a mãe de todas as coisas.

 

2. Sobre a oração, a experiência diz-nos, desde logo, que ela é vital.

Acontece que, na era da suspeita, só não suspeitamos da suspeita. Quanto ao resto, nada aparenta escapar.

 

3. Nem a validação da história servirá de atenuante. Como notou Roland Barthes, para muitos, «o antigo é sempre suspeito».

Mesmo que continue a ser válido, o que vem do passado é visto como — irremediavelmente — ultrapassado.

 

4. Quem perde, porém, não é a coisa perdida. Quem perde somos nós, que a perdemos, que nos perdemos ao perdê-la.

 Olhando para a história, teremos de perguntar. Houve algum santo que não fosse pessoa de oração?

 

5. Há, por vezes, o risco de confundir oração com inacção.

Acontece que a oração não só não impede a acção como se posiciona como alento e alimento da acção.

 

6. O orante não é inactivo. Diria que ele é acrescidamente activo: a partir da base, a partir do fundo, a partir de dentro.

Os mais activos foram sempre grandes contemplativos. Aliás, duplamente contemplativos: contemplativos na oração e contemplativos na acção. Todos eles souberam encontrar Cristo na oração e reencontrar Cristo na acção.

 

7. O abandono do tempo da oração não aumenta necessariamente a quantidade  do tempo da missão e acaba por fazer perigar a sua qualidade.

A atrofia espiritual degenera em paralisia pastoral, da qual, porventura, nem nos apercebemos. Uma espiritualidade dissolvente acaba por desencadear uma pastoral decadente. Que se limita a gerir em vez de fermentar.

 

8. Não cedamos ao risco de agir mais como patrões do que como pastores.

Não somos donos do rebanho e os seus membros são pessoas, não são criados.

 

9. Não nos julguemos proprietários da sua vontade. Procuremos surgir como servidores das suas ânsias.

A religiosidade popular continua a alimentar-se do Terço diário e da Eucaristia semanal.

 

10. Na sua sabedoria simples (e na sua simplicidade sábia), o povo não está errado. Estejamos com o povo em oração. E espraiemos a oração na missão. A oração postula a missão.

O «ide em paz» não é uma despedida; é um envio. Termina a Missa, começa a Missão!

publicado por Theosfera às 18:44

Se não quer que se saiba, não faça ou não conte.

Só que isto é impossível. Por isso, prepare-se, preparemo-nos.

Michael Azerrad recorda o que todos, no fundo, pressentimos: «A era em que alguma coisa podia ser desconhecida ou ignorada acabou».

Hoje em dia, dizer a alguém é arriscar-se a dizer a toda a gente.

E o problema não se fica por aqui. É que aquilo que se diz raramente corresponde àquilo que se fez.

O «diz que diz» não é uma identidade. Por vezes, é uma adulteração.

Acontece que nós retemos o «diz» que nos chega. E esse «diz» frequentemente está muito longe do que outrem disse e fez.

A comunicação sujeita-se, pois, a ser uma distorção.

Nessa medida, a pretexto de que tudo é conhecido, pode acontecer que tudo seja realmente ignorado.

Há, no entanto, excepções. Ainda.

Ainda há quem saiba guardar o que vê e conservar o que ouve.

Ainda há quem pugne pela verdade e seja perito na transparência.

É preciso, porém, arriscar antes de saber. Mas, graças a Deus, (ainda) há quem passe no «teste»!

publicado por Theosfera às 11:27

Afinal, parece que Portugal não perdeu tudo no Mundial. Parece que Portugal tem algo a ver com o título de campeão mundial.

Expliquemo-nos.

Foi uma vitória de Portugal (ainda por cima com uma equipa de suplentes) que despertou a Alemanha. 

Tudo aconteceu no Europeu de 2000, em que Portugal, com o apuramento já garantido, venceu a Alemanha por 3-0.

A partir daí, os alemães encetaram um meticuloso trabalho de formação. Apostaram no recrutamento de talentos e na ministração de um tipo de jogo. Disciplina e espírito colectivo passaram a ser as notas dominantes.

Há que realçar, pois, a visão a longo prazo e enaltecer a competência irmanada com a dignidade. Os alemães não deixaram nada ao acaso.

Para este Mundial, estavam tecnicamente amadurecidos. Mas a logística não foi negligenciada.

Construíram um hotel de raiz no Brasil dando trabalho a operários brasileiros. No final, fizeram a doação desse complexo a uma instituição de solidariedade.

Dizem que, no intervalo do célebre jogo com o Brasil, os jogadores alemães, notando a fragilidade do adversário, fizeram um pacto para não humilhar a equipa da casa.

São estes gestos que depõem a favor de quem os pratica.

É bom saber que há quem saiba jogar e não apenas no campo.

Esta vitória alemã foi feita de talento, de competência e, não menos importante, de muita dignidade!

publicado por Theosfera às 11:05

É inquestionável que Messi é um dos melhores jogadores mundiais.

Já é muito duvidoso que Messi tenha sido o melhor jogador deste Mundial.

Aliás, se Messi tivesse estado mais perto do seu melhor, a Argentina teria estado mais próxima do título de campeã.

O colectivo foi sempre melhor que a sua grande figura. Certamente que muitas vezes já terá sido ao contrário. Nem sempre os melhores estão bem.

Desta vez, o prémio não correspondeu à realidade.

Messi nem sequer terá sido o melhor jogador da Argentina. Se o tivesse sido, é bem provável que a festa se fizesse mais a sul!

publicado por Theosfera às 10:53

Muitos são os que me dizem que não há nada pior do que suportar a injustiça, do que esperar (aparentemente em vão) que a justiça seja reposta.

Compreendo-os. Têm toda a razão.

Mas, quanto à injustiça, antes suportá-la que provocá-la. 

A seu tempo, a justiça perdida há-de ser reencontrada. E devidamente reposta.

Se há justiça, ela há-de vir. Uma justiça ausente seria justa?

publicado por Theosfera às 10:42

Nada é tão exaltado como a mudança. Nada é tão adiado como a mudança.

Muito se fala de mudança. Muito se faz para bloquear a mudança.

Andámos nisto há meses, há anos, porventura há décadas, quiçá há séculos.

Enfim, sempre a falar; nunca (ou raramente) a agir.

O problema é que se não mudamos de vida, a vida acaba por mudar sem nós.

É preciso ter paciência e é necessário não deixar de ter discernimento.

Mudar, sim, mas para melhor.

É vital, contudo, que não se confunda paciência com indecisão, com inacção, com resistência à mudança.

No limite, se não houver mudança, que, ao menos, não haja retrocesso.

A mudança deve ser feita sem pressas.

A prioridade é que seja feita, é que seja bem feita. Sem pressas, sim. Mas também sem pausas. E sem recuos!

publicado por Theosfera às 10:22

É muito fácil ordenar ao sofredor que esqueça o sofrimento.

Haverá alguém mais interessado?

Mas porque é que não se diz ao sofrimento para esquecer as suas vítimas?

Porque é que não se diz ao sofrimento para parar de fazer sofrer?

É verdade que é menos difícil encontrar as vítimas do sofrimento.

Já os causadores do sofrimento gostam de atirar a pedra e de esconder a mão.

Temos de perceber, por isso, que há sofrimentos que nunca acabam. Mesmo que tenham terminado, subsistem: como ameaça, como possibilidade, como dor esticada, como mágoa estendida. 

Bem entendeu Nadine Gordiner, ontem falecida, que o sofrimento «é uma marca no imaginário que afecta a pessoa que o sofreu, para sempre».

Por isso, antes de fazer sofrer, pense, repense e recue.

O que se faz num instante pode deixar (irrefragáveis) marcas para sempre!

publicado por Theosfera às 10:03

Hoje, 15 de Julho, é dia de S. Boaventura e Sta. Ana Maria.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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