O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 10 de Julho de 2014

Afinal, o medo tem muita influência.

É estranho. É triste. Mas é verdade.

O problema é que o medo, antes de ser causa, começa por ser consequência.

O medo de alguns é determinado pela falta de vergonha de muitos.

Mas, se calhar, quem não tem vergonha é que deveria ter medo!

publicado por Theosfera às 11:17

Todos dizem que a Inglaterra inventou o futebol. Mas são muitos os que reconhecem que foi o Brasil quem o embelezou.

Se o Reino Unido é o pai do futebol, o Brasil será a mãe.

O que nos outros países é excepcional, no Brasil tornou-se natural.

Parece que todo o brasileiro nasce com o futebol nos pés e na alma.

Percebe-se que muitos queiram imitar o original. O que não se entende tanto é que o imitador ultrapasse o original.

Há jogadores brasileiros em todo o mundo. O curioso é que, enquanto muitos procuram imitar o Brasil, dá a impressão de que os brasileiros também assimilam o futebol que se pratica fora do Brasil.

Se, no dia 8, as camisolas estivessem trocadas, facilmente acharíamos que brasileiros eram os alemães.

O belo futebol parece que se deslocou para norte. Quer-me parecer, porém, que aquilo que nos alemães é obra do trabalho, nos brasileiros é fruto do talento.

E continua a haver imenso talento no Brasil. O Brasil respira futebol como ninguém.

É preciso que a táctica não sufoque o talento!

publicado por Theosfera às 10:59

O mundo aprendeu com a Europa. É hora de a Europa reaprender o que o mundo aprendeu com ela.

A Europa criou o estado social. Há muitos países, para lá da Europa, que o querem aplicar.

Estranham, por isso, que na Europa ele esteja a definhar.

É estranho que outros valorizem o que nós outrora criámos e agora parecemos subestimar!

publicado por Theosfera às 10:39

Queixar-se não vem da vontade. Vem, quase sempre, da necessidade.

La Rochefoucauld opinava: «Se não tivéssemos orgulho, não nos queixaríamos».

Não sei. Pode não ser uma questão de orgulho. Pode ser uma questão de sufoco incontido.

Não é normal quem se afoga gritar por socorro?

Muitas vezes, é instintivo. Mas é verdade que também há muitos que penam em silêncio.

Há opressores que pisam e cortam a voz. Mas não tiram a dignidade aos outros. Apenas defenestram a sua!

publicado por Theosfera às 10:27

A Cartuxa é apreciada porque o seu maior objectivo é que não se fale dela.

 

Não faz campanhas vocacionais nem cultiva acções promocionais.

 

É, aliás, com custo que abre as suas portas a visitantes.

 

Quando Eusébio veio para o Benfica, veio também um jogador para o Sporting.

 

Já ninguém se lembra dele. Foi para a Cartuxa. Parece que está em Nápoles. Creio que mais nada se sabe dele.

 

Na Cartuxa, importante é ser santo e não que se seja chamado santo. Tudo está centrado no essencial, em Deus. Tudo se apaga para que Ele brilhe. Tudo se silencia para que Ele fale. Na brisa, no ruah.

 

Não se fazem ensaios. Quem vem de novo integra-se na oração com os outros.

 

Os cartuxos são inflexíveis em muitos aspectos. No despojamento, por exemplo. Não aceitam dignidades, distinções ou condecorações por parte da Igreja.

 

Um dos seus lemas é «non sanctos patefacere sed multos sanctos facere», que pode ser traduzido assim: «Fazer santos, não fazer propaganda deles».

 

Não tomam, por isso, iniciativa para conseguir a canonização dos seus membros. Nem sequer possuem um catálogo dos seus santos.

 

Quando morre alguém com uma vida excepcionalmente santa, ninguém lhe escreve a biografia. Habitualmente, sobra apenas um comentário: «Laudabiliter vixit».

 

Os princípios por que se norteia o monge são a quietude, a solidão, o silêncio e a procura do sobrenatural.

 

A Cartuxa não quer a fama. Se ela existe, são outros que a propagam.

 

Quando um cartuxo passa por outro não diz nada. Ou talvez diga sem dizer. O silêncio é capaz de captar o essencial. E o essencial vem do fundo. Se houver atenção, somos capazes de lá chegar.

 

Certas palavras, muitas palavras só ofuscam.

publicado por Theosfera às 00:33

Uma conhecida parábola de Lessing diz, mais ou menos, o seguinte.

Se Deus me ofecerer, na Sua mão direita, a verdade e, na Sua mão esquerda, a vontade de descobrir a verdade, eu agarrar-me-ia à Sua mão esquerda.

Ainda que errasse e errasse constantemente, ainda que me perdesse no caminho, não hesitaria em agarrar-me à mão esquerda de Deus para Lhe dizer: «A verdade, a verdade pura, és Tu, só Tu».

No fundo, na procura já existe encontro. É na procura que nos sentimos pessoas. E na procura dificilmente fugimos à verdade do encontro e ao encontro da verdade.

É quando nos recusam a condição de pessoas, é quando decidem por nós, que mais facilmente podemos fugir.

No limite, é preferível um equívoco na procura a uma verdade na imposição.

Uma verdade imposta nem sequer respeita o estatuto de verdade.

A verdade é um evento da liberdade. Da liberdade de quem procura. Da liberdade de quem se deixa procurar.

publicado por Theosfera às 00:32

Hoje, 10 de Julho, é dia de Sta. Verónica Giuliani, Sta. Felicidade e seus Sete Filhos e S. Pacífico.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:30

A Alemanha é uma equipa que tem facilidade em ganhar.

A Argentina é uma equipa a quem é difícil vencer.

Aliás, na fase de grupos, o registo da Argentina até foi mais vitorioso que o da Alemanha.

Mas a impressão que fica é que a vontade da Alemanha é vencer, ao passo que o escopo da Argentina começa por ser não perder.

À partida, a Alemanha é largamente favorita.

É mais equipa. É mais expedita. Tem maior cultura de posse e possui maior objectividade no passe.

Mas vai encontrar uma muralha pela frente. E nunca é fácil transpor uma muralha.

O resultado das meias-finais mostra uma força muito grande. Mas o jogo derradeiro vai começar com 0-0.

E muitos de nós ainda se lembram de uma equipa portuguesa que ganhou ao seu rival precisamente por 7-1 e não conquistou qualquer título.

Toda a cautela é necessária!

publicado por Theosfera às 00:24

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