O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 08 de Julho de 2014

Nesta sequência arfante de dias mundiais, eis-nos chegados ao Dia Mundial da Alegria.

É hoje.

Não teremos muito com que nos alegrar. Algeremo-nos com o que temos.

Que haja alegria hoje. Sempre hoje. Em cada hoje!

publicado por Theosfera às 16:12

É possível alterar a natureza de uma coisa, de um acontecimento, de uma pessoa?

É bom ter esperança, mas os factos depõem por si.

Já não falo da conhecida fábula do escorpião, que agrediu e matou quem o ajudou.

Nem sequer penso na víbora. Por muito que a afaguemos, ela procurará sempre morder. Está na sua natureza.

Olhemos para a vida, para a história. Poder-se-á humanizar uma ditadura?

Eduard Chevardnadze, que ontem faleceu, achava que sim. Juntamente com Mikhail Gorbachov, intentou uma reforma.

Mas foram engolidos pelo sistema. O regime não sobreviveu às tentativas de reforma.

Gorbachov e Chevardnadze também tiveram de arcar com o estigma da incompreensão. Uns queriam mais reformas, outros não admitiam qualquer mudança.

O estadista que ora desapareceu era defensor de uma «reconciliação universal», transformando os inimigos em aliados.

Parece irrealizável. Que não seja impossível!

publicado por Theosfera às 11:32

1. Tudo começa na estrada. Tudo se revela em casa.

 

E tudo regressa ao caminho.

 

 

 

2. Eis, em síntese, a descrição do que se pode chamar o «padrão Emaús» da pastoral.

 

Trata-se de um padrão que vem das origens. E que o tempo tem confirmado como não superado, porque fecundo.

 

 

 

3. A missão tem início na estrada. É aí que ocorre o encontro e se faz o convite (cf. Lc 24, 13-27). A missão prossegue em casa. É aí que o velado se desvela e o que era desconhecido se torna reconhecido (cf. Lc 24, 28-32).

 

E é assim que a missão volta ao caminho. É aí que se anuncia Aquele que encontraram e reconheceram (cf. Lc 24, 33-35).

 

 

 

4. É possível que muitos estejam como aqueles dois a caminho de Emaús: entristecidos, paralisados (cf. Lc 24, 17).

 

Não só para esses, mas sobretudo para esses, a missão é alento, alimento e remédio para vencer o desalento.

 

 

 

5. Os elementos estruturantes da missão estão, aqui, incoativamente contidos: anúncio (Jesus explica as Escrituras – cf. Lc 24, 27), celebração (Jesus toma o pão e pronuncia a bênção – Lc 24, 30) e proposta (os discípulos contaram tudo – cf. Lc 24, 35).

 

Nenhum destes elementos pode ser desperdiçado. Cada um requer os outros.

 

 

 

6. A celebração é central, mas o anúncio tem de estar antes e continuar depois.

 

No templo está o centro. Mas na rua está o começo e a continuação.

 

 

 

7. Temos, pois, de fazer como Jesus. Primeiro, sair. Depois, entrar. E, finalmente, voltar a sair.

 

Hoje, porventura mais do que nunca, necessitamos de uma Igreja em saída, de uma Igreja em viagem, de uma Igreja em peregrinação por todos os lugares e por todas as vidas.

 

 

 

8. É na viagem da vida que sentimos necessidade de uma Igreja que convide, de uma Igreja que acolha e, como corolário, de uma Igreja que envie.

 

Os discípulos de Emaús são, portanto, um retrato, um retrato de nós mesmos.

 

 

 

9. Como eles, também nós somos seres abatidos, caminhando pelo ocaso de tantos dias.

 

Também as nossas expectativas parecem estilhaçadas.

 

 

 

10. Mas é nessa altura que surge o Jesus irreconhecido, o Jesus que nem sempre reconhecemos.

 

É Ele que nos faz arder o coração (cf. Lc. 24, 32). É Ele que nos devolve ao caminho. E nos recoloca na missão.

 

publicado por Theosfera às 11:05

Todos nós exaltamos a verdade. Mas, afinal, quantos de nós gostam de conviver com a verdade?

Às vezes, dá a impressão de que quanto mais se fala nela, tanto mais se foge dela.

É claro que a verdade pode moer, pode doer. Mas dói mais quando mais se adia o encontro com ela.

É por isso que Hans-Werner Sinn propõe: «Quanto mais cedo encarar a verdade, melhor».

Aliás, em muitos casos, custa a perceber porque é se demora tanto a encarar a verdade. Ela toma a iniciativa de nos encarar, de entrar pelos olhos dentro.

Porque fugir da verdade se, no fundo, não conseguiremos escapar-lhe?

publicado por Theosfera às 10:54

 

O santo não é extraterrestre. Não é sobre-humano. É da nossa terra. Pertence à nossa condição.

Deus não aprecia uma santidade que desumaniza, que desmundaniza ou que desfraterniza. A santidade é a consciência de que somos filhos e de que, por isso, somos irmãos. A santidade é fraternal, é amorosa, é empenhativa.

 Ser santo é ser verdadeiramente humano. É ser autenticamente feliz. Tudo isto inclusive nas circunstâncias mais adversas. O sermão da montanha é o código da santidade. Não é necessária a prosperidade, a riqueza ou a glória para ser santo. É possível ser santo na pobreza, no pranto, na adversidade, até na perseguição.

 Ser santo é deixar que Deus aconteça na nossa vida e na vida dos outros. Ser santo é participar na construção de um mundo melhor. É intervir na transformação da humanidade. É não pactuar com a injustiça. É falar com os lábios e testemunhar com a vida.

 A santidade está ao alcance de todos. É o que há de mais democrático e invasivo. Que se respire santidade na Igreja e na Humanidade.

 O santo é o grande sábio. É sábio porque é humilde e manso. Tem certezas, mas não agride quem ainda não as encontrou.

 O santo é o maior teólogo. Pode não exibir particular ciência, mas expende especial vivência. Há sabedoria maior do que aquela que está estribada na vida?

 Não digas, pois, que a santidade não é para ti. Claro que é. Foi Deus que quis fazer-te essa proposta. Todos nós somos pequenos, sem dúvida, diante de algo tão grande, tão pulcro.

 Ser santo é ser paladino da bondade, peregrino da esperança e construtor da paz. 

publicado por Theosfera às 10:44

«É preciso mudar», dizemos todos e, no fundo, já o dizia o próprio Jesus Cristo.

É preciso mudar por causa do Homem. Se o Homem muda e se o Homem é o caminho da Igreja, a Igreja tem de acompanhar as mudanças ínsitas na História do Homem.

Mas é preciso mudar também por causa de Deus. Porque Deus não muda é que a Igreja tem de encetar um permanente caminho de mudança para se aproximar, o mais possível, da inalterável essência de Deus.

Por conseguinte, a mudança não é apenas uma exigência do mundo. É igualmente um imperativo que vem de Deus.

A mudança faz parte da fidelidade a Deus. A resistência à mudança é sinal de infidelidade a Deus.

Deus orienta a Igreja. É que Ele que inspira a mudança. É Ele que diz o que pode (e deve) ser mudado. A toda a hora.

publicado por Theosfera às 10:36

 

Sabes que não vais desistir. Mas não sabes se podes aguentar.

Que fazer? Confia.

Não desistas. Por Ele.

Ele aguentará. Por ti.

Na verdade, já acordamos cansados. Trabalhamos sob cansaço. Chegamos a casa mais cansados.

Cansamo-nos de tudo e de todos.

Não nos cansemos, porém, de uma coisa: de fazer o bem (cf. Gál 6, 9).

 Não faças muito. Mas faz bem. Faz o bem. Só o bem.

Estás tenso?Recolhe-te, então.

Não abras a boca.Não quereles.Não te exaltes.

Não penses mal dos outros.Não penses que os outros pensam mal de ti.

Deixa passar a tormenta.Na serenidade, tudo será melhor.

Não te aviltes, irmão. Cresce na santidade. Deus ama-te tanto, tanto, tanto.

publicado por Theosfera às 10:34

O maior drama da era actual é o esquecimento: o esquecimento de Deus que leva ao esquecimento do Homem e o esquecimento do Homem que leva ao esquecimento de Deus.

Ellie Wisel escreveu que «esquecer é rejeitar».

Atravessamos, sem dúvida, uma preocupante crise de humanidade. Havemos de a reerguer, acolhendo, nela, aqueles que nos faz ser, existir, amar.

Precisamos de uma humanidade mais humana, mais atenta aos pobres, aos pequenos, aos simples.

publicado por Theosfera às 10:32

Creio na bondade. Creio na bondade que irradia em tantos corações. E creio na bondade que se esconde em tantas vidas.

Sim, há vidas que teimam em esconder a bondade. Mas ela está lá. Um dia, desabrochará.

Às vezes, chego a pensar que muitos de nós, crentes, conseguem a proeza de serem menos humanos que o próprio Deus.

Basta olhar para Jesus. Basta olhar para nós. Quem é mais humano?

O amor é a maior ciência.Creio na bondade.

Um coração bom conseguirá tudo. Pode levar tempo. Mas o bem triunfará.

publicado por Theosfera às 10:29

Hoje, 08 de Julho, é dia de S. Grégório Grassi, S. Francisco Fogolla, Sto. António Fantosati e Mártires Abraamitas.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

mais sobre mim
pesquisar
 
Julho 2014
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3
4
5

6
7
8
9





Últ. comentários
Sublimes palavras Dr. João Teixeira. Maravilhosa h...
E como iremos sentir a sua falta... Alguém tão bom...
Profundo e belo!
Simplesmente sublime!
Só o bem faz bem! Concordo.
Sem o que fomos não somos nem seremos.
Nunca nos renovaremos interiormente,sem aperfeiçoa...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
online
Number of online users in last 3 minutes
vacation rentals
citação do dia
citações variáveis
visitantes
hora
Relogio com Javascript
relógio
pela vida


petição

blogs SAPO


Universidade de Aveiro