O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 06 de Julho de 2014

Espantados continuamos todos nós, Senhor.

Estamos cheios de espanto como as pessoas do Teu tempo.

 

Estamos cheios de espanto conTigo,

com a Tua Palavra, com o Teu amor,

com os Teus milagres.

 

Tu, Senhor, nunca deixas de nos espantar.

Nunca deixas de nos surpreender.

 

É claro que continua a haver quem não aceite,

quem não adira, quem não reconheça a luz que vem de Ti.

 

Nós somos fracos e pequenos.

mas, com diz S. Paulo, é «quando nos sentimos fracos, que somos mais fortes».

 

É nessa altura de fraqueza que mais sensíveis somos à força de que vem de Ti.

É uma força que não esmaga, mas fortalece,

que não asfixia, mas liberta.

 

Tu, Senhor, és o profeta definitivo que está no meio de nós.

Desinstala-nos do nosso egoísmo, da nossa falsidade, da nossa superficialidade.

 

«Os nossos olhos estão postos em Ti, Senhor».

Sabemos que os Teus (divinos) olhos estão sempre postos em nós.

 

Obrigado, Senhor, pela Tua presença,

pela Tua interpelação,

pela Tua permanente dádiva e pelo Teu infinito amor.

 

Liberta-nos, Senhor, do orgulho,

da auto-suficiência e da falta de solidariedade.

 

Que nós imitemos a Tua proximidade com os simples.

Ensina-nos, Senhor, a ser simples, puros e humildes.

 

Obrigado, Senhor, por tanto.

Obrigado, Senhor, por tudo.

 

Obrigado por seres o nosso descanso,

a nossa confidência e e nossa paz.

 

Leva-nos para Ti.

Que fiquemos sempre conTigo,

JESUS!

publicado por Theosfera às 10:49

A era da comunicação pode dar nisto: não se olha para a realidade, olha-se apenas para as narrativas.

É suposto que as narrativas retratem a realidade. Mas elas retratam sobretudo aqueles que olham para a realidade.

O problema é que, daqui a muitos anos, quando alguém estudar a realidade de hoje, ficará condicionado pelas narrativas. E, nessa altura, já não terá acesso à realidade.

O acesso estará condicionado, desfocado. As narrativas estão muito marcadas pela conveniência. Tanto veiculam propagandas para promover uns como fazem circular campanhas para destruir outros.

Urge desmontar certas narrativas. Urge olhar mais para a realidade.

Em nome da verdade. Em nome da justiça!

publicado por Theosfera às 08:45

Seremos capazes de partir da «alegria do Evangelho» para anunciar o «Evangelho da alegria»?

Uns não terão lido a exortação do Papa Francisco. Outros tê-la-ão arrumado depois de ler.

Quando perceberemos que estas palavras pretendem desarrumar a nossa existência?

Urge começar de novo. A partir de Jesus. A partir do Evangelho de Jesus!

publicado por Theosfera às 08:37

A nossa época, notou Christian Duquoc, «adora» o consenso. Mas não o pratica. Aliás, parece que quanto mais exalta o consenso, tanto menos o pratica.

Os apelos ao consenso parecem dimanar da fraqueza ou do desespero. A impressão que dá é que se fala do consenso quando não há outro recurso ou quando não se acredita noutra solução.

Mas eu até acredito no consenso. Só que, a montante do consenso, tem de existir senso.

Com falta de senso, como falar de consenso e como esperar por bom senso?

Precisamos de senso, de um senso mais aberto, mais sereno, mais solidário!

publicado por Theosfera às 08:19

Uma vez mais, venho em defesa de uma certa dose de vergonha.

Desta vez, apoio-me em Thomas Fuller: «Quem não tem vergonha não tem consciência».

A vergonha, na medida justa, é uma espécie de freio do instinto e de uma nascente da ponderação, da autocrítica!

publicado por Theosfera às 08:11

Conjecturas ociosas antes das meias-finais.

Iremos ter uma final cem por centro sul-americana?

Iremos ter uma final cem por cento norte-europeia?

Iremos ter uma final entre a Europa e a América Latina?

Para já, tudo é possível, nada é descartável. Em linha com as «meias», está tudo a «meio».

Seja qual for o desfecho, não se pode falar de surpresa, tal é o valor das selecções.

Mas se o campeão mundial for europeu, será algo inédito. Em solo americano, nunca aconteceu. Irá acontecer?

publicado por Theosfera às 08:08

1. Admiro muito, mesmo muito, as pessoas humildes. Para mim, são as mais sábias. Diria mesmo: as únicas sábias.

Sábio, com efeito, não é o que presume que sabe. Pelo contrário, é o que pensa que não sabe e, nessa medida, se esforça por saber.

Não é fácil incluir a humildade na sabedoria. Mas o mais difícil é alcançar a sabedoria da humildade.

 

2. Só a humildade é, autenticamente, sábia. Só ela nos traz ligados à terra. Só ela nos conduz à profundidade. E não é na profundidade que estão as raízes de tudo?

O maior sábio é o que nem sequer dispensa o primeiro saber: o saber que não sabe, o saber do não saber.

Sem o primeiro passo, podemos dar o segundo? Sem o primeiro saber, será possível ascender a todos os outros saberes?

 

3. Porque humilde, o verdadeiro sábio não se considera superior nem vê os outros como inferiores. Para ele, os outros não estão em baixo nem tampouco ao lado. Os outros estão dentro dele.

Cada ser humano pertence a todo o ser humano, a toda a humanidade. Este é o padrão basilar da sabedoria.

 

4. A humildade é a verdade. E a verdade é a humildade. Não é violenta nem torturante. Aparece e dá-se a quem a procura. A verdade é Jesus Cristo, o Humilde.

É na humildade de Cristo que, como nos diz Bento XVI, «Deus não nos deixa tactear na escuridão. Ele mostrou-Se como homem. Ele é tão grande que pode até tornar-Se pequeníssimo».

 

5. Por conseguinte, só os sábios são humildes e só os humildes são sábios. As pessoas humildes são aquelas que percebem que o mundo não termina nem acaba em si. São aquelas que percebem que o centro do mundo não está em si.

São, pois, aquelas que não olham para si. São aquelas que olham para fora de si. Até o mais alto quis descer até ao mais baixo. Até Deus é humilde.

 

6. Deste modo, não é difícil subscrever o que disse Thomas Eliot: «A única sabedoria que podemos esperar é a sabedoria da humildade: a humildade é sem fim».

A humildade começa no olhar. O humilde não olha de cima, olha para cima. Orson Welles verbalizou o essencial da humildade quando disse: «Penso que é impossível que o homem seja grande se não admitir que há alguma coisa maior do que ele»!

 

7. Deus é humilde, maximamente humilde, poderosamente humilde. Holderlin, fogoso poeta, percebeu: «Deus criou o mundo como o mar criou os continentes: retirando-Se».

Trata-se, no fundo, do que está contido na doutrina hebraica do «zimzum», que evoca aquela espécie de «contracção» de Deus. Ou seja, Deus como que Se contrai na Sua imensidão para «hospedar» o homem e todo o universo.

 

8. Esta é, pois, uma humildade criadora. Só a humildade cria. A soberba destrói. Deus é omnipotente deixando ser, deixando que o diferente de Si seja.

Não se trata de uma limitação de poder, mas de um excesso de poder. O maior poder não é o que limita os outros, é o que faz ser os outros!

 

9. Jesus era manso e humilde (cf. Mt 11, 29): mansamente humilde e humildemente manso!

Nem todo aquele que é grande sabe ser humilde. Mas o humilde consegue sempre ser grande.

 

10. Nem sempre há humildade na grandeza. Mas há sempre grandeza na humildade.

publicado por Theosfera às 00:24

Hoje, 06 de Julho (XIV Domingo do Tempo Comum), é dia de Sta. Maria Goretti, Sto. Isaías, Sta. Maria Teresa Ledochovska, Sta. Inácia Mesa e Sta. Rosalina.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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