O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 03 de Julho de 2014

O Evangelho diz que João viu e acreditou (cf. Jo 20, 8). Parece que acreditou porque viu.

 

O mesmo texto acrescenta que Tomé acreditou porque viu.

 

Só que, logo a seguir, Jesus declara felizes os que acreditam sem terem visto.

 

Em que ficamos?

 

A fé é um ver sem ver, é o desejo de ver.

 

O essencial é invisível aos olhos. Só é captado pelos olhos da fé, cinzelada pelo amor.

 

Não acreditamos porque vemos. Conseguimos ver quando acreditamos.

 

Esta é a chave.

 

Nem sempre acreditamos no que vemos. Mas conseguimos ver sempre que acreditamos.

 

Por conseguinte, é preciso acreditar. Acima de tudo. E cada vez mais!

publicado por Theosfera às 11:14

Respiro Deus em toda a parte. Ele nunca deixa de ser estar comigo, de estar em mim.

 

Como Tomé, confesso: Meu Senhor e meu Deus! Tudo me leva a olhar para Ele.

 

A Teologia não pode preocupar-se apenas com a identidade do Cristianismo; tem de preocupar-se também (e bastante) com a sua significação.

 

O Cristianismo não existe para si; existe para todos. É a todos que temos de nos abrir. É com todos que temos de estar.

 

O testemunho é a categoria fundamental, decisiva.

publicado por Theosfera às 11:13

A fé é sempre um ver.

Jesus censura Tomé não por querer ver para crer, mas por fazer do ver a base do crer.

Crer também é ver.

A fé também tem óculos. Pelos óculos da fé até conseguimos ver o invisível!

publicado por Theosfera às 11:09

Tomé representa o senso comum. Quem diria outra coisa se estivesse no seu lugar?

 

A evidência que ele conhecia era a morte. Haverá evidência mais eloquente?

 

Como João, também Tomé viu e acreditou.

 

Jesus declarou felizes os que haveriam de acreditar mesmo sem ver.

 

O essencial é mesmo invisível aos olhos. O essencial deixa-se ver pelo coração. Apenas e sempre.

publicado por Theosfera às 11:08

Do trânsito de Tomé entre a dúvida e a fé lavrámos a conclusão de que é preciso ver para crer.

Mas o mais importante é a reacção de Jesus e a posterior atitude crente do mesmo Tomé.

Afinal, é preciso crer para ver. Só consegue ver quem crê, quem acredita.

Crer é ver fundo, é ver longe, é ver sempre. Mesmo quando parece que nada se vê.

Quando se crê, até o invisível acaba por ser visto!

publicado por Theosfera às 11:00

Não é só a economia que precisa de resgate. A palavra também necessita de ser resgatada.

A palavra está a banalizar-se, à força de tanto e de tão desmesurado uso.

Parece que deixou de fazer ecoar o pensamento. Parece que se limita a extravasar emoções.

Como as emoções andam destemperadas, as palavras tendem a andar descontroladas. As palavras como que se dissolvem no turbilhão das emoções.

Daí o ambiente de gritaria. Daí a falta de atenção ao que se diz. Daí o paradoxo de todos quererem falar e ninguém querer ouvir. E daí também, em contraponto, a vontade de resgatar a palavra.

Philippe Bilger preside ao «Instituto da Palavra». O seu ponto de partida é a ligação entre «a degradação da linguagem» e «o empobrecimento do pensamento».

A palavra parece que já não tem substância, só parece ter acidentes. Surge, assim, o objectivo daquela entidade: pensar.

É fundamental pensar antes de falar, pensar quando se fala e pensar depois de falar.

Sem pensamento como se questiona, como se age, como se muda, como se cresce?

publicado por Theosfera às 10:55

É costume das pessoas e não deixa de ser hábito nos povos.

Regra geral, celebramos os feitos e propendemos a ignorar os defeitos, a calar os infortúnios.

Já Paul Valéry tinha reparado que «nenhuma nação gosta de considerar os seus infortúnios como seus filhos legítimos».

Trata-se de um erro, porém. Trata-se, diria, de infortúnio em cima de infortúnio.

Qual é a mãe que despreza o seu filho doente? O filho doente merece ainda maiores cuidados.

O infortúnio justifica ainda maior atenção. Porque com o infortúnio muito se aprende.

Não é de baixo que se sobe?

publicado por Theosfera às 10:36

Hoje, 03 de Julho, é dia de S. Tomé e Sto. Anatólio de Laodiceia.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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