O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 02 de Julho de 2014

Os programas sobre a gaguez partem de um pressuposto: como ajudar os gagos a vencer a gaguez.

É compreensível. Mas se o importante for também aceitar ser gago? E se o fundamental for aceitar os que são gagos?

Ser gago tende a ser visto como uma deficiência. E se passasse a ser visto como uma diferença?

Porque deixar de ser gago?

Já tive complexos com a gaguez. Fui aprendendo a gostar de ser gago. Não me imagino não ser gago!

publicado por Theosfera às 23:17

Importante advertência: «A morte não é a maior perda da vida. A maior perda da vida é o que morre dentro de nós enquanto vivemos». 

Norman Cousins tem razão.

Não deixemos morrer a inocência.

É ela que acende (e reacende permanentemente) a chama da esperança!

publicado por Theosfera às 19:33

Fracassar não deve levar a desistir. Fracassar só pode levar a insistir.

É certo que isto tumultua com a tendência dominante, que condena o fracassado à irrelevância, para não dizer à não-existência.

Só que o fracasso não é necessariamente um sintoma de falência. Pode ser um convite à persistência.

Vladimir Safatle perguntava: «Quantas vezes uma ideia precisa de fracassar para se poder realizar?»

O fracasso resulta, muitas vezes, do juízo feito pelos verdadeiros fracassados, pelos que se opõem à mudança.

O fracasso pode estar cheio de energias criativas.

Não tenhamos medo do fracasso. É possível que o fracasso seja o último passo antes do êxito.

Pode tardar. Mas não deixará de vir!

publicado por Theosfera às 11:37

A religião é (só pode ser) a casa do amor. Mas, às vezes, parece um pasto de ódio.

A história está cheia desta contradição.

Nas religiões encontramos o melhor e deparamos com o pior.

Em vez de sermos captados por Deus, parece que nos atrevemos a capturar o próprio Deus.

Quando se fala em nome d'Ele e pretende agir em vez d'Ele, o resultado não é radiante.

Afinal, quem é o senhor? Às vezes, Deus é a grande vítima da religião.

É estranho, mas é verdade.

É fundamental que a religião não afogue Deus. É urgente que as religiões deixem que Deus seja Deus!

publicado por Theosfera às 11:29

Com o tempo, muita coisa muda. Até o tempo, até o espaço.

Já nem os lugares são o que costumavam ser.

O lugar, hoje, é cada vez menos o espaço e é cada vez mais o inter-espaço.

Onde passamos mais tempo nos tempos que correm? Não é num espaço, é entre os espaços.

O nosso lugar é cada vez mais a deslocação, a viagem, a peregrinação, o atraso, a pressa, a ausência, o esquecimento.

Estamos sempre a caminho de algum local. Estamos sempre a regressar de algum destino.

O nosso lugar é a passagem. A passagem é a única coisa que parece não passar.

Os não-lugares serão, definitivamente, o nosso lugar?

Tudo é arfante e sôfrego. Só Deus é repouso!

publicado por Theosfera às 11:18

1. Não é tanto o pensamento único que me preocupa, confesso. Apesar de único, seria sinal de que ainda haveria pensamento.

O que me vai preocupando cada vez mais é o não-pensamento único. O pensamento que (no fundo) não pensa, que quase degola quem pensa e que age sem pensar é que nos devia inquietar.

 

2. Ao que se vê, ao que se ouve e até a muito do que se lê chamar-se-á pensamento.

Mas merecerá o nome de pensamento o que condiciona, o que inibe, o que freia a crítica e penaliza a dissonância? Merecerá o nome de pensamento o que confunde clareza com ausência de complexidade e falta de rigor?

 

3. Depois do pensamento débil, denunciado por Lyotard e Vattimo, chegou a hora do não-pensamento?

Atente-se na facilidade com que se multiplicam chavões e lugares-comuns. Ou seja, tanta coisa que dizemos — e fazemos — sem pensar.

 

4. Parece que deixámos de pensar o pensamento. Não deveríamos, ao menos, pensar este não-pensamento?

Sem darmos conta, foi-se o pensamento original e foi-se até o pensamento repetitivo. Foi-se a analítica e foi-se a crítica. Foi-se a estética e foi-se a ética. Foi-se a coerência e foi-se a decência.

 

5. O que se retira da faustosa paisagem televisiva, radiofónica, jornalística e internética? Tudo (ou quase tudo) é espuma, «show off» e gritaria.

Acredito, porém, que o pensamento não se ausentou das pessoas, ainda que muitas pessoas aparentem ausentar-se do pensamento.

 

6. Antoine de Saint-Exupéry achava que só há uma liberdade, «a do pensamento».

Se, com efeito, sem liberdade não há pensamento, salta igualmente à vista que sem pensamento não há liberdade.

 

7. Sem pensamento nem sequer nos apercebemos da falta de liberdade, da falência da liberdade.

Sem pensamento, somos condicionados e amestrados sem que o notemos.

 

8. De momento, o pensamento parece não ter voz nem rosto. Mas nenhum machado o cortará, como adverte a canção.

Ele está a latejar nas profundezas de muitas vidas.

 

9. Os que aparecem e gritam parecem não pensar. Os que pensam parecem preferir não aparecer nem gritar.

Mas o pensamento não dorme nem está em modo de pausa. Ele anda a lançar luzes sobre muitas sombras.

 

10. O essencial nem sempre é visível. O visível nem sempre pertence ao essencial.

A seu tempo, o que está nas margens voltará a chegar ao centro!

publicado por Theosfera às 11:10

Coisa misteriosa é o tempo.

É ele que nos arrasta, mas somos nós que o dizemos.

Haveria tempo se não houvesse pessoa? Quem perceberia o tempo se não houvesse gente?

A pessoa está no tempo e o tempo está na pessoa.

Daí a proposta de Mauro Maldonato. A pergunta crucial talvez não seja «o que é o tempo?», mas «quem é o tempo»?

Afinal, o tempo tem as marcas de quem anda pelo tempo, de quem (como sucede hoje) não tem tempo!

publicado por Theosfera às 11:04

O Brasil é lindo, o Brasil é grande, o Brasil é futebol.

Mas não só. Há mais Brasil para lá do futebol.

Há jornalistas estrangeiros que perguntam como é que estão a acompanhar a Copa. E, não raramente, vêem a pergunta devolvida: «Como falar de futebol se não tenho luz em casa?». Ou: «Como falar da Copa se nem casa tenho?».

É bom que se olhe para as pessoas. E, apesar do impacto planetário do futebol, importa perceber que, em toda a parte, há gente a sofrer.

Hoje. Aqui. E agora.

publicado por Theosfera às 10:33

Hoje, 02 de Julho, é dia de S. Bernardino Realino, S. João Francis Régis, S. Francisco de Jerónimo, S. Julião de Maunoir e Sto. António Baldinucci.

Existe a particularidade de serem todos sacerdotes e todos membros da Companhia de Jesus.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:10

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