O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 01 de Julho de 2014

Somos feitos para o bem, mas acabamos por nos ocupar intensamente com o mal.

Somos criados para bendizer, mas passamos muito tempo a maldizer. Ainda por cima, maldizemos sem motivo.

Já no século V, Sto. Agostinho denunciava: «Há homens que julgam temerariamente, que são detractores maldizentes, que levantam suspeitas sobre o que não vêem, que se atrevem até a apregoar o que nem sequer suspeitam».

Há que ser diferente. Urgentemente.

Façamos o bem. Digamos o bem.

O bem basta!

publicado por Theosfera às 18:51

Quem sabe merece a nossa admiração. Quem pensa que sabe merece sobretudo o nosso cuidado.

Há cem anos, um jornal dizia que o assassinato do arquiduque Francisco afastava qualquer hipótese de uma guerra. Viu-se, um mês depois, o que sucedeu.

Há trinta anos, quando o Brasil marcou o golo de empate com a Itália, um locutor proclamou: E, agora, partimos para a goleada». Poucos minutos depois, a Itália apontou um golo e foi campeã mundial.

Cuidado, pois, com quem presume que sabe antes de acontecer. Com quem garante que vai acontecer e a quem, mesmo depois de acontecer o contrário, continua a insistir no que diz ter acontecido.

Às vezes, parece que o mundo começa e acaba na mente de alguns.

Ouçamos. Mas esperemos para ver, para ver acontecer.

Há lábios que dizem muito. Mas é a vida que mostra tudo!

publicado por Theosfera às 12:18

Renzi não é, nem pode ser, um messias. Mas parece ser uma esperança.

O que ele diz acerca do presente é certeiro: «A Europa de hoje é a Europa do aborrecimento, submersa em números e sem alma».

Ele tem toda a razão. Mas será que tem alguma solução?

Renzi está a mudar o discurso. Conseguirá ajudar a mudar a realidade?

Vencerá os escolhos que lhe surgirão pela frente? Ou será que também ele nos ungirá com doses torrenciais de desencanto?

Para já, desfrutemos da esperança!

publicado por Theosfera às 11:50

1. Não tenho podido ver muitos jogos do Mundial; os horários dos jogos poderão ser justos, mas nem sempre são ajustáveis;

2. Do que tenho visto e do que me tenho apercebido, tem sido um Mundial com bons jogos e muitos golos;

3. Muitos golos nem sempre significam bom futebol; podem significar também muitas falhas; mas creio que, neste caso, tem havido uma saudável compaginação entre muitos golos e bom futebol;

4. À partida, um mundial com muitos golos deveria traduzir-se em glória dos avançados e em inglória dos guarda-redes; mas, este ano, há guarda-redes que se têm mostrado num nível muito elevado; ou seja, sem guarda-redes de categoria, o volume de golos seria ainda maior;

5. A esta altura, pode dizer-se que, sem desdouro para grandes colectivos, este tem sido o Mundial das grandes figuras: Neymar, Messi, James Rodríguez, Benzema, Muller, Robben e até Slimani; é pena que Portugal tenha contrariado a tendência: Cristiano Ronaldo não foi o que costuma ser; e a Selecção ressentiu-se disso;

6. Mas, como insinuei atrás, este tem sido também o Mundial de muitos e de muito bons guarda-redes, alguns com defesas consideradas impossíveis; já se sabia que Neuer e Courtois eram excelentes; mas há outros que não lhes ficam atrás: Ochoa, Júlio César, Navas, Enyeama, M'Bolhi; também neste aspecto, Portugal não teve um guarda-redes em forma: nem em forma super, nem em forma normal; a insegurança começou pela baliza; e, sem segurança atrás, o mais natural é haver indecisão à frente;

7. Mesmo ganhando, há selecções que parecem estar a decair na qualidade de jogo; a Alemanha e a Holanda não estão ao nível do princípio, mas são sempre fortes; o Brasil e a Argentina ainda não convenceram, mas vão vencendo e estão habituadas a vencer; surpreendente tem sido o ressurgimento da França;

8. À medida que o Mundial caminha para o fim, é curioso notar que os jogos tendem a decidir-se também perto do fim ou até depois do fim: no prolongamento e nos penáltis;

9. A organização das equipas e a resistência física têm sido notáveis; mais uma vez, Portugal foi uma excepção;

10. É temerário prever, mas, com o padrão de qualidade exibida, é provável que o campeão do mundo seja decidido entre a magia de um avançado e o instinto de um guarda-redes. No fundo, é o que se passa com o resto da vida. Tudo se joga entre a persistência de muitos e a resistência de tantos!

publicado por Theosfera às 11:29

Paradoxo supremo, o nosso.

Provocamos as mudanças e mal nos apercebemos do efeito das mudanças em nós.

Desencadeamos o influxo, mas não damos conta do refluxo.

Pensemos na natureza. O mais sensato é perguntar: qual natureza?

McKenzie Wark fala, pelo menos, de três.

Além da natureza, temos uma segunda natureza, ditada pelo «contexto humano e pelo processo produtivo».

Mas estamos cada vez mais influenciados por uma terceira natureza.

Trata-se de «uma nova era em que a informação passou a estar um passo à frente do movimento das pessoas e das coisas, acabando por dominar e coordenar os seus movimentos».

Ou seja, o homem criou os processos de informar. E, agora, são os processos de informação que estão a determinar os acontecimentos do homeme e as atitudes das pessoas.

De que falamos, hoje em dia? Do que nos chega pelos meios de informação, do que é comentado nas redes sociais.

São estes os factos que geram factos.

É fácil conseguir milhares para uma petição ou para uma manifestação em pouco tempo.

E não é difícil derrubar um regime, destituir um líder ou destruir uma pessoa.

Toda a gente vai atrás das ondas. E a sociedade da informação, muitas vezes sem sabermos como, desencadeia ondas atrás de ondas.

Quem consegue escapar-lhes?

publicado por Theosfera às 10:54

Pior que o mal é a negação de que se praticou o mal.

O negacionismo tem feito o seu caminho.

Há quem chegue ao paroxismo de afirmar que factos comprovados não existiram.

Assim se massaja a consciência e se estimula a indiferença.

Mas há quem vá mais longe.

Há quem recorra a eufemismos para dar a entender que, afinal, o mal não foi assim tão mal. Ou, então, que havia motivos superiores para agir assim.

Pobre de quem sofre o mal. Além de o sofrer, tem de o sofrer (quase) sozinho, em silêncio.

Os causadores do mal acabam por ter mais aduladores do que as vítimas do mal.

Experiência «dixit»!

publicado por Theosfera às 09:45

Devia ser como dizia Abraham Lincoln: «Quando pratico o bem, sinto-me bem; quando pratico o mal, sinto-me mal».

Mas receio, pelo que me é dado ver, que já não seja assim.

Para nosso pesar, há quem se sinta bem quando faz o mal e quem se sinta mal quando faz o bem.

A bondade é taxada de ingenuidade e a maldade é alçada à categoria de esperteza.

Não falta quem chame mal ao bem e bem ao mal.

Pode haver quem esteja convencido de que o mal é bem e de que o bem é mal.

Zubiri tinha entrevisto, há décadas, que os ortodoxos de então haveriam de ser os heterodoxos de hoje.

Parece que o mal é mais apelativo. Parece que compensa mais.

Mas tudo não passa de ilusão. Só o bem faz bem!

publicado por Theosfera às 09:38

Hoje, 01 de Julho, é dia do Preciosíssimo Sangue de Jesus e de Sto. Aarão.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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