O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 24 de Junho de 2014

 

1. Francisco é um nome que respira paz. Mas, há cem anos, tornou-se um nome que pretextou guerra.

 

Não faltaram previsões nem escassearam avisos. As previsões mostraram-se erradas. Os avisos revelaram-se pertinentes.

 

 

 

2. No início do século XX, Alfred von Schlieffen previa que uma futura guerra seria rápida. Viu-se, depois, como estava errado.

 

Já o embaixador sérvio em Viena avisou o governo austríaco para o sério risco de um atentado contra o arquiduque Francisco Fernando, que queria visitar a Bósnia. Viu-se, logo a serguir, como estava certo, terrivelmente certo.

 

 

 

3. Só que o aviso não foi atendido.

 

O atentado foi cometido a 28 de Junho de 1914. E, um mês depois, a guerra começou.

 

 

 

4. Tratava-se de uma guerra temida, mas até certo ponto não esperada.

 

Segundo Margaret Macmillan, na História, há poucas coisas inevitáveis. E, como percebeu John Keynes, o inevitável nem sempre acontece.

 

 

 

5. Há cem anos, os povos estavam armados. Mas poucos achavam que as armas fossem usadas, muito menos numa escala como esta.

 

Presumia-se que ninguém iria dar um passo tão temerário levando o mundo a trilhar caminhos tão ínvios.

 

 

 

6. Acontece que, por estranho que pareça, é próprio dos fracos recorrerem à força. À falta de outras forças, usam a força.

 

E, há um século atrás, as lideranças na Europa eram fracas. Faltava-lhes coragem para resistir. E faltava-lhes ousadia para propor. Enfim, não tiveram força para se opor à força.

 

 

 

7. Os líderes fortes conduzem os acontecimentos. Os líderes fracos limitam-se a ser conduzidos pelos acontecimentos.

 

E foi assim que, quase sem saber como, o mundo foi atirado para uma guerra: não uma grande guerra, como ficou conhecida. Mas uma guerra grande: comprida e muito penosa.

 

 

 

8. Oficialmente, terminou em 1918. Mas na realidade só viria a acabar em 1945.

 

As duas guerras mundiais formaram um contínuo (e um crescendo) de violência, ódio e ressentimento a que só muito tardiamente se pôs fim.

 

 

 

9. Neste momento, sentimos que 2014 rima perigosamente com 1914.

 

O clima é igualmente beligerante. Parece que as partes estão à espera de um qualquer rastilho que se acenda.

 

 

 

10. Hoje em dia, nenhum lugar fica longe. Já não há guerras civis. Qualquer guerra local pode transformar-se rapidamente numa guerra mundial.

 

Não repitamos o passado. Mas não deixemos de aprender com ele. Como dizia Mark Twain, «a história não se repete, mas rima». E está sempre a ensinar!

 

publicado por Theosfera às 11:41

A morte é o desfecho da vida. A vida é uma resistência à morte.

A vida obtém muitas e grandes vitórias. A morte, por sua vez, só alcança um triunfo.

Mas basta-lhe esse. O triunfo final supera as derrotas anteriores.

Não desfaleçamos, porém.

Nem tudo termina com a morte. Muito (re)começa a partir da morte: a vida sem fim.

Cristo inaugura o fim sem fim!

publicado por Theosfera às 10:36

Hoje celebra-se o nascimento de um homem importante. De um homem gigante na humildade, inexcedível na dedicação, insuperável na simplicidade.

João Baptista é modelo de coragem, exemplo de integridade, paradigma de carácter irrepreensível e de uma vértebra inquebrantável.

Era-lhe fácil capitalizar a popularidade de que desfrutava. Difícil seria abdicar de si e apontar para alguém, vivendo em função da sua chegada.

Mas foi a opção que tomou e a escolha que fez.

O calculismo não fazia parte do seu temperamento.

As convicções ditaram as suas posições. Inclusive a última. A mais delicada. A que lhe valeu o martírio.

Mas nem diante da autoridade vacilou.

Que fomos nós ver ao deserto?
publicado por Theosfera às 10:21

Às vezes, parece que as estações saltam.

Foi-se a Primavera e parece que não veio o Verão. Em vez de avançar, recuou.

Parece que passamos da Primavera para o Inverno.

Eis um sintoma, eis um sinal.

Muito se falou, em tempos, de uma promissora Primavera Árabe.

Mas aqueles que a saudaram vêem-se mergulhados numa invernia ainda mais cavernosa que o deposto Inverno!

publicado por Theosfera às 10:14

A amizade pode morrer?

Não. A amizade nunca pode morrer.

Já Florbela Espanca notou que «a amizade é o maior sentimento que não morre».

O problema é que, em muitos casos, a amizade pode nem sequer chegar a nascer.

Às vezes, corremos o risco de tomar a realidade pela mera aparência. E o que, frequentemente, morre é a aparência da amizade.

Mas essa morte acaba por ser uma descoberta. Afinal, o que se pensava ser não era.

Não havia amizade. Havia aparência!

publicado por Theosfera às 10:05

S. João Baptista, cujo nascimento hoje celebramos, era austero, mas não austeritário. Ou seja, vivia a austeridade na sua vida, mas não a impunha aos outros.

Era exigente consigo, mas indulgente com os outros.

É claro que denunciava os excessos e a ostentação. Pugnava pela sobriedade nas palavras e nos gestos.

Eis uma diferença que importa anotar. Hoje em dia, não falta quem imponha a austeridade. Mas para os outros...

publicado por Theosfera às 00:03

Este era um homem de fibra,

um homem autêntico, honesto e bom.

 

Celebramos, hoje, o nascimento de João,

aquele que veio preparar os caminhos do Senhor.

 

Foi sempre corajoso, honesto e íntegro.

Não se deixou vergar. Não se deixou vender.

 

Foi igual a si próprio. Procurou ser fiel a Deus.

Não veio para dizer o que as pessoas gostavam de ouvir.

Veio para dizer o que as pessoas precisavam de escutar.

 

Obrigado, Senhor, pela coragem de João,

aquele que Te baptizou nas água do Jordão.

 

Obrigado, Senhor, por não ter vacilado nas horas difíceis

e por ter olhado sempre em frente, sem hesitar.

 

Obrigado, Senhor, por este homem sem calculismos.

Obrigado pela sua lição de vida:

«É preciso que Ele (Jesus) cresça e eu diminua»!

 

Obrigado também pela sua simplicidade e despojamento.

João não se vestia com grandes roupas nem se banqueteava em refeições opulentas.

 

Obrigado, Senhor, pela frugalidade de João.

Num tempo de tantos desperdícios, dá-nos a ousadia da partilha e da solidariedade.

 

Dá-nos, Senhor, a força para anunciar, com os lábios e com a vida,

que Tu és o Cordeiro que tira o pecado do mundo.

 

Que desapareçam os calculismos e as ambições.

Que em nós arda o vigor de João.

 

Que nós sejamos capazes de viver para Ti

como João viveu para Ti.

 

Que os nossos lábios Te anunciem

como os lábios de João Te anunciaram.

 

Que o nosso coração esteja voltado para Ti

como sempre esteve o coração de João.

 

Que nós sejamos capazes de Te mostrar a todos

como João Te mostrou.

 

Que nunca recuemos nas dificuldades

como João nunca recuou.

 

Que o nosso testemunho perdure até ao fim

como perdurou o testemunho de João.

 

Que nos demos inteiramente

como João se doou.

 

Obrigado, Senhor, pela vida deste grande homem.

Obrigado pela lição da sua vida.

 

Obrigado pela entrega total do seu ser.

Que os nossos lábios e que a nossa vida mostrem quem Tu és,

JESUS!

publicado por Theosfera às 00:01

Hoje, 24 de Junho, é dia do nascimento de S. João Baptista e de Sta. Raingarda.

Refira-se que S. João Baptista, dada a sua extrema popularidade, é padroeiro dos cuteleiros, espadeiros, alfaiates e peleiros.

É invocado contra os espasmos, as convulsões, as epilepsias e o granizo.

É também considerado protector dos cordoeiros.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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