O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Segunda-feira, 16 de Junho de 2014

1. O mais preocupante nem sequer foi a derrota; foi o facto de ter estado sempre muito longe da vitória.
2. O mais penoso não foi tanto Portugal ter jogado mal; foi, pura e simplesmente, não ter jogado. Onze jogadores subiram ao estádio. Mas será que esteve uma equipa em campo?
3. Acontece a todos. E nem os melhores escapam: ter um dia mau, em que nada sai bem.
4. A capacidade está intacta. Os jogadores já mostraram que são capazes de conseguir o máximo. Importa é que sejam também capazes de dar o máximo.
5. É preciso contar com os outros. A Alemanha também tem grandes jogadores e forma sempre grandes equipas: velozes, objectivas e e eficientes. Mas, em capacidade técnica, Portugal não é inferior. Só que, hoje, a Alemanha foi melhor.
6. A arbitragem pode não ter estado num patamar aceitável, mas creio que não foi por aí que Portugal claudicou. E se as questões técnicas nem sempre são controláveis, as questões de comportamento devem ser acauteladas. É possível que nem tenha havido agressão, mas o encosto na cabeça do adversário é um acto que pode ser interpretado como tal. E é nos momentos de aperto que o autodomínio e a educação são mais importantes.
7. Esta mesma selecção foi, há dois anos, às meias-finais do Europeu.
8. Nem tudo está perdido. Só está um pouco mais comprometido e dificultado. Afinal, nos últimos tempos, Portugal só costuma ganhar quando é grande o risco de perder. Nas fases de apuramento, vacilamos com equipas acessíveis. Mas, quando estamos em risco de sermos afastados, a vitória surge. Seja com quem for. Continuará a ser assim?
 9. Não é fácil ser treinador nem jogador. Todos nos sentimenos peritos e em condições de sermos comentadores. Quando se ganha, facilmente aceitamos as opções dos outros. Quando se perde, instintivamente achamos que nós é que estamos certos.
10. Tenhamos pois esperança, mas não alimentemos demasiadas expectativas.  Há uma desmesura e uma elefantíase em torno do futebol Há coisas mais decisivas. E, depois, para nós, portugueses, há sempre uma alternativa. Se Portugal falhar, sempre podemos vibrar com as vitórias do povo-irmão do Brasil!

publicado por Theosfera às 22:40

Nunca é bom entrar em euforia quando tudo corre bem.

E é sempre mau entrar em depressão quando tudo corre mal.

Ainda há mais oportunidades.

Não crucifiquemos ninguém.

Os melhores jogadores portugueses estão ao nível dos melhores jogadores do mundo.

Mas ter o melhor jogador do mundo não garante ter a melhor equipa do mundo.

Cristiano Ronaldo continua a ser o melhor. Mas, pelo que vi, a Alemanha esteve melhor.

A vida continua. O Mundial prossegue.

publicado por Theosfera às 19:16

1. É natural — e saudável — que o país anseie por muitas vitórias no futebol. E é impressionante ver como o futebol consegue excitar o patriotismo: aquém e além-fronteiras.

É igualmente verdade que o futebol deve ser das poucas actividades em que Portugal consegue ombrear com os melhores da Europa e do Mundo. De facto, num país que ocupa os lugares de baixo em quase todos os índices de qualidade, é estimulante registar esta (quase) excepção.

 

2. A ilação a retirar é que, se no futebol é possível chegar longe, no resto não há-de ser impossível atingir o máximo. Importa, porém, que o patriotismo não se exercite apenas no futebol.

Há muitos outros domínios onde os portugueses merecem ser destacados. O problema está na extrema visibilidade do futebol e na excessiva opacidade do resto.

 

3. É por isso que, apesar das compreensíveis expectativas destes dias, temos de perceber que o futebol é importante, mas não é tudo.

E tal como os jogos de sentido único não são galvanizantes, também as notícias com tema (quase) único deixam de ser motivadoras.

 

4. O país pode parar por causa do futebol. Mas a crise não estaciona à porta de um estádio.

Uma vitória pode ajudar a levantar o ânimo. Mas é o (discreto) trabalho de cada dia que há-de reerguer o país.

 

5. O desporto parece sinalizar o triunfo da pressa. Ganha quem chega primeiro. Mas essa é a impressão que passa. Para chegar primeiro é preciso não só talento, mas também paciência.

Correr depressa exige muito treino, muitas horas a correr, muitos anos a corrigir erros. Há breves segundos que são construídos em muitos anos.

 

6. Não é a pressa que vence. Como já dizia Rui Barbosa, «a pressa é inimiga da perfeição, a mãe do tumulto, da incongruência, da irreflexão e do erro».

Não vá com pressa. A obsessão de chegar antes pode levá-lo a nem sequer chegar.

 

7. Alvin Toffler preveniu que os combates do futuro seriam sobretudo os combates da mente. Foi divulgado um estudo pelo qual ficamos a saber que, no desporto, o mental é tão importante como o físico.

As pernas não são mais determinantes que o cérebro. A inteligência é, decididamente, o cerne da competência. E, nessa medida, a chave do êxito.

 

8. É pena, mas a vida mostra que é preciso ter um adversário ou até um inimigo para triunfar.

No desporto, as vitórias de um clube são vistas como derrotas de outro. Os feitos de um político são apontados como fracassos dos outros. Quando perceberemos que é na abertura e na unidade que crescemos?

 

9. O futebol é um desporto, um negócio, uma arte. Mas não é a vida. Ou, melhor, não é tudo na vida. Nem sequer é o mais importante na vida.

Há, pois, que amortecer ânimos e dosear investimentos. Há uma miríade de coisas muito mais prioritárias que o futebol.

 

10. O que é um jogo? Um desporto, sem dúvida. Mas também — e cada vez mais — um negócio. Devia sempre uma arte, uma oportunidade de convívio.

Anatole France dizia que «o jogo é um corpo-a-corpo com o destino». O destino parece ser mais forte. Mas — atenção — nem sempre ganha!

 

 

publicado por Theosfera às 10:06

É bom ser optimista. Mas convém não exagerar na euforia.

Noto que são muitos os que apostam na vitória de Portugal, logo à tarde.

Até Shaheen e Yvonne vaticinam um triunfo português.

Acontece que Shaheen é um camelo e Yvonne é uma vaca, ainda por cima uma vaca alemã. E

m tempos em que é preciso encher horas e horas de informação, é natural que as pessoas se divirtam!

publicado por Theosfera às 09:54

Estamos sempre a ser surpreendidos.

Mesmo na era das tecnologias e das previsões, a surpresa visita-nos.

André Gide, aliás, sublinhou que «o homem sensato é aquele que se surpreende com tudo»!

publicado por Theosfera às 09:45

Há várias formas de matar.

Há duas pelo menos, segundo o Papa. Uma é assassinar. A outra é insultar.

Ambas as mortes são uma forma de eliminar. E a segunda não é sequer menos cruel.

O insulto dá-se ao desplante de deixar o «morto» assistir à sua «morte».

O insulto é uma forma de morte em vida.

Muito cuidado, pois, com o que se diz sobre alguém ou contra alguém!

publicado por Theosfera às 09:38

Hoje, 16 de Junho, é dia de S. Ciro, Sta. Judite e Sta. Lutgarda.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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