O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 15 de Junho de 2014

O Pai é o Silêncio. O Filho é a Palavra. O Espírito Santo é o Encontro.

É no Espírito que ocorre o encontro entre o silêncio e a palavra.

Sem o Espírito é só gritaria.

O Espírito não é a soma de nada. É o sumo de tudo.

Enfim, a Trindade não está antes. A Trindade está sempre!

publicado por Theosfera às 23:08

Maravilhoso és Tu, Senhor.

Porque és Deus,

porque és Pai,

porque és Filho,

porque és Espírito Santo,

porque és amor.

 

Maravilhoso és Tu, Senhor.

Porque és único, mas não és um.

Porque és mistério, mas não estás longe.

Porque és poderoso, mas também simples e humilde.

 

Maravilhoso és Tu, Senhor.

Porque és Trindade.

Porque és unidade.

Porque és comunhão.

Porque és vida.

Porque és luz.

Porque és paz.

 

Maravilhoso és Tu, Senhor.

Maravilhoso é o Teu ser.

Maravilhosa é a Tua doação.

Maravilhosa é a Tua presença.

 

Tu, Senhor, estás no Céu.

Tu, Senhor, estás na Terra.

Tu, Senhor, és o Céu na Terra.

Em cada ser humano, Tu armas a Tua tenda

e constróis uma morada, uma habitação.

 

Obrigado, Deus Pai.

Obrigado, Deus Filho.

Obrigado, Deus Espírito Santo.

Obrigado por tanto.

Obrigado por tudo.

 

Que a nossa atmosfera seja sempre uma teosfera.

Que em cada momento haja uma brisa a respirar a Tua bondade.

Que a nossa vida mostre a Tua vida,

a vida que vem de Ti.

 

Que nunca esqueçamos

que somos baptizados no Pai, no Filho e no Espírito Santo.

 

Que tudo em nós seja ressonância

desta presença divina pelas estradas do tempo.

 

Obrigado, Santíssima Trindade,

por estares em cada um de nós.

 

Obrigado porque Um de Vós

Se quis tornar um de nós,

de cada um de nós.

 

Obrigado por estares sempre connosco,

na vida e na Palavra feita carne,

na vida do Teu Filho,

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:06

Não sou, obviamente, fatalista nem sequer determinista.

Acredito na força da vontade e na energia da liberdade.

Mas há limites que o discernimento devia perceber e que a lucidez deveria saber antecipar.

Já Almeida Garrett prevenia que «o que tem de ser tem muita força».

Não podemos presumir que as coisas são sempre como queremos. Elas são como são, ponto.

É certo que enxergamos as coisas com os nossos olhos. Não temos outros. Mas seria bom que tentássemos olhar as coisas com os óculos da realidade.

Quando pretendemos travar a mudança, é a mudança que nos trava a nós. A mudança não se deixa travar.

Vallespin alertou: «A mudança foi reprimida durante tanto tempo que agora está a rebentar-nos na cara, ignorando os mecanismos de travagem»!

publicado por Theosfera às 08:34

Em vez de estarem focados (e unidos) nos problemas do país, alguns parecem desfocados (e desunidos) em torno dos problemas dos partidos.

E em vez de vermos ideias para as pessoas, o que vemos são pessoas com poucas ideias.

O povo precisa de mais. O povo merece melhor!

publicado por Theosfera às 08:11

Acerca de Deus, calar é uma necessidade, mas pode ser também uma tentação.

É óbvio que não temos recursos para falar de Deus. Qualquer palavra é humana. E o humano não pode dizer o divino. Mas também é verdade que só podemos chegar a Deus a partir de nós, a partir do Homem. Pelo que o impensável tem de ser pensado e o indizível tem de ser dito. Com as suas limitações, sem dúvida, mas também com as suas possibilidades.

O conhecimento de Deus estriba, pois, na vivência. O conceito vem a seguir. Conhece-se na medida em que se vive, se celebra, se adora, se testemunha e se ama. Quanto mais se vive, mais se conhece. O conhecimento vem pela vivência.

A Santíssima Trindade é, como sapientemente lembrava Matias Scheeben, o mysterium stricte dictum. Isto não quer dizer que seja inacessível. Temos acesso a Deus de muitas formas: pela Revelação, pelo Filho de Deus feito Homem, pela Vida, pela Fé, pelo Amor.

Deus está no Amor. Amar a Deus é conhecê-Lo. A melhor forma de conhecê-Lo. O resto virá por acréscimo. Inclusive o próprio conhecimento.

publicado por Theosfera às 06:06

Eis como o nosso tempo está a fazer emergir uma nova «religião», com um único «deus» (o dinheiro) e uma nova «trindade» (com muitas aspas).

Segundo o teólogo Xabier Pikaza, essa «trindade» é composta «pelo Deus-Capital (que não é Pai, mas monstro que tudo devora), pelo Filho-Empresa, que não redime, mas produz bens de consumo ao serviço dos privilegiados do sistema, e pelo Espírito-Mercado, que não é comunhão de amor, mas forma de domínio de uns sobre os outros».

Esta idolatria, que está longe de ser felicitante, não é humanizadora. Desvia-nos de Deus e nem sequer nos recentra no Homem!

publicado por Theosfera às 05:47

Ao abordar a vida intratinitária, Zubiri demarca-se do conceito de pessoa (que, por estar constituído por inteligência, vontade, liberdade e responsabilidade, pode, na sua óptica, levar ao triteísmo) e de subsistência (que, na sua óptica, está muito dependente de pessoa).


Propõe, por isso, suidade, aquilo que constitui formalmente o carácter de uma pessoa. Em Deus, há três suidades realmente distintas, pois o Pai não é Seu da mesma maneira que o é o Filho, etc.. Isto não impede que haja uma compenetração interna na Trindade ao modo de uma circulação da natureza: cada suidade dá de si a outra e as três dão de si uma essência única.
publicado por Theosfera às 04:59

O Evangelho inclui uma frase que, certamente, causa alguma perplexidade. É quando Jesus diz: «O Pai é maior do que Eu» (Jo 14, 28).

 

É que sempre nos ensinaram que nenhuma pessoa da Santíssima Trindade é mais divina que as outras. O subordinacionismo sempre foi combatido pela Igreja.

 

O primeiro concílio ecuménico, ocorrido em Niceia (325), trata precisamente de deixar bem claro que o Filho é da mesma substância que o Pai.

 

Como entender, então, esta afirmação? Não haverá uma contradição?

 

Houve quem falasse do Filho como um segundo Deus ou como uma espécie de Deus de segunda ordem. Foi o caso de Ario.

 

Como entender, então, esta afirmação? Será que o Pai é mesmo maior que o Filho? Como articular esta frase com uma outra: «Eu e o Pai somos um só» (Jo 10, 30)?

Haverá contraste? O Filho é menor ou é igual ao Pai? Digamos que ambas as afirmações estão certas, como é óbvio.
Segundo M.A.Fernando, as «relações entre o Pai e Jesus não podem expressar-se em termos de uma igualdade absoluta, sem qualquer resíduo de diferença. Também não se podem expressar dizendo que o Pai é 'melhor' que o Filho; ou vive-versa, que o Filho é 'melhor' que o Pai, porque carregou sobre as Suas costas com a parte mais dura da redenção; de facto, são muitos hoje os que vêem com mais simpatia a Jesus que o Pai, cuja maneira de tratar o Seu Filho e de governar o mundo os escandaliza.
João não hesitou em dizer na primeira página do seu evangelho que Jesus Cristo é a Palavra que 'já existia no princípio junto do Pai e na qualidade de Deus', mas também não titubeia quando põe na boca de Jesus esta afirmação: 'o Pai é maior que Eu'.
É impensável que o evangelista se tenha esquecido do prólogo quando escrevia 14, 28. Logo não há contradição entre ambas as expressões. Isso quer dizer que o leitor deverá esquecer as conotações de superioridade e inferioridade qualitativa, que acarreta o termo 'maior' na linguagem comum.
Assim, pois a expressão o Pai é maior que Eu significa, antes de tudo, que na origem do mundo e da salvação dos homens há uma pessoa concreta: o Deus que é Pai, por impulsos de amor, comunica a Sua vida eterna aos homens, por Seu Filho, que é também uma pessoa concreta: Jesus de Nazaré, distinto do Pai mas participante da Sua própria vida divina».
Em síntese e de acordo com Mateus-Barreto, o Pai é maior não porque seja mais divino, masporque «n'Ele Jesus tem a Sua origem (1, 32; 3, 13.31; 6, 51), o Pai O consagrou e enviou (10, 36) e tudo o que tem procede do Pai (3, 35; 5, 26s; 17, 1)».
publicado por Theosfera às 03:55

Dizia, avisadamente, Tertuliano: «Deus é único mas não é um».

Se fosse um, seria (só) a solidão.

Se fosse dois, já não haveria solidão, mas prevaleceria (apenas) a diferença.

Acontece que Deus é três.

Sendo três, Deus elimina a solidão e supera a diferença.

Sendo três, Deus é comunhão, conjugação bela e articulação perfeita entre a unidade e a diversidade.

Deus é uma unidade diversa e uma diversidade una.

E se o Homem é imagem e semelhança de Deus, então a melhor maneira de realizar a proximidade com Deus passa pela construção da unidade e pelo respeito da diversidade.

Nada disto é um factum; tudo isto é um fieri.

Sejamos trinitários, triadocêntricos: unidos, amigos, irmãos!

publicado por Theosfera às 01:04

Neste dia da solenidade da Santíssima Trindade, o mistério por excelência, somos, uma vez mais, confrontados com os limites da linguagem.

 

Para falar de Deus, a linguagem parece um estorvo. E, de facto, não é uma estrada muito plana. É, acima de tudo, uma via muito íngreme, acidentada.

 

Fala-se, habitualmente, da Trindade como um sistema de relações (geração, espiração, pericorese, circumincessão, agenesia, etc.).

 

Raimon Pannikar disse a um bispo africano, aflito por não conseguir transpor este discurso para os seus diocesanos, que ele era um homem cheio de sorte. É que, em relação a Deus, é muito mais o que não sabemos do que o que sabemos.

 

Já Tomás de Aquino aludia à miséria das palavras (inopia vocabulorum). Como lembrava alguém, só é possível compreender Deus se não O quisermos explicar. A Teologia será sempre gaga. Só por tímidos balbucios deixará escapar algo do muito que (não) sabe.

 

Para falar de Deus, resta-nos o amor. Agostinho de Tagaste dizia que o Pai é o amante, o Filho o amado e o Espírito Santo o amor. É uma concepção colada à matriz neotestamentária: «Deus é amor» (1Jo 4, 8.16).

 

Entretanto, Mestre Eckhart, com a irreverência mística do seu génio, chega à mesma conclusão usando a linguagem do...riso: «O Pai ri para o Filho e o Filho ri para o Pai, e o riso gera prazer, e o prazer gera alegria, e a alegria gera amor».

 

Sublime! E, sem dúvida, muito comovente!

publicado por Theosfera às 00:35

Hoje, 15 de Junho (Solenidade da Santíssima Trindade), é dia de S. Vito, S. Modesto, Sta. Crescência, Sta. Germana Cousin e Sta. Maria Micaela do Santíssimo Sacramento. 

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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