O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 11 de Junho de 2014

A crise que atravessamos tem muitos factores e algumas raízes.

Ela é tecida de muitos défices.

Falta crédito e falta dinheiro. Falta justiça e falta educação.

E, como reconhecia Eça de Queiroz, parecem faltar homens: «Os raros que há são postos na sombra».

Por isso, acrescentava o mesmo Eça, «esta é a crise pior - e sem cura».

Creio, porém, numa terapia. Como notou Hannah Arendt, em tempos sombrios aparecem sempre homens luminosos. Que resistem às sombras!

publicado por Theosfera às 11:30

Também acredito no progresso. Mas não creio no progresso infinito nem no progresso sem retrocesso.

Com Balzac, prefiro acreditar «no progresso do homem em relação a si mesmo».

Não basta exigir à sociedade. É fundamental contribuir para a sociedade.

Não é só a sociedade que tem deveres para com cada um. Cada um também não deixa de ter deveres para com a sociedade.

Não os esqueçamos!

publicado por Theosfera às 11:18

1. É muito o que ensina a ciência. Mas é muito mais o que se aprende com a experiência.

A ciência traz-nos muita coisa. Mas só a experiência é a mãe de todas as coisas.

 

2. Sobre a oração, a experiência diz-nos, desde logo, que ela é vital.

Acontece que, na era da suspeita, só não suspeitamos da suspeita. Quanto ao resto, nada aparenta escapar.

 

3. Nem o lastro da história servirá de defesa. Como notou Roland Barthes, para muitos, «o antigo é sempre suspeito».

Mesmo que continue a ser válido, mesmo que nunca deixe de ser novo, o que vem do passado é visto como — irremediavelmente — ultrapassado.

 

4. Quem perde, porém, não é a coisa perdida. Quem perde somos nós, que a perdemos, que nos perdemos ao perdê-la.

 Olhando para a história, teremos de perguntar. Houve algum santo que não fosse pessoa de oração?

 

5. Há, por vezes, o risco de confundir oração com inacção.

Acontece que a oração não só não impede a acção como se posiciona como alento e alimento da acção.

 

6. O orante não é inactivo. Diria que ele é acrescidamente activo: a partir da base, a partir do fundo, a partir de dentro.

Os mais activos foram sempre grandes contemplativos. Aliás, duplamente contemplativos: contemplativos na oração e contemplativos na acção. Todos eles souberam encontrar Cristo na oração e reencontrar Cristo na acção.

 

7. O abandono do tempo da oração não aumenta necessariamente a quantidade  do tempo da missão e acaba por fazer perigar a sua qualidade.

A atrofia espiritual degenera em paralisia pastoral, da qual, porventura, nem nos apercebemos. Uma espiritualidade dissolvente acaba por desencadear uma pastoral decadente. Que se limita a gerir em vez de fermentar.

 

8. Não cedamos ao risco de agir mais como patrões do que como pastores.

Não somos donos do rebanho e os seus membros são pessoas, não são criados.

 

9. Não nos julguemos proprietários da sua vontade. Procuremos surgir como servidores das suas ânsias.

A religiosidade popular continua a alimentar-se do Terço diário e da Eucaristia semanal.

 

10. Na sua sabedoria simples (e na sua simplicidade sábia), o povo não está errado. Estejamos com o povo em oração. E espraiemos a oração na missão. A oração postula a missão.

O «ide em paz» não é uma despedida; é um envio. Termina a Missa, começa a Missão!

publicado por Theosfera às 11:16

Não basta descobrir a verdade. É fundamental pô-la em prática.

Às vezes, só dizê-la pode ser o mesmo que comprometê-la, adiá-la, quiçá negá-la.

Quem não é a favor da paz no mundo? Mas que se faz pela paz no mundo?

Esquece-se que só há paz no mundo promovendo a paz em cada pessoa, com cada pessoa.

Parece pouco. Mas é o princípio de tudo!

publicado por Theosfera às 11:07

Há quem nada tenha para fazer e, mesmo assim, faça.

Há quem nada tenha para dizer e, mesmo assim, diga.

José Saramago confidencia: «Seria incoerente que me opusesse a que um escritor coma do que escreve, o que me parece, isso sim, condenável, é que escreva quando não tem nada para dizer».

Será impossível dizer o não-dito ou o não-dizível?

publicado por Theosfera às 10:55

Aquém do lugar e além das posições, existe a pessoa.

A montante da função e a jusante das opiniões, subsiste o ser humano.

É natural que nem sempre nos apercebamos disso. Mas há momentos em que se impõe que tudo o resto pare. Por exemplo, quando a saúde vacila.

Não só nessas alturas, mas sobretudo nessas alturas, o que conta é a pessoa, o que vale é o ser humano.

Discordar é legítimo. Protestar pode até ser necessário. Mas sempre com respeito.

Há quem tenha competência, há até quem tenha razão, mas sem mostrar possuir respeito.

Só que quem o exige tem de o revelar. Mesmo por aqueles de quem discorda.

Mas, no limite, se não houver respeito, que, ao menos, se pense na regra de ouro. Gostaríamos que dissessem de nós o que, por vezes, dizemos dos outros?

É certo que há muitos dramas e imensas decepções. Mas falemos nos locais próprios e da forma adequada.

Compreendo a desilusão. Mas continuo a crer na força da moderação.

Os bons modos (também) dão bons resultados!

publicado por Theosfera às 10:43

Hoje, 11 de Junho, é dia de S. Barnabé, Sta. Paula Frassinetti, Sta. Maria Rosa Molas e Vallvé e Sta. Maria do Divino Coração.

Refira-se que S. Barnabé é chamado Apóstolo por S. Paulo porque com ele participou na primeira viagem missionária.

Foi, aliás, Barnabé que apresentou Paulo aos cristãos de Antioquia. No entanto, desentenderam-se.

Na segunda viagem, Barnabé queria levar o seu sobrinho Marcos, que os acompanhara na primeira viagem, mas que desistira.

Paulo foi intransigente. Barnabé era mais clemente (a apreciação é de S. Jerónimo).

Por isso é que a Bíblia faz uma apreciação do carácter de S. Barnabé que diz tudo: «Homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé»(Act 11, 24).

Um santo e abençoado dia para todos!
publicado por Theosfera às 00:00

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