O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 16 de Abril de 2014

Creio
na Igreja nascida do Pai, gerada pelo Filho e alimentada pelo Espírito.
Creio
numa Igreja totalmente voltada para Deus e completamente virada para o Homem.
Creio
numa Igreja que fala de Deus aos homens e que fala aos homens de Deus.
Creio
numa Igreja que faz da oração prioridade e da justiça imperativo.
Creio
numa Igreja que não esconde a verdade que lhe foi entregue
nem mitiga a mensagem que lhe foi confiada.
Creio
numa Igreja que prefere ser criticada pela sua fidelidade
do que festejada pela sua incoerência.
Creio
numa Igreja que está de pé diante dos homens e de joelhos (só) diante de Deus.
Creio
numa Igreja que opta por servir em vez de agradar.
Creio
numa Igreja que não fala por cálculo nem cala por conveniência.
Creio
numa Igreja que não olha à posição nem ao título das pessoas.
Creio
numa Igreja que denuncia e anuncia a propósito e fora de propósito.
Creio
numa Igreja pobre e despojada.
Creio
numa Igreja humilde e serva.
Creio
na Igreja do perdão e da misericórdia.
Creio
na Igreja do amor e da concórdia.
Creio
numa Igreja que assume os seus erros
e que sabe acolher os que erram.
Creio
na Igreja que chora com os que choram.
Creio
numa Igreja de portas abertas para os pequenos e para os pobres.
Creio
na Igreja da esperança e da alegria.
Creio
numa Igreja que nunca desiste de acreditar nem de amar.
Creio
na Igreja de Cristo.
Creio
numa Igreja para todos!

publicado por Theosfera às 16:25

Dizem que hoje é o Dia Mundial da Voz.

Pensemos não apenas nos que a usam. Pensemos também nos que não a podem usar, nos que são impedidos de a usar.

E habituemo-nos a ouvir não só os que falam. Habituemo-nos a ouvir também os que, calando, falam de outras formas.

Há murmúrios de vidas que nos passam ao lado.

Há silêncios que gritam e que reclamam uma oportunidade. A começar pelo próprio Deus.

Muito nos magoa o silêncio de Deus. Mas, como perguntava Sertillanges, «é Deus que está em silêncio ou somos nós que estamos surdos»?

publicado por Theosfera às 11:42

1. A esta hora, grande é a azáfama. Já se preparam as casas e as ruas. Já se ultimam os folares. Já se encomendam os foguetes.

 

Apesar da crise, há muita alegria no ar e bastante vibração nos corações. Os mais pequenos anseiam pelas prendas. Os mais idosos multiplicam recordações.

 

A Páscoa está perto. Está perto no tempo. Já faltam poucos dias.

 

Eu gostava que a Páscoa também estivesse perto da vida: da vossa vida, da vida do mundo inteiro.

 

 

2. Páscoa, como sabeis, quer dizer «passagem».

 

Outrora, a Páscoa assinalava a passagem, pelo Mar Vermelho, da escravidão para a liberdade. Agora, celebra a passagem da morte para a vida.

 

Queria que soubésseis que, na Páscoa, não recordais um acontecimento do passado. Na Páscoa, sois chamados a reviver um acontecimento de cada presente.

 

Às vezes, fazemos muita coisa importante e acabamos por esquecer o principal.

 

Nesta altura da Páscoa, não faltam actividades no exterior. Mas falta um pouco de recolhimento no interior.

 

 

3. Queria que soubésseis que Eu continuo a vir ao vosso encontro. Continuo a falar-vos, como há dois mil anos.

 

Continuo a falar a cada um de vós no alto da Cruz. Muitas vezes, falo muito alto.

 

Como há vinte séculos, continuo a gritar. Continuo a gritar contra a violência, contra a opressão.

 

Continuo a gritar por mais fraternidade, por maior igualdade.

 

Continuo a gritar para que os grandes repartam com os pequenos. Continuo a gritar para que as dívidas sejam perdoadas.

 

Mas quem Me ouve?

 

 

4. Não penseis que deixei a Cruz. Não. Não deixei a Cruz.

 

Hoje, em cada dia, continuo a levar uma pesada Cruz. É Cruz de tantas pessoas que são atiradas para a berma das estradas da vida.

 

A Minha Cruz, hoje, é a Cruz dos que têm fome, é a Cruz dos que estão no desemprego, é a Cruz dos doentes, é a Cruz das vítimas da injustiça, é Cruz dos idosos abandonados.

 

Há vinte séculos, houve alguém chamado Simão de Cirene que Me ajudou a levar a Cruz. Nos tempos que correm, sou Eu que faço o papel de Cireneu. Sou Eu que ajudo a levar a Cruz de tanta gente. E como continua a ser pesada, horrivelmente pesada, a Cruz!

 

 

5. Queria que soubésseis que também vos falo do silêncio do sepulcro. Ou seja, também vos falo quando (aparentemente) não digo nada.

 

Hoje, eu continuo a estar nas profundidades da vida, da vossa vida. Eu moro nos vossos corações.

 

Posso estar em silêncio, mas não estou escondido. Eu acompanho-vos sempre. Estou convosco, como prometi há dois mil anos.

 

Estou convosco nas horas de alegria. E estou convosco nos momentos de aflição.

 

As vossas alegrias são as Minhas alegrias. E as vossas dores nunca deixaram de ser as Minhas dores.

 

 

6. Muitas vezes, pensais que o fracasso é uma derrota.

 

Naquele tempo, também não faltou quem achasse que o sepulcro era como o ponto final num texto.

 

Pensavam que tudo estava terminado. Mas Eu ressuscitei. Voltei para o Pai e voltei para vós.

 

O próprio fim tornou-se um novo começo. Uma tarde de pesadelo deu lugar a uma aurora de esperança.

 

Tudo voltou a começar. Por isso, nunca comeceis a desistir e nunca desistais de começar.

 

Às vezes, temos de bater no fundo para recomeçar a subir e temos de ficar para trás para voltar a avançar.

 

Nem tudo está perdido quando muito parece perder-se. É quando parece que tudo acaba que tudo verdadeiramente começa.

 

 

7. Desejo-vos, pois, uma Páscoa com muita alegria, com muito amor, com muita paz.

 

Eu continuo a estar convosco. No próximo Domingo, entrarei em vossa casa. Vou na Cruz. Mas aquela já não é a Minha Cruz. É a Cruz de cada um de vós.

 

No próximo Domingo, Eu vou trazer as vossas dores. E vou deixar-vos a Minha paz.

 

De vós só quero uma coisa: que sejais felizes. Hoje. Amanhã. E sempre.

 

Jesus de Nazaré

Aquele que morreu por vós,

Aquele que ressuscitou para todos!

publicado por Theosfera às 11:22

Era sábado santo, aquele 16 de Abril de 1927.

Às quatro e quinze da madrugada nasce um menino a quem puseram o nome de José.

Passadas quatro horas, já estava santificado pelas águas do Baptismo acabadas de benzer.

Tudo foi santo: o sábado santo, o baptismo santo, o padre santo e o santo padre.

José foi para o seminário. Foi ordenado presbítero em 1951 e bispo em 1977.

Em 1981 foi chamado para Roma a fim de colaborar com o Sumo Pontífice.

Quando pensava que a missão estava cumprida, viu que ela se tornou mais...comprida.

Faz, neste dia, 87 anos que nasceu o Papa Emérito.

Ontem José, hoje Bento.

Obrigado por tudo. Parabéns por hoje.

Saúde e felicidades para sempre!

publicado por Theosfera às 00:57

Hoje, 16 de Abril (87º aniversário do Papa Bento XVI), é dia de S. Bento José Labre, Sta. Engrácia de Saragoça e S. Magno da Escócia.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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