O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 08 de Abril de 2014

1. Estamos à beira da semana que tem o qualificativo de santa.

É uma semana que nos junta e que nos deve unir. É uma semana que nos faz correr, mas que também nos deve fazer parar. É uma semana que nos envolve no exterior e que nos deve transformar no interior.

 

2. É uma semana em que sentimos próximo o que é mais distante. Na Sexta-Feira Santa assinalamos a morte. Poucas horas depois, festejamos a vida.

Grande lição esta: a morte está aqui; a ressurreição mora já ali. Entre a morte e a vida há uma diferença tão grande e, ao mesmo tempo, uma distância tão pequena!

 

3. Jesus morreu? Jesus morre. Ele está na morte de tantas pessoas, sufocadas no patíbulo desta desumanidade infrene.

É por isso que a Cruz não foi, a Cruz é.

 

4. A fé não é alienante.

Não nos retira da vida. Atira-nos para as profundezas (mais obscuras) do mistério da existência.

 

5. Nesta semana em que somos confrontados com a dor do mundo na dor do Filho de Deus, fique a baloiçar em nós a palavra de Dietrich Bonhoeffer: «O Homem está chamado a sofrer com Deus no sofrimento que o mundo sem Deus inflige a Deus».

Em Cristo, Deus sofre connosco, em nós. Mesmo que não O sintamos.

 

6. Na visita pascal, iremos anunciar a ressurreição transportando o Crucificado.

Parece uma contradição. Mas é a verdade. E faz todo o sentido.

 

7. Antes de mais, é muito difícil figurar um corpo ressuscitado. Nem os discípulos reconheceram Jesus: era o mesmo mas com uma configuração diferente.

Depois, porque o que ressuscita é o mesmo que morre; o que volta à vida é o mesmo que dá a vida. Se não morresse, não ressuscitaria.

 

8. Não é, pois, em vão que Jürgen Moltmann usa expressões como «ressurreição do Crucificado» e «cruz do Ressuscitado».

O mistério de Cristo é sempre global, não se pode segmentar ou clivar. Jesus integra a glória no sofrimento e eleva o sofrimento à glória.

 

9. Eis, por conseguinte, a maior fonte de esperança para quem sofre: Ele sofre connosco, nós sofremos com Ele.

E n’Ele podemos vencer o sofrimento e a própria morte.

 

10. A Páscoa vai chegar ao tempo. Que ela chegue à vida.

À vida de cada um. À vida da humanidade inteira!

publicado por Theosfera às 12:17

A verdade dispensa grandes palavras e recordações.

Já dizia Mark Twain: «Quando dizemos a verdade não é preciso lembrarmo-nos de nada».

A verdade é sóbria. Prescinde de adornos.

A verdade é o maior adorno que a vida pode ter!

publicado por Theosfera às 12:13

Somos seres tecidos de harmonias e contradições.

É isso faz o nosso drama. É isso que não desfaz a nossa grandeza.

Suspiramos por uma harmonia, mas vamos aspirando as teias das contradições que nos habitam.

Dizia Nélson Mandela: «As contradições são uma parte essencial da visa e nunca deixam de dividir a pessoa».

Mas também nunca são capazes de eliminar o sonho de uma unidade sonhada e, quem sabe, conseguida!

publicado por Theosfera às 10:57

Não se mata só quando se mata.

Também se mata quando se agride, quando se insulta, quando se difama, quando se calunia.

A morte de uma pessoa não ocorre apenas quando o organismo deixa de funcionar.

A morte mais deletéria pode ocorrer quando se cometem assassínios de carácter.

Acresce que existe uma propensão para ser crédulo em relação a essas mortes (implacavelmente) infligidas. Mas eu acredito na ressurreição dos que são eliminados.

A Escritura assegura que o oculto acaba por se descobrir.

Muita coisa é velada. Mas mesmo o velado acaba por se desvelar.

Na sua sageza simples, o povo testifica que o mal e o bem à cara vem.

Há um momento em que a verdade deixa as profundezas.

Há um momento em que a verdade acorda.

Há um momento em que nós havemos de acordar para a verdade!

publicado por Theosfera às 10:53

1. Estamos na Primavera e chove. Vivemos em democracia e temos medo. Já nem Abril parece Abril.

 

2. Antes de Abril, havia medo, sim. Havia medo de falar, de falar sobre certos assuntos, de falar sobre determinadas pessoas.

Acontece que, neste Abril, o medo parece ter perdido o medo. Neste Abril, todos aparentam ter medo de tudo.

 

3. Há medo de falar, medo de estar na rua, medo de ficar em casa, medo de perder o emprego, medo de que acabe o subsídio de desemprego.

Neste Abril, há medo do presente e há até medo do futuro.

Sentimo-nos vigiados e vemo-nos ameaçados.

 

4. Há ministros e sinistros que estão muito presentes na televisão e parecem muito ausentes da realidade.

Há ministros e sinistros que só lançam e comentam novas más. Mas já nem as novas são novas. Tudo parece demasiado previsível e requentado.

 

5. Nesta época de temporais, estamos a ser devorados por aquilo que Carlo Maria Martini denominou «tempestade ideológica». É um momento em que já nem sequer parece subsistir a «consciência de fazer mal».

A violação sistemática de direitos fundamentais é apresentada sob a bandeira de uma normalidade arrepiante.

 

6. As pessoas não se revêem nas decisões, nem se entusiasmam com as alternativas.

O país e a Europa parecem, usando uma imagem de Karl Jaspers, um enorme automóvel que ninguém conduz. E, sem condução, a possibilidade de desastre aumenta.

 

7. A desesperança espreita e já encontrou habitáculo em muitos espíritos.

Não nos deixemos derrubar por ela. Como dizia Bernanos, «a esperança é a maior e a mais difícil vitória que um homem pode ter».

 

8. A esperança é o triunfo da convicção sobre a evidência.

Tudo parece estar em ruínas. Tudo aparenta ruir.

 

9. Mas, como avisa o grande Agostinho de Hipona, «é quando parece que tudo acaba que tudo verdadeiramente começa»!

publicado por Theosfera às 00:57

Hoje, 08 de Abril, é dia de S. Dionísio, S. Gualter Abade, Sta. Constança de Aragão, Sta. Teresa Margarida do Sagrado Coração de Jesus e S. Domingos do Santíssimo Sacramento.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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