O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 19 de Fevereiro de 2014

1. A liberdade tem valor. A liberdade tem o seu preço. A liberdade terá também os seus limites?

Pelos vistos, não. Pelo que se viu na Bélgica, a liberdade não tem limites. Ou, melhor, limites continua a ter. Mas há domínios onde deixam de aparecer. Talvez onde são mais necessários.

 

2. Uma pessoa antes dos 18 anos não pode votar. Mas a mesma pessoa antes dos 18 anos pode pedir a eutanásia.

Será que é necessária maior maturidade para escolher um partido do que para escolher a morte?

 

3. É certo que sempre houve acções contra a vida humana.

Mas uma coisa é tais acções serem contra a lei, outra coisa (bem diferente) é essas acções serem cometidas com o consentimento da lei, com a caução da lei, ao abrigo da lei.

 

4. Crescemos numa altura em que nos acostumámos a alterar a nossa vontade por causa da lei.

De repente, vemo-nos submersos num tempo em que é a lei que se transforma por causa da nossa vontade.

 

5. Não falta quem celebre esta mudança, sinalizando nela um avanço.

Mas também não escasseia quem se atemorize diante deste passo, advertindo nele um retrocesso. Afinal, poderá haver descanso perante tal «avanço»?

 

6. É próprio da lei impor limites. E isso é necessariamente mau? A velocidade ilimitada na condução é, quase sempre, o caminho acelerado para a tragédia.

Os limites impostos pela lei travam uma existência ditada unicamente por impulsos momentâneos, por flutuações epocais ou por clivagens ideológicas.

 

7. Uma lei não é um fóssil. Há leis que podem — e devem — ser mudadas.

Mas também há leis que devem permanecer inalteradas. Trata-se daquelas que protegem os alicerces: a vida, a dignidade da pessoa humana, etc.

 

8. O sofrimento é sempre doloroso e pode chegar a ser insuportável.

É claro que é muito melhor não sofrer. Mas uma vida sofrida não é obrigatoriamente uma vida infeliz.

 

9. Não podemos continuar expectantes. Hoje em dia, tudo parece começar com negligência, decorrer com complacência e desaguar em impotência.

Limitamo-nos a encolher no princípio e a lamentar no fim.

 

10. Há fenómenos que, quando se iniciam, achamos que não nos atingem.

O problema é que, quando os sentimos perto, pode ser tarde para os inverter. É que, entretanto, muitas coisas, que se estranhavam, acabam por se entranhar. Acordemos!

 

publicado por Theosfera às 22:03

«Alea jacta est». Os dados estão lançados.

Em Kiev trava-se um combate (cada vez mais literal e sangrento) entre a persistência do povo e a teimosia do poder.

É impossível antecipar o desfecho. Mas é previsível adivinhar a evolução dos acontecimentos.

A violência vai crescer. O número de mortos ameaça aumentar.

Afinal, o povo está disposto a morrer por aquilo que nos tem feito sofrer: a Europa.

A Europa pode cheirar a ilusão. Mas os ucranianos sentem que a alternativa tem sabor a repressão. Apesar de tudo, uma ilusão não faz tão mal.

Uma coisa é certa. A guerra nada resolve.

Basta olhar para a história. Voltaire olhou. E concluiu: «Não há nenhum exemplo de uma guerra que haja compensado com um pouco de bem o mal que fez».

Nós até conhecemos a história. Mas aprendemos tão pouco com ela!

Atenção. Nesta hora, não é a Ucrânia que declina. É toda a humanidade que agoniza!

Até quando?

publicado por Theosfera às 10:48

A qualidade da comunicação não pode avaliar-se apenas pelo que se diz.

Tal qualidade também estriba na capacidade de saber não dizer.

S. Tiago recomenda: «Cada um seja pronto para ouvir, lento para falar e lento para se irar, pois uma pessoa irada não faz o que é justo aos olhos de Deus».

Hoje em dia, há muito ruído e pouca comunicação.

Há muita sobreposição de sons e pouca escuta. Pensar é também (e sobretudo) ouvir!

publicado por Theosfera às 10:21

1. Um diagnóstico nunca é agradável, mesmo quando é verdadeiro e se torna necessário. Afinal, para haver cura, tem de se conhecer a doença.

Mas não falta quem opte por ignorar a realidade e adulterar a evidência.

 

2. Há quem não sinta o que diz e não diga o que sente. Também há quem sinta o que não diz e diga o que não sente.

Enfim, há quem não hesite em sacrificar a consciência à conveniência. Mas como dizer que tudo está bem se muita coisa está mal?

 

3. Não adianta esconder. Na era da comunicação, a realidade é sobretudo o que aparece.

E, queiramos ou não, aquilo que aparece gravita em torno de um duplo fenómeno: violência e decadência.

 

4. Todos estamos preocupados. Mas todos nos sentimos como que bloqueados. Que fazer?

Antes de mais, perceber o que está em causa. Se repararmos, a violência consiste na violação de normas e valores. A decadência consiste na ausência de normas e valores.

 

5. Se os valores estão ausentes, é natural que sejam repetidamente violados. Com a agravante de nem sequer se advertir dessa violação.

A inconsciência costuma ser descontraída, o que a torna ainda mais prejudicial.

 

6. A violência agride. A decadência choca. A violência actua contra os outros. A decadência nem sequer pensa no que pensarão os outros.

Na violência, o outro não vale. Na decadência, o outro não conta. É por isso que a violência é imoral e a decadência é amoral.

 

7. Não espanta, assim, que se passe facilmente da decadência à violência e da violência à decadência. O contubérnio entre as duas é demasiado íntimo e totalmente promíscuo.

A violência é a maior manifestação de decadência. E a decadência é uma porta aberta para a violência.

 

8. Quando se alega que há um direito «a sermos humilhados»(!), o que se está a legitimar é um putativo direito a que alguém humilhe alguém.

Será que a humilhação consentida desagrava a humilhação cometida?

 

9. A sociedade tem de ser mais pró-activa, definindo o que é correcto, o que é aceitável e o que será sempre inadmissível.

De uma coisa tenhamos a certeza. Se não oferecermos o positivo, alguém insistirá em oferecer o negativo.

 

10. Não basta continuar a reagir tarde e lentamente. É fundamental agir cedo e rapidamente.

Já perdemos muito tempo. O naufrágio espreita. Mas estou certo de que ainda conseguiremos salvar muitas vidas!

publicado por Theosfera às 09:56

Hoje, 19 de Fevereiro, é dia de S. Conrado Placência, S. Gabino e Stos. Mártires da Terra Santa.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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