O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 11 de Fevereiro de 2014

1. A violência tem constatação fácil, explicação não muito difícil e justificação praticamente impossível.

 

2. Tudo começa pela evidência. A violência é, antes de mais, uma evidência. Não é preciso olhar para longe. Nem é necessário esperar muito.

Às vezes, nem será exigível sair de casa. Não raramente, a violência começa em casa. Desde cedo. Desde a infância. Portanto, desde sempre.

 

3. Como é sabido, os começos condicionam. Umas vezes, iluminam e tornam-se inspiração. Outras vezes, obscurecem e convertem-se em trauma.

Haverá certamente oscilações ao longo do tempo. Mas o que vem do princípio acaba por definir a nossa identidade. Ou seja, aquilo que somos é, em grande medida, aquilo que recebemos.

 

4. A primeira tendência do ser humano, como ensina René Girard, é para mimetizar comportamentos.

Se o ambiente é de violência, é natural — embora penoso — que a pessoa assimile violência e reproduza violência.

 

5. À partida, não há nada de estranho. O problema é que as pessoas, além de mimetizar, tendem a ampliar a violência que vêem.

De facto, qual é a resposta à violência? Para muitos, a resposta à violência é…mais violência.

 

6. Como sair deste cenário? Como desmontar este (monstruoso) labirinto?

A violência tem tanto de óbvio como de irracional. Passamos o tempo a denunciá-la, mas não somos capazes de a vencer. Pelo contrário, parece que nos enterramos, cada vez mais, nela.

 

7. Haverá, afinal, alguma justificação para a violência?

A violência não tem justificação; a violência é a justificação. É ela que dita formas de pensar e determina modos de agir.

 

8. É pela violência que muitos se regem, que muitos se afirmam, que muitos se impõem. A violência é uma estratégia, um filão, uma espécie de trunfo.

Há quem não hesite em deitar mão a toda a sorte de violência: à violência física certamente, mas também à violência verbal, à violência emocional, à violência familiar, à violência laboral, à violência política, à violência social.

 

9. A violência, como um tumor, dissemina-se por todo o lado. A existência parece um pasto de violência.

A violência de algumas praxes, que nos surpreende, é filha de toda uma praxe de violência, a que já nos acostumámos.

 

10. Dizem que a violência está inscrita na natureza. Que, ao menos, não esteja alojada na vontade.

O mal é também quando se pergunta «qual é o mal?». O mal é nem sequer dar conta do mal como mal. O mal é achar normal.

publicado por Theosfera às 11:47

Uma comunidade é feita de pessoas e dos ideais que irmanam as pessoas.

Quando alguns destes ideais se rompem, há problemas.

Habitualmente, não é apenas um a romper.

Às vezes, pensa-se que romper o ideal é mais vantajoso. Mas é uma ilusão.

Já dizia Edmund Burke que, «no meio de um povo geralmente corrupto, a liberdade não pode durar muito».

E, atenção, a corrupção alastra por acção dos que a cometem. E pela inacção dos que a consentem.

O preço da corrupção é sempre elevado. E, no final, ninguém ganha!

publicado por Theosfera às 10:38

Ver exige mais que ver.

O Padre António Vieira disse tudo: «Não basta ver para ver; é necessário olhar para o que se vê»!

publicado por Theosfera às 10:22

A tirania nunca acaba bem. Nem para os que a sofrem. Nem para os que a cometem.

Mariano da Fonseca notou: «A tirania não é menos arriscada para o opressor do que penosa para o oprimido».

O opressor acaba por ser engolido pela teia que montou!

publicado por Theosfera às 10:20

Estamos sempre em acção, até quando estamos parados.

Quando o corpo pára, o espírito trabalha. Caso contrário, é a morte.

Já Sénaca reparara: «O ócio sem estudos é como a morte e a sepultura do homem vivo».

Para morrer basta a morte. Não nos deixemos morrer em vida!

publicado por Theosfera às 10:14

Não sou, obviamente, apólogo da tristeza. Mas, por vezes, entristece-me mais a diversão fingida do que a tristeza sincera.

Alexandre Pope confessa: «O divertimento é a felicidade daqueles que não sabem pensar».

Não iria tão longe.

Quem pensa não tem de ser triste. Quem se diverte não tem de ser frívolo.

O equilíbrio é o caminho!

publicado por Theosfera às 10:08

Foi por amor à Igreja que João Paulo II entendeu permanecer até ao fim. Foi por amor à Igreja que Bento XVI decidiu sair antes do fim.

Neste sentido, não é correcto dizer que João Paulo II ficou apegado ao lugar nem que Bento XVI optou por fugir da missão.

João Paulo II optou por confiar naqueles que trabalhavam com ele. Bento XVI optou por confiar o trabalho a outro depois dele.

No fundo, é a mesma leitura crente da realidade. Sejam quais forem as nossas opções, é sempre Deus que conduz a história: antes de nós, connosco e depois de nós!

publicado por Theosfera às 00:56

Não posso esquecer, neste dia de Nossa Senhora de Lourdes, quem é acometido pelo mistério da dor, pelo mistério do sofrimento.

 

Penso na dor física, na dor moral, na injustiça. Penso nas vítimas da calúnia, da difamação, da inveja, da intriga malsã, da insinuação torpe. Estou com todos. Rezo por todos.

 

Não esqueço também tanta gente que, de perto ou de longe, me pede oração.

 

A minha oração é pobre, muito pobre. Mas ofereço-a com a melhor vontade.

 

Tenho a certeza de que todos irão melhorar. O sol da felicidade há-de brilhar me todos os corações!

publicado por Theosfera às 00:52

Confesso que sinto uma profunda nostalgia de tempos em que sorríamos de felicidade por ver acontecer aquilo em que acreditávamos.

 

Um dos dias em que experimentei essa (reconfortante) sensação foi precisamente o dia 11 de Fevereiro de 1990.

 

Nesse dia, um sorridente e muito calmo Nélson Mandela saía da prisão, onde estivera 27 anos.

 

Despojado, disse que vinha «não como profeta, mas como humilde servo do nosso povo».

 

Que belo o tempo em que se lutava e sofria, não por interesses, mas por ideais! Sobretudo por ideais como a justiça, a liberdade, a paz!

publicado por Theosfera às 00:47

Neste tempo em que quase tudo está previsto, ainda há acontecimentos que nos espantam e pessoas que nos surpreendem.

Há cerca de 700 anos que não havia uma decisão semelhante. E as renúncias de Celestino V e Gregório XII foram em contextos diferentes.

Gregório XII deixou o papado para resolver o problema do cisma do ocidente, já que havia outro papa em Avinhão. Já Celestino V nunca se sentiu adaptado à função.

Com Bento XVI, como ele próprio o diz, foi o desgaste.

É preciso notar que Bento XVI começou o seu «pontificado» muito antes de 2005.

O pontificado de João Paulo II teve muito de Joseph Ratzinger, seu colaborador directo (e dilecto) desde 1981.

João Paulo II nunca dispensou Ratzinger, mesmo quando este pediu que o deixasse descansar.

Há muitos preconceitos em relação a Bento XVI. É uma das personalidades mais discutidas.

Foi um homem que nos surpreendeu sempre. A maior surpresa foi esta.

Mas talvez ainda nos supreenda com algum livro.

Quanto à sua imagem, era bom que se lesse o livro «Bendita humildade. O estilo simples de Joseph Ratzinger», de Andrea Monda.

Bento retira-se como começou: humilde!

Obrigado, Santo Padre!
publicado por Theosfera às 00:45

Hoje, 11 de Fevereiro, é dia de Nossa Senhora de Lourdes, Sto. Adolfo e S. Bento de Aniano.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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