O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Segunda-feira, 13 de Janeiro de 2014

O prémio atribuído a Cristiano Ronaldo encerra alguns ensinamentos. Descontando, pois, a compreensível euforia de momentos como este, destacaria sobretudo duas importantes lições.

 

Em primeiro lugar, fica provado que Portugal é terra de excelência. Há portugueses que ombreiam com os melhores e que são capazes de ser, inclusive, os primeiros na sua profissão.

 

Num universo tão competitivo como o futebol profissional, dá que pensar ver como o melhor nasceu neste nosso país. E repare-se que foi necessário singularizar a partir de um leque vastíssimo onde a competência é muita e a competição bastante.

 

Ser o melhor e ser português é, por isso, uma conjugação que nos deve encher de alegria. Numa altura em que a nossa auto-estima está a cair, faz bem olhar para estes fenómenos. Também em Portugal é possível emergir o que há de melhor.

 

Em segundo lugar (e, talvez, este dado contraste com o anterior), fica a ideia de que o português, para singrar, tem de sair.

 

Se Cristiano Ronaldo não tivesse saído do Sporting, alguma vez obteria o mesmo reconhecimento? O talento seria o mesmo, mas a projecção seria igual?

 

Diga-se o mesmo de Luís Figo. Também ele é português. Também ele foi considerado o melhor do mundo. Mas, para isso, também ele teve de sair de Portugal.

 

Especulativamente, podemos conjecturar. Se o Sporting, além de formar óptimos jogadores, tivesse condições de os segurar, onde não estaria ele? Se ao talento formativo aliasse capacidade financeira, não estaríamos em presença de um potencial dominador do futebol europeu? Já viram o que seria uma equipa com Cristiano Ronaldo, Quaresma, Simão, Futre, Figo, etc.?

 

Se pensarmos bem, é o que se passa em vários domínios. Eduardo Lourenço é português, mas vive fora de Portugal. António Damásio é português, mas afirmou-se longe de Portugal. D. José Saraiva Martins idem.

 

Portugal é capaz de produzir o que há de melhor. Mas só quando se sai de Portugal é que o reconhecimento chega. Seremos melhores lá fora? Teremos de sair para ser?

 

Fatalidade? Não quero crer. Realidade? Sim. Realidade que importa estudar e urge superar.

 

Fica claro que Portugal é terra de excelência. Que nos falta para conseguirmos cá dentro o que obtemos lá fora?

publicado por Theosfera às 22:12

Já houve quem dissesse que este é um dia D.

Talvez fosse mais adequado dizer que é um dia C. Ou talvez um dia CR, um dia CR7.

A informação parece alimentar-se não de um acontecimento, mas de uma expectativa.

Toda a gente está à espera da Bola de Ouro.

É curiosa a linha de argumentação. Diz-se que Ribéry não deve receber o prémio porque a distinção é para um jogador, não para uma equipa. Mas, pela amostra, parece que ela é para todo um país.

Sucede que, para lá das condicionantes, também sou dos que pensam que Cristiano Ronaldo merece porque, de facto, foi o melhor. E não apenas pelos muitos golos que apontou.

Mas o melhor é aguardar serenamente pelas 17h. É

que, já dizia Keynes, «muitas vezes o inevitável não acontece e o improvável acaba por acontecer».

Esperemos que, desta vez, o inevitável se concretize!

publicado por Theosfera às 10:17

A verdade está (sempre!) na totalidade.

Uma meia verdade acaba por ser uma meia mentira. E uma meia mentira nunca será uma meia verdade.

Aliás, já Jean Cocteau o notara: «Uma garrafa de vinho meio vazia está meio cheia. Mas uma meia mentira nunca será uma meia verdade».

A verdade implica sempre a totalidade: a totalidade da inteligência, a totalidade da vontade, enfim, a totalidade da vida!

publicado por Theosfera às 10:00

Começar é também continuar.

O começo está nos começos. Cada começo é tributário de outros começos.

Wislawa Szymborska notou: «Todo o começo, afinal de contas, nada mais é que uma continuação, e o livro dos eventos está sempre aberto a meio».

publicado por Theosfera às 09:52

Hoje, 13 de Janeiro, é dia de Sto. Hilário de Poitiers (eminente Triadólogo e invocado contra as serpentes), S. Gumersindo e S. Serdieu.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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