O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 12 de Novembro de 2013

Hoje, 12 de Novembro (22º aniversário do massacre de Santa Cruz, em Díli), é dia de S. Josafat de Kuncevicz, S. Teodoro Studita e S. Cristiano e companheiros calmadulenses.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:02

Segunda-feira, 11 de Novembro de 2013

A liberdade não consiste apenas em fazer o que se quer. Também consiste na capacidade de não fazer o que se deve.

No primeiro caso, temos uma liberdade que só pensa no eu. No segundo, encontramos a liberdade que não esquece o tu.

Quando se pretende fazer apenas o que se quer, acaba por ser inevitável a colisão com os outros.

Quando não existe domínio a partir de dentro, inevitavelmente surge a dominação a partir de fora.

Se as pessoas não conseguem conviver pacificamente, tem de haver uma autoridade que regule essa convivência.

É por isso que a espiritualidade pode ser uma grande aliada da liberdade.

Edmund Burke já o notara: «Todas as sociedades precisam de um poder de controlo vindo de algum lugar. Quanto menos ele vem de dentro, tanto mais ele virá de fora, da imposição de um poder central».

Está nas nossas mãos escolher!

publicado por Theosfera às 10:33

Eloquência não é mesmo que verborreia.

Não fala bem quem fala muito ou quem fala alto.

A eloquência tem muito que ver com a subtileza e com o discernimento.

Já La Rochefoucauld o notara: «A verdadeira eloquência consiste em dizer o que é preciso e em só dizer o que é preciso»!

publicado por Theosfera às 10:26

Superar não é extinguir.

Eis o que deveríamos perceber sempre.

O ser humano nunca deveria perder a pureza da infância.

Mas a juventude, que lhe sucede, propende a extingui-la. O jovem não gosta de ser visto como criança.

Costuma abastecer-se de astúcia. Geralmente, é tarde, muito tarde, que se redescobre o quão importante é nunca deixar de ser puro, autêntico, veraz.

Crescer não devia ser apenas receber. Crescer devia ser descobrir, captar.

Notaríamos que cada descoberta não anula o alicerce. Sem pureza e rectidão, a sabedoria transforma-se num instrumento de dominação.

Faz falta (oh se não faz!) a sabedoria dos puros e a pureza dos sábios.

Não matemos a criança que já fomos. Que nunca deveríamos deixar de ser!

publicado por Theosfera às 10:19

A liberdade está, acima de tudo, na capacidade de abdicar.

O mais livre é aquele que, acreditando no que diz e no que faz, está disposto a tudo. Até a morrer.

Já Diógenes o percebera: «Só é verdadeiramente livre quem está sempre pronto a morrer».

É por isso que Jesus é o ápice da liberdade!

publicado por Theosfera às 10:05

O exterior condiciona o interior. Mas o interior também pode condicionar o exterior.

A normalidade existe quando o exterior transforma o interior. O extraordinário acontece quando o interior transforma o exterior.

Eis o que dizia Stuart Mill: «Ainda que as circunstâncias influam sobre o nosso carácter, a vontade pode modificar as circunstâncias em nosso favor».

Nunca desistamos, pois!

publicado por Theosfera às 10:02

Qual a chave do sucesso, afinal?

Há quem pense que o sucesso está no triunfo.

Mas também pode haver sucesso no fracasso. E, inversamente, também pode haver insucesso no triunfo.

Se houver entusiasmo, não deixará de haver sucesso. Era, aliás, o que pensava Winston Churchill: «O sucesso é ir de fracasso em fracasso sem perder entusiasmo»!

publicado por Theosfera às 09:57

Martinho, pobre e humilde, entrou rico no Reino de Deus.

Eis o melhor que poderá ser dito a respeito de alguém.

Foi escrito por Sulpício Severo sobre S. Martinho.

É por isso que hoje há Verão.

Há Verão dentro do coração de quem se dispuser a fazer o mesmo que Martinho fez.

Quem ama e partilha faz destapar o sol da bondade, reaquecendo até os corações mais arrefecidos!

publicado por Theosfera às 06:05

Hoje, 11 de Novembro, é dia de S. Martinho de Tours e de S. Menas.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 10 de Novembro de 2013

Não será a altura (nem o espaço) de entrar em grandes dissertações.

Mas sempre achei que existiam notórias «nuances» entre comunalismo, comunismo e cunhalismo.

À partida, parecerão sinónimos, mas para mim há precisões a fazer.

No dia do centenário do nascimento de Álvaro Cunhal, sobram os estudos e multiplicam-se as homenagens.

Não me vou pronunciar. Só queria evocar um facto que sempre me marcou: por ser o dia do centenário e por ser Domingo.

Dizem que, logo a seguir à revolução, houve um comício numa manhã de Domingo numa determinada localidade do interior.

À chegada, o líder terá perguntado pela hora da Missa.

Espantados, os circunstantes alegaram que não era suposto um comunista ter tal preocupação. Ao que Cunhal terá respondido dizendo que, para ele, o respeito era sagrado. Não queria sobreposições.

O comício e a Missa podiam coexistir, sim. Em horas diferentes!

publicado por Theosfera às 08:57

Há um entrelaçamento entre o que se escreve e o que se vive.

A biografia condiciona (e ilumina) sempre a bibliografia.

Thomas Carlyle achava que «uma vida bem escrita é quase tão rara como uma vida bem vivida».

Enfim, para bem escrever, bem viver!

publicado por Theosfera às 08:49

Nem só os autistas sofrerão de autismo.

Há um autismo existencial que nos pode contagiar a todos.

Pascal descreveu-o magistralmente: «Normalmente, convencem-nos com mais facilidade as razões que nós próprios encontramos do que as que vieram ao espírito dos outros».

Estar aberto ao diferente pode livrar-nos de muitos problemas.

É por isso que a humildade é o gérmen da sabedoria!

publicado por Theosfera às 08:46

A falta de cultura gera violência. Mas o (presumido) excesso de cultura também não a evita.

Pierre La Rochelle percebeu que «a civilização extrema gera a barbárie extrema».

Os factos depõem insofismavelmente.

As duas guerras mundiais na última centúria foram protagonizadas pela Alemanha. Um país culto, a pátria do Kant que teorizou os fundamentos da paz perpétua, mergulhou o mundo na prolongada noite da destruição.

 Todo o cuidado é pouco. Os mais sábios não são imunes ao desastre!

publicado por Theosfera às 08:43

Só o agir documenta o ser. Quando não se age em conformidade, fenece-se.

Bem diz a Escritura: «Como o corpo sem o sopro da vida é morto, assim também é morta a fé sem obras».

Cessem as palavras, sobretudo as palavras sem obras.

É pelas obras que mostramos a coerência do nosso discurso.

O discurso da vida (quase) dispensa o discurso dos lábios!

publicado por Theosfera às 08:38

Tanto (e tão afanosamente) se procura o êxito.

Só que, ao contrário do que parece, o êxito desilude quando se alcança.

Emily Dickinson tinha reparado: «O êxito parece doce a quem não o alcança».

Muitas vezes, o êxito alcançado sabe a vazio, a oco.

Daí que muitos andem a mendigar êxito após êxito. Porque o vazio do próximo êxito parece sempre maior que o do êxito anterior!

publicado por Theosfera às 08:34

Hoje, 10 de Novembro, XXXII Domingo do Tempo Comum, é dia de S. Leão Magno, Sto. André Avelino e Sta. Natalena.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:59

Sábado, 09 de Novembro de 2013

Há coisas em que teremos de esperar pelo seu fim para as conhecer. O tempo, por exemplo.

Era o que Sto. Agostinho genialmente pensava e subtilmente dizia.

Afinal, «quando nos contam coisas passadas, essas coisas vêm da memória, não das próprias coisas que se passaram mas das palavras que tirámos das imagens dessas mesmas coisas que, atravessando os nossos sentidos, imprimiram no nosso espírito os seus traços e vestígios».

Nem sequer podemos dizer o que é o tempo porque do tempo que falamos ele já não é.

No fundo, temos a noção do presente: do presente do passado e do presente do futuro.

Como nota Pedro Mexia, «não há passado, mas lembrança; não há presente, mas atenção; não há futuro, mas espera».

Ou, voltando a Sto. Agostinho, «o presente das coisas passadas, o presente das coisas presentes e o presente das coisas futuras»!

publicado por Theosfera às 11:57

O poder está na rua.

Muitos são os que se assustam com esta frase.

Mas é preciso distinguir o exercício do poder da fonte do poder.

O exercício do poder tem de ocorrer, obviamente, na sede própria: parlamento, governo, tribunais.

Mas o poder deve estar na rua, sim. Deve estar atento ao que se passa na rua.

É para isso que existe. É na rua que estão as pessoas. Que, hoje por hoje, sofrem tanto!

publicado por Theosfera às 11:20

Abundam, hoje em dia, respostas a perguntas que ninguém faz.

Devíamos fazer como Confúcio, que «não procurava saber as respostas, mas compreender as perguntas».

Só quem procura compreender as perguntas está em condições de elaborar as verdadeiras respostas!

publicado por Theosfera às 11:14

É para cima que devemos olhar. É para o alto que havemos de caminhar.

Isto é sinal de humildade.

É sinal de que ainda não conseguimos. É sinal de que ainda é preciso caminhar.

Já poetava Schiller: «Ninguém deve ser igual ao outro, e sim igual ao mais alto! Como realizar isto? Que cada um seja completo em si».

Acontece que só somos completos quando nos abrimos. A Deus. E aos outros!

publicado por Theosfera às 11:11

Temos autonomia. Podemos caminhar por nós.

Mas, sendo autónomos, também somos interdependentes. Somos chamados a caminhar com os outros.

Eis o que nos chega da sabedoria antiga: «Somos interdependentes: não devemos desprezar-nos uns aos outros».

O desprezo não eleva ninguém!

publicado por Theosfera às 11:07

Por muito que tentemos fugir do medo, o medo aproxima-se (apodera-se?) de nós.

Será possível, alguma vez, viver sem medo?

Nélson Mandela responde: «À medida que nos libertamos do nosso próprio medo a nossa presença liberta automaticamente outros».

Isto não contende com a coragem. A coragem não é não ter medo, mas (procurar) vencer o medo que se tem!

publicado por Theosfera às 11:04

Hoje, 09 de Novembro, é dia da Dedicação da Basílica de S. João de Latrão (sé catedral do Papa enquanto Bispo de Roma), S. Teodoro e S. Luís Morbióli.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 08 de Novembro de 2013

Um país é rico quando distribui riqueza, não quando contabiliza ricos.

Portugal nem terá falta de riqueza. O problema é que ela está nas mãos de alguns (não muitos) ricos.

O «Relatório da Ultra Riqueza no Mundo» é revelador.

Em 2013, o número de multimilionários aumentou no nosso país. E, numa altura em que os nossos pobres estão mais pobres, constrange saber que os nossos ricos estão mais ricos.

Considera-se um multimilionário alguém com uma fortuna superior a 30 milhões de dólares, um pouco mais de 22 milhões de euros.

Pois em Portugal existem 870 multimilionários. Em conjunto detêm 75 mil milhões de euros!

Poucos com tanto. Tantos com tão pouco.

A crise, quando nasce, não é para todos!

publicado por Theosfera às 10:21

Os antigos diziam que os nossos olhos apontam sempre numa dupla direcção: para trás e para a frente.

Há quem só fale do que fez no passado.

Henry Fielding advertiu: «Existem pessoas que não pensam naquilo que deviam fazer, mas no que já fizeram; como se a Razão tivesse olhos atrás e pudesse ver apenas o que ficou para trás».

Há sempre caminhos para andar.

Há sempre novidades para colher.

Há sempre manhãs a nascer!

publicado por Theosfera às 09:58

Terrível doença é o orgulho. Leva sempre a olhar para qualquer ajuda com despeito.

Até o «orgulhoso» Nietzsche notou: «O orgulhoso sente despeito mesmo quando o levam para diante: olha maldosamente para os cavalos da sua carruagem».

Às vezes, pedir uma palavra, um conselho ou até um leve sinal poderia evitar muitos (e irreparáveis) danos!

publicado por Theosfera às 09:54

Há palavras que não se adequam a certos lábios.

É o preço da liberdade. Todos podem dizer tudo.

Mas a credibilidade não valoriza tudo de igual modo.

Por exemplo, a palavra «Natal» em certos lábios arrepia. Quem passa o tempo a rasteirar os outros como pode entoar loas à simplcidade desarmante do presépio?

O mesmo se passa com a palavra «sinceridade». Quem mostra não ser sincero como ousa cultuar a sinceridade?

Thomas Carlyle percebeu o essencial: «Somente o sincero é que pode reconhecer a sinceridade».

Nada como ser sincero. Mesmo que a sinceridade traga prejuízos, antes os prejuízos da sinceridade do que os benefícios da hipocrisia, da manha!

publicado por Theosfera às 09:50

A amizade resiste a tudo? Se não resiste, terá sido amizade?

Marie La Fayette garantia que «a amizade e a gratidão nada podem contra a ambição».

Não seria tão assertivo. A vida encarrega-se de fazer a necessária triagem.

De facto, há quem fique cego pela ambição. Há quem se sirva dos outros para trepar, para subir.

Há quem tenha amigos, mas não saiba ser amigo.

Há quem confunda amizade com mero amiguismo. Mas também existe o contrário.

Há quem seja incapaz de dar um passo se tal passo prejudicar alguém.

Enfim, há quem seja humano. E, por isso, amigo!

publicado por Theosfera às 09:41

Hoje, 08 de Novembro, é dia de S. Carpo, S. Papilo, Sta. Agatónica, Sta. Isabel da Trindade e S. João Duns Escoto.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:01

Quinta-feira, 07 de Novembro de 2013

Não é avassalador. Mas também não é tão raro assim.

A violência está a chegar à escola. E, o que é pior, não se sabe como lhe pôr fim.

Se alguém sabe, vê-se impedido de agir.

Uma professora é agredida na escola. Uma mãe é assassinada por causa da escola.

A causa estará em casa? Perdeu-se aquele liame entre a família e a escola.

O que a casa iniciava, a escola continuava. Hoje, a desconfiança impera e a violência espreita.

A família e a escola deixaram de ser entidades homogéneas. O muito bom convive de perto com o muito mau.

Há que reflectir. E há que nunca deixar de (procurar) inflectir!

publicado por Theosfera às 10:48

Cada dia transporta a memória de muitos outros dias.

Recordo um 7 de Novembro de há 16 anos. Era uma manhã de sexta-feira, taciturna como esta quinta-feira. Gostava de a esquecer, mas ela alojou-se na lembrança.

Evoco também um 7 de Novembro de há 100 anos. Nesse dia, nascia Albert Camus, autor de «O Estrangeiro», grande livro e preciosa metáfora destes tempos.

Para ele, «o homem não é nada em si mesmo. Não passa de uma probabilidade infinita. Mas ele é o responsável infinito por essa probabilidade»!

publicado por Theosfera às 10:36

O desejo é importante.

Mas não basta. É necessário o concurso da vontade.

Sem a vontade, o desejo estiola e pode fracassar.

Alexandre Herculano assinalou: «É erro vulgar confundir o desejar com o querer. O desejo mede os obstáculos; a vontade vence-os».

Fortaleça a sua vontade. E, assim, realizará os seus desejos!

publicado por Theosfera às 10:28

Hoje, 07 de Novembro, é dia de Sto. Herculano, S, Vicente Grassi, S. Vilibrordo, Sto. Ernesto, Sta. Catarina de Cattaro e S. Francisco de Palau e Quer.

Um santo e abençoado dia para todos

publicado por Theosfera às 05:59

Quarta-feira, 06 de Novembro de 2013

1. A morte pertence ao impensável, ao indizível. É por isso que o seu lugar devia ser o silêncio.

Como pensar o que não pode ser pensado? Como dizer o que não pode ser dito?

 

2. Acerca da morte, as palavras falecem nos lábios e os pensamentos secam na própria mente.

Como pensar aquilo que nós nem sequer experimentamos? Com efeito, só fazemos a experiência da morte dos outros. Ninguém faz a experiência da sua morte.

 

3. Já dizia Epicuro que quando nós estamos, ela ainda não está; quando ela está, nós já não estamos.

Mia Couto assegura que «se morre nada quando chega a vez. É só um solavanco na estrada por onde já não vamos».

 

4. A morte não fala. Actua. E actua inapelavelmente. Vem sem avisar. Chega e não pede licença para entrar. Não deixa ninguém em casa. Leva-nos a todos com ela.

Vem sempre cedo ainda que viesse tarde. Nunca é tarde para morrer.

 

5. A vida e a morte são, à partida, o mais distante. Mas, à chegada, surgem tão próximas.

Cada homem é o paradoxo de alguém que luta pela vida e que caminha (inexoravelmente) em direcção à morte.

 

6. A experiência mostra-nos que a vida é um caminho para a morte. Mas a fé afiança-nos que a própria morte é um caminho para a vida.

Em Jesus Cristo, nem a morte é totalmente morte. A morte de Cristo foi uma morte «morticida», uma morte que matou a morte, uma morte que foi vencida pela vida.

 

7. Sucede que é preciso morrer para vencer a morte.

Só quem dá a vida alcança a vida. A vida só se tem quando se dá.

 

8. Assim sendo, a morte não é termo; é passagem; não é fim; é trânsito. A morte fecha o ciclo da nossa vida terrena. E inaugura o ciclo da nossa vida eterna.

Bergerac tem razão quando escreveu: «Morrer não é nada, é terminar de nascer».

 

9. Nas viagens, é nas partidas que começamos a chegar e é nas chegadas que nos preparamos para, novamente, partir.

Também na vida, é ao nascer que começamos a morrer. E é na morte que acabamos, definitivamente, de nascer!

 

10. Mas a eternidade não é só o que vem depois do tempo. A eternidade começa no tempo.

Afinal, «o Céu existe mesmo». O Céu começa na Terra. Quando se faz o bem!

publicado por Theosfera às 10:28

Só chega ao cimo quem parte do fundo. Só termina quem começa.

Só consegue ser grande quem sabe ser pequeno. Só atinge a maturidade que não abandona a inocência da infância.

É por isso que a humildade é importante. Só ela nos livra da ilusão.

Só ela nos faz aterrar na vida.

Só ela nos faz perceber que, só em nós, não somos nós!

publicado por Theosfera às 10:20

A união é bela. Mas não é fácil. E, às vezes, até pode ser perversa.

Afinal, quando é que as pessoas se unem mais? Para destruir os outros.

Júlio Verne notou com toda a clareza e verbalizou com toda a contundência: «Quando se trata de destruir os outros, todas as ambições se aliam».

E já Rui Veloso cantava: «Parece que o mundo inteiro se uniu para me tramar»

Só que, consumada a destruição, os que destruíram continuam iguais a si mesmos. Isto é, continuam a destruir-se uns aos outros. Continuam a destruir-se a si mesmos!

publicado por Theosfera às 10:11

Não é tanto o acontecimento que preocupa; é sobretudo a incerteza que lhes está ligada.

Jean Massillon entendia que «a incerteza do acontecimento é mais difícil de suportar do que o próprio acontecimento»!

publicado por Theosfera às 10:06

As palavras são sempre mais do que sons dos lábios.

Para Pitágoras, «as palavras são os suspiros da alma»!

publicado por Theosfera às 09:59

Fácil é dizer que o Benfica voltou a perder por causa de Roberto.

É claro que jogos assim acontecem uma ou duas vezes na vida.

Assim, de repente, de guarda-redes com exibições semelhantes só lembro de um jogo de Bento frente à Escócia e de um jogo de Damas frente à Inglaterra.

O Benfica fez um jogo notável, mas o seu antigo guarda-redes fez um jogo (simplesmente) assombroso.

Não foi feliz quando esteve em Portugal. Mas recordo como ele, então, foi humilhado.

Aprecio a humildade, mas não gosto de humilhações.

Dava para ver que Roberto sofria, mas nunca perdeu a calma. Nunca ripostou nas televisões. Respondeu em campo.

Pela forma como, ontem, jogou e mormente pelo modo como festejou o resultado, era perceptível que não celebrava apenas uma vitória.

Quis mostrar que tinha conseguido o que (antes) tinha tentado.

A qualidade, afinal, estava lá!

publicado por Theosfera às 09:56

Fico sempre retraído e preocupado quando alguém diz que dizem.

Fico retraído e preocupado sobretudo por dois motivos.

Primeiro, porque raramente o que se diz é verdade. E, depois, porque, não sendo verdade, as pessoas tendem a acreditar.

Ralfh Emerson percebeu tudo isto: «A fama é a prova de que as pessoas são crédulas».

publicado por Theosfera às 09:44

Hoje, 06 de Novembro, é dia de S. Nuno de Santa Maria (D. Nuno Álvares Pereira), Sto. Inácio Delgado, S. Francisco Capillos, Sto. Afonso de Navarette e S. Leonardo de Noblat.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 05 de Novembro de 2013

Um jornal deste dia percentualiza a taxa de decréscimo dos presentes para este Natal.

Eu até acharei isso bem.

Às vezes, muitos presentes desviam a atenção da presença de quem dá os presentes. As pessoas olham mais para as coisas do que para as pessoas.

O Natal é a evocação do melhor presente que Deus dá aos homens. Trata-se de um presente em forma de pessoa.

Decididamente, o melhor presente é o presente da presença!

publicado por Theosfera às 19:05

Quem será o mais carente? O pedinte?

O pedinte ainda consegue estender a mão. Mas já há quem não consiga sair de casa.

Atenção. Já há quem precise mais do que aqueles que precisam muito.

Onde estão, pois, os êxitos? Estamos a sair da recessão? Mas em que país? No nosso?

Antes da falar, olhem. E, em vez de festejar, chorem!

publicado por Theosfera às 10:59

A vontade é decisiva para tudo.

Robert Lee Frost, poeta norte-americano, reconheceu: «O mundo está cheio de pessoas com vontade: algumas com vontade de trabalhar e as outras com vontade de as deixar trabalhar».

E outras, acrescentaria, com vontade de as mandar trabalhar. Ou de as impedir de trabalhar!

publicado por Theosfera às 10:54

A autoridade é para exercer, não para invocar.

Quando alguém invoca a (sua) autoridade, é porque ela não reconhecida. Se calhar, nem o próprio estará seguro dela.

Atenção, pois, ao sapiente aviso de Leonardo da Vinci: «Quem discute alegando autoridade não usa a inteligência, mas a memória».

A maior autoridade não se exerce por decreto. Mas pelo exemplo!

publicado por Theosfera às 10:49

Qualquer construção necessita de materiais.

A grande construção que é a vida necessita de muitos materiais.

Muita coisa é necessária para a vida. Até o erro.

Dizia Henry Ford que «até um erro pode revelar-se um elemento necessário para um feito meritório».

Os erros também são nossos mestres. Será que estamos dispostos a aprender com eles?

publicado por Theosfera às 10:45

O que não se faz pela glória.

Tantas horas de trabalho, canseiras, às vezes também pisadelas, por uns minutos de glória.

Dizia Napoleão Bonaparte: «A glória é fugaz, mas a obscuridade dura para sempre».

Não digo que a obscuridade seja permanente. Mas a glória é, sem dúvida, passageira.

Passa tão depressa. Valerá a pena lutar por ela? Esmagar os outros por causa dela?

O que nunca deixa de valer é o bem que se faz.

O rasto do bem vale muito mais que as trombetas da glória!

publicado por Theosfera às 10:39

Difícil não é agir. Difícil é tomar a decisão certa na hora própria.

Eis o conselho de Blaise Pascal: «Devemos saber duvidar onde é necessário, afirmar onde é necessário, submetendo-nos onde é necessário. Quem assim não faz não escuta a força da razão. Há os que faltam a estes três princípios, ou tudo afirmando como demonstrativo, por não saberem fazer a demonstração; ou tudo duvidando, por não saberem onde se devem submeter; ou submetendo-se em tudo, por não saberem onde devem julgar».

 

publicado por Theosfera às 10:33

Hoje, 05 de Novembro, é dia de S. Zacarias, Sta. Isabel, Sta. Francisca Amboise e S. Caio Coreone. Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 06:06

Segunda-feira, 04 de Novembro de 2013

Não é pelo facto de uma coisa não ser assumida que ela deixa de existir.

Aliás, assumir as coisas, mas as que custam, tornam-nas mais suportáveis.

Montaigne advertiu: «Uma fealdade e uma velhice confessadas são, a meu ver, menos velhas e menos feias do que outras disfarçadas e esticadas»!

publicado por Theosfera às 19:10

O jornal que compro terá cada vez menos interesse, mas continua a ter dignidade.

É claro que a falta de interesse desmotiva-me como leitor. Mas a persistência da dignidade mantém-me fiel (pelo menos) como comprador.

Nas suas páginas noticiosas, ainda não vi referências à vida de um casal muito conhecido.

O jornal percebeu algo determinante.

Não é uma circunstância que altera a natureza. A circunstância de se ter tornado pública a vida privada não permite concluir que a sua natureza se tenha transformado.

Os factos podem ser públicos, mas a sua natureza continua a ser privada.

Felizmente que ainda há quem perceba isto!

publicado por Theosfera às 19:06

Pese a ironia, muito oportuna a advertência de Mark Twain: «Primeiro, informe-se dos factos; depois, pode distorcê-los quanto quiser».

Mesmo para distorcer a verdade, é mister conhecê-la!

publicado por Theosfera às 07:10

Hoje, 04 de Novembro, é dia de S. Carlos Borromeu, S. Vital e Sto. Agrícola.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:07

Domingo, 03 de Novembro de 2013

Querer é poder.

A vontade consegue muito. Mas não consegue tudo.

Muitas vezes, gostaríamos de parar o tempo. Coisa impossível, porém.

Não é possível fazer parar o tempo. Quando muito, podemos parar nós no tempo.

Mas isso não é bom!

publicado por Theosfera às 16:29

Quando não queremos uma coisa, começamos por arranjar uma palavra ou expressão que a desclassifique.

A palavra «povo» cai bem. Já a palavra «privado» cai mal.

Quando não se quer que o povo tome conta das coisas, dizemos que elas não devem ir para as mãos dos privados.

Mas estes «privados» quem são? Não são pessoas? Não pertencem ao povo?

Os lugares-comuns disfarçam, quase sempre, preconceitos incomuns!

publicado por Theosfera às 16:25

Os populismos crescem. Os extremismos galopam.

Não falta muito para estarmos no limite da irracionalidade. Na Europa vão prosperando os partidos assolapadamente anti-europeus.

Mas, atenção, não atiremos pedras.

A culpa não será só de quem os promove. Poderá ser também das circunstâncias que os fomentam.

Se não queremos uma cultura anti-europeia, melhoremos (ou, pelo menos, não contribuamos para agravar) a vida dos europeus!

publicado por Theosfera às 16:20

Comer é necessário. Mas comer de mais acaba por ser tão prejudicial como comer de menos.

O mesmo acontece com as palavras e com as acções. O seu excesso pode ser letal.

Bem avisou Marco Aurélio: «A maior parte das coisas que dizemos e fazemos não é necessária: quem as eliminar da própria vida será mais tranquilo e sereno».

Faça o fundamental. Fale o indispensável.

Ficar quieto também pode ser importante. E ficar calado pode, pelo menos, evitar uma tempestade de problemas!

publicado por Theosfera às 16:12

Hoje, 03 de Novembro, XXXI Domingo do Tempo Comum, é dia de S. Martinho de Porres, S. Huberto, S. Tito de Brandsma e S. Roberto Meyer.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:09

Sábado, 02 de Novembro de 2013

Às vezes (não tão poucas vezes assim, confesso), noto que preciso da solidão para estar acompanhado.

É que, às vezes (não tão poucas vezes assim, confesso), verifico que, em certos grupos e multidões, é quando mais nos sentimos em solidão.

Trata-se de uma solidão imposta. Trata-se de uma solidão feita de rejeição, pilotada pela incompreensão ou, então, tecida pela indiferença.

Esta é a solidão que dói. A outra pode ser a solidão que liberta, que aproxima.

Nem sempre nos sentimos acompanhados por quem está ao nosso lado. Nem sempre estamos desacompanhados por quem não está à nossa beira.

Nem sempre estaremos sós quando nos encontramos sozinhos. É nessa altura que o melhor dos outros pode entrar em nós: pela recordação, pelo eco da presença, pela revivescência do que já foram e deixou marcas imperecíveis.

Ao fim e ao cabo, nem sou eu que procuro a solidão; é a própria solidão que me visita.

Não seria indelicadeza fechar-lhe as portas?

publicado por Theosfera às 20:41

Há quem faça da vida um palco.

Há quem se esqueça de viver e passe o tempo a encenar.

Eis o aviso de Oscar Wilde: «O mundo pode ser um palco. Mas o elenco é um horror».

Nada como ser autêntico e verdadeiro.

Encenar é no palco. Mas a vida não é (só) um palco!

publicado por Theosfera às 07:42

mais sobre mim
pesquisar
 
Novembro 2013
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2

3
4
5
6
7
8
9





Últ. comentários
Sublimes palavras Dr. João Teixeira. Maravilhosa h...
E como iremos sentir a sua falta... Alguém tão bom...
Profundo e belo!
Simplesmente sublime!
Só o bem faz bem! Concordo.
Sem o que fomos não somos nem seremos.
Nunca nos renovaremos interiormente,sem aperfeiçoa...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
hora
Relogio com Javascript

blogs SAPO


Universidade de Aveiro