O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 21 de Novembro de 2013

O amor tem muitos cultores, mas um único Mestre: Jesus.

Amar como Jesus amou não é fácil, mas é felicitante.

Jesus ensina-nos que amar não é procurar a felicidade própria.

Amar, para Jesus, é encontrar a felicidade na felicidade dos outros.

Para Jesus, só seremos felizes quando virmos os outros felizes.

Leibniz percebeu tudo isto: «Amar é encontrar a própria felicidade na felicidade dos outros».

Afinal, é preciso «emigrar», é preciso «emigrar» de nós.

Só quando sairmos de nós, nos reencontraremos em nós, connosco!

publicado por Theosfera às 10:42

O que vale numa pessoa?

O que pensa? Sem dúvida. O que diz? Também.

Mas o que determina, verdadeiramente, o valor de alguém é o que faz, o que vive.

Fichte, que até era um homem do conhecimento, não hesitou: «Os teus actos, e não os teus conhecimentos, é que determinam o teu valor».

Lapidar. E deveras pertinente!

publicado por Theosfera às 10:34

Há dias para tudo.

21 de Novembro é o dia de dizer bom dia, é o dia da saudação.

São múltiplas as formas de saudar por esse mundo fora.

Há quem se desleixe. Há quem chegue e nada diga.

Não esqueça, pois, o preceito que este dia evoca: cumprimente, saúde, aproxime-se, viva!

publicado por Theosfera às 10:28

Hoje, 21 de Novembro, é dia da Apresentação da Virgem Santa Maria, S. Gelásio I e Sta. Maria de Jesus do Bom Pastor.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:24

Quarta-feira, 20 de Novembro de 2013

1. A crise não é só (nem principalmente) financeira ou económica. Antes da crise financeira e económica, há toda uma crise de valores.

 

O problema é que nós só olhamos para esta quando nos sentimos mergulhados naquela.

 

 

 

2. A crise financeira e económica é um sintoma. A crise de valores é a causa, a raiz e a substância.

 

Esta crise não começou com a falta de dinheiro. Esta crise começou com a abundância de dinheiro. Foi a prosperidade que nos trouxe até à adversidade.

 

 

 

3. Fizemos do consumo o objectivo prioritário e da diversão o valor supremo. O deslumbramento retirou-nos lucidez.

 

Foi a ilusão de estarmos no alto que nos arrastou para a queda. Mas só notámos que estávamos a cair quando já nos encontrávamos no chão.

 

 

 

4. Pensávamos que a prosperidade era irreversível e que o crescimento seria infinito. Mas como é que num mundo finito poderia haver um crescimento infinito?

 

Faltou-nos pois compreender que a austeridade é, obviamente, limitadora, mas o crescimento também não é ilimitado.

 

 

 

5. E, no entanto, parece que ainda não aprendemos.

 

O nervo da crise, segundo Antonio Gramsci, reside particularmente nesta indefinição, nesta nostalgia: «Uma crise consiste no facto de que o que é velho já morreu e o que é novo ainda não conseguiu nascer».

 

 

 

6. Estranho é que, em vez do procurarmos o novo, pretendamos revivescer o antigo: o padrão de vida antigo, um padrão gastador.

 

Trata-se de um padrão assente mais no dinheiro fácil do que na educação difícil. Trata-se, em suma, de um padrão que faz da educação um meio de ascender ao dinheiro quando devia fazer do dinheiro um meio de crescer na educação.

 

 

 

7. Achamos que saber é apenas conhecer. E presumimos que saber é sobretudo possuir.

 

Devíamos aproveitar esta situação para deixar o mesmo e para apostar no diferente.

 

 

 

8. Quando Sofocleto dizia que «o saber é a parte mais considerável da felicidade», não estava certamente a pensar no saber ter.

 

Saber é mais do que saber ter. Saber é também saber acolher, saber ouvir, saber dizer, saber estar, saber viver. Afinal, quem não sabe viver saberá alguma coisa?

 

 

 

9. Não deixemos que a crise vença as pessoas. Façamos tudo para que as pessoas vençam a crise.

 

Não seremos mais felizes se todos tiverem acesso ao essencial? Como poderemos ser felizes quando alguns têm acesso a quase tudo deixando outros com quase nada?

 

 

 

10. Enfim, a crise é um problema. Saberemos transformá-la em oportunidade? Há medidas no exterior. Mas urgente é trabalhar o interior. Se olharmos mais para dentro, poderemos chegar (muito) mais longe.

 

Uma vida modesta não é — necessariamente — uma vida funesta. A simplicidade até pode catapultar-nos para a felicidade!

 

publicado por Theosfera às 11:05

A amnésia é preocupante. Mas a hipertimésia também não é saudável.

Esquecer tudo não entusiasma. Mas lembrar tudo também não empolga.

Há coisas que gostaríamos de recordar. E há coisas que daríamos tudo para esquecer.

Mas são precisamente essas (quais intrusas!) que estão sempre a reaparecer!

publicado por Theosfera às 10:25

Muito se aprende com o pranto. E nada se desaprende com o riso.

John Cleese até acha que «aquele que ri mais é o que aprende melhor».

Não sei. Só sei que, a chorar ou a rir, estamos sempre a aprender!

publicado por Theosfera às 10:03

O maior problema do mundo, avisa Joahann Baptist Metz, não é a culpa; é o sofrimento.

Aliás, a maior culpa devia estar na indiferença perante o sofrimento.

Franz Kafka notou:«Podes conter-te diante dos sofrimentos do mundo. É algo que tens liberdade de fazer e corresponde à tua natureza, mas talvez seja esse autocontrol0 o único sofrimento que poderias evitar».

Não raramente, esta indiferença é acrescida de provocação. Além da indiferença perante o sofrimento, não falta quem provoque sofrimento.

Sejamos alívio para a dor. Não provoquemos dor!

publicado por Theosfera às 10:00

A dor dói. É redundante, mas é a verdade.

Porém, quando se supera a dor, a lembrança da dor infunde serenidade. Sobretudo quando a dor foi encarada com dignidade.

Aí notaremos que até valeu a pena ter doído, ter sofrido.

Já dizia Cícero: «A lembrança serena de uma dor passada traz um prazer».

Quando se faz o que deve, tudo nos pode escapar. Mas a paz não fugirá!

publicado por Theosfera às 09:42

Hoje, 20 de Novembro, Dia da Dedicação da Sé Catedral de Lamego, é também dia de Sto. Edmundo, Sta. Maria Fortunata e S. Félix Valois.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 19 de Novembro de 2013

Este foi um jogo entre duas equipas, mas em que sobressaíram duas figuras: Ibrahimovic e Cristiano Ronaldo.

As figuras não são nada sem as equipas, mas as equipas também podem ser pouco sem as suas figuras.

Hoje tivemos a prova disso.

Ibrahimovic mostrou que é grande.

Cristiano Ronaldo demonstrou que é maior. E este ano tem sido o maior.

Pode não ganhar a Bola de Ouro. A opinião é livre e respeitável. Mas a realidade é clara e irrefutável. Haverá, neste momento, alguém no mesmo plano de Cristiano Ronaldo?

Não fica bem a alguém achar-se bom.

Cristiano Ronaldo acha-se bom. E Cristiano Ronaldo não é bom. É muito bom.

O que ele está fez esta noite não está ao alcance de muitos.

Poucos farão o mesmo. Alguém fará melhor?

publicado por Theosfera às 21:44

As palavras conduziram a uma quase ruptura. O silêncio parece estar a facilitar uma reaproximação.

Entre Portugal e Angola a diplomacia do silêncio estará a dar os seus frutos.

É bem verdade.

Nem tudo se pode calar. Mas nem tudo se deve dizer.

O bom senso tem uma panóplia de sugestões que, por vezes, escapam à racionalidade óbvia.

E um pouco de silêncio poderá devolver o chão necessário para que as palavras voltem a florescer.

Esse chão tem o nome de confiança!

publicado por Theosfera às 10:24

Até parece que o nosso presente se esgota na Suécia e que o nosso futuro se decide no Brasil.

Em certa medida, compreende-se.

Com a auto-estima robustecida, a realidade não mudará, mas a motivação tenderá a crescer.

Uma vitória da Selecção funcionará, pois, como uma vitamina, um estimulante.

Materialmente, nada ganharemos se a Selecção ganhar e nada perderemos se a Selecção perder.

Mas, dado o impacto que o futebol acaba por ter, um bom resultado logo à noite muitos sorrisos fará acender pela manhã!

publicado por Theosfera às 10:16

Muito se exalta o pluralismo. Mas muito se estigmatiza a diferença.

Quem se afasta do cânon dominante é fustigado ou, então, ignorado. Isto é, acaba por ser condenado à não existência.

E, no entanto, é impossível derrear a identidade e anular o pensamento.

Por muito que pisem a semente, o fruto acabará por surgir.

Já dizia Adriano Correia de Oliveira: «Meu pensamento fugiu do vento; podem prendê-lo, mas matá-lo, não»!

publicado por Theosfera às 10:09

É verdade.

Andamos constantemente ameaçados. E sentimo-nos continuamente motivados.

Este balanceamento entre a ameaça e a motivação foi verbalizado por Hugo von Hofmannsthal: «Os acontecimentos são ondas que ameaçam o espírito, mas também o sustentam».

Na vida, há que superar as dificuldades e optimizar as oportunidades!

publicado por Theosfera às 10:03

Da sabedoria exarada por Lucrécio: «Nenhuma desgraça pode atingir aquele que deixou de ser; em nada ele difere do que seria se jamais tivesse nascido, pois a sua vida mortal foi-lhe arrebatada por uma morte imortal».

Aparentemente assim é.

Por paradoxal que pareça, a vida é mortal e a morte é imortal. Só a morte parece não morrer.

A morte aparenta ser irreversível.

Mas a fé até para a morte tem uma saída. Para quem crê, a vida não acaba na morte; transforma-se na morte.

Afinal, viver é um contínuo transformar-se, a que nem a morte põe fim!

publicado por Theosfera às 09:56

A vida mostra, a experiência ensina: o que custa vale, o que vale custa.

Adam Smith assinalou que «o verdadeiro valor das coisas é o esforço e o problema de as adquirir».

Quanto mais alguma coisa custa, tanto mais a valorizamos!

publicado por Theosfera às 09:52

Hoje, 19 de Novembro, é dia de Sta. Matilde, S. Rafael Kalinowski e Sta. Inês de Assis.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Segunda-feira, 18 de Novembro de 2013

Ainda não começou o Advento e já se fala no Natal. E nem sequer é nas igrejas. É sobretudo nas lojas comerciais.

 

Apesar da crise, continuamos afogados no consumismo. Mas se já há sinais de Natal no exterior, faltam sinais de Natal no interior.

 

É no interior que Cristo renasce para nós e que nós renascemos para Ele.

 

Será Natal todos os dias quando, em cada dia, deixarmos que o amor de Jesus aconteça em nós. E, por nós, contagie a humanidade!

publicado por Theosfera às 11:29

As traições que mais doem não vêm pelos lábios; vêm pelos actos.

Chateaubriand tinha razão quando reconheceu que «os acontecimentos fazem mais traidores que as opiniões».

Mais e piores.

Temos de estar preparados para tudo. Mas alguma vez estaremos preparados para a traição?

publicado por Theosfera às 10:48

Luís XIV achava que «o trabalho só assusta as almas fracas».

Mas hoje o que assusta é a falta de trabalho.

A falta de trabalho assusta os fracos e não deixa de assustar os fortes!

publicado por Theosfera às 10:41

É preciso acreditar o que se deve para saber o que se pode.

Acreditar ajuda a saber. Saber ajuda a acreditar.

Nunca se consegue saber tudo. E jamais se deverá acreditar em tudo.

Jan Neruda entendia que «quem não sabe nada tem de acreditar em tudo».

Mas quem não acredita em nada chegará a saber alguma coisa?

publicado por Theosfera às 10:37

Muito se fala hoje do poder e muito se tende a esquecer o dever.

O poder é importante. Mas o dever é decisivo.

É pelo poder que mostramos o que queremos. Mas é pelo dever que revelamos o que somos.

A sentença de Confúcio mantém-se, pois, actual: «Aprende a viver como deves e morrerás bem»!

publicado por Theosfera às 10:29

Quanto às palavras, é preciso estar atento à etimologia, às denotações e também às conotações.

Não é curial dizer que uma senhora pariu. Desde há muito, «parir» é um verbo aplicado sobretudo ao parto de animais.

E, por favor, parem de referir que a GNR montou uma «caça ao homem». Nenhum ser humano, por muito desumana que seja a sua conduta, é um troféu de caça.

Haja um pouco de decoro.

A linguagem dos lábios é ecóica. Ela faz ecoar a linguagem da vida!

publicado por Theosfera às 07:06

Hoje, 18 de Novembro, é dia da Dedicação das Basílicas de S. Pedro e S. Paulo, Sta. Carolina Kózka, Sto. Odo de Cluny, S. Domingos Jorge, Sta. Isabel Fernandes, Sto. Inácio e Sta. Salomé de Cracóvia.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Domingo, 17 de Novembro de 2013

Há quatro anos, o Papa Bento XVI pediu responsabilidade às pessoas que viajam e usam as estradas e rezou pelas vítimas dos acidentes de trânsito.

Neste dia, por ocasião do Dia Mundial de Recordação das Vítimas de Acidentes de Trânsito, evoco as suas palavras: «Animo todos os que percorrem as estradas do mundo à prudência, no espírito de responsabilidade pelo dom da saúde e da vida própria e dos outros».

publicado por Theosfera às 18:19

A maior mentira não é a que corre pelos lábios, mas a que escorre pela vida.

Para Anais Nin, «a origem da mentira está na imagem idealizada que temos de nós próprios e que desejamos impor aos outros».

Só que os outros acabam por ter uma imagem mais real: sobre nós e sobre a vida.

Não adianta, pois, mentir. A seu tempo, a mentira revela-se como mentira e cede lugar à verdade!

publicado por Theosfera às 08:37

O desastre não está apenas nos deslizes cometidos.

Estará sobretudo nas oportunidades desperdiçadas. Nas oportunidades transformadas em problemas.

Napoleão assinalou: «O desastre pode resultar duma simples oportunidade perdida».

Por isso, transforme os problemas em oportunidades. E evite transtornar as oportunidades em problemas!

publicado por Theosfera às 08:33

Está visto e revisto.

Se quisermos (re)encontrar o afecto em estado puro olhemos para a nossa Mãe.

Edmondo Amicis notou: «Se fosse possível descobrir o primeiro e verdadeiro germe de todos os afectos elevados e de todas as acções honestas e generosas de que nos orgulhamos, encontrá-lo-íamos quase sempre no coração da nossa Mãe».

Pela nossa Mãe, podemos entrever um vislumbre do grande, do imenso, amor de Deus, do amor que é Deus.

Se a nossa Mãe nos ama assim, como não nos há-de amar Deus?

publicado por Theosfera às 08:30

Hoje, 17 de Novembro, XXXIII Domingo do Tempo Comum, é dia de Sta. Isabel da Hungria, Sta. Filipa Duchesne, Sto. Aniano, Sta. Hilda, S. Gregório de Tours e S. Hugo.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sábado, 16 de Novembro de 2013

Faz hoje vinte e quatro anos que o reitor da Universidade Centro-Americana foi assassinado juntamente com outros colegas.

 

O Padre Ignacio Ellacuría foi um dos discípulos dilectos de Zubiri e o primeiro a fazer uma tese de doutoramento sobre a sua obra.

 

Deixando uma carreira descansada na Europa, foi para a América Latina pugnar pela justiça em nome do Evangelho.

 

Vidas assim sobrevivem. Mesmo depois da morte.

publicado por Theosfera às 19:03

As lutas, mesmo as mais justas, têm um lado simbólico que pode ser também um lado diabólico.

Apesar de diabólico (o que separa) ser o antónimo de simbólico (o que une), as duas dimensões podem coexistir.

É que os benefícios de alguns podem não redundar em proveito de todos.

Às vezes, até podem desencadear prejuízos para muitos. Geralmente, os mais pequenos!

publicado por Theosfera às 11:38

O mal do nosso tempo é haver tanta gente que sabe. Ou, melhor, que pensa que sabe.

É por isso que, nos debates, se fala muito e se ouve nada. É por isso que se erra tanto. E tanto se insiste nos mesmos erros.

Porque o pensamento crítico está focado (apenas) nos erros dos outros.

E quem perde somos todos.

Os que erram nem largam o erro nem largam os lugares donde erram.

Nem sequer equacionam a possibilidade de o seu muito saber integrar algum (pouco que seja) não saber!

publicado por Theosfera às 11:32

Muitos foram os que sempre tiveram pouco.

Outros, porém, foram os que, tendo muito, gastaram ainda mais.

Investimos no essencial e não deixamos de investir no supérfluo, alçado à categoria de essencial.

Faltou-nos dar guarida ao avisado conselho de Benjamin Franklin: «Se comprares aquilo que não careces, não tardará a vender o que te é necessário».

O problema é, mesmo que se queira vender, pode não haver quem possa (nem queira) comprar!

publicado por Theosfera às 11:26

1. Dizem que o Papa Francisco quase não fala do Vaticano II.

De facto, o Papa não tem citado com frequência os documentos do Concílio. Mas, se repararmos bem, há um documento elaborado durante o Concílio que o Papa tem seguido com uma fidelidade quase escrupulosa.

 

2. Se olharmos para tal documento e para as atitudes do Papa, ficaremos espantados com as afinidades.

O referido texto parece ser um guião para este pontificado. Este pontificado parece ser um decalque daquele texto.

 

3. Assinado a 16 de Novembro de 1965, dá a impressão de ser o programa que Jorge Bergoglio tem cumprido desde há muito.

Foi firmado por 39 bispos depois de uma Missa concelebrada na Catacumba de Santa Domitila. Daí que se tenha tornado público como o «Pacto das Catacumbas».

 

4. Trata-se não tanto de enunciados doutrinais ou de propostas pastorais, mas sobretudo de um compromisso de vida.

Os signatários perceberam que, sem o respaldo de uma vida coerente, a doutrina não convence e a pastoral não funciona.

 

5. O texto é composto por uma introdução e por doze pontos muito concretos e bastante assertivos.

Desde logo, os bispos mostram vontade de «viver como toda a gente, no que concerne à habitação, à alimentação e aos meios de locomoção».

 

6. Renunciam a toda a «aparência de riqueza, especialmente no traje e nas insígnias».

A «gestão financeira nas dioceses é confiada a uma comissão de leigos competentes a fim de eles serem menos administradores e mais pastores e apóstolos».

 

7. Nas relações sociais, prometem evitar «aquilo que possa parecer conferir privilégios ou preferências pelos ricos e poderosos (ex.: banquetes oferecidos ou aceites, lugares reservados nos serviços religiosos, etc.)».

No mesmo sentido, recusam-se a «incentivar a vaidade de quem quer que seja, sob o pretexto de recompensar ou solicitar dádivas».

 

8. Mostram vontade de dar «tudo para o serviço apostólico e pastoral das pessoas e dos grupos economicamente fracos e subdesenvolvidos, sem que isso prejudique outras pessoas e grupos».

Conscientes das exigências da missão, dispõem-se a «procurar transformar as obras de "beneficência" em obras sociais baseadas na caridade e na justiça».

 

9. Assumem-se disponíveis para sensibilizar os responsáveis pelo governo a fim de que ponham em prática «leis, estruturas e instituições necessárias à justiça, à igualdade e ao desenvolvimento harmónico e total do homem todo e de todos os homens».

Comprometem-se a partilhar, na caridade pastoral, a «sua vida com os sacerdotes, religiosos e leigos, para que o ministério constitua um verdadeiro serviço».

 

10. Ainda bem que o Papa Francisco está a tirar este pacto das catacumbas.

É vital que ele toque os crentes. E que possa contagiar a humanidade inteira!

 

publicado por Theosfera às 10:06

Os outros raramente nos conhecem. Nós dificilmente conhecemos os outros.

E é nessa altura que somos mais prejudicados.

Aliás, já Confúcio o notara: «O mestre disse: Não é grave se os homens não te conhecem, grave é se tu não os conheces».

Mas é tão complicado. Não é em vão que a palavra «pessoa» remonta ao grego «prosopón», que significa máscara.

E, às vezes, leva tempo até que as máscaras caiam. Mas acabam por cair!

publicado por Theosfera às 07:32

Hoje, 16 de Novembro, é dia de Nossa Senhora da Saúde, Sta. Margarida da Escócia, Sta. Gertrudes, S. Roque González, Sto. Afonso Rodríguez e S. João del Castillo.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 15 de Novembro de 2013

A crise está a mexer com as pessoas.

A sede de alternativas é acentuada.

Os partidos extra-sistema vão-se multiplicando e já com resultados.

Na Itália, o partido «5 estrelas» teve 25% dos votos.

Na República Checa, foi criada a «Aliança dos Cidadãos Descontentes», que alcançou os 20%.

E na Eslováquia surgiu o «Partido das Pessoas Normais», que também obteve um excelente resultado.

O lastro ideológico é quase nulo. Mas só esta nomenclatura dá que pensar.

E, se calhar, esta é a hora das pessoas normais, dos cidadãos comuns.

São eles que, na sua vida pessoal, operam verdadeiros milagres: sobreviver com pouco.

Não será tempo de pôr os cidadãos comuns à frente dos destinos comuns?

publicado por Theosfera às 10:27

Muitos são os que se deixam seduzir pela ambição e pela glória.

Mas, para Marcel Proust, «a ambição embriaga ainda mais que a glória».

Como a glória passa depressa, subsiste sempre a ambição de mais glória.

Nada como a humildade!

publicado por Theosfera às 09:59

A civilização acaba por ser uma criação.

Fernando Pessoa verbalizou: «A civilização consiste em dar a qualquer coisa um nome que lhe não compete, e depois sonhar sobre o resultado. E realmente o nome falso e o sonho verdadeiro criam uma nova realidade. O objecto torna-se realmente outro, porque o tornámos outro. Manufacturamos realidades»!

publicado por Theosfera às 09:52

O conhecimento não pode estacionar. Ele emerge em alguém, mas destina-se a todos.

Já dizia Winston Churchill: «Se você possui conhecimento, deixe os outros acenderem as suas velas com ele».

O conhecimento tem uma nascente. Nunca saberemos onde se encontra a foz!

publicado por Theosfera às 09:47

Hoje, 15 de Novembro, é dia de Sto. Alberto Magno, Sta. Madalena Morano e Sta. Maria da Paixão.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 14 de Novembro de 2013

O trabalho intelectual tem de começar cedo.

Cada fase da vida tem as suas apetências próprias.

Albert Einstein notou: «A interrupção do treino intelectual nos anos decisivos do desenvolvimento, deixa facilmente, atrás de si, uma lacuna que dificilmente poderá ser depois preenchida»!

publicado por Theosfera às 10:11

O bom administrador é aquele que, acima de tudo, sabe o que quer.

O bom administrador é o que tem vontade.

Já Sócrates o percebera: «A administração é uma questão de habilidades, e não depende da técnica ou experiência. Mas é preciso antes de tudo saber o que se quer»!

publicado por Theosfera às 10:07

Afinal, ele já existe. O tão temido segundo resgaste já cá está.

Já está na cabeça de alguns, já está nas palavras de muitos.

Mesmo aqueles que o negam vão contribuindo para a sua existência.

Quando ele chegar mesmo, já não ficaremos surpreendidos, mas continuaremos a ser sacrificados.

Até quando?

publicado por Theosfera às 10:02

Hoje, 14 de Novembro, é dia de S. Nicolau de Tavelic, S. José de Pignatelli e S. Serapião.

Um santo e abençoado dia para todos.

publicado por Theosfera às 00:05

Quarta-feira, 13 de Novembro de 2013

Os maiores problemas da humanidade gravitam em torno da posse. As mais violentas disputas giram à volta da propriedade.

Mas, pensando bem, todos nós acabamos por laborar numa ilusão. Porquê tanta insistência no que é nosso se nem nós somos nossos?

Sto. Agostinho, que nasceu neste dia em 354, já perguntava: «Que coisa há mais tua que tu mesmo? E que coisa há menos tua que tu próprio?».

Por sua vez, S. Paulino de Nola (que nasceu um ano depois de Sto. Agostinho e morreu também um ano depois dele) questiona: «Que poderemos considerar como nosso se nós mesmos não somos nossos?»

Tudo seria tão diferente (e, sem dúvida, melhor) se, nos pequenos actos, pensássemos nas grandes questões!

publicado por Theosfera às 10:55

A adversidade é o grande critério da amizade. Há quem não lhe resista.

Há quem se afaste na adversidade. Há até quem provoque a adversidade.

Miguel Torga foi duro, mas pertinente quando escreveu: «Maldito seja quem se nega aos seus nas horas apertadas».

Que não seja maldito. Mas que, ao menos, pense. E procure repensar!

publicado por Theosfera às 10:29

Os elogios dos amigos são normais. Mas também podem ser suspeitos. São amigos.

Por isso, Mariano da Fonseca achava que «os elogios de maior crédito são os que os nossos próprios inimigos nos tributam».

Muitos desses elogios podem vir sob a forma de acinte e de inveja.

Reconhecem, mas não conseguem assumir!

publicado por Theosfera às 10:20

Karl Kraus: «O vício e a virtude são parentes como o carvão e o diamante».

O que é mais distante acaba por tornar-se muito próximo.

Passamos entre um e outro com muita frequência.

Nem todo o virtuoso deixa de cair em algum vício. Nem todo o viciado deixa de ter algumas virtudes.

Às vezes, não sabemos o esforço que muitos fazem para deixar o vício. E isso já é uma enorme virtude!

publicado por Theosfera às 09:55

Há sempre uma mão que nos livra da queda.

Há sempre um colo que nos ampara na fraqueza.

Há sempre uma luz que nos mostra o caminho.

A minha Mãe Teresa foi o primeiro espelho da minha (nossa) Mãe Maria.

Pelo que vejo na minha Mãe, posso vislumbrar o que é a nossa Mãe.

Se até Deus quis ter Mãe, como não agradecer o dom da nossa Mãe?

Pode-se ter tudo, mas nada que se compare a uma Mãe.

Mãe é o que fica quando tudo parece passar.

Mãe nunca se reforma. Mãe nunca morre.

Mãe é sempre Mãe. Não só hoje, mas também hoje, obrigado, Mãe!

publicado por Theosfera às 00:02

Quisera compor-te um poema, o mais belo. Quisera obsequiar-te com uma flor, a mais deslumbrante. Quisera oferecer-te um presente, o melhor.

 

Mas como tudo isto é pouco para o que mereces, deixo-te o meu amor, a minha gratidão, a minha prece. Devolvo-te o meu coração, o coração que me deste, que moldaste.

 

Parabéns, querida Mãe, pelos teus 84 anos. Obrigado por permaneceres a meu lado. Preciso cada vez mais de ti. Sinto-te cada vez mais forte. E vejo-te sempre linda, sempre pura, sempre jovem, sempre tu, sempre Mãe!

publicado por Theosfera às 00:01

Hoje, 13 de Novembro (dia em que nasceu Sto. Agostinho, em 354), é dia de Sto. Estanislau Kostka, Sta. Agostinha Lívia Pietrantoni, S. Diogo de Alcalá, Sto. Homembom, Sto. Eugénio Bossinok e Sto. Artémis Zatti.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

Terça-feira, 12 de Novembro de 2013

A pressa não ajuda à perfeição. Depressa e bem há pouco quem, diz avisadamente o povo.

Tudo o que é verdadeiramente grande precisa de tempo e do seu tempo.

Já o Padre António Vieira notara: «As coisas grandes não se acabam de repente; têm necessidade de tempo e todas têm seu tempo»!

publicado por Theosfera às 11:06

Onde está a beleza, afinal?

Na paisagem? Sem dúvida.

Mas diria que a verdadeira beleza está sobretudo no gesto.

E os gestos que menos valorizamos podem ser os mais belos. Falar pouco e ponderadamente, por exemplo.

Para Demócrito, «a verdadeira formosura e o ornamento mais precioso é falar pouco e ponderadamente».

Um bom conselho para estes tempos de ruído infrene e turbulência constante!

publicado por Theosfera às 11:00

Nem tudo é claro, mesmo em dias claros de sol.

Nem o sol evita que, neste mundo, andemos às apalpadelas.

Goethe apercebeu-se: «De um modo geral, o homem tem de andar às apalpadelas; não sabe de onde veio nem para onde vai, conhece pouco do mundo e menos ainda de si mesmo».

Só a fé esclarece o que a vida obscurece.

Só em Cristo, como alertava Rahner, encontramos a resposta total à pergunta total!

publicado por Theosfera às 10:57

As pessoas gostam. Gostam de gostar. E, acima de tudo, gostam que gostem delas.

Mas, a certa altura, a dúvida instala-se e as perguntas surgem.

Será que as pessoas gostam das pessoas ou das coisas das pessoas?

Será que as pessoas gostam das pessoas ou do trabalho das pessoas?

Será que, no fundo, as pessoas gostam das pessoas ou querem (apenas) servir-se das pessoas?

É assim que muitos gostos se transformam em desgostos.

E com quem partilhar os desgostos? Com quem partilhar os desgostos se, quase sempre, são as pessoas que (nos) desgostam?

Há quem (perfídia supina!) pareça gostar de desgostar.

O melhor é mesmo nada mais dizer.

Bem avisava Séneca, se calhar com experiência própria: «Os desgostos da vida ensinam a arte do silêncio»!

publicado por Theosfera às 10:52

Segundo alguns, há dois grandes sistemas de dominação no mundo: o religioso e o político.

O religioso pretenderá dominar pela consciência. O político pretende dominar pela acção.

A vontade de poder é tal que, como certifica a história, o poder religioso visa interferir na política e o poder político almeja controlar a religião.

Daí as fricções entre a religião e a política. E daí os conflitos dentro da religião e da política.

Como é o poder que está em causa, multiplicam-se (e a qualquer preço!) as lutas para alcançar o primeiro lugar.

Como vencer isto? Superar a religião e a política? Impensável. O ser humano é, estruturalmente, religioso e, constitutivamente, político.

Só há um caminho: abrir caminho a quem, na religião e na política, não está para mandar, mas para servir.

Só o serviço conseguirá regenerar o poder!

publicado por Theosfera às 10:44

Matar é mau. Mas ir matando consegue ser (ainda) pior.

Quem é morto perde a vida, mas vê também acabar o pesadelo de quem o matou.

Quem vai sendo morto, é mantido vivo para ir suportando o tormento de quem o vai agredindo.

Quem vai matando usa uma arma mais mortífera que todas as armas: a insinuação, a difamação, a calúnia.

Destarte, não vai matando apenas alguém. Vai matando também algo: sobretudo a verdade.

Navegando nas águas agitadas da pressa, as pessoas mal têm tempo para parar e reflectir.

A tendência é para irem à boleia de todos os boatos e para irem comprando os mais diversos rumores.

Como a verdade usa métodos suaves (impõe-se por si mesma, sem estrépito), há muitos que não se apercebem quando ela se manifesta.

E assim se culpam os inocentes. E se inocentam os culpados.

Até quando?

publicado por Theosfera às 10:31

A palavra é como um despertador.

Mas nem todos os que falam despertam.

Há muitos que, falando, como amolecem, adormecem e fazem adormecer.

Albert Camus notou: «Há pessoas que falam enquanto dormem. Os oradores falam enquanto outras pessoas dormem».

Boa é a palavra que acorda, que mobiliza, que estimula.

É a palavra que, ao chegar aos lábios, já penetrou na vida!

publicado por Theosfera às 10:22

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