O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 31 de Outubro de 2013

As televisões, as rádios, as redes sociais e os jornais estão cheios de palavras ditas, de palavras gritadas, de palavras repetidas, de palavras comentadas.

Por isso é que se tornaram tão desinteressantes, tão enfadonhos, tão entediantes, tão sufocantes.

Era bom que estivessem cheios de palavras (ainda) não ditas, de sentimentos (ainda) guardados, de sonhos (ainda) acalentados e, tantas vezes, oprimidos.

Eu sei que isso não é fácil. Para muitos, é mesmo impossível.

Vivemos sob o império do que é dito, do que é mostrado.

Será normal. Mas é tão pouco sadio!

publicado por Theosfera às 15:10

As figuras públicas também têm vida privada?

É óbvio que têm. Ou deveriam ter. É um direito sagrado.

E se eles não a querem ter? E se eles quiserem tornar pública a sua vida privada?

É um facto que se lamenta, mas será uma responsabilidade que lhes incumbe e um direito que lhes assiste.

Quem, porém, defende o direito à privacidade mesmo das figuras públicas deverá manter a coerência.

Não é pelo facto de alguém tornar pública a sua vida privada que a natureza dessa vida privada se altera. E não é por haver notícias em público que o privado se torna público.

Há quem pense que a onda deve encher. Não haverá quem tenha a ousadia de dizer «basta»?

Já temos problemas comuns que cheguem. Deixemos os problemas pessoais para as pessoas.

Se algumas não querem guardar a privacidade para elas, que ao menos não contribuamos para que elas se exponham diante de todos!

publicado por Theosfera às 13:29

É certo e sabido (por um saber ditado sobretudo pela experiência) que crescemos cada vez mais depressa, mas amadurecemos cada mais tarde.

Temos acesso a muitos conhecimentos muito cedo. Mas propendemos a tomar atitudes decisivas muito mais tarde. Ou, então (o que é outro indicador a ter em conta), as atitudes que julgávamos definitivas num momento passam a transitórias no momento seguinte.

Daí que se diga que estamos numa «sociedade adolescêntrica». Os comportamentos da adolescência tendem a prolongar-se ao longo da vida.

Surgiu, entretanto, um estudo que garante que os homens só atingem a maturidade aos 54 anos.

Confesso que esta precisão deixa-me atónito. Aos 54 anos? Porque não aos 53 ou aos 55?

Poderá haver uma tendência geral, mas é temerário uniformizar as pessoas no mesmo padrão etário.

Aliás, eu até acho que, num certo sentido, adolescentes seremos sempre.

Adolescente significa o que está a crescer.

Alguma vez podemos garantir que já crescemos totalmente?

publicado por Theosfera às 11:50

Há uma grande perversão e uma enorme hipocrisia nesta questão da espionagem.

É claro que espiar conversas, ainda por cima entre países aliados, é algo inqualificável.

Mas isto só mostra o quanto a desconfiança impera no mundo.

Se nem entre amigos há confiança, em quem se pode confiar afinal? 

Só que a única diferença, aqui, é de escala. Porque espiar é, infelizmente, o que muitos fazem e cada vez mais.

Há quem se dedique a espiar a vida dos outros, controlando os seus passos, as suas palavras, os seus actos.

Como as ideias se vão esbatendo, avulta a vida alheia como tema de conversa.

Não é sadio. Mas é cada vez mais frequente. Para nosso pesar!

publicado por Theosfera às 10:47

Muito se exalta o colectivo. Mas dá para entender que, frequentemente, a exaltação do colectivo visa esvaziar a pessoa.

Ilusão perigosa e erro fatal.

É fundamental apostar nesta interacção entre pessoa e comunidade.

Não há pessoa sem comunidade, nem comunidade sem pessoa.

Como pretender, pois, a renovação do colectivo sem priorizar a renovação da pessoa?

Já dizia Agostinho da Silva que «é ilusória toda a reforma do colectivo que se não apoie numa renovação pessoal»!

publicado por Theosfera às 10:17

Para muitos, parece que há cada vez menos alternativas em democracia e cada vez mais alternativas à democracia.

Estas têm, quase todas, um rosto agressivo e uma prática violenta.

Isto assusta!

publicado por Theosfera às 10:10

Chorar dói, mas alivia.

É possível que as maiores dores sejam aquelas que nem choradas são.

Pietro Aretino percebeu: «Pouco dura a dor que termina em lágrimas, e muito longo é o período em que o sofrimento permanece no coração».

É possível que seja verdade!

publicado por Theosfera às 10:08

O encanto da poesia consiste em manifestar o que toda a gente sente através de palavras que ainda ninguém tinha encontrado.

Ortega y Gasset assim o notou: «O que distingue um grande poeta é o facto de ele nos dizer algo que ninguém ainda disse, mas que não é novo para nós»!

publicado por Theosfera às 10:05

Eis uma máxima secularmente repetida e quase indiscutida: a caridade começa em casa.

Mas não é para terminar em casa.

Charles Dickens proclamou que «a caridade começa em casa e a justiça na porta ao lado»!

publicado por Theosfera às 10:03

O conhecimento não vem só pelos livros.

O conhecimento vem sobretudo pela experiência.

Mao Tse-Tung notou que «todo o conhecimento genuíno tem origem na experiência directa».

Sabe mais quem melhor vive!

publicado por Theosfera às 09:58

Hoje, 31 de Outubro, é dia de Sto. Afonso Rodrigues, Sto. Ângelo de Acri, S. Quintino (invocado contra a tosse), S. Wolfang e Sta. Joana Delanoue.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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