O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 09 de Outubro de 2013

Só o sábio é capaz de reconhecer que não sabe.

Quem se apresenta como portador do saber nem sequer se apercebe de que lhe falta o primeiro saber: saber que não sabe, saber que nem tudo se sabe.

Poder-se-á chegar ao segundo momento sem passar pelo primeiro passo?

Só os sábios são humildes. Só os humildes são sábios!

publicado por Theosfera às 15:45

Ao lado do encantamento planetário com o Papa, existe um esforço de habituação da Igreja à linguagem e ao estilo do Papa.

É hora de reflectir sobre o que ele diz e de inflectir a partir do que ele nos tem mostrado.

Entrevejo um enfoque particularmente acentuado num paradigma que vem de sempre, mas que talvez não estivesse a ser devidamente reconhecido.

Aprendemos que Deus nos visita pela Palavra e pelos Sacramentos. Mas não devíamos desaprender que Deus Se encontra igualmente na Pessoa, em cada pessoa.

Sabemos que cada pessoa é criatura, imagem e também (pelo Baptismo) filho de Deus.

Mesmo uma pessoa desencaminhada não deixa de ser uma visitação de Deus.

As feridas que transporta não são motivo para ser abandonada. São razão acrescida para ser (ainda) mais amada!
publicado por Theosfera às 14:34

 1. Quando o tempo é reduzido ao instante, o bem tende a ser alojado no novo.

 

Para muitos, bom é (apenas) o novo. O melhor é (sempre) o mais recente.

 

 

 

2. Num tempo em que deixamos de ter tempo, fomos estreitando a percepção da história.

 

 

O que conta já nem sequer é o hoje. É o momento, é o agora, é o já.

 

 

 

3. A internet transporta-nos aos últimos dias. Como ir mais além do que ocorreu nos últimos tempos?

 

Não admira que, nas votações online, Cristiano Ronaldo seja apontado como o melhor jogador português de sempre. Porque «sempre» é o tempo de vida de quem vota. E Eusébio já não é «desse» tempo!

 

 

 

4. Acontece que a duração de cada novidade é efémera. A novidade devora-se a si mesma.

 

O novo entusiasmará, mas por pouco tempo. O jugo da «neofilia» leva a que nenhuma novidade satisfaça.

 

 

 

5. O novo julga tudo, até aquilo que, há pouco, era visto como novo. Quem se atreverá a julgar o novo?

 

Frequentemente, as opções não são ditadas pela necessidade, mas pela mera novidade. Terminou a escravatura, mas parece ter surgido uma nova servidão.

 

 

 

6. Além das necessidades vitais, achamo-nos no dever de satisfazer as necessidades artificiais.

 

Konrad Lorenz percebeu que a maneira mais irresistível de manipular as pessoas é a moda. Esta opera uma sincronização óbvia, ainda que pouco perceptível, das suas aspirações. Uns comandam. Outros, a maioria, limitam-se a consumir.

 

 

 

7. Até a beleza foi retirada do belo. Aliás, já quase não é possível falar da beleza sem falar da fealdade.

 

Até o feio é considerado belo. Como bem notou Roger Scruton, o objectivo da arte já não é deleitar; é sobretudo chocar.

 

 

 

8. Deste modo, a «neofilia» corre o risco de ser uma degradação. O antigo cansa. Mas será que o novo entusiasma?

 

É imperioso perceber que há muito do passado que não está ultrapassado.

 

 

 

9. Nem tudo o que é antigo está esgotado. Nem tudo o que não parece estar na moda passou de moda.

 

Também aqui, é preciso discernir. A história não é só o repositório do já acontecido. A experiência mostra que há aquilo que é de ontem e há aquilo que é para sempre.

 

 

 

10. O perene nunca prescreve. O definitivo nunca deixa de ser actual.

 

Não nos deixemos sufocar pela «neofilia» reinante. Há valores que nunca deixam de ser novos. São eles que nos renovam!

 

publicado por Theosfera às 10:36

Sempre me revi na segurança de Pio XII.

Sempre me comovi com a bondade de João XXIII.

Sempre admirei a paciência de Paulo VI.

Sempre me acompanhou o sorriso de João Paulo I.

Sempre me cativou a energia de João Paulo II.

E como não estar grato à tarefa reconstrutora de Bento XVI?

Encantado estou, por isso, com a proximidade envolvente do Papa Francisco.

Todos os Papas foram providenciais para o seu tempo. Disseram sempre o que era preciso dizer, não o que era aprazível escutar.

É pena que o reconhecimento seja (quase) sempre póstumo, tardio.

publicado por Theosfera às 10:27

Completam-se, hoje, 55 anos sobre a morte do Papa Pio XII.

 

O cardeal Tardini diz que nunca esquecerá «aquela angustiosa noite entre 8 e 9 de Outubro de 1958. Estava eu ao pé de Pio XII moribundo. O Santo Padre estava estendido no seu leito, arfante, imóvel, com os olhos cerrados, com um estertor que parecia por vezes sufocá-lo. Era a agonia! Aos nossos amorosos chamamentos, às jaculatórias que sugeríamos ao ouvido, às preces que fazíamos por ele, já não respondia. Se, na verdade, naquela noite, ele ainda conservava um resto de consciência, estava completamente absorta em Deus aquela alma bendita. Mas, exteriormente, nada disso se percebia!»

publicado por Theosfera às 10:22

Mau já é o mal. Pior é o mal tornar-se banal.

A banalidade do mal vai paulatinamente dispensando o espanto perante ele.

A banalidade acaba por acarretar a habituação.

A banalidade do mal conduz à admissão do mal, à aceitação do mal.

É por isso que o pior mal é o primeiro. É o que custa mais a cometer e a ver.

Há caminhos tão ínvios que o melhor é não começar a experimentá-los!

publicado por Theosfera às 09:57

Ainda que primemos pela clareza, há sempre muita obscuridade a acompanhar-nos.

George Eliot deu conta: «Se prestares atenção ao teu discurso, perceberás que ele é guiado pelos teus propósitos menos conscientes».

Serão os melhores?

publicado por Theosfera às 09:53

Por muito previsível que seja o nosso quotidiano, o imprevisível pode sempre surgir.

Miguel Esteves Cardoso assinalou que a nossa vida é pautada pela confusão: «A confusão define a nossa vida, o nosso dia a dia, a nossa noite a noite. Nunca se sabe onde se vai, em que carro é que se vai chegar a casa, quem vai pagar as bebidas, como é que vai ser para acordar amanhã de manhã. Por muito que se combine, que se planeie, que se organize, é sempre a grande confusão».

Saber encontrar uma direcção no meio desta confusão eis o segredo da vida.

Todos o procuram. Muitos o desvendarão?

publicado por Theosfera às 09:48

A experiência ensinou-me a distinguir (e a distanciar) a sabedoria da retórica.

Quando quero encontrar um verdadeito sábio, presto atenção a quem fala pouco.

Mariano da Fonseca notou que «os sábios falam pouco e, falando pouco, dizem muito».

Aliás, o sinal do sábio é assumir que não sabe.

Ninguém pode chegar ao segundo passo sem passar pelo primeiro. E o primeiro saber é o não saber.

A humildade é o certificado da sabedoria!

publicado por Theosfera às 09:42

Sábia é a recomendação da Bíblia: «Esconde os teus desígnios daqueles que te invejam».

Mas, muitas vezes, é tarde que descobrimos quem nos inveja, quem macula a amizade com interesses obscuros.

Nessa altura, os nossos desígnios já não são apenas nossos. E há quem possa usá-los contra nós.

Mas, ainda assim, paz. Antes ser enganado do que enganar!

publicado por Theosfera às 09:36

Percebe-se o conselho de Napoleão: «Nunca interrompas o teu inimigo enquanto estiver a cometer um erro».

Mas isso é ser igual ao inimigo.

O dever de ajudar não é selectivo nem limitado.

O bem deve ser feito a todos. E para sempre!

publicado por Theosfera às 09:33

Hoje, 09 de Outubro, é dia de Sto. Abraão, S. João Leonardo, S. Dionísio Areopagita, S. Luís Beltrão, Sto. António Prazzini e Sto. Inocêncio Camauro.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:01

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