O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 02 de Outubro de 2013

1. Tudo, nesta vida, tem uma causa. A causa da presente crise é a perda do sentido do outro.

A revolução individualista desencadeou uma cultura egocêntrica e uma mentalidade egolátrica. O eu está no centro ou em cima. O outro encontra-se atrás ou em baixo.

 

2. É certo que nunca estivemos tão perto. Mas também é verdade que nunca nos teremos sentido tão distantes. O mal não é ser diferente. O mal é passar a ser indiferente.

Infelizmente, estar perto nem sempre costuma equivaler a ser próximo. Afinal, há distâncias que nem a pouca distância consegue eliminar.

 

3. O outro tende a ser visto como espectador e instrumento da afirmação do eu.

O eu parece gostar de se afirmar perante os outros e também à custa dos outros.

 

4. No fundo, cada eu sente-se detentor de todos os direitos. Cada outro é encarado como portador de todos os deveres.

Enfim, aos outros mostramos a cara, mas, ao mesmo tempo, viramos as costas.

 

5. O problema do nosso país não é conjuntural; é estrutural. Os outros não nos ajudam. Estão a lucrar com a sua ajuda.

Mas será que, em Portugal, estaremos a pensar uns nos outros? A doença dos outros não será também a nossa enfermidade?

 

6. Eis a síntese do nosso tempo: tanta gente perto; tanta gente só!

Todos vivem ao lado de todos. Mas ninguém parece saber de ninguém. Aos olhos de muitos, será que alguém é mais que ninguém?

 

7. É óbvio que, no tropel de mudanças que estão em curso, o eu ganha muito. Mas arrisca-se a perder o mais importante.

A lógica do lucro valoriza a transacção comercial e subestima o serviço gratuito.

 

8. Ainda há muitos que servem. Mas são cada vez mais os que se servem. O «self service» é uma prática e é sobretudo um sinal.

Servir está a ser um verbo cada vez mais reflexo. Para não poucos, servir é, acima de tudo, servir-se.

 

9. É urgente perceber que nada somos sem os outros. Inferno não são os outros. Inferno é viver sem os outros, contra os outros.

Não é incorrecta a máxima de Descartes: «Penso, logo existo». Mas é mais acertada a advertência de Sampaio da Nóvoa: «Penso nos outros, logo existo».

 

10. De facto, não existo plenamente quando penso. Só existo verdadeiramente quando penso nos outros.

Existir é não desistir. É nunca desistir dos outros.

 

 

publicado por Theosfera às 11:40

Albert Einstein afirmou: «Jamais considerei o prazer e a felicidade como um fim em si e deixo este tipo de satisfação aos indivíduos reduzidos a instintos de grupo».

De facto, às vezes, propendemos a nortear as nossas atitudes em função da avaliação e do aplauso dos outros.

É importante ser autêntico. Nem todos os que parecem felizes são felizes.

Necessário é procurar ser feliz, hora a hora, momento após momento.

Não é fácil. Mas não é impossível.

Temos um grande aliado: Deus.

Ele só quer uma coisa de nós: que sejamos felizes, fazendo os outros felizes!

publicado por Theosfera às 10:29

O conteúdo não é tudo. A forma também conta.

Há quem seja indelicado quando comunica boas notícias. E há quem se mostre impecável a transmitir más propostas.

Facilmente esquecemos os maus modos com que nos são ditas as coisas boas. Mas geralmente é muito tarde quando, por causa dos modos bons, nos apercebemos das coisas más.

Mariano da Fonseca advertiu: «Somos muito generosos em oferecer por civilidade o que bem sabemos que por civilidade se não há-de aceitar».

Como sair deste cerco? De uma única maneira: civilizadamente recusando!

publicado por Theosfera às 10:09

Hoje, 02 de Outubro, é dia dos Stos. Anjos da Guarda, S. Tomás de Bereford e Sto. António Chevrier. Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:00

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