O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sábado, 21 de Setembro de 2013

O crítico deve criar algum distanciamento. Mas não deve alimentar qualquer animosidade.

Eugène Ionesco adverte: «O crítico deveria descrever e não prescrever».

O crítico não é dono do gosto. Nem sequer é proprietário da obra criticada.

Os olhos do crítico devem estar limpos. E o espírito só pode estar aberto!

publicado por Theosfera às 11:33

Uma única coisa deve ser feita: o bem.

Em tudo e sempre, só o bem, nada mais que o bem.

É certo que Victor Hugo alertava: «Não permita que lhe façam o bem. Abusarão disso».

Mas, se abusarem, é porque não é bem. Nunca há abusos no bem.

Se há aproveitamentos do bem que se faz, é porque o contágio do mal está presente.

É verdade que nem sempre nos apercebemos da pureza ou neblina das intenções.

Mas a verdade assoma sempre à superfície. E com ela tudo se aclara!

publicado por Theosfera às 11:28

1. Não apenas filósofo, não somente teólogo. Xavier Zubiri — que morreu a 21 de Setembro de 1983 — tem muito dos dois e conseguiu operar uma síntese entre ambos.

 Foi, por isso e caracteristicamente, um teofilósofo.

 

2. Na sua trajectória, o homem e Deus aparecem como intersignificantes e a Filosofia e a Teologia surgem como confluentes.

Deus é sempre pensável com o homem e o homem nunca é pensável sem Deus.

 

3. Zubiri não foi filósofo unicamente quando fez Filosofia, como não foi teólogo exclusivamente quando cursou Teologia.

 Ele foi filósofo também na abordagem de assuntos teológicos e pode dizer-se que foi teólogo também no tratamento de temas filosóficos.

 

4. Quem analisa a sua obra filosófica pode ficar com a sensação de que ela foi escrita por um teólogo, tal é a sua sensibilidade ao divino.

E quem lê a sua produção teológica pode ficar com a impressão de que ela foi elaborada por um filósofo, tal é a sua robustez conceptual.

 

5. É por tudo isto que, de uma certa maneira, Zubiri pode ser descrito como um teólogo do humano e como um filósofo do divino.

Para Zubiri, o discurso primordial acerca de Deus serve não para O demonstrar, mas para O mostrar. Tanto mais que, ao contrário do que alguns sugerem, o difícil não será descobri-Lo, mas encobri-Lo.

 

6. É que Deus não está «extra vitam» (fora da vida), nem tampouco «juxta mundum» (ao lado do mundo), mas «intra realitatem» (dentro da realidade).

Se Deus está na realidade do mundo, então não é possível fazer a experiência de Deus sem fazer a experiência do mundo.

 

7. Hoje em dia, corre-se o risco de estar na órbita de quase tudo e no fundo de quase nada.

Não faltará quem se ressinta deste distanciamento do fundo, propendendo — quase por instinto — para uma certa pimbização pastoral, tecida de alguma anemia espiritual e de muita anestesia social.

 

8. Para Zubiri, Deus não está além da vida. Aliás, Ele é a vida.

É, pois, «ex vita» (e não apenas «ex cathedra») que urge testemunhar a Sua presença e o Seu amor.

 

9. Deus está seguramente «in excelsis».

 Mas, no tempo em que vivemos e na hora que passa, Ele quer ser encontrado «de profundis», nos subterrâneos da existência e nas periferias da história, nos esquecidos pela fortuna.

 

10. A experiência de Deus é ascendente.

 Mas sempre a partir do fundo!

 

publicado por Theosfera às 05:44

Só entrei verdadeiramente em contacto com Xavier Zubiri após a sua morte, ocorrida faz hoje 30 anos.

Foi o título de um dos seus livros que me aproximou dele. Sobretudo aquele «y» de «El hombre y Dios».

Para ele, acerca de Deus, «o mais difícil não é descobri-Lo; é encobri-Lo».

Tudo fala de Deus. Até a Sua alegada ausência.

Porque Deus, quanto mais Se esconde, mais Se revela.

Uma das frases que Zubiri mais citava era um pensamento de Sto. Agostinho: «Procuremos. Procuremos como quem há-de encontrar e encontremos como quem há-de voltar a procurar. Pois é quando parece que tudo acaba que tudo verdadeiramente começa».

publicado por Theosfera às 00:06

Hoje, 21 de Setembro, é dia de S. Mateus e S. Castor.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:04

Hoje é o Dia Mundial da Doença de Alzheimer.

É uma das enfermidades mais perturbantes. Atinge cada vez mais pessoas.

As respostas nem sempre são as mais adequadas, quer do ponto de vista clínico, quer do ponto de vista social.

Há que incrementar a intervenção e estimular a sensibilidade.

Mas, atenção, não são apenas as vítimas de Alzheimer que são afectadas pelo esquecimento!

publicado por Theosfera às 00:03

Sexta-feira, 20 de Setembro de 2013

Não procure ser o melhor.
Procure dar o seu melhor no dia mais importante da sua vida: HOJE!

publicado por Theosfera às 13:16

Hoje confunde-se muito o tempo com o instante.

Fixamo-nos na acção e esquecemos, cada vez mais, a duração.

Por isso, não prestamos a devida atenção ao que podemos aprender com a viagem de tantos pelo tempo.

De facto, quem mais sabe não é quem mais ensina agora. Quem mais sabe é quem mais tem caminhado pelo tempo.

O tempo alarga. O instante, só por si, estreita, sufoca, empequenece.

O tempo é tecido de muitos instantes.

Ficar só por este instante, por cada instante, é pouco, é pobre, é redutor!

publicado por Theosfera às 11:05

Como encarava João XXIII a missão de governar a Igreja?

«Omnia videre, multa dissimulare, pauca corrigere»: ver tudo, não dar importância a muito, corrigir pouco.

Muito sábio o bom Papa João!

publicado por Theosfera às 10:55

A divisa do Papa Francisco é «miserando atque eligendo».

Foi retirada das «Homilias» de São Beda Venerável, o qual, comentando o episódio evangélico da vocação de São Mateus, escreve: «Viu Jesus um publicano e olhou para ele com um sentimento de amor, escolheu-o e disse-lhe: “Segue-me”.

E acrescenta: «O gerúndio latino "miserando" parece-me intraduzível, seja em italiano, seja em espanhol. Gosto de o traduzir com um outro gerúndio que não existe:"misericordiando"».

Misericordiar: eis a chave para abrir portas que permanecem fechadas. Não se aprende a misericórdia se não aprendermos a misericordiar.

O remédio para os problemas não é a severidade, mas a misericórdia.

Até porque o maior mal não é o erro, mas o sofrimento. Mais do que denunciar o erro, o importante tem de ser aliviar o sofrimento!

publicado por Theosfera às 10:39

O que não é a política? O que é a política?

Bismark responde: «A política não é uma ciência exacta, mas uma arte».

Quando a não ser uma ciência exacta, estamos de acordo. De facto, são muitas as inexactidões com que a política nos obsequia.

Será, porém, uma arte? Às vezes, parece uma arte de iludir, de simular, de engodar.

Mas a política devia ser, sem dúvida, uma arte. Uma arte nobre de servir, de mudar, de melhorar.

Ainda não desisti de acreditar que, um dia, assim possa ser!

publicado por Theosfera às 10:12

A perspectiva parece provocadora, mas não deixa de ser pertinente.

Karl Marx achava que «a propriedade privada tornou-nos tão limitados que um objecto só é nosso quando o possuímos».

De facto, já estamos tão formatados pela cultura da posse que não conseguimos pensar de outra maneira.

E, no entanto, nada é tão nosso como quando damos, como quando repartimos, como quando pertencemos.

Significa que até nós próprios nos alargamos. Até os outros fazem parte de nós.

Afinal, nunca temos tanto como quando damos tudo.

Como quando nos damos todos. Inteiramente. Até ao fim!

publicado por Theosfera às 10:04

O esquecimento é a maior ferida que se pode inocular na alma de alguém.

Esquecer equivale a decretar que o outro deixou de existir.

Ellie Wiesel disse, num livro chamado «Esquecido», que «esquecer é rejeitar».

Ser esquecido dói, esquecer provoca dor.

Não esqueçamos quem nunca nos esquece.

Mas se alguém nos esquecer, existe Alguém que nunca nos esquecerá: Deus!

publicado por Theosfera às 09:57

Grave, gravíssimo, problema é a fome. Tantos são afectados por ela.

Tantos deviam pensar nela. Tanto se desperdiça apesar da crise.

Cícero já tinha notado que «o melhor tempero da comida é a fome». Quando esta sobrevém, acabam-se os desperdícios. Tudo é aproveitado.

O mal é que tantos têm fome e não têm pão.

Pior é haver outros que, sem fome, desperdiçam tanto pão!

publicado por Theosfera às 09:54

Hoje, 20 de Setembro, é dia de Sto. André Kim Taegon, S. Paulo Chong Hassan e seus Companheiros mártires, Sto. Eustáquio e Sta. Teopista, e S. José María Yarres Pales.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:03

Quinta-feira, 19 de Setembro de 2013

Dificilmente encontraremos coisa mais passageira que a fama. E, no entanto, quantos lutam por ela, quantos se atropelam por causa dela!

Júlia Roberts, que sabe bem do que fala, confessa que «a fama é apenas uma brisa que passa».

E o problema é que, enquanto não passa, vai deixando passar tudo o resto.

A preocupação pela fama leva a que as pessoas não se preocupem com o mais importante, com o mais sólido, com o mais duradouro.

Coisa pouca é a fama. Para quê tanto investimento à volta dela?

Miguel Torga avisou: «A minha fome não é de fama; é de eternidade».

Muitas vezes, quase sempre, a fama difama.

A fama acaba por atrair nós infindos de especulações e conjecturas que culminam num mar interminável de intrigas, difamações e até calúnias.

Feliz quem não procura a fama. Feliz quem não é famoso. Feliz quem opta por ficar no coração das pessoas. E não nas páginas das revistas!

publicado por Theosfera às 11:24

Mais de 150 mil jovens concluíram o ensino secundário. Destes só cerca de 40 mil se candidataram ao ensino superior. Ou seja, 70% dos jovens portugueses optam por não continuar os estudos.

Que leitura fazer destes dados? Falta de meios? Ou percepção de que a formação académica já não assegura um futuro estável?

Não me parece, porém, que a falta de formação esteja em melhores condições de tal futuro garantir.

Muitos elementos para a reflexão!

publicado por Theosfera às 10:35

A tolerância não é o máximo. Mas é um minímo que nem sempre é respeitado.

Já a intolerância, que todos increpam, é um terreno que muitos pisam.

Giacomo Leopardi, com alguma dose de ironia, assinalou: «Nenhuma qualidade humana é mais intolerável do que a intolerância».

Se, ao menos, fosse qualidade...

publicado por Theosfera às 10:30

Se queremos alguma coisa para nós, façamo-la aos outros.

Se não queremos alguma coisa para nós, não a façamos aos outros.

É elementar. A regra de ouro consagra o preceito: «Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti».

A sabedoria islâmica, dentro do mesmo registo, concretiza: «Não ofendas e não serás ofendido».

Mas nem sempre esta lei se verifica.

Às vezes, não tão poucas vezes assim, quem mais é ofendido é quem menos ofende, é quem nunca ofende.

Até porque há quem pense que o terreno está livre. Como sabem que não terão retorno, ofendem à vontade.

Mas haverá um momento em que a triagem se fará.

O bem deve ser feito não por causa de uma eventual recompensa, mas porque o bem faz bem.

O bem compensa por si mesmo. Dispensa adereços e ornamentos.

Haverá maior ornamento que o bem?

publicado por Theosfera às 10:25

Grande mistério é a vida. Enorme mistério é a morte.

Por um lado, é a situação mais óbvia e mais certa com que contamos. Por outro lado, transporta uma carga de incerteza insuperável.

Quando virá? Que sucederá depois dela?

Epicuro, em plena antiguidade clássica, confessava: «A morte nada é para nós».

De facto, empiricamente assim é. Quando a morte vem, nós já não estamos.

Afinal, só sentimos a morte dos outros, não a nossa. Como um rio que desagua no oceano, a nossa vida é um caminho que, inevitavelmente, termina na morte.

É por isso que Zubiri dizia que «viver é existir frente à morte».

Conseguimos adiá-la. Em muitos casos, por muito tempo.

Vamos coleccionando bastantes vitórias sobre a morte. Mas chega um momento em que a morte triunfa. Basta-lhe essa vitória.

Bruno Forte afirmava que o homem é um paradoxo de alguém que luta pela vida e que, ao mesmo tempo, caminha para a morte.

Ainda que vivamos 100 (ou mais) anos, hoje estamos um dia mais perto da morte do que estávamos ontem.

É na fé que tudo se transfigura. Na fé, a morte não é o fim.

A morte é como uma porta: fecha a vida terrena, abre-nos para a vida eterna.

Na fé, nem o fim é fim!

publicado por Theosfera às 10:12

Hoje, 19 de Setembro, é dia de S. Januário, Sto. Afonso de Orozco, Sta. Emília Rodat e S. Francisco Maria de Comporosso.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:14

Quarta-feira, 18 de Setembro de 2013

É certo que o Padre António Vieira assegurava que «nenhuma coisa desengana a quem quer enganar-se».

Sucede, porém, que, muitas vezes, só damos conta do engano depois de termos sido enganados.

No engano, raramente existe prevenção. Os enganadores primam pela astúcia.

Só que arriscam-se a enganar apenas uma vez. Depois, até podem professar seriedade.

Mas quem garante que o enganador não voltará a enganar?

publicado por Theosfera às 10:46

O carácter vê-se pela transparência e afere-se pela rectidão.

O carácter da pessoa decente não é curvilíneo.

A pessoa decente tem um rosto, não duas caras. Não é dupla. Mantém uma unidade em tudo o que faz e pensa.

George Orwell observa: «Pensamento duplo indica a capacidade de ter na mente, ao mesmo tempo, duas opiniões contraditórias e aceitar ambas».

Às vezes, o contraditório fomenta a indecisão. Mas não pode impedir a opção.

Viver, como notou Zubiri, é optar!

publicado por Theosfera às 10:37

Não deixe de fazer o que tem de ser feito. Não tenha medo de ser criticado.

Já La Rochefaucauld notou: «Apenas quem é desprezível pode ter medo de ser desprezado».

Siga a voz do seu interior.

Avance. Olhe em frente. E não fique amarrado ao que sussurram ao seu lado.

A maledicência já conseguiu alguma coisa pela humanidade? O mal já provocou algum bem?

publicado por Theosfera às 10:25

Hoje, 18 de Setembro, é dia de S. José de Cupertino e S. João Masías.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:53

Terça-feira, 17 de Setembro de 2013

A política é a arte de transformar os problemas em soluções. Mas, não raramente, arrisca-se a transformar as soluções em problemas.

Woody Allen, certamente com algum sarcasmo, afirmou «que o político de carreira é aquela que faz de cada solução um problema».

É óbvio que nem todos são assim. E é justo que não generalizemos.

Chega de problemas. Abram-nos uma janela por onde possa entrar a esperança!

publicado por Theosfera às 09:51

Para provar é preciso questionar. Para aceitar é fundamental perguntar.

Diderot era de opinião que «aquilo que nunca foi posto em questão nunca foi provado».

A vida é uma permanente transumância entre a dúvida e a fé!

publicado por Theosfera às 09:47

O médico é muito mais que um técnico de saúde.

Um médico é, acima de tudo, um estimulador da esperança.

Samuel Coleridge afirmou que «o melhor médico é aquele que mais esperança infunde».

A vitamina E é a mais necessária nos tempos que correm. A vitamina Esperança é fundamental.

Todos temos carência dela. Todos sentimos urgência nela!

publicado por Theosfera às 09:43

Muitas são as transformações por que passa a família.

Mas, perante uma doença, a opção tem de ser tentar superá-la e não deixar-se vencer por ela.

Victor Hugo já notara a importância vital da família: «Toda a doutrina social que visa destruir a família é má, e para mais inaplicável. Quando se decompõe uma sociedade, o que se acha como resíduo final não é o indivíduo, mas sim a família».

A família tem de vencer a crise. Não pode ser a crise a vencer a família!

publicado por Theosfera às 09:40

A morte passeia-se a cada passo pelo mundo. Umas vezes, de modo sorrateiro. Outras vezes, de forma estrepitosa.

Por esta altura, os olhos dirigem-se para Washington, onde um tiroteio degolou mais de uma dezena de vidas.

Mas a morte está sempre a aparecer, impante, e a deixar marcas da sua impiedosa crueldade.

Que dizer junto de quem vê a morte por perto? Nada.

As palavras são espuma que depressa se liquefaz, terapia com efeito evanescente.

Importante é estar, é olhar, é fazer sentir que estamos com as pessoas. Na vida. Na doença. Na morte.

Em toda a parte. E sempre!

publicado por Theosfera às 06:25

A vida é uma transformação constante e, quase sempre, inesperada.

Em cada instante, há gente a nascer e gente a morrer. Há gente que chega e gente que parte.

Há gente que chora e gente que ri.

Há gente que reencontra o que parecia perdido. E que vê reacender-se a luz que parecia (irreparavelmente) apagada.

Muito ânimo, pois.

Quando tudo parecer perdido, não perca a esperança.

Enquanto há esperança, há vida!

publicado por Theosfera às 05:46

Hoje, 17 de Setembro, é dia de S. Roberto Belarmino, Sta. Hildegarda, Sto. Alberto de Jerusalém e Impressão das Chagas de S. Francisco.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:16

Segunda-feira, 16 de Setembro de 2013

Agora, que um novo ano lectivo se inicia, é hora de desejar as maiores felicidades a quem ensina e a quem aprende.

Aliás, nunca deixamos de aprender.

O segredo da aprendizagem está na atenção. Estudar não é só ler. É, acima de tudo, escutar. É escutar sempre, até ao fundo, até à profundidade.

O Padre António Vieira avisa: «Para aprender, não basta ouvir por fora; é necessário entender por dentro».

Só quando se chega dentro se entra no essencial. Inteligente é o que lê por dentro.

Deixem, por isso, respirar a escola. Não pressionem a escola. Dêem espaço para que e a escola se possa concentrar na sua missão. Tão nobre. Tão bela. Tão difícil e tão dificultada.

Eu acredito na escola. Nos professores. E nos alunos. Em todos!

publicado por Theosfera às 10:01

No início, o tempo parece que não anda. Depois, notamos que o tempo passa. De seguida, verificamos que o tempo corre. Finalmente, vamos percebendo que o tempo voa.

A partir de certa altura, quando olhamos para trás, ficamos com sensação de que tudo decorreu a uma grande (a uma enorme) velocidade.

E quando o último dia se aproximar, chegaremos à conclusão, como reza a sabedoria judaica, de que «só vivemos um único dia».

Sim, a nossa viagem pelas estradas do tempo ocorre num único dia. Trata-se de um dia que pode incluir muitos anos.

Vamos dando conta da chegada das vésperas. Só não sabemos quando chega o ocaso.

Mas a última hora será também o primeiro instante. Uma porta se fecha. Outra porta se abrirá.

A eternidade espera por nós. Ela já nos vai visitando no tempo.

É no tempo que vamos construindo a eternidade!

publicado por Theosfera às 09:47

Nestes tempos líquidos, em que até o que parece mais sólido rapidamente se liquefaz, tudo tende a ser reduzido ao estilo.

Há quem aposte a vida no estilo: no vestuário, no penteado, na retórica, enfim.

De facto, o estilo é a pessoa. E o melhor estilo é quando não nos preocupamos com o estilo, quando procuramos ser naturais, autênticos, sinceros, simples.

Jules Renard era desta opinião: «O estilo é o esquecimento de todos os estilos»!

publicado por Theosfera às 09:38

Senhor Jesus, ajuda-me no meu trabalho.

Sê o meu Mestre e a minha Luz.

 

Eu dou o meu esforço,

dá-me a Tua inspiração.

Ajuda-me a estar atento e a ser concentrado.

 

Não Te peço para ser o melhor,

só Te peço que me ajudes a dar o meu melhor,

a trabalhar todos os dias.

 

Que eu não queira competir com ninguém

e que esteja disponível para ajudar os que mais precisam.

 

Que eu seja humilde, que nunca me envaideça,

que nunca me deslumbre no êxito,

nem me deixe abater na adversidade.

 

Que eu nunca desista.

Que eu acredite sempre.

 

Que eu aprenda a ciência e a técnica,

mas que não esqueça que o mais importante é a bondade, a solidariedade e o amor.

Que eu seja sempre uma pessoa de bem.

 

Ilumina, Senhor, o meu entendimento

e transforma o meu coração.

 

Dá-me um entendimento para compreender o mundo

e um coração capaz de amar os que nele vivem!

publicado por Theosfera às 05:42

Hoje, 16 de Setembro, é dia de S. Cornélio e S. Cipriano.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:19

Domingo, 15 de Setembro de 2013

Há quem pense que é pela violência que se opera a mudança.

Há quem destrate, com suprema sobranceria, a moderação.

Mas até Daniel Innerarity nota que «as pessoas que transformam as sociedades são os moderados».

Não limite, pois, a sua atenção aos gritos dos que falam do alto. Esteja atento à voz moderada dos que falam a partir da base, do fundo.

Como refere o politólogo, «em muitos casos, os que são mandados sabem muito mais do que aqueles que mandam».

Só que os holofotes não reparam neles. Só olham para eles como ornamento das campanhas.

Os de cima não deviam apenas falar aos de baixo. Deviam escutá-los. Aprender com eles.

Creio, cada vez mais, nas pessoas simples!

publicado por Theosfera às 08:59

Não basta denunciar o mal. É fundamental semear o bem.

Agustina Bessa-Luís notou, há muito tempo, que não falta quem diga o que está errado. Falta é quem aponte o que está certo.

Duhamel, em pleno século XIX, avisara que «o ódio à asneira não basta para fazermos uma filosofia».

E o Padre Manuel Antunes, olhando para a idiossincrasia lusa, achava que o nosso mal é que o negativo prevalece sobre o positivo, os defeitos sobre as qualidades e os defeitos das qualidades sobre as qualidades dos defeitos.

Não se limite, pois, a apontar o dedo. Estenda a mão.

O mal deve ser denunciado. Mas importante é que ele seja vencido. Na companhia de todos!

publicado por Theosfera às 08:48

Os maiores de uma época seriam os maiores noutra época?

Os que são esquecidos num momento seriam vitoriados noutras alturas. A sensibilidade seria diferente.

Vergílio Ferreira percebeu: «A História é feita de máximos que só o são porque quando o foram não calhou haver outro ou pôde haver outro que os relativizasse».

Até os máximos podem passar facilmente a mínimos.

Há que não ficar eufórico com os picos de popularidade. Nem há que ficar deprimido com os mantos do esquecimento.

Importante é que, com aplausos ou com indiferença, se faça o que tem de se fazer: o bem!

publicado por Theosfera às 08:40

O esforço gasta mas compensa. Em tudo e sempre.

A literatura não foge à regra. Samuel Johnson afirmou: «O que é escrito sem esforço em geral é lido sem prazer».

O que custa vale. O que vale custa!

publicado por Theosfera às 08:35

Hoje é dia de Nossa Senhora das Dores. Das Suas. Das dores de Seu Filho. Das dores de todos os seus filhos. Que somos nós.

 

É bom saber que há quem faça suas as nossas dores. É comovente sentir que há quem chore as nossas lágrimas.

 

Mãe dos pobres e dos humildes, até quando continuarás mergulhada em pranto?

publicado por Theosfera às 05:49

Hoje, 15 de Setembro, XXIV Domingo do Tempo Comum, é dia de Nossa Senhora das Dores, S. Rolando e S. Paulo Manna.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:48

Sábado, 14 de Setembro de 2013

Os sábios deviam ter poder. Os poderosos deviam ser sábios.

Porém, esta parece ser uma combinação impossível.

Albert Einstein deu conta: «A tentativa de combinar sabedoria e poder só raramente foi bem sucedida e por pouco tempo».

É uma lacuna grave. Não só política. Mas também cívica.

publicado por Theosfera às 11:07

Jean-Jacques Rousseau confessou: «Odeio os livros; ensinam apenas a falar daquilo que não se sabe».

Mas, no fundo, não falamos todos do que não se sabe?

Afinal, que sabemos além de que nada (ou pouco) sabemos?

publicado por Theosfera às 07:32

Celebra-se, hoje, a Exaltação da Santa Cruz.

 

A Cruz surge-nos em toda a parte. Somos autenticamente estauróferos (portadores da Cruz).

 

Trazemos a Cruz nos lábios e no peito, como sinal.

 

Encontramos a Cruz nas ruas e nos museus, como ornamento.

 

Importante é reencontrar a Cruz como projecto de vida.

 

Cruz é despojamento, é humildade, é dádiva sem fim, amor sem limites.

 

«Quem escolhe - dizia Rahner -, escolhe a Cruz».

 

Só abraçando a Cruz, daremos o passo em frente. E chegaremos à vida plena.

 

Só quem dá a vida, entende a vida.

publicado por Theosfera às 00:09

Hoje, 14 de Setembro, é dia da Exaltação da Sta. Cruz e de S. Materno.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:01

Sexta-feira, 13 de Setembro de 2013

«O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflecte».

Aristóteles estava certo.

Quem muito fala não é quem mais sabe. A sensatez é o ápice da sabedoria.

A sabedoria que não é sensata desmantela-se por ilusão, por gula.

Só a prudência dá saber ao sábio!

publicado por Theosfera às 10:56

1. A educação ajuda a conhecer. Mas ajudará a pensar e a viver?

É importante que na educação se pense. Mas é cada vez mais necessário que a educação se repense. Só repensando a sua missão no presente contribuirá para que possamos viver melhor no futuro.

 

2. Formar é muito mais do que formatar. Do sistema educativo espera-se que forme a pessoa e não que formate comportamentos.

É inegável que o sistema educativo fornece competências para perceber o funcionamento da realidade e para alterar o curso da natureza. Mas será que oferece ferramentas para compreender a realidade e transformar a vida?

 

3. A educação não existe para manter, nem para agradar. A educação existe para transformar, para melhorar.

Importante na educação não é ser o melhor, mas dar o melhor. Fundamental não é a competição, mas a cooperação. Luminosa não é a rivalidade, mas a solidariedade.

 

4. O problema é que isto não é fácil e vai encontrando enormes resistências.

Carlos Drummond de Andrade já se apercebera: «A educação visa melhorar o homem, o que nem sempre é aceite pelo interessado». Mesmo assim, é necessário prosseguir. Sem jamais desistir.

 

5. Neste campo, a tecnologia é um recurso necessário, mas a palavra nunca deixará de ser o instrumento decisivo. Aliás, para Paulo Coelho, «não há arma mais forte que a palavra».

Trata-se de uma arma poderosa, que veicula o poder maior: o pensamento. Já Carlos de Oliveira, num poema musicado por Manuel Freire, afiançava que «não há machado que corte a raiz ao pensamento».

 

6. A educação não pode limitar-se a ensinar a ler o livro. Tem de preparar para ler o mundo.

O mundo é um livro aberto, mas requer toda a atenção.

 

7. No mundo, tudo é mudança. O problema é que, desde há muito, a mudança é considerada negativa. Mas será que toda a mudança é negativa?

O problema está na realidade ou não estará no nosso olhar? A natureza ensina e Paulo Coelho tem reparado nas suas lições: «Não existe vitória nem derrota; existe movimento».

 

8. O Inverno não se sente derrotado quando chega a Primavera. Porque é que o homem se há-de sentir derrotado quando vem a adversidade?

A adversidade não é eterna. Se a vitória não vem agora, há-de vir depois. Mal não é cair, «é ficar preso no chão».

 

9. Não é derrotado quem tenta e não consegue. «Só é derrotado quem desiste».

Novas oportunidades hão-de surgir. A história ainda está longe do fim.

 

10. Todos nós somos filhos do um passado, irmãos do um presente e pais de um futuro.

Ninguém foge ao seu passado. Ninguém escapa ao seu presente. Será que alguém quer passar ao lado do seu futuro?

Que o nosso agir não desmereça o nosso sonhar!

 

publicado por Theosfera às 10:47

Não me revejo, nem um pouco, no perfil de Rochus Misch, recentemente falecido, mas subscrevo uma frase por ele proferida: «Sou um homem insignificante, mas vivi coisas significativas».

Quanto mais significativas são as coisas que vou vendo, mas insignificante me sinto!

publicado por Theosfera às 10:16

Um dia, tudo acaba. Ou, melhor, um dia tudo se transforma.

E, nessa transformação, algo permanece, mesmo que tudo aparente mudar.

Afinal, começamos a morrer antes de morrer. Mas sabemos que havemos de viver mesmo depois da morte.

Um dia, vamos ter de nos separar. Custa sempre a separação. Mas temos de estar preparados, precavidos, serenos.

Parafraseando S. João Crisóstomo, diria que onde eu estiver, estarão também todos os meus amigos.

Ainda que estejamos em lugares distantes, «continuaremos sempre unidos».

Nada, nem a morte, «poderá separar-nos». A alma sobrevive: «A minha alma recordar-se-á sempre do meu povo».

Como recordava o mesmo santo, «a minha pátria e a minha família sois vós».

Em toda a parte nos reencontraremos. Vós «sois a minha luz, uma luz mais brilhante que a luz do dia».

A luz que a amizade acende nunca se apagará!
publicado por Theosfera às 09:44

La Boétie proclamou: «Decidi-vos a não servir mais, e sereis livres».

Mas não concordo. A maior liberdade consiste em servir.

Não se trata de servilismo, mas de dádiva.

Quem não vive para servir servirá para viver?

publicado por Theosfera às 09:43

Hoje, 13 de Setembro, é dia de S. João Crisóstomo, Sto. Amado e Sta. Maria de Jesús López de Rivas.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 06:08

Muito fraca é a violência, apesar da força que ela usa.

Benedetto Croce sinalizou o essencial: «A violência não é força, mas fraqueza, nem nunca poderá ser criadora de coisa alguma, apenas destruidora».

Era bom que se pensasse mais na violência antes de agir com violência.

Era importante que se apurasse se algo de bom resultou da violência. É que nem a violência consegue vencer a violência.

Como notou S. João Crisóstomo, «a violência não se vence com a violência, mas com a mansidão».

No fundo, a mansidão é mais forte que a mais violenta força. E que a mais forte violência!

publicado por Theosfera às 05:13

Quinta-feira, 12 de Setembro de 2013

Será que gostamos mesmo de árvores?

A pergunta parece estulta, mas a inquietação é pertinente. E, ademais, a dúvida já nem sequer é de agora.

Na década de 1960, João de Araújo Correia tinha a certeza de que «Portugal não gosta de árvores. Sacrifica-as porque dão sombra. Sacrifica-as porque dão beleza. Sacrifica-as porque dão saúde. Sacrifica-as porque dão flor. Há, em Portugal, quem sacrifique uma árvore porque lhe tapa a vista. Há quem a sacrifique porque lhe suja o telhado com meia dúzia de folhas. Há quem a sacrifique porque rumoreja. Há quem a sacrifique porque gorjeia. Há quem a sacrifique porque canta. Há quem a sacrifique porque é árvore». E, por isso, atiça-lhe o fogo.

Décadas depois, o escritor tinha muito que acrescentar.

Há quem imole as árvores porque não gosta delas. Porque não gosta de nada nem de ninguém.

Será que gostam de si próprios?

publicado por Theosfera às 11:19

A inteligência é eficaz, mas, por vezes, parece lenta.

Ela aparece-nos, quase sempre, só depois dos acontecimentos.

Léon-Paul Fargue comparava: «A inteligência é um capitão que está sempre atrasado numa batalha. E que discute depois da batalha».

Alguma vez teremos uma inteligência preventiva?

publicado por Theosfera às 10:20

Somos criados para nos superarmos. A exigência não é uma afronta, mas uma aposta.

Rudyard Kipling, grande educador dos jovens, percebeu: «Se encomendares a um homem mais do que ele possa humanamente fazer, fá-lo-á. Se somente lhe encomendares o que pode fazer, não o fará».

A dificuldade aguça o engenho. E espevita a vontade.

Afinal, somos mais que nós próprios. E viver é, mesmo, ultrapassar-se!

publicado por Theosfera às 10:17

As palavras ajudam. Mas, muitas vezes, também atrapalham.

Saramago confessou: «Tenho a impressão de que as palavras atrapalham muito».

Não é por acaso que, em hebraico, a raiz da palavra «palavra» é precisamente a mesma da palavra «peste».

De facto, há palavras que empestam. Mas isso só deve contribuir para que valorizemos as palavras que iluminam.

Estas vêm, quase sempre, dos lábios dos simples. E da vida dos humildes!

publicado por Theosfera às 10:14

«O espírito são procura o real, o espírito insano agarra-se ao irreal».

Hugo Hofmannsthal tem razão.

Eis o critério para aferir a saúde espiritual e a sanidade integral de alguém: saber olhar para a realidade.

Para a compreender. E para procurar transformá-la!

publicado por Theosfera às 10:09

Neste mundo, nesta vida, há quem faça tudo para estar no alto. E muitos nem sequer olham a meios para lá chegar.

A «escada» são os outros, que pisam a toda a hora. Só que o sabor é diminuto.

Cayo Salústio denunciou há séculos: «Quanto mais se está no alto, menos se é livre».

Nada como ser simples. Nada como andar pela base.

É nas profundezas que se conhece a realidade.

É de baixo que se sobe. É do alto que se cai!

publicado por Theosfera às 10:00

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