O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sábado, 21 de Setembro de 2013

É costume associar a beleza à infância, à juventude, à robustez.

Daí a tendência (quase a obsessão, em alguns casos) para prolongar a juventude, para retardar o envelhecimento.

Não nos apercebemos de quanta beleza há na velhice.

No passo pausado. No andar pesado. No caminhar devagar. Na lágrima furtiva. No olhar dorido. Nas cãs luminosas. Na calvície reluzente. Na sabedoria acumulada. Na subtileza mostrada. Na paciência notada. Nos silêncios eloquentes.

A verdadeira beleza não virá mesmo pela tarde?

publicado por Theosfera às 12:07

O paradigma está a deslizar em quase tudo. No conhecimento, sem dúvida. Mas também nos comportamentos.

A vida privada já não é o que era. Será que ainda é? Será que ainda existe vida privada?

Facilmente se confunde transparência com exibicionismo. Pior, hoje propende-se a desconfiar do que é privado, do segredo.

Se há segredo, há logo desconfiança. Porque é que tem de ser assim? Esquecemo-nos de que defender a privacidade é defender a liberdade?

Wolgang Sofsky afasta-se do pensamento dominante (e completamente sufocante) advertindo: «Quem não tem alguma coisa a esconder, renunciou à sua liberdade».

Nem sequer nos apercebemos de que nem tudo é para mostrar, nem tudo é para publicitar. Parafraseando alguém, quando perceberemos que íntimo é contrário de público?

A vida íntima é para ficar na intimidade.

Somos amigos não quando queremos saber tudo a respeito dos outros. Mas quando protegemos a sua privacidade e não alinhamos em rumores acerca deles.

publicado por Theosfera às 11:55

O presente será dos que entendem. Mas o futuro pertencerá, sem qualquer dúvida, aos que ousam.

George Bernard Shaw percebeu: «Alguns vêem as coisas como são e perguntam: "Porquê?". Eu sonho com as coisas que nunca foram e pergunto: "Por que não?"».

Alguma ousadia é necessária. Muito sonho é urgente!

publicado por Theosfera às 11:41

Governar é uma necessidade. Mandar é uma tentação.

O serviço fica obscurecido. A autoridade degenera facilmente em autoritarismo.

Daí a pertinência do conselho de Inácio Dantas: «Se você tiver cargo de chefia, seja respeitoso e dê ordens amistosas. Com isso será obedecido como amigo e respeitado como chefe».

Pertinente, sem dúvida!

publicado por Theosfera às 11:35

O crítico deve criar algum distanciamento. Mas não deve alimentar qualquer animosidade.

Eugène Ionesco adverte: «O crítico deveria descrever e não prescrever».

O crítico não é dono do gosto. Nem sequer é proprietário da obra criticada.

Os olhos do crítico devem estar limpos. E o espírito só pode estar aberto!

publicado por Theosfera às 11:33

Uma única coisa deve ser feita: o bem.

Em tudo e sempre, só o bem, nada mais que o bem.

É certo que Victor Hugo alertava: «Não permita que lhe façam o bem. Abusarão disso».

Mas, se abusarem, é porque não é bem. Nunca há abusos no bem.

Se há aproveitamentos do bem que se faz, é porque o contágio do mal está presente.

É verdade que nem sempre nos apercebemos da pureza ou neblina das intenções.

Mas a verdade assoma sempre à superfície. E com ela tudo se aclara!

publicado por Theosfera às 11:28

1. Não apenas filósofo, não somente teólogo. Xavier Zubiri — que morreu a 21 de Setembro de 1983 — tem muito dos dois e conseguiu operar uma síntese entre ambos.

 Foi, por isso e caracteristicamente, um teofilósofo.

 

2. Na sua trajectória, o homem e Deus aparecem como intersignificantes e a Filosofia e a Teologia surgem como confluentes.

Deus é sempre pensável com o homem e o homem nunca é pensável sem Deus.

 

3. Zubiri não foi filósofo unicamente quando fez Filosofia, como não foi teólogo exclusivamente quando cursou Teologia.

 Ele foi filósofo também na abordagem de assuntos teológicos e pode dizer-se que foi teólogo também no tratamento de temas filosóficos.

 

4. Quem analisa a sua obra filosófica pode ficar com a sensação de que ela foi escrita por um teólogo, tal é a sua sensibilidade ao divino.

E quem lê a sua produção teológica pode ficar com a impressão de que ela foi elaborada por um filósofo, tal é a sua robustez conceptual.

 

5. É por tudo isto que, de uma certa maneira, Zubiri pode ser descrito como um teólogo do humano e como um filósofo do divino.

Para Zubiri, o discurso primordial acerca de Deus serve não para O demonstrar, mas para O mostrar. Tanto mais que, ao contrário do que alguns sugerem, o difícil não será descobri-Lo, mas encobri-Lo.

 

6. É que Deus não está «extra vitam» (fora da vida), nem tampouco «juxta mundum» (ao lado do mundo), mas «intra realitatem» (dentro da realidade).

Se Deus está na realidade do mundo, então não é possível fazer a experiência de Deus sem fazer a experiência do mundo.

 

7. Hoje em dia, corre-se o risco de estar na órbita de quase tudo e no fundo de quase nada.

Não faltará quem se ressinta deste distanciamento do fundo, propendendo — quase por instinto — para uma certa pimbização pastoral, tecida de alguma anemia espiritual e de muita anestesia social.

 

8. Para Zubiri, Deus não está além da vida. Aliás, Ele é a vida.

É, pois, «ex vita» (e não apenas «ex cathedra») que urge testemunhar a Sua presença e o Seu amor.

 

9. Deus está seguramente «in excelsis».

 Mas, no tempo em que vivemos e na hora que passa, Ele quer ser encontrado «de profundis», nos subterrâneos da existência e nas periferias da história, nos esquecidos pela fortuna.

 

10. A experiência de Deus é ascendente.

 Mas sempre a partir do fundo!

 

publicado por Theosfera às 05:44

Só entrei verdadeiramente em contacto com Xavier Zubiri após a sua morte, ocorrida faz hoje 30 anos.

Foi o título de um dos seus livros que me aproximou dele. Sobretudo aquele «y» de «El hombre y Dios».

Para ele, acerca de Deus, «o mais difícil não é descobri-Lo; é encobri-Lo».

Tudo fala de Deus. Até a Sua alegada ausência.

Porque Deus, quanto mais Se esconde, mais Se revela.

Uma das frases que Zubiri mais citava era um pensamento de Sto. Agostinho: «Procuremos. Procuremos como quem há-de encontrar e encontremos como quem há-de voltar a procurar. Pois é quando parece que tudo acaba que tudo verdadeiramente começa».

publicado por Theosfera às 00:06

Hoje, 21 de Setembro, é dia de S. Mateus e S. Castor.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:04

Hoje é o Dia Mundial da Doença de Alzheimer.

É uma das enfermidades mais perturbantes. Atinge cada vez mais pessoas.

As respostas nem sempre são as mais adequadas, quer do ponto de vista clínico, quer do ponto de vista social.

Há que incrementar a intervenção e estimular a sensibilidade.

Mas, atenção, não são apenas as vítimas de Alzheimer que são afectadas pelo esquecimento!

publicado por Theosfera às 00:03

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