O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 11 de Setembro de 2013

Só há uma maneira de pôr fim ao desencontro: promovendo o necessário reencontro.

Daí que a negociação seja um meio de aproximar os desavindos e de descomprimir o ambiente entre os litigantes.

Para isso, é necessário convicção e respeito. Ou seja, é fundamental que cada um acredite em si e não desacredite nos outros.

Só o medo não deve aparecer. John Kennedy recomendava: «Nunca devemos negociar por medo e nunca devemos ter medo de negociar».

Haverá sempre uma janela a abrir-se depois de batermos a tantas portas fechadas. Basta que haja um coração limpo e uma alma transparente. Sem isso, nenhuma luz se acenderá!

publicado por Theosfera às 11:16

No mundo, haverá alguém descartável?

Infelizmente, há muitos que são atirados para as margens.

Há muitos que são postos à margem do trabalho, à margem do sucesso e, no limite, à margem da vida.

Pertinente, pois, o aviso de Rousseau: «Todos os homens são úteis à humanidade pelo simples facto de existirem».

Todos!

publicado por Theosfera às 11:06

A dificuldade não tolhe a simplicidade.

A verdade não é fácil, mas é simples.

Cesare Candú observou: «As maiores verdades geralmente são as mais simples».

Não precisamos sequer de chegar à verdade; é a verdade que chega até nós.

Só precisamos de estar atentos e de manter a (indispensável) humildade.

Porque não somos nós que possuímos a verdade. É a verdade que nos possui, a nós!

publicado por Theosfera às 10:57

Com os grandes, as pessoas tendem a ser como lhes convém.
É com os pequenos que as pessoas mostram o que são.
É por isso que, se quer conhecer alguém, não pergunte aos grandes; fale com os pequenos.
O maior conhecimento está em baixo.

É para lá que devemos olhar!

publicado por Theosfera às 10:47

Há quem insista em antagonizar a liberdade e a igualdade.

Não falta quem, para defender a igualdade, degole a liberdade.

Berdiaev achava que «a liberdade é, antes de tudo, o direito à desigualdade».

Como a vida é uma construção, não creio numa incompatibilidade radical entre liberdade e igualdade.

É claro que somos, e ainda bem, diferentes. Mas essa diferença não pode caucionar a injustiça.

Não podemos fazer todos o mesmo. Não poderemos ter todos o mesmo.

Mas, dentro das diferenças, todos deveremos ter acesso a tudo.

Nada deverá ser vedado a ninguém. Sobretudo o essencial: a alimentação, a habitação, a saúde e a educação!

publicado por Theosfera às 10:42

1. Para que sejam resolvidos, não basta que os problemas sejam apontados. Antes de mais, é fundamental que sejam assumidos.

Nos começos do Cristianismo, este reconhecimento dos erros era habitual. Na actualidade, vai-se tornando de novo frequente.

 

2. No século VI, houve um Papa chamado Gregório — conhecido como Grande — que assumia com espantosa franqueza: «É verdade que recebemos o ministério sacerdotal, mas não cumprimos as obrigações do cargo».

Incisivo era também o seu apelo: «Não sejamos sentinelas silenciosas, mas pastores solícitos que velam pelo rebanho de Cristo, pregando a doutrina de Deus ao grande e ao pequeno, ao rico e ao pobre».

 

3. Sintomaticamente, o Papa Francisco vai na mesma direcção.

Ainda recentemente, disse aos pastores das comunidades para terem sempre «as portas abertas». Que não se deixem seduzir «pela arrogância, pela ambição de carreira, de dinheiro e por compromissos com o espírito do mundo».

 

4. A ser assim, correriam o risco de «se transformarem em funcionários, em empregados, mais preocupados consigo mesmos, pela organização e pela estrutura do que pelo bem do povo de Deus».

Aliás, ser pastor, para o Papa, não é ir necessariamente à frente. É também «estar disposto a caminhar no meio ou até atrás do rebanho». O pastor está à frente para conduzir, no meio para acompanhar e atrás para proteger. Não foi assim Jesus?

 

5. A humildade não desclassifica o pastor. Pelo contrário, requalifica-o soberanamente.

Faz-lhe inalar o odor das ovelhas, que também sabem trilhar o caminho d’Aquele que é o Caminho (cf. Jo 14, 6).

 

6. As ovelhas, na hora que passa, precisam não de quem dê ordens, mas de quem dê a vida.

Daí que o Santo Padre, que muito tem homiliado sobre o tema, convide os pastores a «divulgarem a esperança», tendo «os corações, as mãos e as portas abertas em todas as circunstâncias».

 

7. É mister perceber que a proposta de Jesus é um crescimento no amor e não uma subida no poder.

O pastor deve saber baixar-se no encontro com as pessoas. Ele deve ser mergulhador, não alpinista. A sua preocupação deve ser mergulhar nas profundezas da existência e não «subir na vida, para ter mais poder».

 

8. Infelizmente, há quem pense «que seguir Jesus é fazer carreira». Mas não é. «O cristão segue Jesus por amor». Só por amor. Sempre por amor.

É por isso que o cristão está no mundo. Mas sem se deixar contaminar pelo espírito mundano.

 

publicado por Theosfera às 10:18

A existência de rumores não torna ninguém culpado.

A ausência de provas não torma ninguém inocente.

Só que há inocentes sobre quem pendem toda a espécie de rumores. E há culpados que se estribam na falta de provas.

Mas os factos lá estão. Podem não ser conhecidos.

Só que, um dia, a verdade tudo escrutinará!

publicado por Theosfera às 09:56

Ronald Wright acorda-nos para o essencial e ajuda-nos a excitar não o medo, mas a lucidez e a solidariedade.
No dia 11 de Setembro de 2001 morreram 3 mil pessoas. Todos chorámos por elas.

Mas, diariamente, morrem 25 mil pessoas por causa da água contaminada. Todos os anos, 20 milhões de crianças ficam deficientes por causa da subnutrição. Que fazemos por elas?
Por outro lado, se queremos mesmo superar (e não agravar) o terrorismo, é preciso ir não apenas aos seus sintomas, mas sobretudo às suas causas.

«A violência é criada pela injustiça, pela pobreza, pela desigualdade. É claro que a barriga cheia e uma atenção imparcial não são suficientes para deter um fanático, mas reduzem grandemente o número daqueles que se tornam fanáticos».

publicado por Theosfera às 05:19

Faz hoje doze anos que as torres caíram e muita gente morreu.

Todos nós lamentámos o que aconteceu.

Mas, depois do 11 de Setembro, muita morte foi semeada e muito sangue continuou a ser derramado.

Quem chora os mortos no Iraque, no Afeganistão, na Espanha e na Inglaterra?

A descivilização (feliz expressão cunhada por Jack London) parece ter vindo para ficar.

Quando compreenderemos que o ódio não resolve, a vingança não surte e o rancor não soluciona?

Só no perdão está a salvação.

É o que o Senhor Jesus nos recorda no Evangelho.

E é também o testemunho que nos vem de um antigo presidente norte-americano (Abrhaam Lincolm), que defendia o seguinte: «A melhor maneira de eliminar um inimigo é transformá-lo em amigo».

Quando deixaremos de seguir a Lei de Talião? Quando nos converteremos à Lei de Cristo?

Dois mil anos não são suficientes?

 
publicado por Theosfera às 05:14

Hoje, 11 de Setembro, é dia de S. Jacinto, S. Proto e S. João Gabriel Perboyre.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 04:58

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