O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Segunda-feira, 12 de Agosto de 2013

Hoje, 12 de Agosto, é dia de Sto. Amadeu da Silva, Sta. Hilária, S. João de Riéti e Sta. Joana Francisca de Chantal.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:58

1. Éramos cinco naquele dia. Há vinte e quatro anos. Já há vinte e quatro anos. Completam-se hoje, 12 de Agosto.


Parece que foi ontem que tudo aconteceu. Mas não foi ontem. Foi num dia como o de hoje, em 1989, o ano em que uns muros caíram e outros muros se ergueram.


Foi o ano em que se fez história, com a queda do Muro de Berlim, chamado também o Muro da Vergonha.


E era também com alguma vergonha que nós, os cinco, avançávamos. Sabíamos que aquele passo iria transformar — de uma vez para sempre — as nossas vidas.


A partir daquele momento, daquela tarde, íamos deixar de ser nós. Íamos deixar de ser nossos. Passávamos a ser d’Ele. Passávamos a ser vossos. De todos. Para todos.


Era tudo tão grande, tão denso, tão profundo e nós tão pequenos! Mas Ele lá sabe. Passou pela nossa vida. Seduziu-nos. Convenceu-nos. E nós passámos a andar sempre com Ele (cf. Mc 3, 14).



2. Ficámos lívidos de emoção quando nos prostrámos na Catedral, completamente cheia. Sentimos mesmo o Espírito Santo vir até nós. As palavras e as mãos do senhor D. António de Castro Xavier Monteiro involucravam algo indizível que nos era transmitido.


Ser ordenado padre pelo senhor D. António foi uma graça que nunca saberei agradecer devidamente.


Nele vi sempre um pai, um pai afável, carinhoso. Tanto empolgava multidões como era capaz de penetrar no íntimo mais recôndito de uma pessoa.


Amanhã, 13 de Agosto, faz treze anos que Deus o chamou. Por que não pensar numa rua com o seu nome?


Apesar de contido, amava Lamego. Deu, aliás, sobejas provas desse amor.


Sendo Arcebispo de Mitilene, era a segunda figura do Patriarcado de Lisboa e, nessa medida, potencial sucessor de D. Manuel Gonçalves Cerejeira.


Foi ele que escolheu vir para Lamego. Nunca mendigou recompensas. Mas até por isso, por esse despojamento, não mereceria uma distinção?


Uma rua até é bem pouco para quem tanto merece!



3. Naquela tarde de 12 de Agosto, notávamos que aquela gente toda não estava só ao nosso lado nem à nossa beira. Estava dentro de nós.


Aqueles sorrisos, entremeados com lágrimas, arrebatavam as entranhas do nosso ser. Para ser padre, não é preciso tanto ter uma grande inteligência. É fundamental, acima de tudo, ter um grande coração. Um coração simples. Como o d’Ele. Como o de Jesus.


Naquela tarde, sentimos que hipotecámos as nossas vidas. Tornámo-nos — conscientemente — uns alienados.


Deixávamos de ter vida própria. Agora, era tudo d’Ele. Tudo para Ele. Para Jesus. Que felicidade!


Sentimo-nos envolvidos, acarinhados. O melhor da Igreja foi sempre Deus e foi sempre o Povo.


O Povo nunca desilude, nunca desencanta. Pelo contrário, o Povo consegue sempre reencantar-nos quando o encanto fenece ou quando a dor nos visita.


É o Povo simples e bom o primeiro que nos estende a mão, o primeiro que não nos deixa cair, o primeiro que nos adopta como seus. Não somos de ninguém para sermos de todos, para todos!



4. Neste mesmo dia 12 de Agosto, mas de 1815, outro padre era ordenado. Ninguém o acompanhou. Nem a família. Nem qualquer colega.


Calcorreou, sozinho, cem quilómetros a pé. A mesma distância percorreu no regresso sob o sol escaldante de Agosto.


O Santo Cura d’ Ars começou o seu sacerdócio sob o escaldante calor de Agosto. Consumou o seu sacerdócio sob o mesmo escaldante calor de Agosto, já que faleceu a 4 daquele mês, em1959.


Também D. Manuel Martins, o bispo dos pobres, foi ordenado padre a 12 de Agosto, de 1951.


Leça do Balio, sua terra natal, engalanou-se. Iniciava-se ali uma vida cheia, uma vida em cheio, uma vida para Deus e para os pobres.


Dedicado aos mais pobres foi igualmente D. Hélder Câmara. Recebeu a ordenação sacerdotal em 1931, a 15 de Agosto. Em 1942, também a 15 de Agosto, era ordenado padre o bispo que me ordenou a mim: o querido senhor D. António.


Foi nesse dia que, em 1989, celebrei a Missa Nova. Com a minha família, os meus colegas e os meus amigos. Na minha querida terra natal. Aonde os meus pés vão poucas vezes. Mas donde o meu coração nunca sai!
publicado por Theosfera às 00:53

Faz hoje vinte e quatro anos que recebi o sacramento da Ordem pelas mãos do senhor Arcebispo-Bispo de Lamego, o inesquecível D. António de Castro Xavier Monteiro. Já não está connosco. Meu querido Pai também o acompanha no Céu.

Foram momentos muitos densos, vivências bastante intensas.

O retiro tinha sido no Convento de Avessadas, Marco de Canaveses.

Muita paz nos invadiu naquela celebração que lotou por completo a Sé.

Estes vinte e quatro anos foram vividos em muitas tarefas, em múltiplos trabalhos, canseiras e missões. Peço perdão ao Senhor pelas falhas, pelas imperfeições. Louvo o Senhor pela Sua presença, pela Sua paz, pelo Seu amor e pelos amigos com que me tem presenteado.

Peço uma oração pela fidelidade, para que seja sempre servo humilde e distribuidor generoso da Palavra de Deus e do Pão da Vida.

 

Um abraço fraterno para todos. Uma prece sentida por alma de meu Pai, que tanto vibrou nesse dia.

 

Um beijo carinhoso na face pura de minha Mãe, que sempre me acompanha.

 

 

À Igreja deixo o que sou.

 

A toda a humanidade quero dar o que tenho.

É pouco o que tenho. Mas é tudo o que sou. E quero entregar. Inteiramente.

Obrigado, Senhor.

Que eu nunca me canse de (Te) servir.

A minha pobre vida pertence-Te, Senhor.

Hoje como há vinte e quatro anos.

Toma-a em Tuas mãos.

Faz de mim o que quiseres.

Não poderei muito.

Mas Tu superas tudo.

Obrigado, meu Deus!

publicado por Theosfera às 00:51

Adolfo Correia Rocha nasceu, neste dia, há 106 anos. Andou um ano no Seminário de Lamego.

Diz que perdeu a fé. Mas reconheceu que nunca esqueceu Aquele que, porventura, até gostaria de negar.

«Deus. O pesadelo dos meus dia. Tive sempre a coragem de O negar, mas nunca a força para O esquecer»!

Miguel Torga mantém um legado imeperecível na nossa cultura!

publicado por Theosfera às 00:48

É pouco, quase nada, o que tenho.

Mas é tudo o que sou e quero entregar.

Inteiramente.

Obrigado, Senhor.

Que eu nunca me canse de (Te) servir.

A minha pobre vida pertence-Te, Senhor.

Foi há vinte e quatro anos (completam-se hoje) que comecei a ser o que sou.

Foi há vinte e quatro anos (completam-se hoje) que comecei a ser padre.

Para sofrer, para acolher, para ajudar, para orar, para sentir, para conter, para calar, a tudo estou disposto, Senhor.

Hoje como há vinte e quatro anos.

Em qualquer situação, o que quero é estar junto de Deus e perto de cada pessoa.

Obrigado, meu Deus!

Obrigado a todos!

publicado por Theosfera às 00:01

Domingo, 11 de Agosto de 2013

Como saber que uma pessoa é sincera?

Quem não é sincero conseguirá reconhecer a sinceridade?

Thomas Carlyle é peremptório: «Somente o sincero é que pode reconhecer a sinceridade»!

publicado por Theosfera às 20:09

O consumo é uma necessidade. Mas a cultura não é uma necessidade menor.

Aliás, o consumo da cultura evitará que se enverede por uma cultura do consumo.

Ortega y Gasset avisa: «A cultura é uma necessidade imprescindível de toda uma vida, é uma dimensão constitutiva da existência humana, como as mãos são um atributo do homem»!

publicado por Theosfera às 20:06

 

Tudo sobe para cima.

Tudo caminha para o alto.

Tudo tende para o fim.

 

E, na verdade, o que importa é o fim,

o fim para o qual nos chamas.

 

Tu, Senhor, chamas-nos para a felicidade,

para a alegria, para a justiça, para a paz.

Tu, Senhor, chamas-nos para Ti.

 

A vida é cheia de sinais.

É importante estar atento a eles.

É fundamental deixarmo-nos guiar por eles.

 

Neste mundo, tudo passa.

Nesta vida, tudo corre.

Neste tempo, tudo avança.

Só a Tua Palavra permanece, Senhor.

 

 

Obrigado por nos reunires,

por nos congregares,

por nos juntares.

 

De toda a parte Tu chamas,

Tu convocas,

Tu reúnes.

 

Obrigado, Senhor, pela esperança

E pelo ânimo,

Pelo vigor e pela presença.

 

 

 

O importante não é saber a hora do fim.

O fundamental é estar pronto, preparado, disponível.

 

Para Ti, Senhor, o fim não é destruição nem dissolução.

ConTigo, Senhor, o fim é plenitude, realização, felicidade.

 

Em Ti já sabemos o que nos espera.

Tu, Senhor, és a esperança e a certeza da esperança.

 

Tu já abriste as portas.

Tu já inauguraste os tempos últimos, os tempos novos.

 

ConTigo nada envelhece.

Em Ti tudo se renova.

Renova sempre a nossa vida,

JESUS!

publicado por Theosfera às 10:33

Hoje, 11 de Agosto, é dia de Sta. Clara de Assis, Sta. Susana e S. Maurício Tornay.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:59

Sábado, 10 de Agosto de 2013

Entre o ser e o parecer devia haver identidade.

Ao olhar para o que parece, devíamos estar em condições de ver o que é.

Sucede que a experiência mostra que entre ser e parecer existe distância, combustão, conflito.

Raramente as coisas são o que parecem e dificilmente parecem o que são.

O problema é que isto não se passa só com as coisas.

Com muitas pessoas passa-se o mesmo. Mas, graças a Deus, ainda há excepções.

Ainda há quem seja o que parece. E quem pareça o que é!

publicado por Theosfera às 13:06

Sofia Coppola reconhece que «a ausência de vida privada tornou-se moda».

E, mais do que moda, tornou-se um sufoco.

Eis o maior paradoxo de uma época decadente. Dá a impressão de que a coisa mais pública é a vida privada!

publicado por Theosfera às 12:16

Não está a ser fácil o presente dos simples. E ameaça tornar-se ainda mais difícil o futuro dos pobres.

Aliás, Stanislaw Lem parece estar cheio de razão quando anotou: «Nada envelhece tão depressa como o futuro».

De facto, o futuro depressa passa a presente e o presente depressa passa a passado.

O problema é que o futuro tende a replicar o presente. Não consegue ser alternativa. Algum dia o será?

Creio que fim. Temos de acreditar que sim!

publicado por Theosfera às 11:46

Qual a diferença entre o cientista e o artista?

Responde Karl Kraus: «O cientista não traz nada de novo. Só inventa o que tem utilidade. O artista descobre o que é inútil. Traz o novo».

publicado por Theosfera às 07:32

A solidão está sempre pronta para nos acompanhar. Estaremos nós preparados para a acolher?

Charles de Gaulle achava que a solidão era a companhia dos grandes homens.

E Miguel Torga (que, se fosse vivo, faria 106 anos na Segunda-Feira) confessava ter conquistado a liberdade, a duras penas, na companhia da solidão.

Mistérios que a vida tece.

De uma coisa, porém, não duvide. Quando todos o deixarem (tantas vezes isso acontece), a solidão não o abandonará.

E verá que até consegue conviver bem com ela!

publicado por Theosfera às 06:01

Muito se fala de Jorge Amado, que neste dia faria 101 anos.

Muitos o conhecem mais por causa do que viram do que por causa do que leram.

Algumas das suas obras foram vertidas para a televisão.

Gostava do Brasil, mas amava também Portugal.

Sinalizou este duplo amor de uma forma muito curiosa: «Deus nasceu no Brasil, mas emigrou para Portugal»!!!

publicado por Theosfera às 05:56

A melhor oração não é, pois, aquela em que não damos conta de mais nada. A melhor oração é aquela que nos ajuda a dar conta de tudo. Até do silêncio.

 

Abel Herserg assinala que um rabino viu que o seu filho estava em profunda oração. Nem dava conta de um bebé que chorava.

 

«Filho, não ouves?». Responde o filho: «Pai, eu não ouvi porque estava mergulhado em Deus». Replicou o rabino: «Meu filho, quando mergulhamos em Deus, até vemos uma mosca a andar pela parede».

 

A oração é o zénite da atenção.

 

Se Deus está em tudo, estar em Deus significa procurar encontrá-Lo em tudo!
publicado por Theosfera às 05:53

Hoje, dia 10 de Agosto, é dia de S. Lourenço e Sta. Filomena.

Refira-se que S. Lourenço é invocado contra o lumbago e os incêndios. É também o protector das bibliotecas. É ainda o padroeiro dos cozinheiros e dos hospedeiros.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:52

Sexta-feira, 09 de Agosto de 2013

Uma pequena chave pode abrir um enorme portão.

São os pequenos gestos que estão na base de grandes coisas.

Os maiores diálogos e, quem sabe, as mais profundas amizades começam sempre com estas simples palavras: «Bom dia».

Tão pouco! E, afinal, tanto em tão pouco!

publicado por Theosfera às 06:13

Hoje, 09 de Agosto, é dia de Sta. Teresa Benedita da Cruz (nome religioso da filósofa Edith Stein), S. Carlos Maria Leisner, S. Samuel de Edessa e S. João de Fermo ou da Alvérnia.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:57

A segunda bomba atómica foi lançada neste dia. Há 68 anos. «Ontem», portanto.

Que tenha sido a última vez.

Este é o nosso desejo. Mas poderá ser a nossa certeza?

publicado por Theosfera às 00:01

Quinta-feira, 08 de Agosto de 2013

Da universidade para o convento e do convento para o campo de concentração.

 

Assim pode ser condensado o percurso de uma das mulheres mais brilhantes do último século.

 

Edith Stein, transfigurada em Teresa Benedita da Cruz, investiu tudo na procura da verdade. Ao encontrá-la, mudou a vida, mudou de vida.

 

Deixou de ser discípula de um dos mais brilhantes filósofos do seu tempo para se tornar apóstola do mestre de todos os tempos.

 

De Husserl a Jesus, Edith Stein cresceu na sabedoria e desaguou na santidade.

 

Três anos antes do lançamento da segunda bomba atómica, esta mulher exalava o seu último suspiro.

 

Mas nem a morte apagou o rasto da sua vida.

publicado por Theosfera às 23:42

Tem corrido, desde há décadas, uma contenda entre as pessoas e os carros dentro da cidades.

Alegam alguns que o aumento de carros contribui para o decréscimo de pessoas.

Não tenho dados concretos. Mas tenho uma percepção. Quem está dentro dos carros são pessoas.

São os carros que trazem as pessoas às cidades. Os locais mais frequentados pelas pessoas são aqueles aonde os carros conseguem chegar: hipermercados, estádios, santuários, etc.

Esta é a evidência.

É claro que tem de haver equilíbrio e moderação.

A poluição aumenta. É bom andar a pé. E não é mau usar transportes públicos.

Mas tudo com subtileza. Porque uma coisa é certa: a tendência das pessoas é, cada vez mais, ir aonde os carros vão.

Se o carro não vai, as pessoas optarão por ir para onde o carro as leva.

Com serenidade e ponderação, penso que as cidades serão espaços de harmonia e geradoras de felicidade!

publicado por Theosfera às 11:00

Dizem que há menos 66 mil desempregados no país. Alegremo-nos.

Mas garantem-nos que ainda há 886 mil desempregados no país. Que razões há para festejar?

Haverá menos nuvens. Mas o horizonte mantém-se nublado.

Muito trabalho há pela frente.

Que, pelo menos, não impeçam os trabalhadores de fazer o que sabem fazer: trabalhar!

publicado por Theosfera às 10:20

O discernimento é fundamental em tudo. Sobretudo na vida.

Jean Cocteau assinalou que «o discernimento consiste em saber até onde se pode ir».

Isso é o que importa. E isso é o que, muitas vezes, falta!

publicado por Theosfera às 09:49

A maturidade não é uma evidência etária.

Há quem seja maduro com pouca idade. Há quem se mantenha imaturo com muita idade.

Hugo Hofmannsthal assinalou: «Crianças precoces e velhos imaturos há bastantes em certos estados em que o mundo por vezes se encontra».

No fundo, seremos sempre adolescentes, estamos sempre a crescer.

Importante é que nos aproximemos da maturidade!

publicado por Theosfera às 09:39

A vida é composta pelo sonho de justiça e, muitas vezes, descomposta com a realidade da injustiça.

Na vida, muitos são os que trabalham para outros.

Já Ambrose Bierce notou que o «trabalho é um dos processos através dos quais A cria riqueza para B».

Dir-se-á que acaba por ser inevitável. Mas terá de ser sempre assim?

publicado por Theosfera às 09:36

Hoje, 08 de Agosto, é dia de S. Domingos (Fundador da Ordem dos Pregadores), 14 Santos Auxiliadores e Sta. Maria Margarida do Sagrado Coração, Fundadora das Irmãs Mínimas do Sagrado Coração.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:57

Quarta-feira, 07 de Agosto de 2013

Grande miséria é não ter recursos. Mas maior miséria é perder a confiança.

O Padre António Vieira já o notou há séculos: «A maior miséria da vida humana é não haver neste mundo de quem fiar».

Não seria tão pessimista, apesar de tudo.

Ainda há excepções. Ainda existem pessoas de excepção.

Mas, de facto, as excepções quanto à confiança são cada vez mais raras!

publicado por Theosfera às 10:29

Acaba por ser inevitável, mas é preocupante.

Há quem valorize os outros pelo lugar, pelo estatuto, pelo poder e até pela pose.

Mas, a montante e muito acima disso, a pessoa vale por ser pessoa.

Pode ser pobre, humilde, discreta. Mas é pessoa.

O mal não é a atenção que se dá aos grandes, mas a pouca atenção que se dispensa aos pequenos.

O problema não está nos simples. O problema está em quem não olha para eles ou em quem olha para eles de cima para baixo.

Quando deixaremos o aparato para nos concentrarmos no essencial?

No que respeita à humanidade, ninguém é mais, ninguém é menos.

Basta sermos igualmente humanos para vermos tudo de modo diferente. Para nos vermos a todos como irmãos!

publicado por Theosfera às 10:24

A Bíblia proíbe a acepção de pessoas (cf. Tgo 2, 9).

As autoridades devem ser respeitadas. Mas toda a pessoa deve ser bem acolhida.

Aliás, as autoridades estão ao serviço das pessoas.

Por isso, não pode haver preferidos nem preteridos. E, em obediência a Jesus Cristo, se algum tratamento de preferência houver, que seja para os pequenos, para os simples, para os humildes, para os sofredores.

Somos chamados a constituir uma família, uma casa de irmãos.

Nessa casa de irmãos, ninguém é especial; todos são únicos.

Para essa casa de irmãos ninguém será especialmente convidado; todos serão igualmente bem-vindos!

publicado por Theosfera às 10:04

1. O tempo passa, mas as surpresas não param. O Santo Padre não cessa de nos surpreender.

Surpreende-nos nas palavras e nas atitudes. Surpreende-nos nos gestos e nos sinais. Primeiro estranha-se. Mas depressa se entranha.

 

2. Crentes e não crentes não escondem o deslumbramento nem disfarçam uma certa excitação.

O momento é, pois, de encantamento. O mundo está encantado com Francisco e Francisco não parece desencantado com o mundo.

 

3. Daí o clima de uma quase «lua-de-mel» entre o mundo e o Papa.

Muitos não ocultam sequer aquela «sóbria ebriedade» e aquela «ébria sobriedade» de que falavam os primeiros cristãos.

 

4. Há realismo nas palavras, mas não se adivinha pessimismo na voz. O tom até se mostra intimista, como se estivesse a tutear ao ouvido de cada um.

O Papa tem consciência dos problemas e é muito sensível aos dramas. Mas nunca reprime um convicto ar de esperança.

 

5. O que mais extasia as pessoas — e o que verdadeiramente prende a atenção  — é a humildade, é o despojamento, é a pobreza.

Francisco prega, não se apregoa. É o Papa, mas não se declara (nem se assina) como Papa. Está em Roma, mas não vive no Palácio.

 

6. A sua missão implica governar. Mas Francisco não governa tanto por decreto. Prefere governar, acima de tudo, pelo exemplo. Até porque, como já notara Giuseppe de Lucca, «a melhor maneira de dizer as coisas é fazê-las».

Francisco não se limita a apontar o que tem de ser feito. Testemunha, com simplicidade, o que procura fazer.

 

7. Há quem esteja preocupado com eventuais quebras na tradição. Mas Francisco até vai mais longe na tradição.

Ele está a recuperar não só o que era notório nos últimos séculos, mas também o que era palpável nos primeiros tempos: a fraternidade, o sentir-se irmão de todos.

 

 

8. Com Francisco, estaremos envolvidos pela realidade de muitos acontecimentos. Mas seremos sobretudo mobilizados para o acontecimento da realidade: da realidade de cada pessoa, da realidade de cada situação das pessoas.

Não basta encher praças durante uns dias. É fundamental preencher a vida, todos os dias.

 

 

9. Os que costumam estar atrás (os pobres e os injustiçados) terão de estar na linha da frente de todas as prioridades.

Aos olhos de muitos, Francisco tem tornado mais tangível a bondade, a mansidão e a misericórdia.

 

10. As pessoas sentem que qualquer coisa de bom — e de belo — está em marcha.

Sem pressas. E sem pausas!

publicado por Theosfera às 09:56

Hoje, 07 de Agosto, é dia de S. Sisto II, S. Caetano, Sto. Alberto de Trápani, Sto. Agatângelo de Vêndome e S. Cassiano de Nantes.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:56

Terça-feira, 06 de Agosto de 2013

A amizade pode acabar? Não, não pode.

Se acaba é porque, na verdade, nunca tinha começado.

Amigo uma vez tem de ser amigo sempre, como lembrava Alexandre O'Neill. 

Daí que Sto. Aelredo de Rivaulx tenha concluído de forma assertiva: «Uma amizade que acaba nunca foi verdadeira amizade».

O problema é que tudo isto só se consegue saber depois. E é muito desconfortável perceber que algo que imaginávamos ter acontecido afinal não aconteceu.

A ilusão fascina, mas também magoa.

Temos de estar preparados para tudo. E temos de estar reconhecidos às excepções.

Ainda há amigos para sempre. Ainda há quem demonstre que a amizade pertence ao que não passa!

publicado por Theosfera às 22:52

O Credo não fala só de Deus. O Credo também fala do homem na sua relação com Deus.

No fundo e como adverte Timothy Radcliffe, «o Credo brinda-nos com um outro modo de contar a história da humanidade. O Credo é uma história de amor».

Enquanto história de fé, só pode ser história de amor.

Só há fé quando existe amor. O amor é a fé vivenciada!

publicado por Theosfera às 22:23

E eis que, à medida que Agosto cresce, o tempo parece que decresce.

A mancha diurna de cada jornada vai-se encolhendo.

A noite visita-nos mais cedo. O sol vai acordando um pouco mais tarde.

Confesso que a companhia deste sopro crepuscular apazigua o espírito e tonifica a vontade.

É como se a natureza estivesse a pedir-nos mais tempo para meditar, para calar, para olhar o que, habitualmente, não é visto: o lado de dentro!

publicado por Theosfera às 21:35

Nós, os crentes, não podemos ignorar que somos cidadãos do céu.

Mas também não podemos esquecer que somos habitantes da terra.

Deus está presente no céu. Mas também não está ausente na terra.

Não podemos subestimar os nossos deveres para com a terra.

Não há céu sem terra. O céu começa na terra.

Quanto mais nos empenharmos na justiça e na paz na terra, tanto mais estaremos a antecipar o céu.

Não fechemos os olhos à realidade.

Deus (também) está aqui. Em cada ser humano!

publicado por Theosfera às 10:05

Diz a parábola que havia três irmãos (a água, o nevoeiro e a vergonha) que, um dia, resolveram apartar-se.

Para facilitarem o reencontro, combinaram o lugar onde cada um estaria. A água andaria pelo fundo das terras e o nevoeiro pelos vales.

O problema era a vergonha. Quem a perdesse, nunca mais a encontraria!

publicado por Theosfera às 10:00

Para muitos, o «argumento» decisivo é o estômago. É pelo estômago que tentam convencer os outros.

Samuel Jonhson assinalou: «Quem não se importa com o próprio estômago, dificilmente se importará com outra coisa».

Eu julgo que não. O «estômago» não é tudo. Muito menos, o nosso «estômago».

Há mais vida para lá de nós!

publicado por Theosfera às 09:53

A moral pode não ser científica. Mas a ciência não pode ser moral.

Eis o que pensava Jules Poincaré: «Não é possível que exista uma moral científica; mas também não é possível que haja uma ciência imoral».

O problema é que nem sempre a ciência está imune ao assédio da imoralidade. A moral é sempre necessária. E cada vez mais indispensável!

publicado por Theosfera às 09:48

Pensar é aliciante, mas não é fácil.

Pensar pela própria cabeça (e não apenas pela cabeça dos outros) acarreta, geralmente, um preço muito elevado.

Já Lichtenberg notava: «Nada contribui mais para a serenidade da alma do que não termos qualquer opinião».

Mas esta é uma serenidade pela negativa.

Bela é a serenidade de assumirmos o que pensamos e o que vivemos.

Sem arrogância. Mas também sem vergonha. Somente (e sempre) com coerência!

publicado por Theosfera às 09:41

Da aurora dos tempos vem-nos, via Pitágoras, um precioso (e imprescritível) conselho: «Escuta e serás sábio. O começo da sabedoria é o silêncio».

Diria que é o começo e, não poucas vezes, o meio e o fim. Da sabedoria e de (quase) tudo!

publicado por Theosfera às 09:23

Foi em Hiroshima, em 1945.

Completam-se, hoje, 68 anos do lançamento da primeira bomba atómica.

A segunda guerra caminhava para o fim, mas a paz estava longe de ser garantida.

Ficou demonstrado que o potencial destruidor do Homem é brutalmente forte.

publicado por Theosfera às 07:05

Hoje, 06 de Agosto, é dia da Transfiguração do Senhor (festa celebrada, em alguns locais, como do Santíssimo Salvador), S. Justo e S. Pastor.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:59

Segunda-feira, 05 de Agosto de 2013

6 de Agosto de 1978. Era Domingo.

Há 35 anos, tinha eu 13, acompanhava meus Pais numa visita pelos campos.

Liguei o pequeno transistor para ouvir uma partida de hóquei em patins.

De repente, a emissão é interrompida. Tinha morrido o Papa.

Paulo VI terminava a sua jornada terrena.

Foi um papa incompreendido, comedido nas atitudes. Mas tinha gestos surpreendentes e palavras profundas.

Finalizou a obra iniciada por João XXIII: o Concílio Vaticano II.

Transportou a Igreja para o nosso tempo.

Sofreu alguns vendavais. Mas ele nunca respondeu com qualquer tempestade.

Manteve sempre um porte sereno, acolhedor, sofrido. E sempre alentador!

publicado por Theosfera às 23:37

Há coisas em que parecemos incorrigíveis.

Muitas vezes, quando olhamos para cima, não olhamos para o céu, nem para Deus. Olhamos para os lugares da frente.

E, no fundo, sentimos algum pesar por lá não estarmos.

Acontece que nem sempre há grandeza no que é grande. Pelo contrário, há sempre muita grandeza no pequeno.

Para Deus, sobe-se descendo. As pessoas mais parecidas com Deus são as mais simples, as mais humildes.

Teimamos em olhar para cima para subir. Seria bom que olhássemos mais para baixo para aprender.

As melhores pessoas são as mais simples. Infelizmente, são as mais esquecidas.

Mas são elas que trabalham para outros possam brilhar. Até nisso são grandes. Dão tudo pelos outros e até são capazes de dar o palco aos outros.

As pessoas humildes são sãs, são chãs. Sabem à terra. E sabem a Deus na Terra!

publicado por Theosfera às 10:53

Tudo começa pelo princípio.

É um truísmo, uma evidência, mas uma evidência tantas vezes esquecida.

Não há futuro sem passado. Ignorar o passado não é apostar no futuro, é comprometer o futuro.

Ambrose Bierce avisa. «Ontem: a infância da juventude, a juventude da idade adulta, todo o passado da velhice».

O que fomos é o chão onde germina o que somos!

publicado por Theosfera às 10:40

Problemática é a educação. Fascinante será sempre a educação.

Que se pode obter na educação? Ciência, sem dúvida. Mas também consciência. E também conduta.

Mas não só. Nietzsche achava que a educação até nos devia ajudar a lidar com a solidão: «Paulatinamente esclareceu-se, para mim, a mais comum deficiência de nosso tipo de formação e educação: ninguém aprende, ninguém aspira, ninguém ensina - a suportar a solidão».

É importante estarmos abertos ao convívio. Mas é indispensável não estarmos totalmente impreparados para a solidão.

Tudo é preciso na vida!

publicado por Theosfera às 10:30

Pensamos que a inconsciência será uma fragilidade da consciência.

Mas Fernando Pessoa, pelo contrário, achava que «a consciência é o maior prodígio da inconsciência».

Seremos maximamente inconscientes quando procuramos ser conscientes?

Estará a nossa existência marcada por uma inconsciência estrutural?

Não há dúvida de que nunca conheceremos tudo, nunca estaremos conscientes de tudo. Mas que, ao menos, tomemos as devidas cautelas.

Que sejamos conscientes dos nossos limites. E que não perturbemos a vida dos outros!

publicado por Theosfera às 10:07

O que gera o acto de pensar? O que está na origem da Filosofia?

Alguns, como Jaspers, dizem que é o espanto. Outros, como Thomas Hobbes, asseguram que é a ociosidade: «A ociosidade é a mãe da filosofia».

Será que a actividade litiga com o pensamento? Será que o pensamento não é uma actividade?

Porventura, é necessário suspender um pouco a actividade quotidiana e criar uma distância em relação a ela para melhor poder reflectir sobre ela. E, desse modo, será mais exequível melhorá-la!

publicado por Theosfera às 09:58

Hoje, 05 de Agosto, é dia de Sta. Maria Maior (ou Nossa Senhora das Neves), Sto. Abel de Reims e Sto. Emídio.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:58

Domingo, 04 de Agosto de 2013

Eu Te bendigo, Senhor
com a fragilidade do meu ser
e a debilidade das minhas palavras,
por tantas maravilhas e por tanto amor que semeias no coração de cada homem.

 

Eu Te bendigo, Senhor
pela simplicidade da Tua presença
e pelo despojamento do Teu estar.

 

Obrigado é pouco para agradecer,
mas é tudo o que temos para Te bendizer.

 

Obrigado, pois,
por seres Pão e Paz,
na Missa que celebramos
e na Missão a que nos entregamos.

 

Obrigado por seres Pão e Paz
num mundo dilacerado pela fome e martirizado pela guerra.

 

Fome de Ti sempre!
Fome de Pão nunca!

 

Que o pão nunca falte nas mesas
e que a paz nunca se extinga nos corações.

 

Que jamais esqueçamos, por isso,
que a Eucaristia nunca termina.

 

Que possamos compreender que o "ide em paz"
não é despedida, mas envio.

 

Queremos trazer-Te connosco,
queremos ser sacrários vivos onde todos Te possam encontrar e reconhecer.

 

Obrigado, Senhor,
por seres Pão e Paz.

 

Obrigado por nunca faltares à Tua promessa.
Prometeste ficar connosco e connosco estás.

Sacia a nossa sede de verdade e de justiça.

Pedimos-Te pelos mais pequenos, pelos mais pobres e pelos mais desfavorecidos,
pelos mais sacrificados e por aqueles a quem exigem sempre mais sacrifícios.


Ensina-nos, Senhor,
a sermos mais humanos e fraternos.

 

Que com Maria, Tua e nossa Mãe,
aprendamos a ser Eucaristia para o mundo.

 

Obrigado, Senhor, por vires sempre connosco.
Leva-nos sempre conTigo,
Conduz-nos sempre para Ti,
para Ti que és a Paz,
JESUS!

publicado por Theosfera às 21:32

O que é grande é humilde, o que é humilde é (muito) grande.

Há sempre um despojamento nas pessoas de excepção.

Miguel Torga detestava a fama. ~

Queria que olhassem para a sua obra, não para ele: «Quem quiser conhecer-me, leia-me»!

publicado por Theosfera às 09:02

Afinal, a crise não é como o sol. Quando nasce, a crise não é para todos.

Dizem alguns estudos que a recente querela político-partidária fez aumentar o consumo da televisão e a venda de jornais.

Há sempre sol por cima das nuvens!

publicado por Theosfera às 08:58

É difícil perceber cabalmente o que se passa no mundo.

O progresso, que há anos parecia irreversível, parece estar a recuar.

O descontentamento é crescente. A revolta é preocupante. Que se passa, afinal?

Francis Fukuyama entende que estamos a assistir a uma «revolução global da classe média».

É esta classe que não quer voltar para onde já esteve. Mas que, ao mesmo tempo, sente que não está a conseguir estar onde se habituou a estar.

Que, no meio da intempérie, a justiça não falte e a paz não desfaleça!

publicado por Theosfera às 08:55

Coisa estranha sentimos frequentemente.

Sabemos falar as línguas que se usam lá fora e temos dificuldade em entender a linguagem que se usa cá dentro.

Por vezes, temos a sensação de que é mais fácil falar inglês, francês e até alemão do que perceber o português que alguns usam em Portugal.

Parece uma novilíngua de sabor cabalístico.

Quando ouvimos falar de «swaps», «contratos tóxicos», «mercados», etc., ficamos com a impressão de que nos estão a esconder algo em vez de nos estarem a dizer alguma coisa.

Dizem que é a falar que a gente se entende. Mas, às vezes, parece que é a falar que alguns nos querem desentender!

publicado por Theosfera às 08:50

Há um grande mistério que nos acompanha.

Não entendemos tudo de uma vez. Alguma vez entenderemos tudo perfeitamente?

Miguel Torga dizia que as pessoas «são como as obras de arte; é preciso que não se entenda tudo delas de uma vez».

Só em Deus nos (re)conheceremos totalmente!

publicado por Theosfera às 08:44

O génio é feito de talento. Mas é possível que o génio tenha algo mais que o talento.

Schopenhauer aponta a diferença: «Os talentos atingem metas que ninguém mais pode atingir; os génios atingem metas que ninguém jamais consegue ver».

E isso é o que falta, hoje. Mas o curioso que há gente humilde que parece ver melhor que muitos que se reputam de génios.

Será que os verdadeiros génios estão na base? Eu não tenho dúvidas.

Os simples e humildes sabem olhar para a vida.

O problema é que muitos não sabem (nem querem) olhar para a mesma vida com os olhos dos simples e dos humildes!

publicado por Theosfera às 08:39

Os juízos que, muitas vezes, fazemos dos outros não passam de projecções do que nós faríamos no lugar deles.

Achamos que os outros são espelhos nossos.

Henry Menken exemplifica: «É difícil acreditar que um homem está a dizer a verdade quando você sabe que mentiria se estivesse no lugar dele».

Mas os que mentem tenham uma coisa presente: há quem seja diferente, há quem seja íntegro, verdadeiro.

publicado por Theosfera às 08:30

Achava Stendhal que «nada paralisa mais a imaginação do que o apelo à memória».

Poderá ser se tal apelo criar dependência. Mas, muitas vezes, a memória é o grande combustível da imaginação e o maior alimento do progresso.

Olhar para o que já aconteceu ajuda a evitar que o passado se repita.

A mudança começa sempre pelo conhecimento do passado que se pretende transformar!

publicado por Theosfera às 08:23

Hoje, 04 de Agosto, XVIII Domingo do Tempo Comum, é dia de S. João Maria Vianey (St. Cura d'Ars), Sto. Aristarco, Sto. Eleutério de Társia, S. Gonçalo e S. Rúben Estilita.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:57

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