O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 23 de Agosto de 2013

A arte vê-se por fora, mas começa por dentro.

O verdadeiro artista não é só o que tem talento. É sobretudo aquele que tem alma.

Tem de haver uma sadia ingenuidade e uma luminosa pureza.

Katherine Mansfield assinala: «Se nos é impossível permanecermos puros, não tentemos ser artistas».

Para quem é puro tudo é puro!

publicado por Theosfera às 09:48

Hoje, 23 de Agosto, é dia de Sta. Rosa de Lima, S. Filipe Benício e S. Bernardo de Offida.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:02

Quinta-feira, 22 de Agosto de 2013

Quem provoca a guerra resguarda-se.

Nada sofre. Ou, se sofre, só sofre no fim, depois de muitos outros terem sofrido.

Paul Valéry dizia que «a guerra é um massacre entre pessoas que não se conhecem para proveito de pessoas que conhecem, mas não se massacram».

De facto, dói ver os senhores da guerra resguardados enquanto as vítimas da guerra se atolam pelas ruas.

Agora é a Síria. Mas não só. O cenário repete-se.

A instrumentalização da pessoa atinge o seu zénite. Mobilizam-se seres humanos, usam-se seres humanos, eliminam-se seres humanos para quê?

Os caprichos de uns e os interesses de muitos resultam numa imensa tragédia para todos!

publicado por Theosfera às 10:27

Na vida, somos todos incompletos, insuficientes, indigentes.

A insatisfação acompanha-nos. Uns são marcados pela necessidade. Outros são tolhidos pela ambição.

Já na antiguidade, Públio Siro notava: «À pobreza faltam muitas coisas, à avidez falta tudo».

O mundo, como reconhecia Gandhi, tem recursos que chegam para as necessidades de todos. Mas parece não ter riqueza bastante para a ambição de alguns.

É por isso que não sabemos quem está mais acorrentado. Aquele que só pensa no lucro acaba por ser mais indigente.

Se fosse mais livre, se libertasse algo do que lhe sobra, muitos estariam melhor.

O supérfluo de alguns é o essencial para muitos. Para que muitos possam ter mais, outros têm de aceitar ter (um pouco) menos.

Será possível?

publicado por Theosfera às 10:13

Hoje, 22 de Agosto, é dia da Virgem Santa Maria Rainha e S. Sionforiano.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:04

Quarta-feira, 21 de Agosto de 2013

«Esta pessoa é boa», ouve-se. «Esta pessoa é má», escuta-se.

O curioso é que, muitas vezes, coisas tão díspares são ditas acerca da mesma pessoa. Como é possível tamanha discrepância?

Nem os outros nem nós somos objectos; por isso não conseguimos ser totalmente objectivos.

Os outros e nós mesmos somos sujeitos; nessa medida, seremos sempre subjectivos.

É neste sentido que, no fundo, começamos a ver os outros não como eles são, mas como nós somos.

Habitualmente, é muito tarde quando em nós se imprime o que os outros efectivamente são.

A sensação dominante é a decepção.

Geralmente, leva muito tempo a que o lado escondido se revele.

Há quem encene muito bem. Só que a vida não é um palco contínuo.

E acaba por chegar o momento em que aquilo que está dentro salta cá para fora!

publicado por Theosfera às 12:06

Achava Octavio Paz que existe «uma injustiça inerente ao capitalismo».

A experiência assim o atesta, de facto.

O problema é que as alternativas não têm conseguido amenizar (nem, muito menos, extinguir) os estilhaços de tal injustiça.

E enquanto se discute o capital e a sua injustiça, há tanta gente a sofrer.

Enquanto uns estão a pensar, outros estão a penar.

Até quando?

publicado por Theosfera às 10:54

O que haveria, afinal, antes do início?

Crescem as respostas, adensa-se o mistério.

Segundo um físico de Oxford, o «big bang», ocorrido há quase 14 mil milhões de anos, terá sido o princípio: não do universo, mas deste universo.

Tal explosão configurou, portanto, o fim de um putativo universo anterior.

Em todo o final se entrevê um começo?

publicado por Theosfera às 10:50

Para refazer alguma coisa, é necessário desfazer tanta coisa.

Bakunine achava que «a paixão pela destruição é uma paixão criativa».

Nem sempre, convenhamos. Mas sem desconstrução é quase impossível haver reconstrução.

É preciso ter humildade para reconhecer as falhas.

É fundamental não deixar de ter coragem para corrigir os erros!

publicado por Theosfera às 10:44

Nem sempre as montanhas são trilhadas em sentido ascendente.

Nem todos os caminhos são andados para a frente.

Nas montanhas também caímos. Nos caminhos também recuamos.

O que nos faz cair e recuar na vida? Muitas vezes, é o medo diante das dificuldades e dos contratempos.

Nélson Mandela, porém, é de outra têmpera: «Perigos e dificuldade não nos travaram no passado e não nos assustarão agora, mas devemos preparar-nos para eles, como homens determinados quanto ao que pretendem e que não perdem tempo com conversas vãs e inacção».

Mesmo depois de cair, é preciso continuar. Recuar jamais!

publicado por Theosfera às 10:40

No plano do ter, haverá duas formas de as pessoas se sentirem realizadas: ou terem o que desejam ou não desejar ter.

No primeiro caso, haverá constante ansiedade. Nunca se terá quanto se deseja e haverá sempre medo de se perder o que se possui.

No segundo caso, pode não haver euforia, mas também não haverá lugar para depressões. Quem não ambiciona também não sofrerá.

Já dizia Cervantes: «Não desejes e serás o homem mais rico do mundo».

Concedo que não será tanto assim. Mas, em grande parte, poderá ser assim.

A filosofia budista está ancorada na eliminação do desejo. Pelo menos, não se sofre tanto.

Há que ser moderado também neste campo.

Uma coisa, porém, é certa.

Quando o desejo se concentra, imoderadamente, na posse, nunca há felicidade que baste. Nem riqueza que chegue!

publicado por Theosfera às 10:32

Hoje, 21 de Agosto, é dia de S. Pio X, S. Sidónio Apolinar, Sta. Umbelina e Sta. Vitória Rasoamanarive.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:00

Terça-feira, 20 de Agosto de 2013

Vem da aurora dos tempos e John Kennedy fez questão de no-lo recordar: «Em chinês, a palavra "crise" compõe-se de dois caracteres: um representa perigo e o outro representa oportunidade».

Acontece que, na hora que passa, parece que só reparamos nos perigos.

Estamos tolhidos pelos perigos. Mas, atenção, onde há perigos acaba por haver sempre oportunidades.

Um perigo pode atirar-nos para o abismo. Mas não nos impede que subamos às alturas.

Um perigo é um convite à determinação, à ousadia, à persistência.

Não comecemos a desistir. E nunca desistamos de começar.

Hoje. Amanhã. E sempre!

publicado por Theosfera às 10:02

Às vezes, a defesa de certos valores é um disfarce para a ausência de outros valores, igualmente importantes.

Quem não defende a franqueza? Mas, não raramente, a franqueza esconde toneladas de grosseria.

A coragem e a frontalidade não requerem, necessariamente, a companhia da má-educação.

Pelo contrário, a delicadeza reforça sempre a franqueza.

Pode não parecer tão repentinamente eficaz. Mas, a longo prazo, acaba por ser revelar mais eficiente!

publicado por Theosfera às 09:54

Ser desnaturado não é necessariamente um mal.

Também não diria, como Oscar Wilde, que é um sinal de grandeza.

Mas é indiscutível que, muitas vezes, é imperioso ir mais além da natureza.

O ser humano é natural, mas também sobrenatural ou, como lembra Luís Ladaria, «supracriatural».

E, por estranho que pareça, é quando parece que se supera que a natureza mais se realiza.

Ficar só pelo nível instintivo ou pelo plano pulsional não chega.

A natureza precisa de mais para ser ela mesma!

publicado por Theosfera às 09:49

A sabedoria é o alicerce da mudança. Mas será que, como defendia Montesquieu, «a ignorância é a mãe das tradições?»

Algumas tradições estribam, sem dúvida, no frontal da ignorância. Mas outras tradições assentam na clareira da sabedoria.

Há que saber discernir. Há que não ser precipitado.

Nem tudo o que vem do passado nos amarra ao passado.

O que vem de trás pode ajudar-nos a caminhar com mais segurança para a frente!

publicado por Theosfera às 09:41

Hoje, 20 de Agosto, é dia de S. Bernardo de Claraval e S. Felisberto.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:06

Segunda-feira, 19 de Agosto de 2013

Foi há 50 anos. Foi a 31 de Maio de 1963.

Nesse dia, morreu um dos lamecenses mais ilustres: o Dr. Alfredo de Sousa.

Foi deputado, ministro e presidente da câmara.

Muito do que esta cidade é hoje deve-se a ele.

O seu nome aparece numa rua. A sua figura não devia desaparecer da memória.

Num ano singular, justificava-se uma comemoração especial.

O ano do cinquentenário ainda está em curso.

Além da obra, Alfredo de Sousa foi grande pela dignidade, pelo porte, pelo exemplo.

Vidas assim não prescrevem. Vidas assim são lições perenes. À espera de serem apre(e)ndidas!

publicado por Theosfera às 10:16

Há dez anos, neste dia, foi morto Sérgio Vieira de Mello.

Dez anos depois, há muitas perguntas sem resposta acerca do atentado que o vitimou.

Foi um apóstolo da reconciliação em Timor. E um artífice da paz no Iraque.

Caiu. Mas nem na morte vacilou!

publicado por Theosfera às 10:09

O mundo sofre não apenas pela acção dos maus. Sofre também pela inacção dos bons.

Luther King lamentava-se, testeficando que aquilo que o penalizava não era o grito dos maus, mas o silêncio dos bons.

Voltaire perguntava: «Não será uma vergonha que os fanáticos sejam zelosos e que os sábios se desmazelem?»

A mediocridade é atrevida, gosta de tomar a iniciativa. É por isso que, muitas vezes, a sabedoria não surte. Quando chega, o espaço já está ocupado.

A sabedoria tem de fazer um trabalho humilde.

Tem de ir para o terreno. Tem de se mostrar convincente e cativante!

publicado por Theosfera às 10:05

Em tudo há um misto de revelação e ocultamento.

Nunca somos totalmente transparentes. Nunca conseguimos ser plenamente opacos.

Nadine Gordiner reconhecia que «a poesia é, ao mesmo tempo, um esconderijo e um altifalante».

Fica sempre algo por dizer mesmo quando tudo queremos comunicar. E subsiste sempre algo dito mesmo quando nos recusamos a falar.

Grande mistério é a nossa vida. Profundo mistério somos nós, cada um de nós!

publicado por Theosfera às 09:59

É importante saber viver. É edificante saber morrer.

A experiência diz que, habitualmente, morre-se conforme se vive.

Talvez nunca estejamos totalmente preparados. Marguerite Yourcenar descreve: «A morte surgia-lhe como uma consagração de que só os mais puros são dignos: muitos homens desfazem-se, poucos morrem».

Num certo sentido, viver é aprender a morrer.

Afinal, começamos a morrer quando nascemos.

E, no fundo, nunca deixamos de sobreviver. Mesmo quando morremos.

Deus é morticida. Ele mata a morte.

Quem vive em Deus sobrevive para sempre!

publicado por Theosfera às 09:54

O saber não ocupa lugar, diz avisadamente o povo.

E Séneca ia até mais longe: «É melhor saber coisas inúteis do que não saber nada».

Haverá coisa mais inútil do que nada saber?

publicado por Theosfera às 09:49

Hoje, 19 de Agosto, é dia de S. João Eudes, Sto. Ezequiel Dias Moreno, S. Luís de Toulouse e S. Bernardo de Tolomai.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:04

A 19 de Agosto de 1991, houve a tentativa de fazer recuar o processo de democratização na Rússia.

 

Gorbachev, Ieltsin e o povo foram determinantes.

 

Um regime implodiu. Mas, curiosamente, o fim do comunismo soviético constituiu o maior certificado da falência do capitalismo ocidental.

 

O adversário deixou de estar fora. Passou a estar dentro.

 

Como disse Nouriel Roubini, o Malagrida dos desastres financeiros, «o capitalismo pode autodestruir-se».

 

A humanidade, a leste e a oeste, sente-se à deriva.

 

Como nota Lipovetsky, este é o tempo da decepção.

publicado por Theosfera às 06:08

Domingo, 18 de Agosto de 2013

Obrigado, Senhor, Deus Santo,

fortaleza dos débeis.

 

Tu vens lançar fogo à terra,

não o fogo da guerra nem da injustiça,

mas o flamejante fogo da paz e da concórdia,

da misericórdia e da esperança.

 

Tu provocas a divisão,

não porque a desejes,

mas porque sabes que quem Te segue

encontra o que Tu encontraste:

a divisão, a incompreensão e a perseguição.

 

É doloroso o sofrimento,

mas bendita é a Cruz quando a pegamos com amor,

como Tu.

 

Dá-nos, Senhor,

a força da paz e da determinação em seguir os Teus passos,

em pisar os Teus caminhos.

 

Que sejamos dignos de Te seguir,

de estar conTigo,

como Maria,

a Tua e nossa querida Mãe,

JESUS!

publicado por Theosfera às 10:53

Os ricos ajudam os pobres? Mas os pobres trabalham para os ricos.

José Rodrigues Miguéis reconhecia que, «para haver um rico, são precisos cem pobres».

Era bom que se olhasse mais para o lado de baixo. Sem o que está em baixo nada existe em cima.

Há sempre alguém escondido a trabalhar para que outro alguém possa brilhar!

publicado por Theosfera às 08:54

Eu sei que, nesta hora, a tentação da resignação é grande.

Reconhecer a realidade não significa que tenhamos de nos resignar perante ela.

Já dizia Balzac que «a resignação é um suicídio quotidiano». É uma forma de irmos morrendo aos poucos.

Por vezes, é preciso buscar forças onde não as temos. Mas há sempre uma força maior que nos visita: a força d'Aquele que até a morte venceu.

Não deixemos que a morte apresse a vida. Façamos tudo para a vida ilumine a própria morte.

Não é fácil. Mas nunca comecemos a desistir. Nem desistamos de começar!

publicado por Theosfera às 08:47

Será que o passado passa completamente?

Oscar Wilde entendia que o principal encanto do passado era que já passou.

Máximo Gorky era de opinião que «a carruagem do passado não nos leva longe». Mas, pelo menos, traz-nos até ao presente.

O passado não pode ser uma prisão. Mas é sempre um chão. Que seja um chão fecundo. Que nos ajude a subir. E que não nos impeça de voar.

Uma coisa é certa. Sem o que fomos, não seríamos o que somos!

publicado por Theosfera às 08:40

Há muitas formas de nos relacionarmos.

A ler também nos podemos conhecer. A ler podemos conhecer não apenas palavras e conceitos, mas também as pessoas que nos fornecem tais palavras e conceitos.

A ler até nos podemos tornar amigos de quem escreve.

Era, pelo menos, o que pensava Hermann Hesse: «Ler um livro é para o bom leitor conhecer a pessoa e o modo de pensar de alguém que lhe é estranho. É procurar compreendê-lo e, sempre que possível, fazer dele um amigo»!

publicado por Theosfera às 08:36

As pessoas cerebrais serão as mais sábias?

As pessoas que aparentam não ter sentimentos serão as mais inteligentes?

Leonardo da Vinci era taxativo: «Todo o nosso conhecimento se inicia com sentimentos».

Zubiri achava que não se podia separar o entendimento e a sensibilidade.

A apreensão da realidade vem pelo sentimento. O sentimento é a porta de entrada do real em nós.

É por isso que, zubirianamente falando, pensar não é mover-se, é comover-se.

Pensar é mover-se pelos outros, para os outros, com os outros.

Não existe eu sem tu. O outro faz parte de nós!

publicado por Theosfera às 08:29

Hoje, 18 de Agosto, XX Domingo do Tempo Comum, é dia de Sta. Helena da Cruz, Sto. Agapito e Sto. Alberto Hurtado Cruchaga.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:01

Sábado, 17 de Agosto de 2013

Creio numa Igreja perto de Deus.

Creio numa Igreja perto do Homem.

Creio numa Igreja orante.

Creio numa Igreja humilde.

Creio numa Igreja embebida no Evangelho, amassada na esperança, aberta ao Espírito, comprometida na justiça, militante da Paz.

Essa é a Igreja de Cristo.

Essa é a Igreja de todos.

Que Ela se torne cada vez mais visível na nossa vida.

publicado por Theosfera às 11:43

Não se deixe abater.

Há qualquer coisa de surpreendentemente belo que (lhe) pode acontecer.

As suas lágrimas não caem em vão.

Felizes os que têm a coragem de chorar. E de não esconder as lágrimas.

Felizes os que são sinceros. Podem não parecer felizes. Mas também não é isso o que querem: parecer.

Há lágrimas que, sulcando mágoas, afagam uma felicidade intensa que mora no fundo!

publicado por Theosfera às 11:38

Confiar é uma aposta aliciante, mas também um investimento arriscado.

Há muitas oscilações que podem gerar turbulências e provocar combustões.

No entanto, há dois extremos que são de evitar.

Séneca identificou-os. Tão errado é confiar em todos, como não confiar em ninguém.

Há sempre quem mereça a nossa confiança.

A vida, com a sua sabedoria, vai fazendo a triagem. E oferecendo-nos as provas!

publicado por Theosfera às 11:16

Nada está adquirido à partida. Tudo tem de ser (cuidadosamente) cultivado até à chegada.

A violência não é um exclusivo de sociedades pouco desenvolvidas.

Pierre La Rochelle até dizia que «a civilização extrema gera a barbárie extrema».

As guerras mundiais do século XX envolveram povos que primavam por índices culturais acima da média.

O deslumbramento e a arrogância deitam por terra aquilo que, a pulso, se conquistou.

Não há civilização verdadeira sem humildade, sem respeito pelo outro!

publicado por Theosfera às 07:37

Hoje, 17 de Agosto, é dia de Sta. Clara de Montefalco, Sto. Ângelo Mazzinghi, S. Mamede e S. Mamés.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:05

Sexta-feira, 16 de Agosto de 2013

A felicidade não é mensurável. Não há termómetro que possa apurar a sua intensidade.

François de la La Rochefaud achava que «nunca se é tão feliz nem tão infeliz como se imagina».

À partida, somos felizes ou infelizes na medida em que nos consideramos felizes ou infelizes.

Mas o facto é que há quem se mostre feliz com pouco e quem se revele infeliz com muito.

Umas vezes, seremos mais felizes do que imaginamos. E, outras vezes, seremos menos infelizes do que parecemos.

Há sorrisos que escondem muita infelicidade. E há lágrimas que até encobrem muita felicidade.

É sempre difícil avaliar os outros e avaliarmo-nos a nós. Acabamos sempre por mostrar não o que o que os outros são, mas o que nós somos.

O importante é que, por incúria ou simples inércia, não sejamos causadores de infelicidade para ninguém.

Se quisermos imprimir alguma coisa nos outros, que a nossa única impressão seja um pouco de felicidade à nossa volta.

Um pouco de felicidade já é muito!

publicado por Theosfera às 10:32

A confiança é o bem mais precioso. Mas é também o tesouro mais delicado.

Ganha-se com dificuldade e perde-se com espantosa facilidade.

Pior, quando se perde a confiança, é muito difícil recuperá-la. E é quase impossível, mesmo que se recupere, que ela volte a ser o que alguma vez foi.

Se a confiança não é total, será confiança? A sabedoria taoísta refere: «Se não confias num homem, estás a convertê-lo em mentiroso».

Quando não há confiança, tudo, de facto, sabe a mentira, a engodo.

A confiança é uma melodia que não pode ser entoada a solo. Quando alguém a quebra, nunca a quebra só em si. Acaba por feri-la sempre em mais alguém.

Nunca dê motivos para a desconfiança!

publicado por Theosfera às 10:17

Digam o que disserem, a miséria está a aumentar.

E como se não bastasse a carência de bens, ainda há quem tenha de acarretar com a falência da esperança.

Emanuel Wertheimer notou: «A miséria só principia quando empobrecemos de esperanças».

Não degolemos a esperança que nos visita. Mas ainda que nós fujamos da esperança, a esperança nunca foge de nós.

A esperança é muito insistente e surpreendente. Ela espanta-nos sempre. Ela, como reconhecia Charles Péguy, «espanta o próprio Deus»!

publicado por Theosfera às 10:05

Não estamos perto só de quem está próximo.

Sofocleto, em plena antiguidade, dizia: «Os parentes distantes vivem sempre perto demais».

Os laços de sangue cativam-nos para sempre. A amizade liga-nos além do tempo e para lá do espaço.

Há laços que sobrevivem a todos os tempos. E semeiam pontes entre todos os espaços.

Há encontros que dispensam palavras. Há encontros que voam de alma para alma, de vida para vida!

publicado por Theosfera às 09:58

A vida é feita de etapas.

A vida é tecida de começos e entretecida com finais.

O intercâmbio é constante. Cada começo aponta para o fim. Cada fim prenuncia um novo começo.

Há 20 anos, neste dia, terminava o meu trabalho na Paróquia de S. João de Brito, em Lisboa.

Um agradecimento enorme a todos. Uma gratidão imensa a cada um.

Este passado nunca passará. O meu eterno eterno e estremecido obrigado!

publicado por Theosfera às 09:52

«Os males de que foges estão em ti».

Não seria tão apodíctico como Séneca.

Há males que podem não estar em nós.

Há males que, não estando em nós, podem vir até nós.

Mas também é verdade que muitos males que apontamos lá fora moram cá dentro.

E quando dizemos que fugimos do mal, no fundo não estaremos a tentar fugir de nós?

publicado por Theosfera às 09:39

Hoje, 16 de Agosto, é dia de Sto. Estêvão da Hungria, S. Roque e Sta. Maria do Sacrário.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:02

Quinta-feira, 15 de Agosto de 2013

Finalmente, parecem boas as notícias da economia.

Não sabemos por quanto tempo, mas em si mesmo é alentador.

Só que o ponto de partida é tão baixo que, para já, não dá para sentir qualquer alteração na vida das pessoas.

As exportações aumentam. O resultado disso reflectir-se-á na vida de alguns. Repercutir-se-á na vida de todos?

Vamos aguardar.

publicado por Theosfera às 08:49

Recessão é coisa que não há para Deus. Mesmo quando se cai continua-se a subir desde que subsista a vontade de caminhar.

Até pode existir algum fracasso. O importante é não haver resignação à derrota.

Vicente Lombardi percebeu: «Quem não aceita a derrota está sempre mais perto de vencer»!

publicado por Theosfera às 06:04

Cada vez mais no silêncio.

Cada vez mais à escuta.

Cada vez mais longe de quase tudo.

E cada vez mais próximo do que, realmente, importa: a Verdade e o Bem.

publicado por Theosfera às 06:03

Uma das personalidades mais marcantes do nosso tempo, Óscar Romero, nasceu em Agosto: a 15 de Agosto de 1917.

 

A sua morte veio cedo. O reconhecimento da sua santidade parece vir tarde.

 

Mas o seu rasto permanece imperecível.

 

Deixo aqui um texto que ele escreveu:

 

«De vez em quando, dar um passo atrás ajuda-nos
a conseguir ter uma perspectiva melhor
O Reino não só está mais além dos nossos esforços,
mas inclusive mais além da nossa visão.
Durante a nossa vida,
apenas realizamos uma minúscula parte
dessa magnífica empresa que é a obra de Deus.
Nada do que fazemos está acabado,
o que significa que o Reino está sempre ante nós (...)
Isto é o que tentamos fazer:
plantamos sementes que um dia crescerão;
regamos sementes já plantadas,
sabendo que são promessa de futuro.
Assentamos bases que precisarão de um maior
desenvolvimento.
Os efeitos da levedura que proporcionamos
vão mais além das nossas possibilidades.
Não podemos fazer tudo e,
ao dar-nos conta disso, sentimos uma certa liberdade.
Ela capacita-nos a fazer algo, e a fazê-lo muito bem.
Pode ser que seja incompleto, mas é um princípio,
um passo no caminho,
uma ocasião para que entre a graça do Senhor
e faça o resto.
É possível que não vejamos nunca os resultados finais,
mas essa é a diferença entre
o encarregado de obras e o pedreiro.
Somos pedreiros, não encarregados de obra,
ministros, não o Messias.
Somos profetas de um futuro que não é nosso. Ámen».
publicado por Theosfera às 05:59

Hoje, 15 de Agosto, é dia da Assunção de Nossa Senhora, de Nossa Senhora da Lapa e de S. Tarcísio.

É Dia Santo de Guarda e Feriado Nacional.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:50

Quarta-feira, 14 de Agosto de 2013

Hoje, 14 de Agosto, é dia de S. Maximiliano Maria Kolbe, Sta. Anastácia e Sta. Isabel Renzi.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:51

Terça-feira, 13 de Agosto de 2013

Quem tem um ideal terá medo?

Claro que tem. Mas não fica inibido pelo medo.

Públio Siro entendia, na antiguidade, que «uma boa causa não teme nenhum juiz».

O que impede o mundo de avançar é, acima de tudo, a falta de ideais e a indisponibilidade para dar a vida por eles.

Este é o momento para que as clareiras surjam. Já chega de obscuridade e de sombras!

publicado por Theosfera às 10:02

Será o desgosto um castigo? Ou não será, antes, um obscurecimento?

Kahil Gibran respondia: «O desgosto é o obscurecimento do espírito e não o seu castigo»!

publicado por Theosfera às 09:58

Criará a arte uma realidade? Ou limitar-se-á a criar uma percepção diferente acerca da realidade?

Charles Romuz dizia: «Todo o segredo da arte é talvez saber ordenar as emoções desordenadas, mas ordená-las de tal modo que se faça sentir ainda melhor a desordem».

Não sei se será assim. Mas não me parece mal que assim seja!

publicado por Theosfera às 09:56

Nem sempre os bons conselhos vêm daqueles que dão bons exemplos.

Mariano da Fonseca até achava que «os velhos dão bons conselhos para se redimirem de terem dado maus exemplos».

Não será exactamente assim. Nem será sempre assim.

Uma coisa é certa.

Os melhores conselhos não são os que vêm pelos lábios. São os que são respaldados pela vida!

publicado por Theosfera às 09:52

Muitos estranhos somos nós, os humanos.

Dentro de nós alojamos o melhor e abrigamos o pior.

Somos capazes de ter inveja de quem tem mais e pena de quem tem menos.

Passamos do ódio ao amor e do amor ao ódio com espantosa rapidez.

Énio achava: «Odeia-se quem se teme».

O temor degenera, muitas vezes, em ódio. O amor remove o temor.

Não tenha medo. Não terá ódios!

publicado por Theosfera às 09:48

No transporte de acontecimentos que cada dia nos oferece, este dia 13 aparece-me marcado pela morte de D. António de Castro Xavier Monteiro, ocorrida há 13 anos.

Neste mesmo dia, há 25 anos, este mesmo Bispo ordenava-me diácono juntamente com os meus condiscípulos e com cinco novos padres.

Parabéns, por isso, ao Padre Diogo Filipe, ao Padre Excelso Ferreira, ao Padre Francisco Marques e ao Padre Vasco Alves.

O Padre António Samuel também foi ordenado padre neste dia.

Deus já o chamou. Completou a sua missão. Muito cedo, como acontece com todas as pessoas de bem!

publicado por Theosfera às 07:01

Hoje, 13 de Agosto, é dia de S. Ponciano, Sto. Hipólito, S. Cassiano de Ímola e S. Marcos de Aviano. Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:58

 

1. A história não se repete, mas persiste.

 

Cada tempo transporta outros tempos. Cada tempo faz eco daqueles que marcaram o tempo. Daqueles que nos marcaram no tempo.

 

 

 

2. Neste dia 13 de Agosto, faz 13 anos que faleceu D. António de Castro Xavier Monteiro. Eram 18h30. Era Domingo.

 

Eis uma data que não pode passar incógnita na terra para onde ele veio com alegria. E que serviu com extremos de dedicação.

 

 

 

3. As primeiras impressões dificilmente se extinguem. Mas são as últimas recordações que jamais se apagam.

 

É sabido que, ao aproximar-se o fim, D. António quase não falava. Nem assim, porém, deixou de comunicar.

 

 

 

4. Nas últimas horas, comunicava, acima de tudo, com o olhar.

 

Era um olhar sofrido. Mas era também um olhar sereno. Um olhar acolhedor. Um olhar agradecido. Um olhar de pai.

 

 

 

5. D. António enchia as pessoas com a sua palavra e preenchia os ambientes com a sua presença.

 

Entrou na cidade a 8 de Outubro de 1972, vindo de Lisboa. A partir dessa altura, Lamego passou a ser «a minha casa e a minha família». Em Lamego queria «ser pastor, vínculo de paz, de amor e de unidade».

 

 

 

6. Era um aristocrata no porte que sabia ser simples nos gestos. A 15 de Outubro de 1978, foi a Espadanedo, concelho de Cinfães, em visita pastoral.

 

Arlindo Pinto da Silveira estava paralítico há 36 anos em consequência do reumatismo agudo que o afectou. Pois D. António fez questão de o ir crismar a casa, ficando a corresponder-se com ele a partir desse dia.

 

 

 

7. Cultivava D. António uma proximidade que surpreendia e cativava. Mesmo quando não estava perto, sentíamo-lo próximo. Não falava muito, mas estimulava bastante.

 

D. António tinha, efectivamente palavra de mestre, coração de pastor e olhar de pai.

 

 

 

8. Não deixemos apagar o seu rasto. Não esbatamos a sua lembrança. Honremos o seu legado.

 

Disse Elie Wiesel que «esquecer é rejeitar». Seria imperdoável esquecer quem nunca nos esqueceu.

 

 

 

9. Jamais poderei esquecer a sua envergadura intelectual, a sua profundidade espiritual e a sua altíssima estatura humana.

 

A sua delicadeza sempre o distinguiu e nobilitou.

 

 

 

10. D. António nunca esqueceu Lamego durante a vida. Que Lamego não se esqueça de D. António após a sua morte.

 

Quem vive como D. António viveu, sobrevive para sempre. Que a sua memória continue a iluminar a nossa história!

 

publicado por Theosfera às 05:46

Segunda-feira, 12 de Agosto de 2013
Neste dia 12 de Agosto,
há vinte e quatro anos,
estava, Senhor,
prostrado diante de Ti
para me consagrar a Ti e, em Ti,
à missão que tinhas para mim.

Vinte e quatro anos depois,
com mais anos e muitas canseiras,
tenho muito para contar,
mas tenho muito mais para (continuar a) escutar
e aprender.

Tu, Senhor, nunca faltaste.
Tu, Senhor, nunca me deixaste.

Nas horas mais escuras,
nos momentos de maior tormenta,
eu bati sempre à Tua porta
e Tu marcaste sempre presença na minha vida.

Por isso, Te louvo.
Por tudo Te agradeço.
À Tua (e nossa) Mãe renovo a consagração da minha vida
e a entrega do meu sacerdócio.
Como Ela, quero pronunciar uma única palavra: sim!
Sim a Ti, Senhor,
Sim à Igreja,
Sim à paz, à reconciliação.
Sim à amizade.
Sim a cada ser humano.

Mantenho o propósito da primeira hora:
viver totalmente des-centrado de mim,
estar plenamente centrado em Ti.

Recebe, Senhor, a minha vida,
acolhe o meu ser.
Modela o meu espírito.
Orienta os meus passos.

Sê Tu em mim para que, em Ti,
possa ser sinal do Teu imenso amor pela humanidade.

 

Perdão, Senhor, por todas as faltas.

Obrigado, Senhor, por todos os dons.

Obrigado pelo dom de cada instante.

Obrigado pelo dom de cada pessoa.

 

Obrigado por fazeres das noites escuras começos de manhãs radiosas.

Obrigado pelas clareiras que fazes brilhar nas sombras.

Que nunca seja eu.

Que sejas sempre Tu em mim.

 

Há vinte e quatro que sou padre.

Não por mim. Mas para Ti. E para todos os Teus.

 

Ajuda-me, Senhor, a ser sempre padre

como Tu queres e até quando Tu quiseres.

 

Obrigado pelos Pais que me deste.

Obrigado pelo Bispo que me ordenou.

Obrigado pelas pessoas que me têm acompanhado.

Obrigado por tanto.
Obrigado por tudo.
Obrigado, Senhor!
publicado por Theosfera às 10:45

É pouco o que tenho. Mas é tudo o que sou e quero entregar. Inteiramente.

Obrigado, Senhor.

Que eu nunca me canse de (Te) servir.

A minha pobre vida pertence-Te, Senhor.

Foi há vinte e quatro anos (completam-se hoje) que comecei a ser o que sou.

Foi há vinte e quatro anos (completam-se hoje) que comecei a ser padre.

Para sofrer, para acolher, para ajudar, para orar, para sentir, para conter, para calar, a tudo estou disposto, Senhor.

Hoje como há vinte e quatro anos.

Em qualquer situação, o que quero é estar junto de Deus e perto de cada pessoa.

Obrigado, meu Deus! Obrigado a todos!

publicado por Theosfera às 09:44

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