O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 07 de Agosto de 2013

Grande miséria é não ter recursos. Mas maior miséria é perder a confiança.

O Padre António Vieira já o notou há séculos: «A maior miséria da vida humana é não haver neste mundo de quem fiar».

Não seria tão pessimista, apesar de tudo.

Ainda há excepções. Ainda existem pessoas de excepção.

Mas, de facto, as excepções quanto à confiança são cada vez mais raras!

publicado por Theosfera às 10:29

Acaba por ser inevitável, mas é preocupante.

Há quem valorize os outros pelo lugar, pelo estatuto, pelo poder e até pela pose.

Mas, a montante e muito acima disso, a pessoa vale por ser pessoa.

Pode ser pobre, humilde, discreta. Mas é pessoa.

O mal não é a atenção que se dá aos grandes, mas a pouca atenção que se dispensa aos pequenos.

O problema não está nos simples. O problema está em quem não olha para eles ou em quem olha para eles de cima para baixo.

Quando deixaremos o aparato para nos concentrarmos no essencial?

No que respeita à humanidade, ninguém é mais, ninguém é menos.

Basta sermos igualmente humanos para vermos tudo de modo diferente. Para nos vermos a todos como irmãos!

publicado por Theosfera às 10:24

A Bíblia proíbe a acepção de pessoas (cf. Tgo 2, 9).

As autoridades devem ser respeitadas. Mas toda a pessoa deve ser bem acolhida.

Aliás, as autoridades estão ao serviço das pessoas.

Por isso, não pode haver preferidos nem preteridos. E, em obediência a Jesus Cristo, se algum tratamento de preferência houver, que seja para os pequenos, para os simples, para os humildes, para os sofredores.

Somos chamados a constituir uma família, uma casa de irmãos.

Nessa casa de irmãos, ninguém é especial; todos são únicos.

Para essa casa de irmãos ninguém será especialmente convidado; todos serão igualmente bem-vindos!

publicado por Theosfera às 10:04

1. O tempo passa, mas as surpresas não param. O Santo Padre não cessa de nos surpreender.

Surpreende-nos nas palavras e nas atitudes. Surpreende-nos nos gestos e nos sinais. Primeiro estranha-se. Mas depressa se entranha.

 

2. Crentes e não crentes não escondem o deslumbramento nem disfarçam uma certa excitação.

O momento é, pois, de encantamento. O mundo está encantado com Francisco e Francisco não parece desencantado com o mundo.

 

3. Daí o clima de uma quase «lua-de-mel» entre o mundo e o Papa.

Muitos não ocultam sequer aquela «sóbria ebriedade» e aquela «ébria sobriedade» de que falavam os primeiros cristãos.

 

4. Há realismo nas palavras, mas não se adivinha pessimismo na voz. O tom até se mostra intimista, como se estivesse a tutear ao ouvido de cada um.

O Papa tem consciência dos problemas e é muito sensível aos dramas. Mas nunca reprime um convicto ar de esperança.

 

5. O que mais extasia as pessoas — e o que verdadeiramente prende a atenção  — é a humildade, é o despojamento, é a pobreza.

Francisco prega, não se apregoa. É o Papa, mas não se declara (nem se assina) como Papa. Está em Roma, mas não vive no Palácio.

 

6. A sua missão implica governar. Mas Francisco não governa tanto por decreto. Prefere governar, acima de tudo, pelo exemplo. Até porque, como já notara Giuseppe de Lucca, «a melhor maneira de dizer as coisas é fazê-las».

Francisco não se limita a apontar o que tem de ser feito. Testemunha, com simplicidade, o que procura fazer.

 

7. Há quem esteja preocupado com eventuais quebras na tradição. Mas Francisco até vai mais longe na tradição.

Ele está a recuperar não só o que era notório nos últimos séculos, mas também o que era palpável nos primeiros tempos: a fraternidade, o sentir-se irmão de todos.

 

 

8. Com Francisco, estaremos envolvidos pela realidade de muitos acontecimentos. Mas seremos sobretudo mobilizados para o acontecimento da realidade: da realidade de cada pessoa, da realidade de cada situação das pessoas.

Não basta encher praças durante uns dias. É fundamental preencher a vida, todos os dias.

 

 

9. Os que costumam estar atrás (os pobres e os injustiçados) terão de estar na linha da frente de todas as prioridades.

Aos olhos de muitos, Francisco tem tornado mais tangível a bondade, a mansidão e a misericórdia.

 

10. As pessoas sentem que qualquer coisa de bom — e de belo — está em marcha.

Sem pressas. E sem pausas!

publicado por Theosfera às 09:56

Hoje, 07 de Agosto, é dia de S. Sisto II, S. Caetano, Sto. Alberto de Trápani, Sto. Agatângelo de Vêndome e S. Cassiano de Nantes.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:56

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