O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sábado, 03 de Agosto de 2013

Mãe! Palavra pequena. Mistério imenso.

Mãe não cabe em nada. Mas tudo cabe na Mãe.

Ela é maior que tudo.

Porém, sendo tão grande, basta-lhe o lugar mais pequeno do mundo para a fazer feliz: o coração dos seus filhos!

publicado por Theosfera às 23:35

Vivemos entalados entre revoluções.

Cultivamos a nostalgia das revoluções do passado. E alimentamos o sonho das revoluções do futuro.

Entre umas e outras estagnamos. Falta, segundo Gilberto Gil, «fazer a revolução de cada dia», a «revolução do viver».

Será impossível viver outramente?

Importante é tentar. Decisivo é não desistir de tentar. A partir de agora.

O futuro virá, queiramos ou não. Depende de nós que ele tenha as marcas da nossa mudança!

publicado por Theosfera às 21:55

Os primeiros a dar são, quase sempre, os últimos a receber.

Diz a experiência que, para qualquer necessidade, os primeiros a dar são os pobres, os humildes e os simples.

Afinal, são os mais ricos. Sim, ricos em generosidade, em coração.

Mas, apesar disso, são quase sempre os últimos a receber um agradecimento, uma palavra, um alento. São remetidos para os últimos lugares.

Os que não dão (ou dão do que lhes dão), esses ocupam os primeiros lugares.

Não importa. Deus sabe olhar para quem dá. Olha para os lugares de baixo, para os lugares do fim.

Para Deus, os últimos são sempre os primeiros (cf. Mt 20, 16)!

publicado por Theosfera às 21:28

O que é a competência? É realizar? É acertar? Será cumprir?

Paul Valéry achava que «um homem competente é um homem que se engana segundo as regras».

As regras podem ser fruto de incompetência.

O competente dá conta dela. E fará tudo para transformar as regras.

Mas há muitas curvas nesta estrada.

Uma única competência devia ser consensual: não prejudicar ninguém!

publicado por Theosfera às 11:39

Agostinho da Silva: «Felicidade ou paz nós as construímos ou destruímos: aqui o nosso livre-arbítrio supera a fatalidade do mundo físico e do mundo do proceder e toda a experiência que vamos fazendo, negativa mesmo para todos, a podermos transformar em positiva».

Não nos resignemos.

Viver é superar-se. Olhemos para longe. E construamos perto o que os nossos olhos vislumbram!

publicado por Theosfera às 11:35

Não se esgota na política a política. A política é maximamente abrangente.

Já notava André Chamson: «Todos os nossos pensamentos tocam na política».

A política nunca devia esquecer donde vem nem para onde vai: a sociedade, o bem comum.

Tudo o resto é instrumental, espuma e muita retórica.

É preciso que a política se descentre (de si) para que se recentre (fora de si).

Quanto mais a política se voltar para fora de si, tanto mais ela reencontra a sua razão de ser: o ser humano, a justiça, a paz!

publicado por Theosfera às 11:33

O grande problema não é tanto não fazer o que não se sabe ser recto.

O maior problema é deixar de fazer o que se sabe ser correcto.

Já dizia Confúcio: «Saber o que é correcto e não o fazer é falta de coragem».

E essa falta de coragem é que gangrena o processo de crescimento da humanidade.

Não basta a coragem de dizer o que está mal. É urgente a coragem de fazer o que tem de ser feito: o bem.

Só o bem, sempre o bem!

publicado por Theosfera às 11:27

«A incredulidade é impaciente. A fé ignora a pressa».

Simon Vestdijk viu bem e viu longe. A fé dribla os esquemas habituais dos procedimentos humanos.

A fé vislumbra o invisível. Os seus ritmos são pausados.

Todos os passos são dados. Incluindo o último!

publicado por Theosfera às 11:10

Jesus é o Médico e o Medicamento, a Cura e o Curador, o Evangelho e o Evangelizador, a Revelação e o Revelador, a Salvação e o Salvador.

Ele devolve a vida a quem sente perder a vida. Ele é a saúde para quem está doente. Ele é o sentido que paira sobre o sem-sentido em que andamos.

«Basta que tenhas fé», diz Jesus, outrora, a Jairo. E repete-nos hoje a cada um de nós.

Esta fé, entrelaçada com a esperança e emoldurada pelo amor, conseguirá mudar, mudar-nos!

publicado por Theosfera às 07:41

Deus usa muitas linguagens, inclusive a linguagem do silêncio.

Deus não é silêncio. Mas a fecundidade reveladora de Deus é tal que consegue falar-nos até no silêncio. Deus fala até quando Se cala.

A palavra é veículo. O silêncio é fonte.

Deus não está ausente das nossas palavras. Mas, muitas vezes, está mais presente na escuta do silêncio.

Fechemos, então, os olhos. Não apenas para dormir. Mas também para meditar. Para acolher!

publicado por Theosfera às 07:40

Nós já vivemos 100 mil anos?

Pelo menos, é o que repete a canção. Mas eu até acho que Jorge Palma peca por defeito.

Nós já vivemos muito mais de 100 mil anos.

Nós não temos a idade que temos. Nós temos a idade do mundo.

Nós temos, pois, mais de 13 mil milhões de anos. No fundo, já estávamos (incoativamente, germinativamente) no instante inicial.

Se não estivéssemos lá em possibilidade, não estaríamos cá em realidade.

Se não fosse o que outros foram, não seríamos o que hoje somos.

No fundo, vivemos desde sempre e para sempre.

Nós temos as marcas do tempo e transportamos o selo da eternidade.

A nossa fonte é Deus. O nosso horizonte é Deus.

É d´Ele que nascemos. É para Ele que caminhamos. É n'Ele que vivemos.

E quem n'Ele vive nunca morre, nunca desaparece.

publicado por Theosfera às 07:37

Hoje, 03 de Agosto, é dia de Sta. Lídia (padroeira dos tintureiros), S. Nicodemos, S. Gamaliel e S. Pedro de Anâgni.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:59

1. Já tivemos o defeso no futebol. Parece que ainda estamos no defeso da política. E, às vezes, dou comigo a pensar se esta não será também a época de um certo defeso da fé.

 

É verdade que, pelo menos exteriormente, abundam manifestações de fé. Não há terra em que não passe uma procissão. Não há ermida onde não se faça uma romaria. Não há aldeia onde não haja multidões.

 

São muitos os forasteiros. Umas vezes, parecem peregrinos. Outras vezes, portam-se como turistas. Outras vezes ainda, comportam-se como meros foliões.

 

 

 

2. Sendo assim, será que estamos mesmo diante de manifestações de fé? Olhemos, por um lado, para os orçamentos das festas e, por outro lado, para a pobreza de muitas pessoas.

 

Se, como alertou S. Paulo, a fé actua pela caridade (cf.Gál 5, 6), era muito mais belo se as quantias que se gastam nestes dias ajudassem a matar a fome a tanta gente. O próprio Deus seria muito mais honrado. E a fé sairia infinitamente mais fortalecida!

 

 

 

3. O certo é que, não obstante a crise, Portugal «converte-se numa marcha de foguetes e músicas». O retrato de Juan Rubio acerca de Espanha ajusta-se perfeitamente ao nosso país.

 

E o mais curioso é que, «numa sociedade que, a cada dia, se diz mais descristianizada, menos crente e mais secularizada», estas festas são dedicadas à Virgem Maria e aos Santos.

 

 

 

4. No entanto, a vivência religiosa parece residual. Dá a impressão de que o religioso é mais o pretexto do que o motivo da festa. As imagens dos santos surgem nos cartazes e figuram nos andores, mas o ambiente folgazão e o impulso gastador combinam pouco com a sobriedade evangélica.

 

Com as festas, a economia das populações ganha um pouco. Mas será que a formação cristã das pessoas cresce alguma coisa? Dir-se-ia que, nestes tempos, se esquece não só a crise, mas também a fé...

 

 

 

5. Há duas abordagens habituais, mais sussurradas que assumidas, em torno destes epifenómenos. Uma é mais preguiçosa. A outra é mais belicosa. Ambas correm o risco de não aprofundar o debate nem de ajudar a alterar a realidade.

 

A abordagem mais preguiçosa exalta a situação ou, então, resigna-se a ela. Vê tudo isto como sinal de vitalidade do país profundo e como expressão de uma fé genuína, não controlada pela hierarquia.

 

Nos seus antípodas, há uma abordagem mais belicosa, que não descortina qualquer valor nas festas. Limita-se a tolerá-las, dando por adquirido que jamais se poderão melhorar.

 

 

 

6. Resultado.

 

No primeiro caso, existe uma assimilação acrítica que se limita a seguir a corrente.

 

Já no segundo caso, opta-se por uma avaliação tão (impiedosamente) crítica que nem pondera a menor tentativa de transformação. E é assim que tudo tende a continuar como sempre.

 

 

 

7. Não falta, como observa Juan Rubio, quem, «com mais emoção que cabeça, diga que a nova evangelização começa por aqui, justificando-se deste modo a falta de imaginação pastoral».

 

Acontece que evangelizar não é só manter; também é mudar. É claro que haverá sempre resistências e dores. Mas não podemos recuar nem desistir. Não se trata de demolir ou de apagar. Em todo o crescimento, há que polir e discernir.

 

Nas festas de Verão, «haverá que manter o essencial, o importante. O resto será para limar e purificar».

 

 

 

8. Afinal, as festas são para nós ou para Deus?

 

S. João da Cruz não hesitava: «Os homens fazem as festas mais para eles do que para Vós, Senhor»!

 

Mas, nesse caso, porque é que se teima em usar o nome de Deus e a imagem dos santos?

 

publicado por Theosfera às 00:16

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