O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 02 de Agosto de 2013

Não sou misoneísta nem tampouco neofóbico.

Acredito que há revoluções indispensáveis, porque permanentes. A revolução da fé, por exemplo.

Só que esta revolução tem muito a aprender com o que vem de trás, com os revolucionários de ontem. Foram eles que esculpiram o tempo com cores ébrias de luz e prenhes de esperança.

Aprender com quem já aprendeu é prova de sensatez e sinal de sabedoria.

Sem aqueles que já foram será possível ser o que somos e o que queremos ser?

publicado por Theosfera às 16:14

Ainda que cada homem dispusesse de séculos ou de milénios à sua frente, deveria pensar que, um dia, tudo acaba. Que, um dia, tudo chega ao fim.

E que resta para lá do fim? Que interesse tem fazer tombar os outros se, um dia, nós também acabamos por cair?

Que peso tem o pretenso triunfo de um instante perante toda uma eternidade?

Às vezes, comprometemos a eternidade por causa de um momento.

Devíamos iluminar cada momento com a luz inextinguível da eternidade.

Antes de agir (ou reagir) perto devíamos olhar longe. Muito longe.

publicado por Theosfera às 16:05

Quem serão os maiores sábios?

Os intelectuais? Os intelectuais são sábios porque conhecem.

Mas não falta quem pense que os maiores sábios são os santos. Porque vivem. E, vivendo, conhecem.

É importante, sem dúvida, conhecer a vida dos livros. Mas não será mais urgente conhecer o livro da vida?

Na China, a mesma palavra («sheng») tanto significa «sábio» como «santo».

Neste sentido, o santo não é só aquele a quem se recorre depois da morte. É sobretudo aquele que se evoca pelo que fez em vida.

O santo não se impõe como perito, mas como modelo, como exemplo, como espelho e, nessa medida, como esperança.

Se foi possível ao santo ter uma vida exemplar, não será impossível a nós procurar tê-la também.

O santo não precisa de dizer bastante para dizer muito. Afinal, o seu testemunho já diz tudo!

publicado por Theosfera às 10:59

O poder deve ser eficaz, justo e breve.

Quando se prolonga, é sinal de que está demasiado voltado sobre si próprio.

Já Montesquieu percebera: «Em qualquer magistratura, é indispensável compensar a grandeza do poder com a brevidade da sua duração».

É preciso estar no poder como na vida: como peregrinos, de passagem.

Ninguém se deve sentir dono de poder. Importante é que todos se sintam em tudo (inclusive no poder) servidores dos outros.

Só o serviço serve. Quem não vive para servir servirá para viver?

publicado por Theosfera às 10:32

«A solidão é muito bela, mas quando se tem perto de si alguém a quem o dizer».

Gustave Bécquer verbaliza o que está ínsito noutra palavra: consolação. Significa qualquer coisa como «presença ou companhia na solidão».

No fundo, a própria solidão acaba por ser um companhia de nós connosco mesmos.

O problema é encontrar, hoje, alguém com quem possamos partilhar a nossa solidão.

Acontece que alguém resolveu esse problema: Deus.

Ele está sempre. E o mais notável é que, mesmo quando parece ausente, nunca deixa de estar presente!

publicado por Theosfera às 10:25

Grande mistério é o tempo.

Santo Agostinho achava que sabia o que era o tempo quando não lhe perguntavam o que era o tempo.

Já quando lhe perguntavam, ele confessava não saber o que o tempo era.

Para Aristóteles, o tempo seria a medida do movimento. Para outros, entres os quais Zubiri, é a duração.

Nos últimos tempos, temos conseguido esticar o tempo. Vive-se mais. Viver-se-á melhor?

Aubrey de Grey acredita que é possível estender a vida até perto dos mil anos.

O importante, porém, não será encher a vida com anos, mas a preencher a vida com ideais.

Leonardo da Vinci não hesitava: «A vida bem preenchida torna-se longa».

Não é tanto a duração que prolonga a vida. É o que fazemos na vida que a torna imortal!

publicado por Theosfera às 09:57

Há quem nada veja no mundo senão flutuações.

Robert Ingersoll dizia: «Não há nada no mundo, nem recompensa, nem castigo, o que há são consequências».

O problema é que as pessoas não são acidentes químicos nem meros elementos biológicos.

As pessoas são pessoas. Têm percepções e muitos sentimentos.

Há consequências que se inscrevem ora como recompensas, ora como castigos!

publicado por Theosfera às 09:55

Hoje, 02 de Agosto, é dia de Nossa Senhora da Porciúncula, Sto. Eusébio de Vercelas. S. Pedro Juliano Eymard, S. João de Rieti, Sta. Joana de Aza, S. Pedro Fabro e Sto. Augusto Czartoryski.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:58

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