O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 24 de Julho de 2013

É fundamental nunca esquecer a prudência. Mas é importante não exagerar nas cautelas.

Como todos os excessos, o excesso de cautela não é sadio.

«O excesso de cautela, adverte Paulo Coelho, destrói a alma e o coração, porque viver é um acto de coragem. E um acto de coragem é sempre um acto de amor»!

publicado por Theosfera às 16:08

Percebe-se que o dia de amanhã infunda alguma preocupação.

Afinal, ele vai suceder a este hoje tão causticante.

Mas não exageremos na ansiedade. Apostemos tudo no hoje deste dia. E guardemos energias para o hoje de amanhã quando ele vier.

Jesus aconselha: «Basta a cada dia a sua preocupação»(Mt 6, 34).

Por isso e como confessa Paulo Coelho, «não me preocupo com o dia de amanhã porque Deus já lá está, à minha espera».

Não será o bastante?

Basta saber que Deus me espera, que nos espera.

Basta saber que Ele, o bom Deus, é a nossa esperança!

publicado por Theosfera às 15:54

Remodelar significa basicamente voltar a um modelo. Implica, portanto, avançar para uma nova oportunidade.

Mas envolve também o reconhecimento de falhas. O modelo seguido não estaria a funcionar.

Há, portanto, na remodelação um misto de fôlego e de perigo.

Concretizando, Alexis de Tocqueville entendia que «o momento mais perigoso, para um governo, é normalmente aquele em que começa a remodelar-se».

No fundo, assume que há falhas e que, afinal, pode voltar a falhar.

Mas onde há um perigo não deixa de haver uma possibilidade.

Oxalá que as remodelações acertem. Sobretudo por causa do povo, sofrido. E cada vez mais dorido e chagado!

publicado por Theosfera às 11:25

Há uma fase na vida em que a imaginação nos parece real.

E há uma fase na existência em que a própria realidade nos parece imaginária. Parece ultrapassar a ficção.

Bossuet achava que, «aos jovens, tudo o que imaginam parece-lhes realidades».

Eu diria que nem só aos jovens.

Todos nós precisamos de muita imaginação. E, depois, precisamos de não ficar só pela imaginação!

publicado por Theosfera às 11:06

Tal como a seguir a uma noite escura vem uma manhã de sol, também depois das dores e das injustiças, há-de surgir um manancial de paz e felicidade.

Nós até podemos adormecer. Mas a esperança não dorme.

Ela vai à nossa frente. E, a qualquer momento, presentear-nos-á com uma qualquer surpresa.

Deus não abandona os Seus.

Ele não tem pressa. Mas não costuma falhar!

publicado por Theosfera às 11:01

Nem sempre a realidade vai à boleia da justiça.

Infelizmente, o progresso parece ser demasiado selectivo. É só para alguns e raramente beneficia os mais carenciados.

Victor Hugo já denunciara: «O progresso roda constantemente sobre duas engrenagens. Faz andar uma coisa esmagando sempre alguém».

Uns são os que semeiam. E outros parecem ser os que colhem.

Para quando a mudança?

publicado por Theosfera às 10:54

O caminhante tem duas prioridades. Ele precisa de sabe donde vem e para onde vai.

Sem a percepção do princípio e sem o sentido do fim, facilmente se perde.

Na peregrinação da vida, é fundamental nunca perder de vista o fim.

Gandhi sentenciou: «O que importa é o fim para o qual eu sou chamado».

E já Dostoievski percebera que «o segredo da existência humana reside não só em viver, mas também em saber para que se vive».

A resposta estrará no mero consumo?

publicado por Theosfera às 10:49

1. Por muito que nos esforcemos, é praticamente impossível desvendar porque é que acontecem coisas más às pessoas boas e porque é que acontecem coisas boas às pessoas más.

À partida, esperar-se-ia que o mal acontecesse aos maus e o bem acontecesse aos bons. Não é, contudo, isso o que se verifica.

2. O que mais nos intriga é verificar como, por vezes, tudo parece correr bem a quem é mau ao mesmo tempo que tudo parece correr mal a quem é bom.

Porque é que o estudante compassivo e carinhoso não pode ser médico? E porque é que o cerebral e frio o pode ser só porque tem classificações altas?

3. Porque é que a pessoa discreta e simples nunca é reconhecida? E porque é que o arrogante é constantemente elogiado e exaltado?

Porque é que aquele que segue (apenas e sempre) os ditames da sua consciência tem dificuldade em obter emprego e em avançar na carreira? E porque é que aquele que alinha em esquemas alcança tudo o que pretende?

4. Dá a impressão de que a fortuna, a riqueza, a saúde, o poder e a fama batem à porta de quem passa a vida a mentir, a prejudicar, a rumorar e a retaliar.
Ao invés, a mesma impressão parece mostrar que a aflição, a doença, as dívidas, o prejuízo e a estagnação acompanham quem cumpre, quem é recto, quem nunca mente nem prejudica quem quer que seja.

5. Sabemos, por experiência própria, que a vida não é um mar de rosas.
Nem isto, aliás, lhe retira encanto. Os espinhos de uma rosa não lhe subtraem beleza. Apenas lhe acrescentam perigosidade.

6. A vida é como as rosas. Ela é feita de dor, sangue, suor e lágrimas.
Era melhor que nada disto nos incomodasse. Mas é quimérico presumir uma vida sem sofrimento. O que temos é de conseguir uma estratégia que nos permita ter uma relação pacificada com ele.

7. Apesar da habituação ao sofrimento, custa sofrer. Dói ver sofrer. Sobretudo quando deparamos com o sofrimento excruciante do inocente, do justo, da pessoa boa.
Por muito que intentemos uma compreensão, a nossa sensibilidade não deixa de ficar abatida, perturbada.

8. Harold Kushner, com base num drama familiar, escreveu um livro com um título deveras apelativo: «Quando acontecem coisas más às pessoas boas».
Há sempre um miríade de explicações possíveis, mas não há uma única que nos satisfaça. É que aquilo «de que as pessoas mais precisam — afirma Kushner — é de consolo, não de explicações».

9. E é bem verdade que, muitas vezes, «um abraço caloroso e alguns minutos de atenção e silêncio restabelecem mais o coração do que a mais informada dissertação»!

publicado por Theosfera às 10:40

1. Dizem que está a aumentar a pobreza. Mas o que está a crescer — e muito, infelizmente! — é a miséria.

São coisas diferentes. Pobreza não é o mesmo que miséria. O mal não está na pobreza. O mal está na miséria. Se todos soubessem ser pobres, a miséria terminaria.

 

2. A pobreza, segundo a Bíblia, é uma riqueza, a maior riqueza.

Jesus, como nota S. Paulo (cf. 2Cor 8, 9) era rico porque era pobre. Ele veio para nos enriquecer com a Sua pobreza.

 

3. Miséria é quando não se tem. Pobreza é quando se reparte o que se tem.

Daí que o Abbé Pierre tenha sinalizado a diferença: «A miséria é aquilo que impede um homem de ser homem. A pobreza é a condição para ser homem».

 

4. É a pobreza que nos faz perceber que viver é conviver.

É a pobreza que nos permite entender que não somos proprietários definitivos de nada, mas somente administradores provisórios de tudo.

 

5. O que temos não nos pertence só a nós. Nem nós mesmos somos donos de nós.

Felizes são os pobres (cf. Mt 5, 3) porque não suportam viver sem os outros.

 

6. O século XX foi, sem dúvida, o século dos direitos humanos. Mas também o século da violação de muitos desses direitos.

O século XXI terá de ser, pois, o século dos direitos de todos e dos deveres de cada um. Já o Abbé Pierre sintetizara: «O século XXI será fraterno ou fracassará».

 

7. É urgente não ignorar que Deus está não só no Céu, mas também na Terra.

É particularmente imperioso estar atento à presença soterrada de Deus nos que são atirados para a miséria.

 

8. Cada homem tem uma alma. Mas, «antes de lhe falarmos dela, coloquemos uma peça de roupa e um tecto por cima dessa alma. Depois disso, explicar-lhe-emos o que está lá dentro».

Não se trata apenas «de dar algo de que viver, mas de oferecer aos infelizes razões para viver».

 

9. A dívida não é só quando temos algo para pagar.

A dívida existe também (e sobretudo) quando vemos alguém a necessitar.

 

10. Regra geral, preocupamo-nos com as dívidas em relação aos bens. Era bom que nos preocupássemos com as dívidas que temos para com as pessoas.

No fundo, todos somos devedores. Todos estamos em dívida. E todos devemos ser dádiva. Só a dádiva cobre a dívida!

publicado por Theosfera às 10:13

James Joyce bem reparou: «Tudo é caro de mais quando não é necessário».

O problema é que nem sempre sabemos discernir o que é mais necessário.

E nem sempre conseguimos resistir ao que é supérfluo!

publicado por Theosfera às 09:56

Hoje, 24 de Julho, é dia de Sta. Cristina Admirável, Sta. Luísa de Sabóia, S. João Soreth, S. Sarbélio Makhluf, Sta. Maria Mercês, Sta. Teresa, Sta. Maria Pilar e Sta. Maria Ângeles.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:51

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