O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 21 de Julho de 2013

O acordo era de salvação. Será que o desacordo será de perdição?

A esta hora, atropelam-se palavras exaltadas, em nítido contraponto com um cenário que parece pouco exaltante.

Os ânimos estão acelerados. O ânimo é que parece enfraquecido.

Nos últimos dias, não ganhámos tempo. Que, nos próximos dias, não desperdicemos energias.

O país precisa de todos. O país merece o melhor de cada um!

publicado por Theosfera às 22:16

Todo o cuidado é pouco. E o mais leve descuido traz muitos problemas.

Benjamim Franklin reparou: «Pequenos descuidos produzem grandes males».

Devemos ser cuidadosos connosco e cuidadores dos outros.

O descuido é sempre prejudicial!

publicado por Theosfera às 19:16

Uma ordem pode ser correcta, mas se não houver vontade de a cumprir não surtirá o efeito visado.

Já dizia Georges Duhamel: «O desejo da ordem é a única ordem do mundo».

Importante será fazer leis. Urgente será sempre mudar mentalidades!

publicado por Theosfera às 19:12

Obrigado, Senhor, por não desistires.

Obrigado, Senhor, por insistires.

Obrigado, Senhor, por não deixares de apostares em nós.



Tu queres que nós sejamos, hoje,

os Teus lábios, as Tuas mãos, os Teus pés, o Teu coração.



Tu queres que nós sejamos, hoje,

os Teus lábios que continuam a pregar,

as Tuas mãos que continuam a abraçar,

os Teus pés que continuam a caminhar,

o Teu coração que continua a amar.



Ser apóstolo é ser enviado,

é estar em missão,

é estar sempre disposto a partir,

é estar sempre disponível para ir a todas as terras

e chegar a todos os corações.



Obrigado, Senhor, pelos apóstolos de ontem,

pelos apóstolos de hoje,

pelos apóstolos de sempre.



Obrigado, Senhor, por acreditares em nós,

apesar da nossa fragilidade, da nossa pobreza,

das nossas limitações.



Tu, Senhor, continuas a gostar de quem é simples,

de quem é humilde e pequeno.



Ser apóstolo não é apenas para os padres e para os bispos.

Ser apóstolo é para todos.

Ser apóstolo é para nós.



Não há condicionantes para começar o trabalho.

Não há limites para terminar a missão.

Ser apóstolo é para todos.

Ser apóstolo é para sempre.



Para ser apóstolo, basta crer.

Para ser apóstolo, basta querer.

Porque chamar, Senhor, Tu chamas sempre,

chamas-nos a todos.



Que nós estejamos atentos.

Que nós digamos «sim».



Que não tenhamos medo de partir.

Que sejamos apóstolos com os lábios.

E que sobretudo sejamos apóstolos com a vida,

com o testemunho.



Dá-nos o Teu despojamento.

Envolve-nos com a Tua humildade.



Vem sempre connosco.

Nós queremos caminhar sempre conTigo,

JESUS!

publicado por Theosfera às 10:54

Ninguém passa ao lado do turbilhão das mudanças. Difícil parece ser conseguir tempo para meditar sobre elas.

E, no entanto, meditar é fundamental, necessário, urgente.

Aliás, meditar, como se deduz da etimologia, é «estar no meio». O problema é que, com tanta mudança junta (e nem sempre conjunta), arriscamo-nos a estar na órbita de quase tudo e no centro de quase nada.

A relação com Deus e com a Igreja também se ressente deste vulcão transformador.

Já não estamos num tempo de militância ateísta. Esta não é uma geração contra Deus nem contra a Igreja. Mas, como observa Armando Matteo, esta é, talvez, uma geração sem Deus e sem a Igreja.

Esta é uma geração que até passa pela Igreja e corresponde às convocatórias da Igreja.

Mas tende a fazê-lo esporadicamente. Parece mais tocada pela realidade de certos acontecimentos do que pelo acontecimento da realidade.

É certo que, como diziam os antigos, não se pode chegar a Deus sem passar pela Igreja. Mas também é verdade que só estaremos plenamente em Igreja se escutarmos ardentemente a voz de Deus.

O grande desafio é o trabalho de cada instante. E não apenas os ajuntamentos de alguns momentos.

Estes podem ajudar. Mas não conseguem esgostar.

São alguma coisa. Mas não são tudo!

publicado por Theosfera às 09:04

E lá voltamos nós às ondas do pessimismo. A bem dizer, nunca o teremos deixado.

Usando uma conhecida expressão de Gramsci, talvez nunca tenhamos abandonado o pessimismo da razão. E parece que estamos a ser envolvidos por um sinuoso pessimismo da vontade.

Sentimos, em eco, o diagnóstico tremendo de Eça: «Portugal não é um país; é um sítio mal frequentado».

Pedro Sena-Lino acaba de publicar um romance a que deu o melancólico título de...«Despaís».

Há que não baixar os braços. Ainda há muito sol por cima das nuvens. O que não vemos, hoje, não deixará de nos surpreender num qualquer amanhã.

Fiquemos, entretanto, com Vergílio Ferreira: «Quando a situação é mais dura, a esperança tem de ser mais forte».

Este é, pois, o tempo da esperança!

publicado por Theosfera às 08:51

Crescer não é um caminho fácil. Só se sobe através de estradas difíceis.

A própria ambição não está isenta de escolhos. Francis Bacon assinalou que «todo o acesso a uma alta função se serve de uma escada tortuosa».

Em nenhum caso, porém, essa escada pode ser uma pessoa. Nunca é lícito subir por cima de alguém, à custa de alguém.

Mas, infelizmente, há quem não ceda à tentação. Que bom seria que a ambição não estivesse focada em funções, mas em pessoas.

Servir os outros, sim. Subir à custa dos outros, jamais!

publicado por Theosfera às 08:41

No início de cada ano pastoral, a pergunta que, invariavelmente, se formula é: «Que vamos fazer?».

 

No decurso das várias etapas e nos balanços retrospectivos de fim de ano, a pergunta a que, inevitavelmente, se pretende responder é: «Como avaliar o que acabámos de fazer?».

 

A missão vai-se, assim, circunscrevendo a uma interminável sequência de realizações que, apesar de estimáveis, nos desgastam muito e preenchem pouco. E todos nos vemos, à força de participar em tantas actividades, a resvalar perigosamente para o activismo.

 

Uma insatisfação percorre os espíritos. Sentimos que a dimensão operativa de Marta é necessária, mas notamos que nos falta a dimensão contemplativa de Maria, sua irmã. Jesus não diz que Marta estava errada. Mas não deixou de afirmar que Maria escolheu a melhor parte (cf. Lc 10, 42).

 

O fazer é, pois, importante. O doutor da lei que interpela Jesus sobre o acesso à vida eterna sabe que ele passa pelo fazer: «Que hei-de fazer para possuir a vida eterna?»(Lc 10, 25). E, depois de contar a parábola do Bom Samaritano, Jesus também responde dentro do fazer: ««Faz tu também do mesmo modo»(Lc 10, 37).

 

Como se compreende, não se trata de um fazer pelo fazer. Trata-se, sim, de um fazer completamente habitado pelo ser, neste caso, por um ser habitado pela bondade e pela compaixão.

 

Fazer pelo fazer não passa de obreirismo. Só um fazer inundado pelo ser é portador de uma mensagem, de uma proposta, de um projecto de vida. Daí a advertência de João Paulo II quando, na Novo Millennio Ineunte, ressalvava que o ser prevalece sobre o fazer. O fazer é chamado a ser uma epifania do ser.

 

Damos conta, hoje em dia, de que o nosso ser está desabitado, ferido e continuamente atordoado por uma espiral de coisas sem fim que temos de fazer.

 

A Igreja não é imune a esta propensão. Fazemos acções para as pessoas, mas estamos pouco com as pessoas.

 

Vamos ao encontro com assiduidade, mas não nos deixamos encontrar com frequência. Faz muita falta, na missão, o estar. Desde logo, porque, como alertava Xavier Zubiri, «estar é ser em sentido forte».

 

publicado por Theosfera às 07:27

Hoje, 21 de Julho, XVI Domingo do Tempo Comum, é dia de S. Lourenço de Brindes, Sta. Praxedas, Stos. Mártires Escilitanos e S. Daniel.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 06:00

Há palavras que escondem. Há palavras que não mostram o ser. Há palavras que só pretendem convencer. Ou seja, há palavras que só pretendem aprisionar, domesticar, amestrar.

Daí a ansiedade inclusa em muitos discursos. Daí a infecudidade de não poucas linguagens.

Urge acolher a palavra que revela, que partilha e que, nessa medida, desoxida e refrigera.

A palavra mais cativante não é, necessariamente, a que é soltada pelos lábios. É a que vem emitida pela vida. E esta até pode fluir pelo silêncio!

publicado por Theosfera às 00:08

Há trinta e dois anos, tinha eu dezasseis anos. Nesse dia 21 de Julho de 1981, eu estava a ajudar o meu Padrinho que era ecónomo e secretário do Seminário. Eram férias grandes.

 

Quando vínhamos para o almoço, ouvimos três estrondos de uma estridência supina. Houve janelas que partiram, suportes das fechaduras que tombaram e uma nuvem hiroshimiana encobriu toda a cidade.

 

Uma pirotecnia explodira. Situava-se mesmo em frente do Seminário. Várias pessoas (já não sei quantas) morreram. Vi pedaços de corpos espalhados pelas vias.

 

Foi um dia horrível. Lamego foi notícia. Por causa de uma tragédia. No dia seguinte, o Primeiro-Ministro, Dr. Pinto Balsemão, vinha à cidade inaugurar o Mercado Municipal.

 

Mas a dor da véspera tudo ensombrou. Pudera!

publicado por Theosfera às 00:03

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