O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 17 de Julho de 2013

O que impede o conhecimento não é a ignorância. Aliás, a ignorância é sempre o ponto de partida do conhecimento.

Alfred Withead assinalou com mestria: «Não a ignorância mas a ignorância da ignorância é que é a morte do conhecimento».

A ignorância é douta porque é ela que nos coloca na estrada do saber. E dela nunca nos deixa sair.

Porque é ela que nos assegura que quanto mais sabemos, mais sabemos que não sabemos. Mais sabemos que há muito mais por saber!

publicado por Theosfera às 11:06

1. Quem acompanha minimamente a vida nacional nota como se desmorona, uma vez mais, a esperança de ver ubiquar o sonho de Platão na política portuguesa.

Defendia o filósofo grego que o governo da cidade devia ser assegurado pela razão. E a razão seria corporizada na pessoa do rei-filósofo. Ou seja, o governante devia ser, fundamentalmente, sábio.

 

2. Muitos séculos depois, porém, Immanuel Kant desfazia qualquer ilusão a este respeito: «Não é de esperar que os reis filosofem ou que os filósofos se tornem reis, pois a posse do poder corrompe, inevitavelmente, o livre juízo da razão».

Hoje em dia, os sábios já não se candidatam à governação. E, pelos vistos, os governantes já não aspiram à sabedoria.

 

3. Albert Einstein deu conta: «A tentativa de combinar sabedoria e poder só raramente foi bem sucedida e por pouco tempo».

É uma lacuna grave. Não só política. Mas também cívica.

 

4. Na hora que passa, tudo se resume ao dinheiro. Ele é a solução. Só que também é o problema. Estranho?

Reparem.

Precisamos de competência para gerir esta conjuntura. Mas do que necessitamos verdadeiramente é de sabedoria para vislumbrar um desígnio comum, um rumo alternativo, uma esperança mobilizadora.

 

5. Estamos apreensivos quanto ao futuro, mas não queremos aprender com o passado.

E já Alexis de Tocqueville alertava: «Desde que o passado deixou de projectar a sua luz sobre o futuro, a mente humana vagueia nas trevas».

 

6. Tudo vai vagueando no espaço mediático com grande espectacularidade. Uma aurea mediocritas parece ser o passaporte mais viável para o êxito imediato.

A sabedoria fica à porta, escondida. Pagaremos um preço cada vez mais elevado pela conivência, que todos acabamos por manifestar, para com o desfilar da propaganda com muito ruído e nula substância.

 

7. Os sábios costumam avisar antes da hora. O poder costuma reconhecer (e pedir perdão) depois do tempo. A história está repleta deste desencontro estrutural.

Há obras e autores que são condenados quando surgem. Mais tarde, muitas vezes após a morte, é feito o reconhecimento de que tinham razão. Só que o pedido de perdão já não tem interlocutor.

 

8. Não seria possível encontrar uma atitude pautada pela escuta e pelo acolhimento?

A época é o tempo qualificado, como dizia Zubiri. As propostas rejeitadas teriam feito a diferença na altura própria.

 

9. Cedo vem o alerta. Tarde chega a aceitação.

As memórias dos poderosos estão cheias de reconhecimentos de decisões erradas que, na altura própria, magoaram as pessoas e arruinaram percursos.

A sabedoria nem sempre está no poder. Se, ao menos, estivesse a humildade...

publicado por Theosfera às 11:06

Alvin Toffler preveniu que os combates do futuro seriam sobretudo os combates da mente.

Hoje é divulgado um estudo pelo qual ficamos a saber que, no desporto, o mental é tão importante como o físico.

As pernas não são mais determinantes que o cérebro.

A inteligência é, decididamente, o cerne da competência. E, nessa medida, a chave do êxito!

publicado por Theosfera às 10:59

As estatísticas têm este problema: olha-se para o geral e tende a esquecer-se cada caso em particular.

Os resultados dos exames nacionais não terão sido os esperados.

O grau de dificuldade terá sido elevado. Mas é bom ter presente que houve muitos alunos que alcançaram classificações de excepção. Ou seja, houve gente que soube superar as dificuldades.

Não creio, aliás, que a alternativa passe por fazer diminuir a dificuldade das provas. A alternativa terá de passar por estimular, cada vez mais, os alunos para lidarem com as dificuldades.

A facilidade não oferece felicidade. E, como notava Plutarco, «não está nas mãos de ninguém que os filhos nasçam com estas ou aquelas qualidades; mas que se tornem melhores por meio de uma boa educação está em nosso poder».

Importante não é ser o melhor. Importante é dar o melhor.

Ser o melhor não depende só de nós. Dar o melhor depende (sempre) de todos nós!

publicado por Theosfera às 10:43

A acção não conseguirá tudo. Mas a inacção é que nunca consegue nada.

James Baldwin avisa: «Nem tudo o que enfrentamos pode ser mudado. Mas nada pode ser mudado enquanto não for enfrentado»!

publicado por Theosfera às 10:19

A arte não é só um espelho. A arte é sobretudo um laboratório.

A arte não se limita a mostrar. A arte também cria, também desencadeia, também faz nascer e renascer. 

Razão tem, pois, Katherine Mansfield: «A arte não é uma tentativa de reconciliar a existência com a sua própria visão; não passa de uma tentativa de criar o seu próprio universo neste mundo»!

publicado por Theosfera às 10:16

Há quem diga que o absurdo é um entrave à fé.

Mas, se repararmos bem, o absurdo pode ser um enorme carburante para a fé.

Muitos acharão que se acredita no absurdo. Não faltará, porém, quem acredite porque é absurdo.

É uma questão de perspectiva.

A fé não dispensa o mistério. E a vida dispensará o absurdo?

Já dizia Clemenceau: «A vida precisa de uma parte de absurdo para se tornar suportável».

Se tudo fosse previsível e controlável, a vida seria melhor?

Seria, talvez, um fastio.

publicado por Theosfera às 10:07

Não podemos esperar que o tempo faça tudo, designadamente aquilo que nos compete a nós fazer. Mas é indiscutível que o tempo consegue muita coisa.

 

Consegue, por exemplo, amortecer ânimos exaltados. Consegue também esclarecer questões dúbias. Às vezes, consegue também obscurecer questões que pareciam claras.

 

E, não raramente, consegue convencer mais do que a própria razão.

 

Thomas Paine dizia: «O tempo faz mais convertidos do que a razão».

 

O mais curioso é que, pensando bem, o tempo faz o que outro tempo não é capaz de fazer.

 

E, no fundo, a razão que não funciona numa altura acaba por funcionar noutra altura.

 

A Bíblia, afinal, está certa. Tudo tem seu tempo e sua hora.

 

O que parece impossível num tempo torna-se espantosamente exequível noutro tempo.

 

A determinação é importante. Mas a paciência mostra-se fundamental!
publicado por Theosfera às 09:51

Hoje, 17 de Julho, é dia do Bem-Aventurado Inácio Azevedo e seus companheiros mártires, Sta. Teresa de Sto. Agostinho e suas companheiras mártires e Sto. Aleixo.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:52

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