O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 16 de Julho de 2013

Pobreza não é o mesmo que miséria.

O mal não está na pobreza. O mal está na miséria.

Se todos soubessem ser pobres, a miséria terminaria.

A pobreza, afinal, até é uma enorme riqueza, a maior riqueza.

Jesus, como nota S. Paulo (cf. 2Cor 8, 9) era rico porque era pobre. Ele quis enriquecer-nos com a Sua pobreza.

Fala-se do aumento da pobreza. Mas o que está a crescer (e muito, infelizmente) é a miséria.

Onde estriba a diferença?

Miséria é quando não se tem. Pobreza é quando se reparte o que se tem.

Daí que o Abbé Pierre tenha sinalizado a precisão: «A miséria é aquilo que impede um homem de ser homem. A pobreza é a condição para se ser homem».

É a pobreza que nos faz perceber que viver é conviver.

É a pobreza que nos permite entender que não somos proprietários definitivos de nada, mas administradores provisórios de tudo.

O que temos não nos pertence só a nós. Nem nós mesmos somos donos de nós.

Felizes são os pobres (cf. Mt 5, 3) porque reconhecem pertencer aos outros: a Deus e aos seres humanos.

São felizes porque não suportam viver sem os outros.

publicado por Theosfera às 11:52

A mentira é o oposto da verdade. Mas, muitas vezes, não anda longe dela.

Persegue-a porque cobiça o mesmo espaço: o coração do ser humano.

Foi talvez por isso que Henryk Sienkiewic anotou: «A mentira, como o óleo, flutua à superfície da verdade».

Temos de estar precavidos.

A mentira é tentadora, insinuante. Importa não ceder às insinuações para não cair na tentação.

A verdade pode doer durante algum tempo. Mas a mentira magoa para sempre.

publicado por Theosfera às 11:16

Quando o vento é contrário, a força do navegante tem de ser redobrada.

O caudal da injustiça é imenso. Como vencê-lo?

Thomas Eliot achava que, «infelizmente, há momentos em que a violência é a única maneira de assegurar a justiça social».

Não creio, porém.

No que creio é na determinação, na coerência, na persistência da dádiva, na perenidade da partilha!

publicado por Theosfera às 10:15

O século XX foi, sem dúvida, o século dos direitos humanos. O século XXI terá de ser o século dos direitos e dos deveres.

Os direitos engrandecem-nos. Mas são os deveres que nos enobrecem.

Assim o reconhece Henri Amiel: «O dever é a necessidade voluntária, a carta de nobreza de um homem».

Nunca o esqueçamos!

publicado por Theosfera às 09:50

Nunca estaremos tão alto que não possamos subir mais.

Schiller observou: «Nada existe tão alto que o homem, com força de vontade, não possa apoiar a sua escada».

Mas nunca esqueçamos: para Deus sobe-se descendo.

A humildade é o que nos faz crescer, amadurecer, ser!

publicado por Theosfera às 09:45

Há sempre motivos para a esperança. Mas nenhuma razão existe para a vaidade.

Sacha Guitry decretou: «A vaidade é o orgulho dos outros».

Nada como ser autenticamente humilde.

Só a humildade nos torna conscientes dos nossos limites e, nessa medida, crentes nas possibilidades de podermos melhorar!

publicado por Theosfera às 09:41

O que possuímos está em nós. Mas será nosso?

A dívida não é só quando temos algo para pagar. A dívida é também (e sobretudo) quando temos alguém para apoiar.

Regra geral, pensamos nas dívidas em relação aos bens. Devíamos pensar mais nas dívidas em relação às pessoas.

No fundo, todos somos devedores. Todos estamos em dívida. Todos nos deveríamos sentir em dádiva.

Só a dádiva cobre a dívida!

publicado por Theosfera às 05:35

Há momentos em que a fé e a dúvida parecem repelir-se.

Umas vezes, a fé expulsa a dúvida. Outras vezes, a dúvida expulsa a fé.

Mas, se pensarmos bem, a fé e a dúvida acabam sempre por conviver e por conviver pacificamente.

A dúvida nunca persiste. Mas a fé também insiste. Sempre!

publicado por Theosfera às 05:29

Feliz foi o Abbé Pierre quando disse que o padre deve ser «um agente de contágio».

Sim, de um contágio entre o divino e o humano, entre o céu e a terra, entre o tempo e a eternidade.

É por isso que o padre vem do templo para o tempo.

O seu lugar é a sacristia e o adro.

Ele é o homem da oração e da missão. É o nómada de todos os caminhos e o peregrino de todos os corações.

É «homo Dei» e, nessa medida, «homo homnibus». O homem de Deus tem de ser sempre homem para todos os homens.

Os que estão soterrados nos fundos da existência devem encontrar no padre um vislumbre de luz, um suplemente de vida, um sopro de alento, uma manhã de esperança!

publicado por Theosfera às 05:24

Hoje, 16 de Julho, é dia de Nossa Senhora do Carmo, S. Sisenando, Sta. Madalena Alberici, S. Cláudio e S. Lázaro.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:23

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