O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 14 de Julho de 2013

O normal é legislar na vida. O importante será vitalizar a lei.

A lei é necessária na vida. Mas a vida é indispensável para a lei.

Esta interacção nem sempre é paritária.

O Abbé Pierre defendia que «a vida é que deve criar a lei, e não é a lei que deve bloquear a vida».

O problema é que nem sempre isto se passa. É preciso ultrapassar os atropelos.

É imperioso respeitar a lei. Mas é urgente que as leis respeitem a vida!

publicado por Theosfera às 21:53

Não é sob o medo nem debaixo do cálculo que devemos viver.

O Abbé Pierre achava que «a vida não se pode engarrafar. A virtude e a verdade não são o medo de tudo».

Não são uma carapaça. São um estímulo para vencer o medo em tudo. E sempre!

publicado por Theosfera às 21:29

É uma das doenças do nosso tempo: a pressa.

Hoje em dia, esperar equivale a desesperar.

Exigimos tudo na hora. Só sabemos correr. Mal nos conseguimos sentar.

A pressa pode não ser apenas sinal de que se quer trabalhar.

Pode ser também sintoma de ansiedade e de falta de confiança. Presumimos que tudo depende de nós.

Charles Péguy põe na boca de Deus este lamento: «Dizem-Me que há homens que trabalham bem e dormem mal. Que não dormem. Que falta de confiança em Mim. É quase mais grave do que se trabalhassem mal e dormissem bem (...). Lamento. Levo a mal. Um poucochinho. Não confiam em Mim. Governam muito bem os seus assuntos durante o dia. Mas não me querem confiar o governo durante a noite. Quem não dorme é infiel à Esperança».

Confiemos. Trabalhemos. E descansemos.

A serenidade é o selo da confiança.

Deus quer as nossas mãos, os nossos pés, os nossos braços e os nossos abraços.

O resto é com Ele. O resto é d'Ele.

E Ele não costuma faltar. Ainda que pareça demorar!

publicado por Theosfera às 16:02

Na vida, há chegadas e há partidas,

há começos e recomeços.

 

Neste tempo de férias, Senhor,

nós não Te vamos deixar,

até porque Tu também nunca nos deixas.

 

Queremos que estas sejam férias com Deus e não férias de Deus.

Queremos escutar, ainda mais, a Tua voz

e sentir sempre a Tua presença.

 

Na Palavra, na Oração e sobretudo na Santa Missa,

nós queremos continuar sempre conTigo,

pois sabemos e sentimos que Tu estás sempre connosco.

 

Vem, Senhor, connosco.

Acompanha os nossos passos.

Liberta-nos da pior doença: o egoísmo.

Cura-nos com a mais preciosa vitamina:

a vitamina C, a vitamina Cristo!

 

Nossa Senhora dos Remédios,

o Teu santuário não é só neste monte.

O Teu santuário será também o nosso coração.

 

Onde Tu estiveres, nós estaremos.

Onde nós estivermos, também Tu estarás.

 

Toma conta da nossa vida.

E dá-nos sempre o Teu querido Filho:

Jesus!

 

 

publicado por Theosfera às 10:50

Como lembra Pedro Laín Entralgo, o Samaritano foi próximo do viajante agredido «sem ser seu amigo, mais ainda, sem o conhecer». Mas, estabelecida a proximidade, cria-se «um ambiente propício para que a amizade floresça».

Pedro Laín Entralgo chama a este tipo de comportamento «amor distante». Distante porque leva a praticar o bem mesmo não havendo qualquer contacto ou relacionamento. Mais intenso é o «amor instante», que promove deliberadamente todo o tipo de benevolência, benedicência, beneficência e benefidência. De uma forma ou de outra, «insta o possível amigo a uma maior ou menor abertura da sua intimidade».
O corolário de todo este percurso é o «amor constante», não no sentido de que perdura ao longo do tempo, mas no sentido mais imediato do verbo «constar», isto é, de que «torna patente e fiável a íntima realidade, dando fundamento à confiança mútua, ao acreditar um no outro».
No limite, a forma mais elevada da proximidade «é o sacrifício pelo outro», a situação em que, longe de exigir que o outro viva em função de mim, sou eu mesmo que me disponho a viver em função do outro.
Neste momento, o que predomina é a alteridade invertida. A relação está totalmente marcada pela subordinação: o outro aparece subordinado ao império do eu.
O caminho terá de ser, por isso, a alteridade reconstituída: eu não subordino o outro nem me subordino ao outro, mas ofereço-me inteiramente pelo outro.
Só assim a proximidade global será começo de uma verdadeira — ainda que tão desesperadamente desmentida — paz mundial.
O cristianismo encontra-se aqui numa posição privilegiada já que — anota outra vez Pedro Laín Entralgo — «desde o espírito e desde a letra dos textos evangélicos, introduziu uma novidade fundamental: a relação de proximidade, a consideração do outro como próximo».
Está, por isso, em condições únicas para promover o «abraço dialéctico» entre «consensuantes» e «discrepantes», que, habitualmente, tendem a conflituar.
Trata-se, em suma, de ir mais longe que a pura evidência. A proximidade não pode reduzir-se apenas a um dado da natureza ou a uma circunstância da geografia. A proximidade há-de reluzir, acima de tudo, como uma opção da vontade, independentemente do destinatário.
Neste sentido, ela pode ser descrita como «o acto em que cada um ajuda desinteressadamente o outro, ainda que este seja desconhecido». Daí que a proximidade supere a própria amizade, embora possa estar na origem dela. É que enquanto na amizade o bem é feito ao amigo «por ser quem é», na proximidade o bem é sempre feito «seja a quem for».
Sendo uma das implicações mais óbvias da globalização, a proximidade é também uma das suas carências mais notórias. A contradição não está na análise, está na vida: estamos perto de todos, mas não nos sentimos próximos de ninguém.
É que, encontrando-nos fisicamente todos muito mais próximos, sentimo-nos também — afectiva e culturalmente — muito mais distantes. O próximo está perto, mas com ele tendemos a cultivar, regra geral, relações de domínio e não de serviço. Esquecemo-nos, como lembra Pedro Laín Entralgo, que cada homem está rodeado de «outros como ele» e não apenas de «outros para além dele».
É por isso que o mundo se assemelha mais a um vulcão prestes a explodir do que a um jardim em vias de desabrochar. Nele, com efeito, parece haver mais armamento para ameaçar do que rosas para contemplar.
O «princípio da empatia», tão sabiamente enunciado por Edith Stein, surge-nos assim perigosamente subvertido e assustadoramente adulterado. Sentimos o outro não como possibilidade, mas como adversidade. Resultado? Em vez da «pax omnium erga omnes» (a paz de todos para com todos) topamos permanentemente com o «bellum omnium contra omnes» (a guerra de todos contra todos).
publicado por Theosfera às 08:56

Não negligenciemos a força da vontade.

Agostinho da Silva sentenciou que «aquilo que se quer existe; só que está coberto; por isso se chama à busca feita pelos portugueses Descobrimentos».

Há muito bem encoberto na vida das pessoas.

Porque é que deixamos que só o mal fique a descoberto?

publicado por Theosfera às 08:53

Henri Amiel era de opinião que «aquilo que o homem mais receia é o que lhe convém mais».

O que tememos não devia ser posto de lado. Devia ser assumido.

Nunca esqueçamos a advertência de Mandela.

Coragem não é não ter medo. Coragem é vencer o medo que se tem!

publicado por Theosfera às 08:50

Falar do que se vê à distância é sempre possível. Mas só existe autoridade quando se fala daquilo que se procura viver.

Atenção a este aviso de Mark Twain: «Palavras sobre a guerra, de pessoas que estiveram numa guerra, são sempre interessantes; palavras sobre a lua, de um poeta que nunca esteve na lua, têm toda a probabilidade de serem enfadonhas».

O pregador nem devia precisar de falar. A sua vida deveria ser sempre o seu melhor discurso!

publicado por Theosfera às 08:48

Há quem não queira saber de princípios. Há quem só queira saber de princípios para os impor aos outros.

Diderot confessou: «Ignoro o que sejam princípios, a não ser que se tratem de regras que se prescrevem aos outros para nosso proveito».

Urge dar o salto.

Os princípios só são credíveis quando começam por ser assumidos.

O que vem da vida tem mais força do que aquilo que vem (apenas) pelos lábios!

publicado por Theosfera às 08:45

Será que conhecemos os outros? Será que nos conhecemos a nós?

Tagore exortava: «Não podes ver o que és. O que vês é a tua sombra».

É por isso que o apelo de Delfos («conhece-te a ti a ti mesmo») continua interminado.

Só em Deus nos (auto)conhecemos. N'Ele está a verdade sobre nós.

Nunca nos conhecemos quando nos fechamos. Só nos conhecemos quando nos abrimos!

publicado por Theosfera às 08:41

Hoje, 14 de Julho, XV Domingo do Tempo Comum, é dia de S. Camilo de Léllis (protector dos doentes e padroeiro dos que deles cuidam), de S. Francisco Solano e de S. Bernardo de Sabóia.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 06:09

O dinheiro poderá dar tudo. Mas dá tudo a muito poucos. Abre muitas oportunidades a muito pouca gente.

Não demonizo o dinheiro, mas concordo com Michael Sandel quando ele questiona a sua concepção e os critérios do seu uso.

Estamos numa sociedade de mercado em que, aparentemente, tudo se compra e tudo se vende. Mesmo aquilo que é ilegal, o dinheiro consegue tornar legal.

O ruído faz mal ao ambiente, mas se alguém pagar uma taxa poderá produzir ruído. Poderá poluir o ambiente.

Há quem compre rins. Há quem compre lugares em filas de espera.

O dinheiro abre muitas portas. Mas também deixa que elas se fechem.

Se tudo está à venda, então os mais pobres têm menos oportunidades.

Dar um preço às coisas nem sempre significa valorizá-las. Muitas vezes, equivale a limitá-las, a colocar-lhes um limite a que só alguns chegam.

Mas há coisas que nenhum dinheiro consegue comprar: a honra, a dignidade, a amizade, a competência.

O dinheiro não é necessariamente imoral. Mas também não devia limitar-se a ser amoral.

Só que não é a ele que cabe definir-se. É a nós que incumbe regulá-lo!

publicado por Theosfera às 00:10

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