O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 11 de Julho de 2013

Cada vez mais me persuado de que o maior bem é como as flores: belo e discreto.

S. Bento achava o mesmo há séculos. Recorrendo a uma linguagem metafórica, asseverava: «Se os teus esforços forem vistos com indiferença, não desanimes, pois o sol ao nascer dá um espectáculo absolutamente especial, e no entanto a plateia continua dormindo».

Eu diria que, como critério de avaliação, o maior bem é o que passa mais despercebido. Temos de estar motivados para o fazer. Temos de estar atentos para o reconhecer.

A espuma da comunicação só olha para o espaventoso. O bem passa quase incógnito. Mas ele está a ser semeado!

publicado por Theosfera às 23:13

A vida é, quase sempre, como as moedas: tem verso e reverso.

É preciso olhar para ela na sua globalidade e não apenas na sua parcialidade. Mas os tempos pós-modernos, os nossos, estão marcados por fragmentos, como alertava Lyotard.

Uma vez que apanhamos tendencialmente as coisas pela espuma da superfície, temos dificuldade em ver o total.

Mais grave é quando tomamos a nossa parcela pela totalidade.

O verso e o reverso são apenas partes, não são a totalidade.

É por isso que as coisas não são apenas como são. As coisas são, quase sempre, como nós somos, isto é, como nós as vemos.

Fácil é dizer que determinada pessoa é anti-social. Mas será que a sociedade não é muitas vezes anti-pessoal?

É certo que a pessoa tem de se abrir à sociedade. Mas a sociedade também não terá de se abrir a cada pessoa?

Quando uma pessoa se afasta da sociedade, deveríamos perguntar se não é a sociedade que estará a afastar-se dessa pessoa.

Fundamental é o respeito pelas opções pessoais. Urgente é o acolhimento das diferenças.

Imperioso é que não julguemos ninguém.

A Bíblia avisa que o juízo pertence a Deus (cf. Deut 1, 17). Só a Deus!

publicado por Theosfera às 11:35

Sábio é aquele que nunca é surpreendido?

Horácio achava que sim. Com todo o respeito, eu penso que não.

Sábio, verdadeiramente sábio, é aquele que está sempre a surpreender-se.

Sábio, verdadeiramente sábio, é aquele para quem nada está formatado.

Sábio, verdadeiramente sábio, é o que faz da vida uma descoberta constante. E uma surpresa total!

publicado por Theosfera às 10:47

Na vida, não basta o conteúdo.

A forma também conta. A forma também ajuda. Ou, conforme os casos, pode complicar.

Hugo von Hofmannsthal notava que «acordo sem simpatia dá uma relação antipática». E, desse modo, é difícil resultar.

O bom funcionamento depende sempre de um bom entendimento!

publicado por Theosfera às 10:24

Pior que o inimigo é o que aparenta ser amigo.

Simular é enganar.

E, justiça seja feita, o inimigo tem pelo menos uma virtude: não ilude.

Já o que simula ser amigo está sempre a fazer escorregar, mesmo quando alega querer ajudar.

Daí o aviso de Sófocles: «Nenhum inimigo é pior do que um mau conselho»!

publicado por Theosfera às 10:21

Não é fácil ter ideais. Mais difícil é atingir os ideais que se diz ter.

Mas urgente é não desistir dos ideais que, alguma vez, se teve.

Só o ideal permite entender a realidade.

Jean Jaurés assinalava: «Atingir o ideal é compreender o real».

De facto, precisamos de alguma distância para ver correctamente.

Só o ideal nos ajudará a compreender devidamente o real. E a transformá-lo!

publicado por Theosfera às 10:09

 

1. Antes de mais, carecemos de um novo pragmatismo.

 

E, a partir dele, necessitaremos também de uma grande — de uma enorme — coligação: de uma coligação efectiva entre todos os partidos e de uma coligação efectiva e afectiva entre o poder e o povo.

 

 

 

2. O pragmatismo que tem de nortear a política é a vontade de resolver os problemas das pessoas. Ou, pelo menos, a determinação em não agravar a vida dos cidadãos.

 

É preciso que a cada lar chegue o pão. É imperioso que cada família tenha uma casa. É urgente que ninguém seja impedido de trabalhar.

 

 

 

3. Gostamos da política com ideias e excelsamos a política com ideais. Mas devíamos perceber que o melhor ideal é absolutamente pragmático.

 

Haverá ideal mais elevado do que aquele que concorre para que as pessoas ascendam a uma vida mais digna?

 

 

 

4. O mal é que muitos dos ideais na política não passam de enunciados grandiloquentes.

 

Acresce que há ideais que se atropelam entre si. Cada um procura desmontar os ideais dos outros e alardear a pretensa superioridade dos seus. Nesta disputa, são gastas as energias que bem necessárias seriam na tarefa primordial: ajudar as pessoas em dificuldade.

 

 

 

5. É por aqui que passa a grande carência. Pressentimos que é também por aqui que passa a maior urgência.

 

Receio por isso que, nesta altura, muitos saibam com maior nitidez quem não querem do que quem desejam.

 

 

 

6. Diante de problemas novos, vamos optar pelas soluções habituais e pelos protagonistas de (quase) sempre? Situações excepcionais não deviam gerar opções excepcionais?

 

Porque é que só pode haver uma coligação entre dois ou três partidos? O estado a que chegamos não justificaria uma coligação entre todos os partidos?

 

 

 

7. Porque é que não hão-de ser todos (os partidos) a cuidar de todos (os cidadãos)?

 

O povo elegeu 230 deputados e não somente 132. Os restantes 98 não poderão ser chamados a cooperar numa alternativa?

 

 

 

8. E, já agora, porque é que os partidos têm de ter o exclusivo da acção política? Os partidos são obviamente necessários, importantes, decisivos. Mas serão únicos?

 

A governação de um país não poderá incluir representantes das empresas, dos sindicatos, das universidades?

 

 

 

9. Os partidos crescerão se souberem abrir-se.

 

Continuarão a decair se continuarem a enquistar-se em si, a ensimesmar-se. E, para cúmulo, a desagregar-se.

 

 

 

 

 

10. Os partidos deviam estar habilitados para cooperar. Infelizmente, parecem apenas formatados para competir.

 

No fundo, falta o sentido do outro. Falta ver a realidade a partir do outro. Ainda estamos muito «ego-centrados», muito «ego-sentados»!

 

publicado por Theosfera às 09:56

Hoje, 11 de Julho, é dia de S. Bento, Padroeiro da Europa, e de Sta. Olga.

Refira-se que S. Bento é invocado contra as tentações do demónio, contra a eripisela, as febres e as doenças dos rins.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:35

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