O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 09 de Julho de 2013

«Mutatis mutandis», diria que D. Manuel Clemente é como aqueles jogadores de quem se diz não saberem jogar mal.

D. Manuel Clemente é genuinamente assim: o que diz emana do que é.

A entrevista desta noite não prova nada; mostra muito e augura bastante.

«Laus Deo»!

publicado por Theosfera às 23:31

Dizer não é a melhor maneira de fazer. Mas fazer é sempre a melhor maneira de dizer.

Bem dizia o Padre Giuseppe de Lucca: «A melhor maneira de dizer as coisas é fazê-las».

Cessem as palavras, advertia Sto. António. Falem as obras.

De palavras estamos cheios. De obras vazios!

publicado por Theosfera às 23:29

1. É possível que, nestes dias tórridos, a atenção se fixe mais na aragem do que na paisagem.

A paisagem deslumbra. Mas a aragem sufoca.

 

 

2. A Deus é costume associar a palavra. Mas não é menos pertinente associar-Lhe também o ar.

Daí que cheguemos a Deus não apenas pela audição, mas também pela respiração. Deus é, sem dúvida, palavra para ouvir. Mas é sobretudo ar para respirar.

 

3. Os antigos não esqueceram esta (dupla) imagem. Para a mundividência bíblica, Deus tanto é logos (palavra) como ruah (vento, brisa, ar).

É por isso que, como avisava Karl Rahner, a oração não é só diálogo; é também (antes de mais e acima de tudo) respiração.

 

4. A oração não pode ser episódica. Tem de ser frequente, constante (cf. 1Tes 5, 17).

Sem respiração, o homem não vive. Sem oração, o homem crente não sobrevive.

 

5. Desde a aurora dos tempos, tem-se notado que, à margem da espiritualidade, a humanidade não é plenamente humana. Falta-lhe profundidade, espessura, largueza, horizonte, altura, dimensão.

Em suma, sem espiritualidade falta alma, falta vida. Falta a alma da vida. Falta alma para a vida.

 

6. Já na antiguidade pré-socrática, Anaxímenes achava que a totalidade primordial e unificadora do mundo era o ar («anr»). Não tanto o ar que respiramos, mas aquela espécie de vapor que escorre da nossa respiração. Trata-se do hálito.

É a este hálito que os gregos dão o nome de «theós», que usualmente se traduz por «Deus».

 

7. Percebe-se, então, que Xavier Zubiri tenha observado que, acerca de Deus, «o mais difícil não é descobri-Lo; é encobri-Lo».

Para o homem, tudo serve para falar de Deus, até a Sua ausência, a Sua suposta ausência. Porque Deus, quanto mais Se esconde, mais Se revela.

 

8. Deus não surge como uma entidade sobreposta à realidade. Pelo contrário, Deus é a realidade original, que faz com que toda a realidade seja real.

Para Zubiri, Deus não é transcendente ao mundo. É transcendente no mundo. É no mundo que encontramos este «hálito» divino, esta respiração vivificante.

 

9. Neste sentido, salta à vista que não é preciso sair da vida para encontrar Deus. A vida é o espelho de Deus.

Para Zubiri, «o homem não necessita de chegar a Deus» porque Deus já «está presente no próprio ser do homem».

 

10. A atmosfera é o que nos envolve, o que nos permite respirar, o que nos faz viver. A atmosfera, afinal, é uma teosfera. O homem, saiba-o ou não, respira Deus em toda a parte: no interior e no exterior, nas alturas, mas também na profundidade.

Deus sopra na eternidade, mas visita-nos também no tempo. Ele leva o centro até às periferias. E traz as periferias para o centro.

 

11. Mesmo quando surge como uma entidade negada, Deus não deixa de ser uma presença (pre)sentida. Ele coexiste com a existência humana. Ele é conatural ao homem.

Ele não paira para lá da atmosfera. Ele também vibra agora. Ele também palpita aqui. Neste lado da teosfera!

publicado por Theosfera às 15:15

A precipitação é pior que o falhanço.

Do falhanço pode recuperar-se. De uma precipitação dificilmente.

Choderlos de Laclos afirmou: «Uma oportunidade falhada pode reencontrar-se, ao passo que jamais recuperamos uma tentativa precipitada».

A precipitação conduz ao precipício. E de um precipício é quase impossível sair em bom estado!

publicado por Theosfera às 09:49

Será que o útil é inimigo do belo? Não necessariamente.

O útil nem sempre será belo. Mas o belo nunca deixará de ser útil.

Estamos a perder a sensibilidade para o belo.

Atenção, pois, a Boris Pasternak: «A arte serve a beleza, e a beleza é a felicidade de possuir uma forma, e a forma é a chave orgânica da existência; tudo o que vive deve possuir uma forma para poder existir, e, portanto, a arte, mesmo a trágica, conta a felicidade da existência»!

publicado por Theosfera às 09:42

Importante é olhar. Decisivo é ver. Urgente é ler.

Não se vê apenas quando se olha. Também se vê quando se lê, quando se lê muito e sobretudo quando se lê bem.

Já na antiguidade, Quintiliano recomendava: «Deve-se aprender lendo mais em profundidade do que em largura».

Um bom livro é uma companhia preciosa, um conselheiro admirável!

publicado por Theosfera às 09:39

Neste mundo de mudanças velozes e transformações aceleradas, haverá alguma coisa que subsiste?

Será que o passado passa?

Oscar Wilde achava que esse era o principal encanto: a passagem do passado.

Parece, aliás, uma evidência: tudo passa, tudo passa a passado.

Tudo?

Théophille Gautier ressalvava: «Tudo passa, só a arte robusta possui a eternidade».

O divino Artista é o eterno presente. É Ele que adorna cada presente, cada pessoa.

É Ele que torna eterno cada instante!

publicado por Theosfera às 09:30

Hoje, 09 de Julho, é dia de Sta. Joana Scopelli, S. Nicolau Pick, S. Wilhaldi, S. João de Colónia, Nossa Senhora, Mãe da Santa Esperança e Virgem Santa Maria, Rainha da Paz.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:20

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