O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 03 de Julho de 2013

Muita atenção deverá ser prestada à proposta que João Gomes Ferreira acaba de fazer.

Uma proposta inovadora. Uma tentativa de fazer o que ainda não foi feito.

O que ainda não foi feito ainda não provou não resultar, ao contrário daquilo que já foi feito, refeito e desfeito.

O Chefe de Estado que chame algumas personalidades de destaque e de grande probidade.

Que, em nome do interesse nacional, lhes peça para arquitectarem uma solução governativa.

Os partidos ficarão com a responsabilidade de, no parlamento, apoiarem tal esforço patriótico.

O jornalista avançou nomes.

Antes de uma negativa, que, ao menos, não descartem uma reflexão sobre a oportunidade!

publicado por Theosfera às 13:45

1. Ele recolheu milhares de judeus na sua residência. Ele foi para o meio dos corpos que tombaram nos bombardeamentos.

Ele providenciou abrigos e organizou uma rede de assistência para os fugitivos. Ele ordenou que as contas bancárias das dioceses fossem usadas para fornecer documentos e roupas aos judeus em fuga.

 

2. Ele determinou que os conventos acolhessem o maior número possível de refugiados.

Ele emitiu documentos que identificavam os judeus como peregrinos católicos, a fim de os poder salvar.

 

3. Ele enfrentou riscos e correu perigos.

Houve inclusive um plano para que o seu espaço fosse invadido e para que ele próprio fosse raptado.

 

4. A acção de Pio XII — é dele que tenho vindo a falar — contribuiu para salvar, pelo menos, 700.000 judeus da ameaça nazi.

Aliás, os judeus sobreviventes não demoraram a expressar o seu reconhecimento. Isaac Herzog testemunhou: «O povo de Israel nunca esquecerá o que Sua Santidade fez pelos nossos infelizes irmãos e irmãs no momento mais trágico da nossa história».

Moshe Sharett alinhou pelo mesmo registo: «O meu primeiro dever é agradecer-vos, em nome de todo o povo judeu, tudo o que fizestes para salvar judeus».

 

5. Não falta, porém, quem conteste a eloquência dos factos. Afinal, contra factos haverá argumentos? Eu sou dos que pensam que não há. Mas há quem pense que pode haver.

O jornal Pravda, de Moscovo, pôs a circular a insinuação de que o Papa «não só aceitava Hitler como concordava com ele acerca de tudo»!

 

6. Foi quanto bastou para se desencadear uma tempestade revisionista que ainda não parou.

Há precisamente 50 anos, Rolf Hochhuth publicou uma peça — «O Vigário» — que oferecia o retrato de um papa ganancioso, indiferente ao Holocausto.

 

7. Mais recentemente, em 1999, as calúnias sobre Pio XII atingiram o zénite com a publicação da obra de John Cornwell, «O Papa de Hitler»!

Esta tese é completamente esdrúxula não passando de um preconceito. Como é possível chamar papa de Hitler a alguém em quem Hitler não confiava até ao ponto de o querer raptar?

 

8. Curioso é notar que, entre os maiores defensores da memória de Pio XII, avultam alguns historiadores judeus.

Michael Tagliacozzo sentenciou mesmo que, «sem ele, muitos membros do nosso povo não estariam vivos».

 

9. Costuma dizer-se que, às vezes, é preciso esperar pela morte para que a justiça seja feita. Acontece que nem sempre a história faz justiça. E, se faz, demora muito tempo.

Em qualquer altura, podem sobrevir argumentos contra os factos. Ainda que não tenham credibilidade, haverá quem lhes dê crédito.

 

10. Só que os factos, mesmo depois de passar, não deixam de ser o que foram.

E não há argumento que impeça os factos de depor. São os factos que atestam que Pio XII foi um grande protector do povo judeu numa das fases mais sofridas da sua história!

 

 

publicado por Theosfera às 12:05

«Achar que o mundo não tem um criador é o mesmo que afirmar que um dicionário é o resultado de uma explosão numa tipografia».

Eis o que a sabedoria de Benjamin Franklin apurou.

O mundo não afasta de Deus. O mundo aproxima de Deus.

Arnold Toynbee notou que «o mundo é uma província do Reino de Deus».

Basta olhar para ele a partir d'Ele: a partir da base, a partir da fonte!

publicado por Theosfera às 11:00

O que está em causa, na acção política, não é apenas o programa, a ideologia ou a competência.

O que está em causa é, acima de tudo, o carácter, a decência.

As pessoas sentem que está aqui a grande carência. As mesmas pessoas pressentem que se encontra aqui a maior urgência.

Receio mesmo que, a esta altura, muitos saibam com maior nitidez quem não querem do que quem pretendem.

As manifestações de protesto exibem maior entusiasmo que as próprias eleições.

O acto eleitoral deveria ser uma celebração festiva da democracia. Os últimos actos eleitorais tiveram um certo ar de desencanto.

Como os piores cenários se vão repetindo, é de prever que a abstenção aumente e que os militantes do voto em branco tendam a engrossar os seus números.

Não é exaltante!

publicado por Theosfera às 10:52

Os abusos não fazem bem. Mas, na devastação que provocam, acabam por extirpar também alguns focos de mal.

Pierre-Édouard Lémontey achava que «os abusos, que destroem as boas instituições, têm o privilégio fatal de fazer substituir as más».

O problema é que nada nos garante que as supervenientes sejam melhores!

publicado por Theosfera às 10:21

Será que nos conhecemos? Será que conhecemos?

Fedro não tinha dúvidas: «Conheces apenas quem te conhece».

Não estou, porém, seguro de que conheçamos totalmente quem nos conhece.

Nem estou certo de que alguém nos conheça autenticamente. A não ser Deus!

publicado por Theosfera às 10:14

Um dia oportuno para meditar nesta afirmação de Gay de Girardin: «Um ministério perde toda a sua força moral quando coloca o seu ponto de apoio longe da opinião pública e das instituições do Estado».

Quando não se pensa no que se passa fora, um governo acaba por se desestruturar por dentro!

publicado por Theosfera às 10:10

Somos uns eternos enamorados do futuro. Ainda bem.

O futuro é o melhor «combustível» para trilhar os caminhos do presente.

No presente, em cada presente, sonhamos, entrevemos, quase desenhamos o futuro.

Parece tudo preparado. Só falta mesmo escutar o próprio futuro.

Umas vezes, o futuro confirma as expectativas. Mas outras vezes, o futuro infirma as previsões.

De facto, nem sempre a certeza da evidência conduz à evidência da certeza.

O melhor é mesmo trabalhar pelo futuro. E, depois, esperar que o futuro chegue!

publicado por Theosfera às 09:36

Estranho dia.

Mergulhados em mais uma crise, somos desafiados a não perder o que nos resta: a esperança.

Como disse Vergílio Ferreira, «quando a situação é mais dura, a esperança tem de ser mais forte».

É dramático sentir que aqueles que são eleitos para resolver problemas acabam por provocar (mais) problemas.

Porque é que só se invoca a vontade do povo para chegar ao poder?

Mas o povo até já se pronunciou. O povo escolheu, há apenas dois, 230 representantes.

E escolheu-os por quatro anos. Não escolheu somente dois partidos.

Tanto se exalta o diálogo e, afinal, tão pouco se pratica o diálogo. Não será mesmo possível um amplo entendimento parlamentar?

Situações de excepção requerem opções de excepção!

publicado por Theosfera às 06:27

Há quem se proponha continuar.
Há quem se disponha mudar.
Quem garante melhorar?

publicado por Theosfera às 06:05

Hoje, 03 de Julho, é dia de S. Tomé e Sto. Anatólio de Laodiceia.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:07

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