O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 02 de Junho de 2013
O objectivo da solenidade do Corpo de Deus é suscitar a expressão pública da fé na Eucaristia. Em causa não está obviamente qualquer intuito exibicionista. Está, sim, um impulso missionário que, de resto, remonta ao próprio Jesus Cristo. Na verdade, foi Ele quem nos enviou a evangelizar pelo mundo (Mt 28, 16-20).


É por isso que a Missa gera Missão. É por isso que o «ide em paz» não é uma despedida, mas um envio. E é por isso que, no que toca à Eucaristia, à celebração sacramental tem de suceder — sempre! — a celebração existencial.


Neste sentido, é interessante notar como na génese da solenidade do Corpo de Deus deparamos com uma estreitíssima ligação com a celebração eucarística. Desde cedo que, como nos diz Xabier Basurko, «os fiéis corriam de Igreja para Igreja com a única preocupação de verem o maior número possível de vezes a elevação da Hóstia consagrada».


Não espanta, assim, que em 1247 se tenha celebrado a solenidade do Corpo e Sangue de Cristo. Foi em Liège e por insistência de uma religiosa: a Irmã Juliana de Mont-Cornillon. Mais tarde, em 1264, na sequência de um milagre eucarístico ocorrido em Bolsena, o Papa Urbano IV estende a toda a Igreja esta festa através da bula «Transiturus». Embora não haja ainda qualquer alusão à procissão com o Santíssimo, é sabido que esta depressa se introduziu nos hábitos eclesiais e na alma crente do povo.


A fim de facilitar o visionamento do Pão consagrado — informa-nos de novo Xabier Basurko —, «começaram a utilizar-se aqueles objectos que habitualmente serviam para a exposição das relíquias dos santos. Deste modo, através do vidro transparente, as pessoas podiam fixar os olhos no sacramento do Corpo de Cristo».


Foi, entretanto, na época do barroco que esta festa atingiu o auge. A controvérsia com os protestantes mobilizou os católicos em torno da presença real de Cristo na Eucaristia. A ocasião ideal foi o Corpo de Deus, cuja festa se concentrava na procissão, «passagem do Senhor pelo meio do povo crente que O aclamava e O aplaudia com todo o esplendor de que a época barroca era capaz: música e coros, foguetes e bandeiras, danças e reverências, coroas e ornamentos de grande brilhantismo».


Descontados os circunstancialismos, permanece o essencial: a centralidade da Eucaristia na vida da Igreja, que, não se limitando à celebração, envolve a adoração e implica o testemunho. Acresce que uma festa eucarística a meio da semana de trabalho significa também que a actividade humana está indelevelmente marcada com o selo de Deus!
publicado por Theosfera às 00:13

Sábado, 01 de Junho de 2013

Às vezes, muitas vezes, propendemos a achar que o grande mora longe.

Será que a proximidade empequenece?

Mas, no fundo, pequenos são os olhos que não conseguem ver o grande que está à nossa beira.

Manuel Gonçalves da Costa faria, em Agosto, 103 anos.

Ele, que trouxe tantos factos e tanta gente à lembrança, vai sendo atirado para o esquecimento.

A justiça nem sempre é feita aos melhores.

Foi das pessoas mais brilhantes que conheci.

Um mestre. E um grande amigo.

publicado por Theosfera às 12:17

Serei suspeito, mas sou sincero.

Tudo o que sabe à terra onde nasci sabe bem.

Esta manhã, os meus olhos tropeçaram com um texto de Miguel Esteves Cardoso, que encomiava (justamente, aliás) a cereja de Resende: «Dizem que as cerejas não gostam de chuva, mas até agora ainda não comemos uma única cereja de Resende que não fosse de fazer fechar os olhos e estalar os lábios».

 Bela descrição para tão belo produto!

publicado por Theosfera às 11:55

A realidade é a totalidade. A começar, desde logo, pela sua interioridade.

O problema é que, hoje em dia, andamos pouco por dentro e muito por fora.

Olhamos, quase só, para a realidade exterior e para o exterior da realidade.

A páginas tantas, já nem reparamos que a realidade não é só isso.

A páginas tantas, julgamos que a realidade é apenas isso!

publicado por Theosfera às 11:51

«Um problema sem solução é um problema mal colocado».

Emerson tem razão. Um problema sem solução é um problema para o qual não se viu solução.

Não quer dizer que ela não exista.

Viver é procurar soluções para os problemas. Mas, às vezes, é colocar problemas em certas soluções!

publicado por Theosfera às 11:42

Em tudo existe uma beleza escondida. No bem, sem dúvida. Mas, quem sabe, também no mal.

Charles Chaplin apercebeu-se: «A beleza existe em tudo - tanto no bem como no mal. Mas somente os artistas e os poetas sabem encontrá-la»!

publicado por Theosfera às 07:35

Ninguém se deve julgar superior a alguém.

Montesquieu assinalou: «Normalmente, são tão poucas as diferenças de homem para homem que não há motivo nenhum para sermos vaidosos».

Nas nossas diferenças, somos mais parecidos do que pensamos!

publicado por Theosfera às 07:33

A infância é linda. Mas a velhice não deixa de ser bela.

O fulcro da beleza está na profundidade.

John Donne achava até que «nenhuma beleza primaveril ou estival tem a graça que vi num rosto outonal».

No fundo e como dizia Aristófanes, «os velhos são duas vezes crianças»!

publicado por Theosfera às 00:18

Hoje, 01 de Junho, é dia de S. Justino e Sto. Aníbal Maria di Francia.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:14

Não sou, por natureza, muito dado a comemorações. Muitas vezes, estas escondem e escamoteiam o que se passam fora delas. E que, habitualmente, não é muito salutar.

 

Neste dia mundial da criança, é importante que se pense no que urge fazer para com as crianças em cada dia.

 

É o futuro da sociedade que está em jogo.

 

Elas precisam de coisas. Mas necessitam, antes de mais, de presença, de acompanhamento, de afecto.

 

Dostoiésvky, ao achar que «o amor é mestre», apelava: «Amai sobretudo as crianças porque, como os anjos, estão isentas de pecado e vivem para a purificação dos nossos corações e como que são um guia para nós. Desgraçado de quem ofenda uma criança».

 

As crianças são mestres. Ensinam muito. Mostram, particularmente, que há muito de puro que não deveria desaparecer.

 

Jesus verberava quem escandalizasse uma criança.

 

Os maus exemplos ficam alojados no seu íntimo. As condutas exemplares ficarão também depositadas no seu coração.

 

As crianças merecem o melhor. Porque, como dizia o poeta, elas são o melhor. O melhor do mundo. O melhor de nós.

 

Só é verdadeiramente adulto quem nunca deixar de ser totalmente criança!

publicado por Theosfera às 00:12

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