O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 16 de Junho de 2013

Dificilmente alcançamos o que desejamos. O nosso desejo é mais penetrante que a nossa capacidade.

Quem aspira ao mínimo, nada conseguirá.

Para obter o suficiente, é preciso olhar para mais além que a suficiência.

William Blake assim o recomenda à guisa de admoestação: «Nunca saberás o que é suficiente enquanto não souberes o que é mais que suficente».

É preciso olhar para tudo para se conseguir alguma coisa!

publicado por Theosfera às 08:28

Em relação a Deus, não se preocupe com a retórica.

Não procure elaborar discursos ou articular palavras em alta voz.

Como observou S. Cipriano, «Deus ouve mais o coração do que as palavras».

Fale-Lhe com a vida. Abra-Lhe o seu ser.

Mesmo só, não se sentirá só. A sua solidão estará sempre habitada.

Por Ele!

publicado por Theosfera às 07:05

Hoje, 16 de Junho, XI Domingo do Tempo Comum, é dia de S. Ciro, Sta. Judite e Sta. Lutgarda.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 06:23

Sábado, 15 de Junho de 2013

Não se pode chegar ao futuro sem disponibilidade para mudar o presente.

Albert Einstein percebeu: «Tenho de estar disposto a abdicar do que sou para me tornar no que serei».

Viver é transformar-se. Não somos. Transformamo-nos. Constantemente.

Quem não se transforma não se mantém nem permanece. Recua.

Será possível crescer às arrecuas?

publicado por Theosfera às 22:03

Há muito heroísmo em quem não quer vestir a pele de herói.

Não é herói apenas aquele que comete grandes feitos.

Herói é também aquele que suporta grandes tormentas sem desistir de as superar.

Há uma apreciável dose de razão no que disse Giacomo Leopardi: «A paciência é a mais heróica das virtudes, precisamente por não possuir aparentemente nada de heróico».

A paciência não é inactiva. Pelo contrário, ela é bastante activa durante muito tempo.

Não se limita a acreditar durante um certo tempo. Ela leva a acreditar durante todo o tempo.

Já Bento XVI nos avisara. Não é a paciência de Deus que adia. É a nossa impaciência que, por vezes, tudo compromete.

Não desista da paciência.

publicado por Theosfera às 19:28

Problema agudo: a fricção política. Problema maior: a desagregação social.

Caminho necessário: coligação política. Solução indispensável: coligação social.

O divórcio já não afecta apenas a classe política. Ele separa, cada vez mais, a classe política da sociedade.

É fundamental pensar numa coligação política que espelhe uma coligação social. E que alicerce uma aliança entre a sociedade e a classe política.

Na hora que passa, estamos de frente para os problemas e de costas para as vias de solução.

Se cavamos fracturas, acabaremos todos feridos!

publicado por Theosfera às 11:34

Há quem, defendendo o diálogo, só o use para poder dominar.

Já dizia Jules Ferry: «Quando formos fortes, teremos a certeza de poder negociar».

Mas não é a força que nos há-de fazer dialogar. O diálogo é que nos há-de tornar fortes!

publicado por Theosfera às 11:23

Dizem que já existem muitos «nativos digitais». E já nem parecem faltar «omnívoros digitais».

Há quem recorra às tecnologias para tudo. E, a páginas tantas, a pessoa corre o risco de ficar totalmente «digitalizada».

Nesta altura e saudando os avanços do progresso, há que perceber que existe vida para lá do universo tecnológico.

É importante usar as tecnologias. É fundamental não ficar dominado por elas!

publicado por Theosfera às 11:20

No fundo, não é fácil ser egoísta. Afinal, é preciso cortar os elos que nos ligam.

Mas também não é compensador. Ortega y Gasset observou notavelmente: «Não é tão fácil como se crê ser um egoísta puro, e ninguém, sendo-o, alguma vez triunfou».

Estamos em pleno apogeu do egoísmo. E, o que é mais assustador, é que vivemos dominados por um egoísmo repartido, disseminado.

Há que mudar a partir da base, a partir dos alicerces!

publicado por Theosfera às 11:16

Achava Montaigne que «os hábitos são a vitória do tempo sobre a vontade».

Eu agrafaria que os hábitos podem configurar a aliança entre o tempo e a vontade.

A vontade também pode estar marcada pelos hábitos.

O grande papel da vontade é distinguir, diferenciar.

Seguir os bons hábitos não é uma capitulação da vontade. Pelo contrário, é uma sublimação da liberdade!

publicado por Theosfera às 11:10

Hoje, 15 de Junho, é dia de S. Vito, S. Modesto, Sta. Crescência e Sta. Germana Cousin.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 06:14

Sexta-feira, 14 de Junho de 2013

Uma homilia não deve saber a mofo. Uma homilia deve saber a vinho.

Para o Papa Francisco, «uma boa homilia deve ter o sabor desse vinho novo que restaura o coração do pregador ao mesmo tempo que o dos ouvintes».

É por isso que a homilia deve ser longamente preparada perto de Deus e não longe do povo.

Não é sentado que se amadurece a homilia. É de joelhos e a pé: escutando o Deus do povo e caminhando com o povo de Deus!

publicado por Theosfera às 10:46

Neste último dia de aulas, eis a oportunidade ideal para um balanço.

Muito se aprendeu sem dúvida. Mas muito haverá ainda para aprender.

É preciso, por exemplo, aprender a esperar.

Belo o conselho do Papa Francisco: «A capacidade de esperar é uma das coisas mais importantes que precisamos de aprender».

Às vezes, parece-me que estamos a desaprender a esperança.

Não desistamos da esperança. Ela teima em não desistir de nós!

publicado por Theosfera às 10:36

Está o nosso tempo infectado de contradições.

Uma das maiores terá sido verbalizada pelo Papa Francisco: «Os pobres são perseguidos por exigirem trabalho, e os ricos são aplaudidos por escaparem à justiça».

Como sair deste cerco?

publicado por Theosfera às 10:27

Alguém disse ao futuro Papa Francisco (sabemo-lo pelo próprio) que não sabia amar.

Eis uma confissão de verdade, um sintoma de sabedoria.

Muitos problemas são desencadeados por quem presume saber amar.

Habitualmente, parte-se do princípio de que amar é apenas atrair, possuir, fruir.

Depois, chega-se à experiência registada por Jean Rostand: «É igualmente difícil viver com quem amamos e amar quem connosco vive».

Às vezes, parece bem mais fácil amar a humanidade do que amar cada ser humano.

O cardeal Bergoglio dizia que, em bom rigor, «ninguém sabe amar. Aprendemos todos os dias». Aprendemos com Aquele que nos ensinou a amar: Jesus Cristo.

Ele dá-nos a suprema lição de amor: esquece-Se de Si, dá-Se inteiramente a todos, a cada um.

A grande doença que putrefaz o mundo (o egoísmo) só se combate com a vitamina C, a vitamina Cristo!

publicado por Theosfera às 10:11

A arte de viver é a arte de escolher.

É por este meridiano que se afere o sulco da consciência.

Henri Bergson assinalou: «Se consciência significa memória e antecipação, é porque consciência é sinónimo de escolha».

É fundamental investir na consciência!

publicado por Theosfera às 09:56

Muito se anela pelo êxito. Mas, afinal, o que é o êxito?

Thomas Eliot respondeu. «O êxito é relativo: é aquilo que quisermos fazer da confusão que fizemos das coisas».

O segredo do êxito não está nas coisas. Está no modo como lidamos com elas.

As coisas não estão garantidas no começo. Só estão concluídas no final. A duras penas. Com muito suor!

publicado por Theosfera às 09:52

A novidade não está fora, está dentro. Não está nas coisas, está sobretudo no olhar com que vemos as coisas.

Marcel Proust avisou: «A viagem da descoberta consiste não em achar novas paisagens, mas em ver com novos olhos».

Bem avisava Nuno Júdice. Neste tempo de turismo, há uma viagem por fazer: a viagem pelo interior da alma humana!

publicado por Theosfera às 09:48

Hoje, 14 de Junho, é dia de Sto. Eliseu, Sta. Anastásia, S. Félix, Sta. Digna e Sta. Maria Micaela do Santíssimo Sacramento.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:10

Se fosse vivo, meu querido Pai faria hoje 110 anos!

 

Meu Pai está vivo. No Céu. Em Deus. Em mim.

 

Como sinto a sua falta!

 

Parabéns, Pai!

publicado por Theosfera às 00:03

Quinta-feira, 13 de Junho de 2013

Na imprensa não devia estar apenas quem na imprensa trabalha. Na imprensa deveria sentir-se o povo.

William Blake assinalou: «Quando a imprensa se não fala, o povo é que não fala. Não se cala a imprensa. Cala-se o povo».

No entanto e infelizmente, esta linearidade nem sempre se verifica. Há muitos constrangimentos.

A opinião publicada raramente é o eco da opinião pública.

A voz do povo nem sempre se reflecte na imprensa.

Como era importante que a voz da imprensa fosse o eco da voz (dorida e sufocada) do povo!

publicado por Theosfera às 10:16

Entre os contrários a distância é, por vezes, muito pequena.

É preciso estar atento. Porque, sem querermos, podemos passar, com espantosa facilidade, de um pólo para outro.

Recomendável, por isso, este conselho de Thomas Paine: «Muitas vezes, o sublime e o ridículo encontram-se tão estreitamente relacionados, que é difícil classificá-los separadamente. Um passo além do sublime e cai-se no ridículo; um passo além do ridículo e chega-se ao sublime».

É fácil passar do sublime ao ridículo. Mas também não é difícil passar do ridículo ao sublime!

publicado por Theosfera às 10:05

Não é só o fracasso que atrai a derrota. Às vezes, é o próprio êxito que traz o fracasso.

Atenção, pois, a esta advertência de Louis Bourdaloue: «Muitos se têm perdido pelo fulgor dos seus talentos, dos seus triunfos, dos seus milagres; nenhum se perdeu ainda pelos sentimentos de uma verdadeira e sólida humildade».

A humildade é a rainha das virtudes.

Ela dá-nos a consciência da nossa carência estrutural. E, nessa medida, possibilita-nos a abertura ao que nos pode ajudar a crescer!

publicado por Theosfera às 10:00

Coisa bela é a amizade. Como alimentá-la? E como fortalecê-la?

Marie Sévigné achava que «a amizade torna-se mais forte quando os interesses são comuns».

Não sei.

O problema não estará nos interesses não serem comuns. O problema começará a estar, desde logo, nos interesses.

Quando a amizade se funda em interesses será amizade?

Poderá ser «amiguismo». E este logo cai quando os interesses cessam ou conflituam...

publicado por Theosfera às 09:30

Hoje, 13 de Junho, é dia de Sto. António e S. Fândila. Refira-se que Sto. António, que nasceu Fernando, é conhecido como sendo de Lisboa (onde viu a luz do dia) e de Pádua (onde viria a consumar a sua itinerância terrena).

Começou por ser Cónego Regrante de Sto. Agostinho vindo a aderir à Ordem Franciscana. Notabilizou-se como pregador e taumaturgo.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:52

Hoje é dia de Sto. António. Homem de palavra intrépida e de uma conduta impoluta, posiciona-se como astro maior do firmamento da pregação com substância e sentido.

 

«Cessem as palavras e falem as obras. De palavras estamos cheios, de obras vazios».

 

Olhemos para a conduta deste Homem.

 

Deixemo-nos interpelar pela palavra da sua vida. Que foi tão eloquente como a palavra dos seus lábios.

publicado por Theosfera às 00:49

Quarta-feira, 12 de Junho de 2013

1. A história chega-nos carregada de factos e sobrecarregada de interpretações.

E se acerca do que é público já são muitas as conjecturas, então sobre aquilo que é suposto ser privado, as especulações parecem tocar o infinito. E atingir o delírio.

 

2. Como vimos, o cardeal Giuseppe Siri esteve envolvido em muitos factos e foi envolvido por muitas especulações.

Há quem assegure que ele esteve à beira da eleição papal. E não falta sequer quem vá mais longe, garantindo que, em 1958, foi ele o escolhido. Siri terá sido quase Papa ou não terá sido mesmo Papa?

 

3. Esta última tese, que tem feito fortuna em alguns sectores, foi difundida por um antigo consultor do FBI: Paul Williams.

Em 2003, publicou um livro com o título «O Vaticano exposto: dinheiro, assassinato e a máfia». Nele, procura conjugar sinais e agrafar indícios.

 

4. No terceiro escrutínio do Conclave de 1958, o cardeal Siri terá sido eleito e escolhido o nome de Gregório XVII.

 O fumo branco terá saído da chaminé. Ao fim da tarde, porém, a Rádio Vaticano informou que os resultados eram incertos. Que se terá passado?

 

5. Alguns cardeais terão objectado que Siri (visto como anticomunista) provocaria tumultos e até assassinatos de bispos nos países de leste.

Como alternativa, teriam optado por eleger o cardeal Frederico Tedeschini. Só que este estava muito doente. Foi então que se voltaram para Ângelo Roncalli que se tornou no Papa João XXIII.

 

6. Não é crível, porém, que as coisas tenham sido assim. Primeiro, porque não há documentos disponíveis. E, em segundo lugar, porque o Código de Direito Canónico torna completamente inválida uma decisão destas.

De facto, segundo as leis canónicas, ninguém pode anular uma eleição papal que tenha sido aceite.

 

7. Algo parecido terá sucedido, aliás, no Conclave de 1903. Aqui, também houve um veto, mas por antecipação. A oposição do imperador austro-húngaro ao cardeal Mariano Rampolla terá ocorrido antes da eleição se consumar.

Tal veto fez-se ouvir ao fim das primeiras votações quando o referido cardeal era o mais votado, mas sem ter alcançado a maioria. E registe-se que, mesmo depois, a votação em Rampolla continuou a ser alta, apesar de o eleito ter sido outro: Giuseppe Sarto, o Papa Pio X.

 

8. Teria havido o Concílio Vaticano II se Siri tivesse sido Papa? É provável que não.

E se Rampolla tivesse sido o escolhido? É possível que o mesmo Concílio tivesse começado (muito) antes.

 

9. Mas isso é o que poderia ter acontecido. E o que poderia ter acontecido não faz parte da história. Pertence à especulação.

O que não aconteceu não é realidade. É efabulação!

publicado por Theosfera às 19:54

Quando tudo perdermos, não percamos a esperança.

A realidade até nos pode esmagar. Mas, ao menos, esmaga-nos na companhia da esperança.

Pouco antes de ser detida, Anne Frank tinha consciência de que «o mundo estava a ser transformado num deserto».

E, no entanto, «tinha a sensação de que tudo vai mudar para melhor, de que a crueldade acabará, de que a paz e a tranquilidade regressarão». Nada (ou quase nada) tendo, agarrava-se «aos seus ideais. Talvez chegue o dia em que possa realizá-los».

Sabemos que esse dia não chegou. Mas os ideais de Anne Frank não morreram com ela. Sobreviveram para além dela. E ela sobrevivive com eles.

Os ideais perpetuam quem neles acredita. Quem neles vive. E quem por eles é capaz (até) de morrer!

publicado por Theosfera às 11:33

Habitualmente, são os mais velhos que se pronunciam sobre o comportamento dos mais novos.

Interessante será, pois, perceber como é que os mais novos avaliam a conduta dos mais velhos.

Do alto dos seus 13 anos, Anne Frank «achava estranho que os adultos discutam tantas vezes, e tão facilmente, por questões tão mesquinhas. Até agora, sempre pensei que as birras eram algo que as crianças faziam e que acabava por passar com a idade».

Mas a vida mostra que, em vez de passar, as birras alargam-se, alastram-se e agravam-se.

É bem provável que sejamos maiores quando somos mais pequenos.

E é bem possível que, em muita coisa, comecemos a decair quando pensamos que (já) somos grandes!

publicado por Theosfera às 11:11

Cada dia transporta muitos outros dias dentro de si.

Em cada dia nos são oferecidos muitos outros dias.

Quem já não leu o famoso «Diário» de Anne Frank?

Acontece que tal diário começou a ser escrito, neste dia, há 71 anos. E a sua autora também nasceu, neste dia, há 84 anos.

A última entrada é de 1 de Agosto de 1944. Dias depois, era conduzida para um campo de concentração onde, alguns meses mais tarde, viria a morrer.

O livro oscila entre o trivial (o que se compreende) e o profundo (o que se admira).

Aos 15 anos, em Maio de 1944, verte o seu espanto, a sua grande perplexidade, ao anotar este enorme contraste: «O mundo está virado do avesso. As pessoas mais decentes estão a ser enviadas para campos de concentração, prisões e celas, enquanto os piores governam sobre jovens e velhos, ricos e pobres».

69 anos depois, Anne Frank continua bem actual. O «avesso» mantém-se!

publicado por Theosfera às 11:01

A sabedoria raramente chega ao poder. O poder raramente mostra sabedoria.

A experiência até mostra que, se chega ao poder, a sabedoria rapidamente se perde.

Será esta uma aliança impossível?

Einstein, que foi sábio sem poder, assegurou: «O esforço para unir a sabedoria e o poder raramente dá certo e somente por muito pouco tempo»!

publicado por Theosfera às 10:00

O que nos dizem a nós acaba por ser o reflexo do que dirão de nós.

O que nos fazem a nós acaba por ser o espelho do que farão de nós.

Que não haja ilusões.

Theodore Roosevelt assinalou: «Um homem que rouba por mim fatalmente roubará de mim».

Muita atenção!

publicado por Theosfera às 09:56

Há muitas (embora nem sempre advertidas) semelhanças entre a moral e a arte.

Ambas pertencem sobretudo ao terreno do agir.

Não é a retórica que credibliza a moral ou embeleza a arte.

Ernest Renan tem razão: «Em moral e em arte, dizer é nada, fazer é tudo».

Em moral e em arte, fazer é tudo. Até falar.

Em moral e em arte, fala-se com a alma, com a vida!

publicado por Theosfera às 09:49

A sabedoria judaica percebeu, na madrugada dos tempos, uma ferida muito grande: «A calúnia é pior do que as armas de guerra; estas ferem de perto; aquela, de muito longe»!

publicado por Theosfera às 06:16

Em tempos a dúvida era esta: trabalhamos para viver ou vivemos para trabalhar?

Actualmente, a questão parece ser: consumimos para viver ou vivemos para consumir?

publicado por Theosfera às 06:15

Hoje, 12 de Junho, é dia de Nossa Senhora do Sameiro, S. João de Sahagún, Sto. Onofre, Sta. Jobenta, Sta. Mercedes de Jesus Molina e S. Lourenço Salvi.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 06:13

Terça-feira, 11 de Junho de 2013

Outrora, era habitual dar a palavra.

Hoje, tornou-se frequente (apenas) dar palavras.

Em tempos, havia a palavra de honra.

Subsistirá, hoje em dia, honra nas palavras?

publicado por Theosfera às 12:18

Começámos a ser um país de imigrantes. E voltámos a ser um povo de emigrantes.

Se a imigração é um fenómeno relativamente novo, a emigração é um facto que julgaríamos ultrapassado. Mas, pelo que dizem, nos últimos anos, a vaga das pessoas que saem está a igualar as cifras das décadas de 60 e 70.

Só nos últimos dois anos, terão deixado Portugal cerca de 200.000 cidadãos. Se nos reportarmos ao início da crise (2008), esse número ascenderá a meio milhão.

Acresce que a percepção que tenho é que a maior parte destas pessoas não tenciona voltar.

A vida não está fácil lá fora. Mas está a tornar-se cada vez mais difícil cá dentro.

Se um país não consegue fixar os seus nativos, terá de repensar a sua existência.

É fundamental ser solidário com quem sofre. E é prioritário não ser fonte de sofrimento para ninguém!

publicado por Theosfera às 09:56

A vontade é um poderoso dínamo.

Não conseguirá tudo, mas leva a acreditar sempre.

Paul Valéry reconhece: «Os espíritos valem conforme aquilo que exigem. Eu valho aquilo que quero».

De facto, querer é poder. E não querer também poder é.

Importa estimular a (nossa) vontade!

publicado por Theosfera às 09:45

«Aquele que não pode guardar os seus pensamentos dentro de si mesmo nunca fará grandes coisas».

Thomas Carlyle verte um conselho precioso.

Há coisas que têm de vir cá para fora. Mas há coisas que devem ser guardadas dentro.

Há coisas que só fazem sentido dentro, na intimidade, no aconchego do espírito.

Maria sabia guardar as coisas no Seu coração.

Hoje, vivemos muito «extro-vertidos», muito vertidos para o exterior.

E nem sempre a nossa estadia no exterior serve para ajudar. Muitas vezes, estamos no exterior só para exibir.

A convivência corre o risco de ser um desfile de «egos».

Aliás, a melhor maneira de conviver é pela profundidade. É quando se procura chegar ao fundo do outro!

publicado por Theosfera às 09:36

Muito se fala hoje do direito de falar. É um direito sagrado, sem dúvida.

Mas deve ser usado com recato, com respeito, com moderação.

Ainda ontem, alguém proclamava: «Comigo não há segredos».

Só que o direito de falar convive com o direito de calar. É importante que não abdiquemos dele.

Porque, com tanto ruído, com toda a gente a falar, ninguém ouve.

A palavra, entremeada com silêncio, torna-se mais madura, mais apetecível.

Falar e calar são dois condimentos (igualmente importantes) da comunicação.

A vida não é uma estrada com um único sentido. É preciso, em cada momento, optar pelo melhor.

Nem sempre a calar. Nem sempre a falar!

publicado por Theosfera às 09:28

La Fayette: «É tão perigoso esconder qualquer coisa dos amigos como nada lhes ocultar».

A confiança talvez nunca possa ser total. A desconfiança nunca deve ser plena.

Há coisas que só são garantidamente nossas quando estão em nós.

Confiar é arriscar.

Mas, atenção, ainda há excepções. Ainda há quem saiba honrar o significado da palavra amigo. E, em conexão, ainda há quem mostre saber o significado da palavra fidelidade!

publicado por Theosfera às 09:15

Hoje, 11 de Junho, é dia de S. Barnabé, Sta. Paula Frassinetti, Sta. Maria Rosa Molas e Vallvé e Sta. Maria do Divino Coração.

Refira-se que S. Barnabé é chamado Apóstolo por S. Paulo porque com ele participou na primeira viagem missionária.

Foi, aliás, Barnabé que apresentou Paulo aos cristãos de Antioquia. No entanto, desentenderam-se.

Na segunda viagem, Barnabé queria levar o seu sobrinho Marcos, que os acompanhara na primeira viagem, mas que desistira.

Paulo foi intransigente. Barnabé era mais clemente (a apreciação é de S. Jerónimo).

Por isso é que a Bíblia faz uma apreciação do carácter de S. Barnabé que diz tudo: «Homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé»(Act 11, 24).

Um santo e abençoado dia para todos!
publicado por Theosfera às 06:04

Segunda-feira, 10 de Junho de 2013
A vida da Igreja, como sucede certamente com quase tudo, é feita de muitas presenças e de bastantes ausências.

 

Num olhar de relance, notamos que na Igreja estão presentes normas, regras, práticas, hábitos, costumes, tradições, imposições, riquezas, anjos e também demónios.

 

A respeito destes últimos aliás, é assustadoramente espantosa a recorrência de livros, de conferências, de preconceitos, de certezas e de quase nenhumas dúvidas.

 

Isto diz muito do depauperamento do nosso interior colectivo e da forma como nos deixamos guiar pelo negativo.

 

Parece que, para alguns, a Igreja é mais «demonocêntrica» que «teocêntrica».

 

Parece que, para não poucos, o medo do demónio é maior que o amor de Deus.

 

É tudo muito estranho, quase deprimente.

 

E é assim que aquilo que, na Igreja, devia resplandecer como mais presente se arrisca a pairar como maior ausência: Deus, o Espírito, a paz, a bondade, a compaixão, a humanidade.

 

Quando alguns me dizem que têm de sair da Igreja para (re)encontrar Deus, eu questiono, questiono-me.

 

Deus está certamente na Igreja. Mas, em Igreja, nem sempre O deixamos ver. Quase O «abafamos» com a nossas gritarias, com os nossos interesses.

 

Deixemos que as pessoas «respirem» Deus.

 

Façamos da «eclesiosfera» uma refrescante «teosfera»!
publicado por Theosfera às 16:20

Laboa Gallego, recorrendo a uma imagem, não ignora a impressão «de que em Jerusalém ficou a coroa de espinhos».

Dos começos chega-nos o Evangelho inicial, inteiro e limpo, que envolve sobretudo pessoas «pobres e marginais, sem poder».

Depois, continuámos a registar uma sequência «belíssima de martírio, santidade e generosidade».

Mas, em simultâneo, temos sido assaltados «pelas misérias do poder e da ambição, pela força da rotina e do formalismo, pela repugnância em relação à mudança».

As sombras não são suficientes para obscurecer o brilho da luz. Mas podem ofuscar os nossos olhos impedindo-nos de a ver.

publicado por Theosfera às 16:05

De Carlos Drummond de Andrade: «Necessitamos de ambicionar alguma coisa que, alcançada, não nos torne sem ambição».

No fundo, precisamos de nunca estacionar.

Fundamental é estar sempre a caminho.

Cada fim há-de ser um novo começo!

publicado por Theosfera às 09:42

É um facto que a verdade costuma doer. E é certo que ela nem sempre é servida à «mesa» da delicadeza.

Muitas vezes, confunde-se verdade com brutalidade.

Uma coisa, porém, convém ter presente. Não é a ilusão que ajuda.

Juan Vives tornou tudo bem claro: «Se te habituas a abrires os ouvidos às lisonjas e a comprazer-te nelas, nunca ouvirás as verdades».

Amigo não é o adulador; é o honesto.

Amigo não é quem diz o que nos apraz. É o que nos diz sempre (e apenas) a verdade!

publicado por Theosfera às 09:38

Não gostamos do infortúnio, mas ele ensina-nos.

Gostamos muito dos êxitos, mas ele podem iludir-nos.

Mariano da Fonseca alertou: «Os males da vida são os nossos melhores preceptores, os bens, os nossos maiores aduladores».

De facto, não existe uma linearidade óbvia nem um intercâmbio evidente entre as situações na existência.

Até do mal podemos extrair grandes (e preciosos) bens. O que nos magoa pode fortalecer-nos.

Não procuremos a adversidade. Mas não fujamos dela.

É com ela que mais aprendemos. É nela que mais crescemos!

publicado por Theosfera às 09:29

Kahill Gibran: «Aquele que nunca viu a tristeza nunca reconhecerá a alegria».

É a experiência da dor que torna mais saborosa a vivência da felicidade.

Às vezes, temos de passar pelo túnel escuro para notar como é importante (e bela) a luz!

publicado por Theosfera às 09:24

1. O 10 de Junho não é só um feriado para nós. É também um feriado sobre nós, sobre Portugal.

 

Tirando as cerimónias e discursos oficiais, além de mais um estendal de condecorações, que vestígios há de uma paragem para reflectir?

 

No limite, cada um vai meditando sobre si e sobre os seus. Os problemas de cada um já são suficientemente aflitivos. Pouco — ou nenhum — espaço sobra, assim, para a comunidade.

 

 

2. Somos um país pequeno, mas que, mesmo assim, não cabe em si.

 

Conseguimos dar novos mundos ao mundo e, apesar disso, não resolvemos os problemas que asfixiam o nosso viver colectivo.

 

Temos passado, mas parece que não temos memória. Guardamos a história, mas não aparentamos ter muita vontade de continuar a fazer história.

 

A síntese angustiada de Pessoa mantém-se pertinente: «Cumpriu-se o Mar e o Império se desfez. Falta cumprir-se Portugal».

 

Hoje, voltam a dizer-nos que somos um país adiado, mas, nesse caso, já o somos há muitos séculos.

 

 

3. Não somos perfeitos. Às vezes, até nos mostramos contrafeitos.

 

Temos defeitos. Eis o nosso drama, eis também a nossa sorte. Se não fossem os nossos defeitos, o que nos motivaria? Se tudo já estivesse feito (e bem feito), que futuro nos restaria?

 

Houve algum momento em que Portugal não esteve em crise? Em que altura não se disse que vinham aí tempos difíceis?

 

A tudo temos sobrevivido. Temos sobrevivido à realidade, cruel. E temos sobrevivido aos diagnósticos, nada estimulantes.

 

Somos, enfim e como afirmava o Padre Manuel Antunes, uma excepção.

 

Constituímos um paradoxo vivo. Somos «um povo místico mas pouco metafísico; povo lírico mas pouco gregário; povo activo mas pouco organizado; povo empírico mas pouco pragmático; povo de surpresas mas que suporta mal as continuidades, principalmente quando duras; povo tradicional mas extraordinariamente poroso às influências alheias».

 

 

4. Seja como for, continuamos a sentir Portugal, a fazer Portugal e, não raramente, a chorar Portugal.

 

Tantas vezes, são essas lágrimas que nos identificam e pacificam. Aquilo que soa a desespero acaba por saber a esperança.

 

Apesar das tardes sofridas, acreditamos sempre que uma manhã radiosa voltará a sorrir.

 

É por isso que nunca desistimos de nós. É por isso que, não obstante as nuvens, há sempre um Portugal a brilhar em milhões de corações espalhados pelo mundo!

publicado por Theosfera às 07:06

Hoje, 10 de Junho, dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, é dia do Anjo de Portugal, Sta. Olívia e S. João Dominici.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:02

Domingo, 09 de Junho de 2013

Eu sei, Senhor,
que não mereço
que me visites,
que entres na minha casa,
que te envolvas na minha vida.

Eu sei, Senhor,
que não sou digno
que deixes o Teu aconchego,
que experimentes o frio e o desconforto,
que Te sujeites à intempérie do abandono e da ingratidão.

Eu sei, Senhor,
que não tenho direito
a exigir tanto despojamento
nem a esperar tamanha disponibilidade.

Eu sei, Senhor,
que não mereço nada,
que não sou digno de nada,
que não tenho direito a nada.

Mas é por isso que Te agradeço,
é por isso que me comovo
e é por isso que fico sem palavras.

Obrigado, Senhor,
obrigado, bom Deus.
Tu és tudo
e vens ao meu nada.
Tu és tanto
e cabes em tão pouco
que sou eu.

Ensina-me, Senhor,
a ser humilde,
a olhar para todos
não com os meus óculos
mas com os Teus olhos,
que são olhos de afecto,
olhos de esperança,
olhos de amor.

Ensina-me, Senhor,
a compreender a lição da Tua vinda:
lição de humanidade,
de simplicidade,
de singeleza.

Ensina-me, Senhor,
a ver-Te
não apenas nas Tuas imagens de barro,
mas nas Tuas imagens de carne e osso
(algumas mais de osso que carne).

Ensina-me, Senhor,
a sentir
que a Tua morada é no Homem,
em todo o ser humano.

Ensina-me, Senhor,
a venerar-Te nas crianças, nos idosos,
nos pobres,
nos famintos,
nos sofredores e nos desalentados.

Que eu possa perceber
que sempre que estou com alguém
é conTigo que me encontro.

Aquece, Senhor, o nosso coração.
Não deixes que ele gele
com a arrogância, a frieza e a indiferença.

Fica connosco, Senhor,
sorri para nós Domingo de sol!

publicado por Theosfera às 15:54

Não aprecio vozes truculentas nem declarações grandiloquentes.

Raramente passam disso. Dificilmente são mais do que ruído, do que poluição sonora.

Estamos em plena tortura opinativa, quase sempre inconsequente.

Muito se fala. Muito se agride falando.

Eis a hora de dizer. Não tanto com os lábios. Mas sobretudo com a vida.

A vida, mesmo quando silenciosa, costuma ser eloquente!

publicado por Theosfera às 08:49

Há uma linha que nos separa do desenvolvimento, do progresso. Não é uma linha física, mas ética.

O que nos separa, endemicamente, não é a falta de produtividade. É o persistente défice moral.

Recordemos o falecido professor Saldanha Sanches: «Portugal terá um nível de vida igual ao da Finlândia quando a corrupção for combatida»!

publicado por Theosfera às 08:45

«Um amigo neutro é um amigo frio».

Charles Saint-Evremond tocou na ferida.

Certas neutralidades equivalem a um afastamento, a uma falta de amizade.

Amigo é o que opta, o que escolhe.

Se é neutro será amigo?

publicado por Theosfera às 08:40

Vissarion Belinski bem avisou: «Devemos gostar de uma convicção apenas porque é verdadeira e não porque é nossa».

Uma convicção por causa da verdade tem o nome de coerência.

Uma presumida convicção em nome do interesse tem o nome de teimosia.

É fundamental advertir a diferença!

publicado por Theosfera às 08:38

Muito subtil foi Henri Bergson ao escrever: «A qualidade é a quantidade de amanhã».

O que é bom é, quase sempre, raro, difícil e dificultado.

Amanhã (talvez um amanhã muito distante) será constante, permanente e consensual. E continuará a ser bom. O que é grande começou por ser pequeno!

publicado por Theosfera às 08:34

«O dinheiro só é poder quando existente em quantidades desproporcionadas».

Sinceramente, não sei se concorde com Balzac.

Muito dinheiro muito consegue. Mas também muito oprime.

E o pior é que nem nos apercebemos...

publicado por Theosfera às 08:32

Hoje, 09 de Junho, X Domingo do Tempo Comum, é dia de Sto. Efrém, S. José de Anchieta e Sta. Ana Maria Taígi.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:03

Sábado, 08 de Junho de 2013

O verdadeiro humilde nem humilde se considera.

Observou o Padre Manuel Bernardes: «Entre todas as virtudes somente a humildade se ignora a si mesma: como traz os olhos baixos, e fitos no abismo do seu nada, não reflecte sobre o seu conhecimento, porque o verdadeiro humilde não presume que o seja»!

publicado por Theosfera às 07:38

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