O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sábado, 22 de Junho de 2013

A estrada da vida é curvilínea, acidentada e, por isso, surpreendente.

Gostaríamos, sem dúvida, que o caminho da existência fosse em linha recta. Que nele víssemos tudo claro e à distância.

Mas, como dizia Ruy Belo, «ao templo não se vai directamente».

A Deus chegamos mesmo quando parece que nos afastamos.

Para Deus subimos ainda que pareça que desçamos.

Atenção aos caminhos menos óbvios, às quedas e aos recuos.

A longo prazo, tudo fará sentido. Não olhemos só para o instante nem nos fixemos no momento seguinte.

Busquemos uma luz que nos faça ver mais longe.

E não desbaratemos o mais precioso capital com que o Criador nos obsequiou: a paciência.

Na paciência está o parto da inteligência!

publicado por Theosfera às 22:59

Quem recorre a baixezas é porque não é capaz de grandezas.

Quem reage a baixezas é porque não está verdadeiramente seguro do que é grande. 

A infâmia dói. Mas reagir a ela acaba por levar a alastrá-la.

Há legitimidade para a reacção. Mas existe maior grandeza na superação.

Os antigos diziam que «de minibus non curat praetor». Em tradução um pouco livre: «As pessoas importantes não cuidam de coisas insignificantes».

É que, como rezava a sabedoria latina, «aquila non capit muscas». Ou seja, «a águia não apanha moscas».

A consciência limpa é o melhor travesseiro e o mais estimulante despertador!

publicado por Theosfera às 19:20

Grande filão está a ser Francisco: o nome e a pessoa ou, talvez melhor, as pessoas.

Francisco de Assis é uma inspiração para Francisco de Roma. E Francisco de Roma é, cada vez mais, uma respiração ecóica de Francisco de Assis.

Daí a tendência para, nos últimos tempos, reeditar obras sobre o fundador da Ordem Franciscana.

Uma das mais célebres foi escrita por Chesterton há precisamente 90 anos.

Nela, avulta Francisco como uma espécie de precursor da modernidade. Sintomas não faltam: «o amor aos animais, a compaixão social, a noção dos perigos sociais que resultam da prosperidade e mesmo da propriedade».

Até os não-cristãos são contagiados por um cristianismo assim, em forma de Assis.

De facto, S. Francisco era tão prático «que não conseguia ser prudente», amando o mundo através do despojamento das coisas do mundo.

Segundo Chesterton, havia em S. Francisco «uma espécie de esperança de desarmar o inimigo pela via da generosidade; uma espécie de necessidade bem-humorada de espantar o mundo com atitudes inesperadas».

Uma preciosa gramática é, pois, Francisco de Assis para perceber Francisco em Roma!

publicado por Theosfera às 11:53

Disse Joseph Joubert: «A esperança é um empréstimo que se pede à felicidade».

 

Enquanto esta não chega, aquela visita-nos.

 

Enquanto esta não sacia, aquela vai-nos alimentando!

publicado por Theosfera às 11:39

Nem sempre se vence quando se ganha. Nem sempre se é derrotado quando se perde.

Foi talvez por isso que Rudyard Kipling advertiu que, em rigor, «a vitória e o fracasso são dois impossíveis. É necessário recebê-los com idêntica serenidade e com uma saudável dose de desdém». E, depois, é tão rápida a transição entre a vitória e o fracasso que quase não vale a pena estacionar nem na vitória nem no fracasso.

Importante é acreditar. Sempre!

publicado por Theosfera às 07:38

Os preconceitos são o alimento da vulgaridade.

Por isso, estão tão difundidos. Por isso, são tão difíceis de desmontar.

Curiosa a advertência intimista de Voltaire: «Os preconceitos, meu amigo, são os reis do vulgo».

Cabe-nos remover esta «tirania»!

publicado por Theosfera às 07:36

Na vida, temos de conviver com o perigo. Em tudo e sempre.

Aliás, a palavra «experiência» contém a dupla ideia: «perícia» e «perigo».

Mas o medo do perigo pode ser mais prejudicial que o próprio perigo. O medo pode tolher a perícia.

Daí o aviso de Daniel Defoe: «O medo do perigo é mil vezes pior do que o perigo real».

Há que não ficar imobilizado pelo perigo.

É normal ter medo. Mas é fundamental não ficar tolhido por ele!

publicado por Theosfera às 07:34

Muito se fala hoje do poder e muito se tende a esquecer o dever.

O poder é importante. Mas o dever é decisivo.

É pelo poder que mostramos o que queremos. Mas é pelo dever que revelamos o que somos.

A sentença de Confúcio mantém-se, pois, actual: «Aprende a viver como deves e morrerás bem»!

publicado por Theosfera às 06:18

Hoje, 22 de Junho, é dia de S. Paulino de Nola, S. João Fisher, S. Tomás Moro e S. José Cafasso. Refira-se que S. Tomás Moro não foi padre nem bispo. Foi um político, um político íntegro. Por causa da sua integridade, foi assassinado pelo rei, a 06 de Julho de 1535.

Um santo e abençoado dia para todos.

publicado por Theosfera às 06:05

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