O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 22 de Maio de 2013

A alavanca da existência de um povo está na justiça.

Com ela, tudo de bom se consegue ainda que custe. Sem ela, nada de positivo se alcança, mesmo que se tente.

Já no século V, perguntava Agostinho de Tagaste: «Em não havendo justiça, que são os reinos senão grandes roubos?»

Tantos séculos depois, a resposta está à vista, à nossa vista!

publicado por Theosfera às 12:03

Cuidado com os inimigos. E muita atenção ao pior inimigo: o mau conselho.

Sófocles, em plena Antiguidade, anotou: «Nenhum inimigo é pior do que um mau conselho».

E é bem provável que alguns dos piores conselhos sejam aqueles que parecem bons. Que só parecem bons!

publicado por Theosfera às 10:31

Muita atenção ao aviso de Ramón Campoamor y Campoosorio: «A calúnia mais vil é a que enxerta na verdade uma mentira».

A calúnia mais aviltante é aquela que, à primeira vista, tem toda a aparência de verdade. Mas só as pessoas lúcidas conseguem detectar o logro e localizar a aparência.

Dar crédito a uma calúnia é tão lastimável como caluniar

publicado por Theosfera às 10:24

Necessário é o dinheiro. Mas muito mais importante é a cultura.

O nosso problema, hoje, é financeiro e económico porque, a montante, é de natureza cultural.

Albert Camus pôs o dedo na ferida: «Sem a cultura, e a liberdade relativa que ela pressupõe, a sociedade, por mais perfeita que seja, não passa de uma selva. É por isso que toda a criação autêntica é um dom para o futuro»!

publicado por Theosfera às 10:20

É possível que Balzac esteja certo quando diz: «O ódio tem melhor memória do que o amor».

Será por isso que o ressentimento é mais visível que a gratidão?

publicado por Theosfera às 10:17

«É um bom soldado o que não aspira a ser general».

Alexandre Pogosski tem razão.

A vontade forte anima, mas a ambição desmedida pode cegar. Quem está numa missão com os olhos em lugares ou em poderes não faz o que deve e acaba por não conseguir o que pretende.

A humildade é, decididamente, o caminho!

publicado por Theosfera às 10:15

Hoje, 22 de Maio, é dia de Sta. Rita de Cássia, Sta. Júlia, S. João Baptista Machado de Távora, Sta. Joaquina de Vedruna e Sta. Luísa Palazzolo.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:05

Terça-feira, 21 de Maio de 2013

Em tudo (nas palavras e nas acções), mostramos o que somos.

Mas é sobretudo nas coisas mais pequenas que revelamos a nossa identidade.

Chamfort assinalou: «Nas grandes coisas, os homens mostram-se como lhes convém; nas pequenas, mostram-se como são».

Para se conhecer alguém, é importante notar como se comporta com os pequenos e nas pequenas coisas.

Atenção, pois!

publicado por Theosfera às 09:46

Muitas vezes, as nossas necessidades não passam de desejos.

Goethe sinalizou: «O ser humano tem muito mais desejos que necessidades».

Marx achava que só as necessidades deviam ser satisfeitas.

Porém, o homem é insaciável nos seus desejos.

Era importante que o grande desejo fosse semear a bondade no mundo!

publicado por Theosfera às 09:42

«Quem atinge o seu ideal, ultrapassa-o precisamente por isso».

Nietzsche estava certo.

Só se atinge uma meta quando se ultrapassa a própria meta!

publicado por Theosfera às 09:39

O perigo infunde medo, mas também acicata as capacidades.

Agostinho da Silva tinha razão: «Uma aventura vale na medida em que é perigosa».

Os perigos só são vencidos quando são enfrentados!

publicado por Theosfera às 09:37

Sim. Só há liberdade na medida em que há libertação.

Paul Cour assinalou: «Não há liberdade, há libertação».

A liberdade passa pela libertação das opressões do exterior e dos constrangimentos do interior.

Só Deus é a liberdade libertadora.

N'Ele somos. E somos felizes!

publicado por Theosfera às 09:35

 «A vida é o que acontece enquanto estamos ocupados a fazer outros planos».

Se calhar, é como disse John Lennon.

Por isso, não desperdicemos o essencial: a vida.

Haverá mais planos na vida do que vida em certos planos.

E a vida é capaz de ter planos surpreendentes para nós!

publicado por Theosfera às 09:25

Hoje, 21 de Maio, é dia de Sto. Hospício, Sta. Catarina de Cardona, Sta. Gisela, S. Carlos José Eugénio de Mazovedo e S. Cristóvão de Magallanes.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:01

Segunda-feira, 20 de Maio de 2013
O futebol é apenas um jogo, um passatempo. Não vale a pena exagerar na importância do desporto. Mas muito se pode aprender com o futebol.

Veja-se o que se está a passar com o Sporting. Há muitos paralelismos com a situação do país.

De jogo para jogo, diziam que o clube ia melhorar. Mas, à excepção da recta final, a sensação dominante foi sempre a de uma decadência acentuada.

 
O mais estranho é que, apesar de tudo, o Sporting tem capacidade para fazer muito mais. Do mesmo modo, subsiste a impressão de que o país é capaz de muito melhor. O problema é que o Sporting fica à espera do que vai acontecer. O país também já está á espera do que vai ocorrer.

Em ambos os casos, falta iniciativa. O país está condicionado pelo défice. O Sporting mostra-se tolhido pela dívida.

Tem valido ao Sporting o guarda-redes, ao impedir que o desnorte seja maior. Tem valido ao país a resistência do povo, ao não deixar que o desastre seja total.

Será possível escapar ao abismo? Às vezes, é preciso estar perto do fundo para começar a subir. Só não sabemos se o fundo ainda conseguirá ser mais fundo.
 
É possível que sim. Acreditemos que não!
publicado por Theosfera às 10:22

O conhecimento é feito de completude porque a verdade está na totalidade.

Pressupõe, portanto, além de uma necessária proximidade, um inevitável distanciamento.

Só se vê a totalidade quando se está a uma certa distância.

Para conhecer, é preciso viver. Para viver, é fundamental conhecer.

Mas em cada momento da vida o conhecimento acerca da mesma vida é sempre parcial. É por isso que o conhecimento vem só depois.

Só depois das decisões tomadas e dos factos acontecidos é que conseguimos avaliar se a decisão foi certa ou errada.

Viver é optar. E conhecer acaba por ser também arriscar!

publicado por Theosfera às 09:58

Teimamos em ver o Estado como uma casa invertida, vista a partir do topo, construída a partir de cima.

Mas o Estado, como todo o edifício, só faz sentido se tiver alicerces. E os alicerces do Estado são as pessoas.

Já no século XIX, John Stuart Mill percebeu: «No final de contas, o valor do Estado é o valor das pessoas que o compõem».

Não é degolando as pessoas que o Estado se consolida.

A relação entre o Estado e a sociedade não pode ser antinómica nem sequer dialéctica.

O destino do Estado está, indelevelmente, ligado à sorte das pessoas.

Se as pessoas não viverem, o Estado sobreviverá?

publicado por Theosfera às 09:44

Hugo Hofmannsthal assinalou: «Qualquer novo conhecimento provoca dissoluções e novas integrações».

De facto, qualquer conhecimento novo começa por nos capacitar do nosso desconhecimento, do nosso não conhecimento.

O conhecimento é antes de mais abertura. A sabedoria é sobretudo atenção!

publicado por Theosfera às 09:32

Somos, os humanos, seres habituais, seres habituados.

Custa-nos muito perder os hábitos, ainda que não sejam bons.

Oscar Wilde deu conta: «Causa-nos sempre desgosto perder os nossos hábitos, mesmo os piores. São estes, sem dúvida, os que mais se lamentam, tal é a importância que têm na nossa personalidade».

Mas impõe-se fazer a devida triagem. E nunca é impossível (embora possa ser difícil) substituir hábitos maus por hábitos bons.

Afinal, a Graça de Deus também é portadora de hábito.

A Graça santificante também é conhecida como Graça habitual!

publicado por Theosfera às 09:25

A comunicação não é apenas uma necessidade. É também (e bastante) uma arte.

Às vezes, a palavra adequada pode surgir no momento inadequado.

Ter a percepção da palavra certa no momento próprio é o segredo da convivência.

Goethe recomendou: «Uma boa colecção de anedotas e máximas é o maior tesouro para o homem experiente, se ele souber entremear as primeiras em lugares convenientes na conversação e lembrar-se das segundas no momento oportuno»!

publicado por Theosfera às 09:21

Mariano Larra proclamou: «Felizes os que não falam; porque se entendem».

E, mesmo que não se entendam, eximem-se a muitos problemas.

Mas não são os problemas que nos hão-de inibir.

Tudo se requer na medida certa. Nem sempre a falar, nem sempre a calar!

publicado por Theosfera às 09:15

Já dizia o Coelet: «Os olhos do sábio estão na sua cabeça» (2, 14).

E os seus óculos acabam por se encontrar no seu coração.

Há muito que se vê para lá dos olhos!

publicado por Theosfera às 07:03

Hoje, 20 de Maio, é dia de S. Bernardino de Sena e S. Teodoro de Pavia.

Um santo e abençoado dia para todos.

publicado por Theosfera às 07:02

Domingo, 19 de Maio de 2013

Ser humano não é uma aquisição instantânea; é uma aprendizagem constante.

Fernando Savater exarou que, «para ser homem, não basta nascer; é necessário também aprender».

E só quem aprende vai verdadeiramente nascendo!

publicado por Theosfera às 13:24

Mário Quintana: «A alma é essa coisa que nos pergunta se a alma existe».

Mas também é a alma que responde e diz: «Sim, existo, insisto e persisto»!

publicado por Theosfera às 08:59

O Pentecostes é a festa do Espírito Santo, Aquele que vem quando os apóstolos estão unidos, em oração.

O Espírito é a surpresa, o alento, a esperança. O Espírito é a definitiva transgressão das evidências.

O Espírito é a vitória sobre o medo. O Espírito é aquele que tudo alterifica.

É no Espírito que se alicerca a nossa espera, a nossa esperança.

publicado por Theosfera às 08:57

O cuidado é tão necessário como o tratamento.

Conhecer é doente que tem a doença pode ajudar tanto (ou mais) como conhecer a doença que o doente tem.

A saúde não é uma questão meramente orgânica.

É, acima de tudo, uma questão espiritual, relacional, humanista!

publicado por Theosfera às 08:50

A prudência é tão necessária como a argúcia. Cuidado com os festejos antecipados.

Reza a Sagrada Escritura, no Eclesiastes (1, 14): «Não te felicites pelo dia de amanhã, pois não sabes o que o de hoje vai gerar»!

publicado por Theosfera às 08:47

Hoje, 19 de Maio, as agendas litúrgicas assinalam a memória de S. Celestino V.

 

Trata-se de alguém que, muito a contragosto, aceitou ser Papa, mas que, pouco tempo depois, abdicou.

 

O que sempre me impressionou mais neste homem foi a humildade com que aceitou a missão e a humildade com que se retirou dela.

 

Pedro Celestino, eremita, nasceu em 1221 em Isenia, na província de Apulia.

 

Tendo apenas seis anos de idade, disse à mãe: «Mãe, quero ser um bom servo de Deus».

 

Depois de ter terminado os estudos, retirou-se para um ermo, onde viveu dez anos.

 

Decorrido este tempo, ordenou-se em Roma e entrou na Ordem Beneditina.

 

Com licença do Abade, abandonou o convento, para continuar a vida de eremita. Como tal, teve o nome de Pedro de Morone, nome tirado do morro de Morone, no sopé do qual erigira a cela em que morava.

 

O tempo que passou naquele ermo foi uma época de grandes lutas e provações.

 

A paz e tranquilidade voltaram depois de Pedro ter confessado o estado de sua consciência a um sábio sacerdote.

 

Em 1251, fundou, com mais dois companheiros, um pequeno convento, perto do morro Majela. A virtude dos monges animou outros a seguir-lhes o exemplo.

 

O número dos religiosos, sob a direcção de Pedro, cresceu tanto que o superior, por uma inspiração divina, deu uma regra à nova ordem, chamada dos Celestinos.

 

Esta Ordem, reconhecida e aprovada por Leão IX, estendeu-se admiravelmente, e, ainda em vida do fundador, contava 36 conventos.

 

Com a morte de Nicolau V, em 1292, ficou a Igreja sem Papa.

 

Dois anos durou o conclave, sem que os cardeais chegassem a acordo.

 

Finalmente, a 5 de Julho de 1294, contra todas as expectativas, saiu eleito Pedro Morone.

 

Só que ao eremita faltavam por completo as qualidades indispensáveis para governar a Igreja, ainda mais num período tão crítico e difícil.

 

Os cardeais depressa viram que o eleito, em vez de ouvir os seus conselhos, preferia seguir os do rei e de alguns monges, ficando com isto seriamente afectados os interesses da Igreja.

 

O Pontífice, por sua vez, reconheceu que estava deslocado e depressa abdicou (13-12-1294).

 

Bonifácio VIII, seu sucessor, foi interpelado por muitos, que chegaram a declarar não justificada, e sem efeito a abdicação de Celestino, e ilegal a eleição de Bonifácio.

 

Para afastar o perigo de um cisma, mandou fechar Celestino, até à morte, no castelo Fumone.

 

Pedro sujeitou-se a esta medida coerciva e passou dez meses, por assim dizer, na prisão.

 

Por uma graça divina foi conhecedor do dia da sua morte, que predisse com toda a exactidão.

 

Tendo recebido os Santos Sacramentos, esperou a morte, deitado no chão. As últimas palavras que disse foram as do Salmo 150: «Todos os espíritos louvem ao Senhor».

 

Já em 1313 foi honrado com o título de Santo, pela canonização feita por Clemente V.

 

A Ordem dos Celestinos estendeu-se rapidamente pela Itália, França, Alemanha e Holanda.

 

Estimada pelos príncipes, teve em todos os países uma bela florescência, até à grande catástrofe religiosa na Alemanha e a Revolução Francesa.

 

Na Itália existem ainda poucos conventos da fundação de Pedro Celestino.

publicado por Theosfera às 08:42

A arte é, acima de tudo, liberdade e, nessa medida, libertação.

Fernando Pessoa assinalou: «A arte consiste em fazer os outros sentir o que nós sentimos, em os libertar deles mesmos, propondo-lhes a nossa personalidade para especial libertação»!

publicado por Theosfera às 08:41

Hoje, 19 de Maio (solenidade do Pentecostes e fim do tempo litúrgico da Páscoa), é dia de S. Celestino V, S. Clemente Ósimo, Sto. Agostinho de Tarano e S. Crsipim de Viterbo.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:04

Sábado, 18 de Maio de 2013

Hoje, 18 de Maio, é dia de S. João I, S. Venâncio, S. Guilherme de Toulouse, S. Téodoto, Sta. Tecusa e companheiros mártires, S. Leornardo Murialdo, S. Félix de Cantalício, Sta. Blandina Merten e Sta. Maria Josefa Sancho de Guerra.

Faz 93 anos que nasceu o Beato João Paulo II.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:06

Nasceu no mesmo mês e no mesmo dia que João Paulo II, mas um ano antes.

O senhor Padre Lucas Ribeiro Pedrinho faz 94 anos a 18 de Maio.

E é padre há 71 anos!

Muitos parabéns!

publicado por Theosfera às 00:00

Sexta-feira, 17 de Maio de 2013

Como deve ser o Papa?

Deve ser «um homem que, a partir da contemplação e da adoração de Jesus Cristo, ajude a Igreja a sair de si mesma para as periferias existenciais, que a ajude a ser a mãe fecunda que vive a suave e reconfortante alegria de evangelizar».

Assim pensava o cardeal Jorge Bergoglio em Março.

Assim o tem mostrado o Papa Francisco desde Março!

publicado por Theosfera às 11:28

Apesar da fama de tolerante, Rodrigo da Fonseca foi deveras contundente no leito da morte: «Nasci entre brutos, vivi entre brutos e morro entre brutos».

Só pode ser uma frase «brutal», talvez cravada de mágoas e povoada de ressentimentos.

A época em que viveu (séculos XVIII e XIX) foi recheada de confrontos, que ele sempre procurou mediar.

Daí a diferença que, porventura, tenha querido marcar.

Um conhecido sociólogo também qualificou o nosso momento como «brutalismo político».

De facto, já chega de «brutalidade». A política e a cidadania merecem melhor.

Sem querer ser dengoso, diria que precisamos de alguma suavidade e de muito decoro!

publicado por Theosfera às 11:03

As leis valem muito. E mais valerão se forem adornadas pela justiça.

Todos nós gostaremos de cumprir uma lei justa. O problema é que também nos obrigam a seguir a lei injusta.

Como alertava Montesquieu, «as leis conservam o crédito não porque sejam justas, mas porque são leis».

É pena que assim seja. Mas não desistamos. Um dia, tudo pode ser diferente!

publicado por Theosfera às 10:03

Não é justo, mas é verdade.

Habitualmente, as pessoas não são avaliadas pelo seu valor nem pela sua dignidade.

Os padrões de avaliação ficam-se pela riqueza ou pela sorte.

La Rochefoucauld assinalou: «A maior parte das pessoas julga os homens pela sua fama ou pela sua fortuna».

É pouco, é quase nada. Mas é o que se vê.

Precisamos de outros olhos? Precisamos, sem dúvida, de um novo olhar.

Cada pessoa vale (e vale muito) não pelo que tem, mas pelo que é!

publicado por Theosfera às 09:57

A suspeita não advém da realidade, mas (quase sempre) da má consciência.

Atenção, pois, ao alerta de Thomas de Kempis: «Quem está em boa paz não suspeita de ninguém».

Quem está em paz propende a ver o bem, mesmo onde ele não existe. Quem suspeita raramente vê o bem, mesmo onde ele existe.

Para a suspeita, até o bem está encoberto pelo mal. No fundo, ela própria, a suspeita, já é um grande mal. Um grande mal que alastra como tumor.

Perante a realidade, não podemos ignorar. Mas diante da suspeita, o melhor é seguir em frente!

publicado por Theosfera às 09:51

Mariano da Fonseca põe-nos de sobreaviso: «A preguiça gasta a vida, como a ferrugem consome o ferro».

A preguiça gasta mais que o trabalho. O trabalho pode fatigar mas realiza.

Já a preguiça apenas gasta. E desgasta. Faz da pessoa apenas espectador da vida.

Cada ser humano é um actor da história!

publicado por Theosfera às 09:46

Pertinente o aviso de John Locke: «É preciso metade do tempo para usar a outra».

O problema é que, quando começamos a meditar sobre o tempo, apercebemo-nos de que ele já passou, em muito, a metade!

publicado por Theosfera às 09:43

Hoje, 17 de Maio, é dia de S. Pascoal Bailão, Sta. Margarida de Cortona, Sta. Restituta e Sta. Antónia Mesina.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:02

Quinta-feira, 16 de Maio de 2013

É fácil fixar. Mas vai ser (muito) difícil escolher.

As próximas eleições presidenciais no Irão contam com 686 candidatos (uma capicua), o que vai complicar a vida dos eleitores.

Ouvir todas as declarações e conhecer todos os programas não será tarefa fácil!

publicado por Theosfera às 10:19

Não se deslumbre com as vitórias. Nem se deprima com as derrotas.

Nenhuma delas é eterna e passa-se de um lado para o outro com incrível rapidez.

José Saramago deu conta: «Nem as derrotas nem as vitórias são definitivas. Isto dá uma esperança aos derrotados, e deveria dar uma luz de humildade aos vitoriosos».

A experiência não costuma errar: os vitoriosos de hoje podem ser os derrotados de amanhã e os derrotados do presente podem ser os vitoriosos do futuro.

É que uns aprendem mais que outros. Como dizia um professor de antanho, não basta dizer que os jovens de hoje são os adultos de amanhã. É bom que se acrescente que serão também os velhos de depois de amanhã.

Tudo nasce, cresce, decai e acaba. O que resta depois de tudo acabar é o rasto do bem, da verdade e da paz.

publicado por Theosfera às 10:01

Cervantes confessou-se: "«Ah, memória, inimiga mortal do meu repouso!».

Mas a ausência de memória também não assegura o desejado repouso.

Depende do que se memoriza. A memória pode apaziguar quando se procurou dar o melhor!

publicado por Theosfera às 09:54

«A dúvida é uma homenagem prestada à esperança».

Penso que Isidore Lautréamont está certo.

Quem duvida espera. Quem duvida tem esperança. Quem duvida não se resigna.

Mas, atenção, quem duvida eternamente não sai de onde está, não sai da dúvida.

Quem duvida eternamente não espera: naufraga na desesperança.

Duvidar é como enxergar para lá do imediato, do visível e do palpável. Duvidar é não desistir de ver mais longe e de chegar mais além!

publicado por Theosfera às 09:49

Hoje, 16 de Maio, é dia de S. João Nepomuceno (invocado para proteger as pontes, para fazer uma boa confissão e contra as injúrias e calúnias), Sto. André Bobola, S. Simão Stock, Sto. Alípio e Sta. Gema Galgani.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:02

Quarta-feira, 15 de Maio de 2013

1. Não falta — a esta hora — quem, além da admiração pelo Papa, se aperceba de um certo contraste entre ele e muitas estruturas da Igreja.

É natural, por isso, que, neste tempo novo, surjam perguntas novas: que tem de especial o Papa Francisco?; o que levará tantos a admirá-lo tanto?

É então que sobrevirá a pergunta de sempre: o que falta na Igreja para cativar, para convencer de modo persistente e para motivar de forma duradoura?

 

2. O que tem faltado à Igreja é o que abunda no Papa: «vinho»! Sim, falta-nos «vinho». Aliás, não custará muito imaginar Maria, na eternidade, a continuar a dizer a Seu Filho o mesmo que disse em Caná: «Não têm vinho» (Jo 2, 3).

Parece que, como há dois mil anos, o «vinho» se esgota rapidamente. Este «vinho» não é o líquido que costumamos ingerir. Este «vinho» é, como notou Carlo Maria Martini, «a alegria do Evangelho».

 

3. De facto e como observa Medard Kehl, às vezes dá a impressão de que «a Igreja se assemelha mais a um velório do que a uma festa».

Não é tanto o riso que está em défice. O que parece escassear é a vivacidade, a transparência, a substância, a autenticidade, o sabor!

 

4. É preciso recolocar no centro duas atitudes que tendemos a subestimar: a transparência do testemunho e a paciência na missão.

Convém não esquecer que Jesus sempre verberou a hipocrisia, o jogo escondido, a intenção subterrânea e a cobardia.

 

5. A mudança é um processo demorado e, quase sempre, doloroso. É tecido com resistências e nem sequer está imune a recuos e atropelos.

Começa por implicar algo elementar, mas inquestionavelmente difícil: reconhecer os erros e assumir as falhas.

 

6. Uma coisa é certa. Nunca há fraqueza na franqueza. Medard Kehl advoga a reactivação «da velha virtude bíblica da franqueza especialmente onde determinados grupos e indivíduos parecem não corresponder ao imperativo de tornar transparente, hoje, Jesus Cristo e o Seu Evangelho».

Não pode haver desconfiança em relação ao diferente, nem receio diante do novo. Não estará o Espírito de Jesus a falar-nos, nestes tempos, como falou nos primeiros tempos?

 

7. No entanto, é fundamental que a franqueza seja temperada pela paciência. O embate com uma realidade granítica pode atrair a impaciência e conduzir à desistência.

Não podemos viver obcecados com o imediato. As dores da mudança são dores de uma vida que nasce e não de um corpo que adoece.

 

8. Como lembra Madeleine Delbrêl, «se o compromisso em favor da mudança não se alimenta de uma paciência contemplativa acabará por ser infecundo».

É por isso que, segundo Hermann Hesse, a paciência pode ser mais importante do que a própria inteligência.

 

9. A paciência ajuda a persistir mesmo perante os dados da evidência. A paciência vive de uma saudável transgressão das evidências. De resto, a experiência mostra que as evidências também se alteram.

Percebe-se, pois, que Hans Schaller assegure que «a paciência não é uma virtude de pessoas de carácter passivo ou resignado. Pelo contrário, a paciência impede que nada (nem ninguém) destrua a confiança interior».

 

10. A paciência põe a esperança em dia. A paciência não exclui a acção. A paciência é o melhor combustível para a acção. É o combustível que nunca se extingue.

A paciência pode exasperar. Mas não é a paciência que complica. A falta de paciência é que tudo destrói!

publicado por Theosfera às 20:16

Ser gago não pode ser um estigma. Nem sequer deve ser encarado como um problema.

Há muita gente que me aborda sobre esta situação e como vencê-la.

Eis o que me parece crucial para quem é gago: não procure vencer a gaguez. Procure conviver serenamente com a gaguez. E, por acréscimo, notará que vai vencendo a gaguez.

Para vencer, é preciso assumir!

publicado por Theosfera às 10:20

É sempre bom pedir conselho. Mas nem sempre é bom seguir o conselho que se pede.

Madame Swetchine recomenda: «É conveniente pedir conselho: nem sempre para o seguir, mas sempre para que nos ilumine».

Mesmo que o conselho não possa ser seguido, valerá a pena pensar nele.

Uma luz pode não indicar o caminho. Mas ilumina o local do caminho!

publicado por Theosfera às 09:52

Jean Lamarck achava que «a natureza não faz nada bruscamente».

Nem sempre é o que se vê. Nem sempre é o que sente.

A natureza, por vezes, mostra-se muito brusca. Incluindo a natureza humana!

publicado por Theosfera às 09:46

«Se ao progresso técnico não corresponde um progresso na formação ética do homem, no crescimento do homem interior (cf. Ef 3,16; 2 Cor 4,16), então aquele não é um progresso, mas uma ameaça para o homem e para o mundo».

O Papa Bento XVI, no fundo, partilha o alerta de Edgar Morin. É fundamental que cada progresso não degenere num retrocesso.

O progresso tecnológico não pode provocar um retrocesso humanístico.

É bom não esquecer que não somos (ou não devíamos ser) máquinas. Somos (devíamos ser) pessoas!

publicado por Theosfera às 09:43

Hoje, 15 de Maio, é dia de S. Manços, Sta. Dionísia, S. Paulo e Sto. André (mártires), Sto. Isidro Lavrador e S. Gil de Vouzela.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:00

Terça-feira, 14 de Maio de 2013

Contradições é o que, habitualmente, notamos nos outros. Mas é altamente provável que os outros também as detectem em nós.

De facto, não somos um, somos muitos. Ou, melhor, somos um feito de muitos.

Walt Whitman confidenciou: «Contradigo-me? Pois bem, então contradigo-me. Sou extenso, contenho multiplicidades».

Quem não as contém? Que, ao menos, as multiplicidades não entorpeçam a indispensável unidade!

publicado por Theosfera às 09:31

Bem avisado andou Severo Catalina quando escreveu: «A esperança é a mão misteriosa que nos aproxima do que desejamos e nos afasta do que tememos».

A esperança costuma dar-se bem com a paciência!

publicado por Theosfera às 09:24

Quanto falta o espanto, falta o encanto. Quanto falha a surpresa, falha a destreza.

Atenção ao que verteu Albert Einstein: «Aquele que já não consegue sentir espanto nem surpresa está, por assim dizer, morto; os seus olhos estão apagados».

E há tantos olhos apagados que parecem abertos!

publicado por Theosfera às 09:21

Fazer poesia é confessar-se».

No fundo, Friedrich Klopstock tem razão.

A poesia, com a sua subtileza, é uma confissão, uma exposição do eu, uma manifestação da pessoa.

Tanta vida escondida é revelada na poesia!

publicado por Theosfera às 09:17

Hoje, 14 de Maio, é dia de S. Matias (padroeiro dos carpinteiros, dos alfaiates, dos alcoólicos arrependidos e invocado para as dores de bexiga), S. Frei Gil de Santarém e S. Miguel de Garicoits.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:07

Segunda-feira, 13 de Maio de 2013

Quantos «campeões» já houve este ano?

A presente Liga teve um campeão anunciado até sábado. Parece ter um campeão garantido desde sábado.

Embora não assumidos, já houve festejos e lamentos, devidamente alternados.

Quem será o campeão? Alguém tem a certeza plena?

É bom não subestimar o Paços de Ferreira nem o Moreirense. E é prudente não menoscabar a competição.

publicado por Theosfera às 15:05

Há 96 anos

(completam-se neste dia),

o Céu veio até à Terra,

o Céu veio até à nossa terra.

 

Veio através da Mãe,

veio por Maria,

veio a Portugal,

veio ao mundo inteiro.

 

Veio a Fátima,

veio a três crianças,

a três pastorinhos

e, por elas, convidou o mundo à mudança,

à conversão, à santidade, ao amor..

 

Em Fátima, Maria mostrou o coração de Deus,

um coração onde cabe a humanidade inteira,

um coração de paz, um coração que irradia luz.

 

Jesus tinha dito

(ouvimo-lo hoje de novo)

que nunca nos deixaria órfãos, abandonados.

 

Ele enviou-nos do Pai o Defensor,

o Espírito da verdade,

o Espírito da esperança,

da justiça e do amor.

 

Obrigado, Maria,

Afinal, 13 de Maio também é dia da Mãe!

Qual é o dia que não é dia da Mãe?

 

Limpa, Maria, as nossas lágrimas.

Enxuga, Senhora, o nosso pranto.

Recebe as nossas preces

e dá-nos sempre o Teu Filho,

o Teu querido Filho,

JESUS!

publicado por Theosfera às 09:43

Provavelmente, Sófocles estava certo: «As desventuras que mais atingem os homens são aquelas que são escolhidas por eles».

De facto, muitas vezes somos nós que (pelo menos, involuntariamente) fazemos as opções que nos entorpecem.

Mas também podemos ser nós a fazer as escolhas que nos permitam transformar as desventuras em venturas!

publicado por Theosfera às 09:29

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