O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 22 de Maio de 2013

 

1. Continuamos à procura de soluções. Mas, invariavelmente, acabamos por verificar que laboramos nos mesmos problemas.

A experiência diz que os problemas clamam por soluções. Mas a história também documenta que as soluções arrastam novos problemas.

 

2. As alternativas costumam ser procuradas dentro do poder. Para quando uma autêntica alternativa ao poder?

Não faltará quem estigmatize este desejo, taxando-o de quimérico e apodando-o de simplesmente utópico e irrealizável.

 

3. Ressalve-se que a raiz do problema nem sequer está no poder. Está no modo como se usa o poder, como se abusa do poder. Está no poder pelo poder. Está no poder como objectivo único e finalidade última.

A vocação do poder é ser instrumento. Para isso, tem de possuir uma nascente e uma direcção. O que se vê, porém, é o poder a sacrificar todos e a não sacrificar-se por ninguém.

 

4. Jesus tem uma palavra a dizer também neste campo. Para Ele, o único poder que vale é o poder do amor.

É um facto que o poder nem sempre tem amor. É uma urgência que o amor tenha sempre poder.

 

5. A mensagem de Jesus continua a ser nova e o Seu mandamento mantém-se novo: «Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei» (Jo 13, 14).

Esta, para Jesus, é a maior Lei. Trata-se da Lei que dispensa toda a Lei, porque sintetiza e colmata todas as leis.

 

6. Resumindo. Não a «craciofilia» (amor do poder), mas a «filocracia» (poder do amor).

Eis a grande mensagem do Evangelho. Eis o legado de Jesus. Eis a proposta que anela por resposta e que bem merece a nossa aposta.

 

7. Deus, como bem notou Paul Ricoeur, é sobretudo o «Todo-Amoroso». O seu poder é o poder do amor.

É neste sentido que a Igreja, não sendo obviamente uma democracia (como não é uma monarquia, uma ditadura ou uma anarquia), não pode ser menos que uma democracia. Nela, há-de vigorar sempre a «filocracia», o poder do amor.

 

8. Tanto se fala de dívida nos dias que passam, nos tempos que correm. S. Paulo também nos fala de uma: da dívida do amor. E o amor não se retribui com mais nada. Apenas com amor.

Sendo uma palavra presente, não consintamos que o amor seja uma realidade ausente. Façamos da própria democracia uma «filocracia». Substituamos o amor do poder pelo poder do amor.

 

9. O poder, como tudo, vem de Deus. Mas, pela amostra, o exercício do poder parece ter sido capturado pelo Diabo. Este, segundo a Bíblia, reclama-o como seu (cf. Lc 6, 4).

De facto, o poder parece ter muito de diabólico, tal é a opressão que provoca e a injustiça que faz alastrar. Será impossível libertar o poder da captura a que se mantém (prolongadamente) submetido?

 

10. É pelo poder do amor que as pessoas notarão que nós seguimos Jesus.

O amor do poder tem esganado a vida de muita gente. O poder do amor devolverá a vida a toda a gente!

publicado por Theosfera às 19:16

A alavanca da existência de um povo está na justiça.

Com ela, tudo de bom se consegue ainda que custe. Sem ela, nada de positivo se alcança, mesmo que se tente.

Já no século V, perguntava Agostinho de Tagaste: «Em não havendo justiça, que são os reinos senão grandes roubos?»

Tantos séculos depois, a resposta está à vista, à nossa vista!

publicado por Theosfera às 12:03

Cuidado com os inimigos. E muita atenção ao pior inimigo: o mau conselho.

Sófocles, em plena Antiguidade, anotou: «Nenhum inimigo é pior do que um mau conselho».

E é bem provável que alguns dos piores conselhos sejam aqueles que parecem bons. Que só parecem bons!

publicado por Theosfera às 10:31

Muita atenção ao aviso de Ramón Campoamor y Campoosorio: «A calúnia mais vil é a que enxerta na verdade uma mentira».

A calúnia mais aviltante é aquela que, à primeira vista, tem toda a aparência de verdade. Mas só as pessoas lúcidas conseguem detectar o logro e localizar a aparência.

Dar crédito a uma calúnia é tão lastimável como caluniar

publicado por Theosfera às 10:24

Necessário é o dinheiro. Mas muito mais importante é a cultura.

O nosso problema, hoje, é financeiro e económico porque, a montante, é de natureza cultural.

Albert Camus pôs o dedo na ferida: «Sem a cultura, e a liberdade relativa que ela pressupõe, a sociedade, por mais perfeita que seja, não passa de uma selva. É por isso que toda a criação autêntica é um dom para o futuro»!

publicado por Theosfera às 10:20

É possível que Balzac esteja certo quando diz: «O ódio tem melhor memória do que o amor».

Será por isso que o ressentimento é mais visível que a gratidão?

publicado por Theosfera às 10:17

«É um bom soldado o que não aspira a ser general».

Alexandre Pogosski tem razão.

A vontade forte anima, mas a ambição desmedida pode cegar. Quem está numa missão com os olhos em lugares ou em poderes não faz o que deve e acaba por não conseguir o que pretende.

A humildade é, decididamente, o caminho!

publicado por Theosfera às 10:15

Hoje, 22 de Maio, é dia de Sta. Rita de Cássia, Sta. Júlia, S. João Baptista Machado de Távora, Sta. Joaquina de Vedruna e Sta. Luísa Palazzolo.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:05

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