O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 07 de Maio de 2013

Já por si, a vida leva a pensar. Mas a morte, como lembra Moltmann, leva a repensar, ou seja, a pensar ainda mais intensamente.

Só que...leva ou levaria? Leva ou devia levar?

Há sinais perturbadores de que já se pensa pouco a vida. E há sintomas preocupantes de que nem sequer se pensa muito diante da morte.

Pensar não é apenas repetir pensamentos. Como bem notou Eduardo Lourenço, o segredo do pensamento está na atenção.

Que atenção existe em relação à vida? Que atenção existe em relação à morte?

Ficamos arrepiados com a aparente «nonchalance» dos mais novos quando falam da morte e até dos que morrem.

A vida continua e nem as festas podem parar. Esta (in)cultura do «the show must go on» pode advir do calor das emoções, mas denota uma comatosa frieza.

Entretanto, que responsabilidade teremos nós, os adultos, para que os mais novos reajam assim? E que possibilidades teremos nós, os adultos, para que os mais novos deixem de reagir assim?

Confesso que me assusta este vendaval de egoísmo, empunhado por uma aparente ausência de compaixão.

Uns matam. Outros criam dificuldades a quem quer viver. E outros parecem não se importar muito com tudo isto.

É certo que a realidade dói. Mas a solução será esquecê-la?

Impressiona, numa conjuntura de emergência social, os orçamentos movidos pela indústria da evasão.

Não «queimemos» energias. Reaprendamos a acender a esperança.

Nas horas difíceis, ela é ainda mais urgente!

publicado por Theosfera às 10:37

Recordo muitos instantes, mas não me lembro de muitos dias da infância.

Os dias dos exames, porém, nunca se apagaram da minha memória.

Eram dias de pressão? Mas é bom convivermos, desde cedo, com o que tem a vida. E a vida pressiona-nos desde o princípio.

Eram dias de seriedade, de concentração. Mas também eram dias de alegria, de convívio.

Nos exames íamos geralmente a outras escolas. Víamos outros alunos e éramos examinados também por outros professores.

O regresso dos exames no primeiro ciclo não me parece, pois, um recuo. Parece-me, sim, um acto de lucidez.

Exame é o que devemos fazer sempre: aos conhecimentos e, já agora, aos comportamentos.

Aliás, ainda ontem, o Papa Francisco convidava ao exame de consciência diário.

Quem se vai conhecendo a si próprio aprende a conhecer os outros.

Uma saudação final para os colegas e para os professores de outrora. Todos deixaram marcas.

Foi um passado que não passou. Foi um passado que nunca passará!

publicado por Theosfera às 09:58

A lealdade para com alguém não significa, necessariamente, deslealdade para com ninguém.

Daí que não aquiesça a Alain de Botton quando escreve: «A nossa maior prova de lealdade para outra pessoa é a nossa monstruosidade com todos os outros».

Lealdade não é o mesmo que concordância. Não podemos concordar com tudo. Mas temos de ser leais a todos. Mesmo que seja para dissentir!

publicado por Theosfera às 09:47

«Quando um pensamento é fraco demais para vestir uma expressão simples, isso é o sinal para rejeitá-lo».

Vauvenargues tem razão. O que é bom, belo e verdadeiro gosta de uma roupagem simples.

Uma vida autêntica não precisa de adornos. Embeleza-se a si mesma!

publicado por Theosfera às 09:43

Andamos muito tempo a atrasar a morte. Mas, se repararmos bem, andamos também muito tempo a adiar o nascimento.

Erich Fromm assinalou: «A principal tarefa na vida de um homem é a de dar nascimento a si próprio».

De facto, não nascemos quando chegamos ao mundo. Nascemos quando encontramos um sentido para a nossa vida no mundo.

E isso leva tempo. Muito tempo. Todo o tempo?

Não desistamos. Andamos à procura do sentido. Mas o sentido também anda à procura de nós.

É possível que pensemos que o sentido foge de nós. Mas é provável que sejamos nós a fugir do sentido.

Há um momento, porém, em que o encontro se dará!

publicado por Theosfera às 09:34

Não há ideias na força. Mas há muita força nas ideias.

Henry James bem o notou: «As ideias são, na realidade, força».

Quem tem ideias não recorre à força. Quem usa a força é porque não possui grandes ideias. Ou, pelo menos, não confia nelas.

Este é um tempo em que, como de pão para a boca, precisamos de ideias. De muitas. E sobretudo de boas.

Enfim, precisamos de ideias que se transformem em ideais!

publicado por Theosfera às 09:27

Hoje, 07 de Maio, é dia de Sta. Flávia Domitila e Sta. Gisela.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 06:59

O que parecia decidido está, agora, relançado.

O empate do Benfica torna o jogo do próximo sábado uma epopeia de dimensões (quase) homéricas.

Irá a águia voar sobre o dragão? Irá o dragão engolir a águia?

Ao FC Porto só a vitória interessa. A duas equipas parecem estar num momento excelente.

Esperamos é que os ânimos serenem.

Pode dar-se o caso, se o Benfica vencer, de haver festejos de campeão. Isso pode incendiar emoções.

Acima de tudo, que haja paz.

A paz é a maior (a bem dizer, a única) vitória.

Nunca se ganha contra ninguém. A grande vitória é a que se reparte com os outros!

publicado por Theosfera às 06:28

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